O Último Shirian [hiatsu]

1 Capítulo 1 - O encontro


Notas iniciais
Minha Segunda fic, sendo que é a primeira na categoria fantasia e original, então não sei se esta boa '~' "As rosas vermelhas pintadas com sangue, regadas de lágrimas, que brotam na tristeza, em meio aos espinhos que chamam de arrependimentos" Hisachi Mynari Edit-2020: Quase uma década depois vim reler minha fic inacabada, ela é repleta de gatilhos misturados em fantasias que minha psicologa se aventuraria lendo, então acho bom avisar você, novo leitor, já que dessa vez ela será finalizada. Essa história terá conteúdos de abuso e violência, físico e mental, tanto contra adultos quanto crianças, esteja ciente ao prosseguir a leitura e interrompa a mesma caso seja muito ansiogênica. Reli tentando corrigir alguns erros, porém ainda mantive-a com a mesma narrativa (as vezes amadora e repetitiva) reflexo da pré-adolescencia, em respeito aos leitores que se apaixonaram por ela mesmo com esse formato. Boa leitura.

Capitulo 1 – O encontro

Um trovão ecoou, e pouco tempo depois as primeiras gotas de chuva caiam, permitindo que as mesmas apagassem aos poucos o fogo que devastava aquela região, a paisagem estava coberta de vermelho, em meio a dor e o sangue derramado.

Há muito tempo ali residia seres místicos conhecidos como Shirians, criados a partir da magia de bruxos antepassados, que com o tempo morreram, e graças a misturas da raça com os humanos, perdeu-se os descendentes com poderes.

Os humanos, agora frios queriam expandir seu território, porém os seres se recusaram a partir, e lutaram pelo local que lhes pertencia, provocando assim uma grande batalha. Após muito sangue, lutas e perdas ela foi encerrada com a vitória dos soldados humanos.

A notícia da vitória era motivo de grande celebração e por isso uma grande festa ocorria distante do território da batalha, as pessoas dançavam alegres enquanto uma música tocava ritmada em comemoração, as famílias sorriam com o reencontro dos soldados vivos que já haviam sido enfaixados.

Mas no canto a família real se encontrava seria, os olhos preocupados buscavam inutilmente achar em algum lugar no vasto terreno o principal soldado e comandante a mulher do mesmo já segurava as lagrimas, a mão se encontrava sobre o peito, que doía só de pensar na possibilidade de que esse falecera.

—Alexander —Gritou a realeza para o jovem sargento que sorria enquanto abraçava a filha, o sorriso se desfez ao ver a garota que segurava o choro, nos olhos havia apenas uma mistura de dor e remorso.

Alexander tirou a filha de seus braços e pediu que ela não saísse dali, enquanto ele com receio se aproximava da moça, não sabia como lhe informar que seu amado...

—Cade Richard? Ele está com os capitães? É isso né? Não é? — Questionou a moça que não queria pensar negativamente.

—Rose... —Começou ele com receio, a moça encarou forçando um sorriso, apesar do mesmo não possuir mais sinal de esperanças — Eu lamento — Sussurrou ele.

Rose paralisou, a expressão ficou congelada enquanto os olhos que nem ao mesmo piscavam despejavam as lagrimas de dor. As mãos tremiam enquanto as nuvens fartas de chuva chegavam ao local, derramando as gostas que molhavam ainda mais a face da jovem.

—Rose — Falou seu irmão, um garoto, que por ser tão jovem não pode os acompanhar na batalha, a garota finalmente saiu do transe se agarrando rapidamente ao irmão e chorando em prantos. O irmão sem reação não sabia como acalmá-la, não compreendia sua dor, mal falara com seu noivo. Ele apenas afagou os cabelos da mesma enquanto a abraçava.

—Ele não podia ter partido Kevin, não podia — Gritou para o irmão, Alexander a olhou, entendia como ela se sentia em relação a Richard, também foi um grande amigo para ele —Aqueles bichos horríveis, ainda bem que os mataram — Continuou ela em meio à dor e raiva— Alexander, vingue ele, mate todos os seres, mate! —Gritou.

—Mas rose —Começou ele com receio, o objetivo ali não era aniquilar e sim conquistar o território.

—Mate eles por Richard, por mim —Disse ela olhando-o — Se não for o bastante faça-o por Dilan — falou colocando a mão sobre o ventre — Faço-o pelo meu filho.

Alexander ficou serio, não tinha ciência de tal noticia, era uma surpresa para todos saber que a princesa guardava no ventre um filho, com um pouco de receio e em meio a dor obedeceu a ordem da futura rainha, chamando seus soldados e os avisando para matarem qualquer Shirian que encontrasse, sem dó ou piedade.

17 anos depois

Hiroshi olhou pela vasta janela observando a vila, que foi construída em cima do terreno da antiga batalha, que nunca era dita, apenas sabiam que haviam lutado bravamente e qualquer toque no assunto era claramente proibido. Pelo bairro estavam espalhadas grandes casas, chegando ao ponto de serem comparadas à mansões. As roupas esfarrapadas lhe caiam largas, enquanto Hiroshi varria calmamente a sala.

Avistou Dilan andando calmamente enquanto era rodeado por varias garotas que soltavam gritinhos quando ouviam sua bela voz, Dilan era seu irmão agora príncipe, sempre elogiado pela beleza e habilidade no almejo de espadas, forte e inteligente se tornou um ícone para outros reinos.

Já Hiroshi apesar de ter o sangue real sempre foi tratado com desprezo, filho de um caso alheio que Rose teve após o nascimento de Dilan, ele junto e sua mãe foram considerados uma vergonha à família. Rose perdeu o título de futura rainha, entretanto Dilan por ter o sangue de Richard o legitimo príncipe, ainda era importante na linhagem de sucessão, continuando com seu título e importância enquanto o conselho prosseguia administrando seu reinado até sua maioridade.

—Hiroshi —Falou Dilan se aproximando, um sorriso sarcástico lhe tomava a face, os cabelos loiros estavam penteados para trás e os olhos azuis demonstravam certo interesse ao garoto, que em hipótese alguma consideraria ser seu irmão.

—Sim alteza? —Perguntou Hiroshi com a cabeça abaixada sem o encarar, em forma de educação, o cabelo ruivo liso que não passava da nuca estava bagunçado, os olhos verdes encaravam o chão.

Hiroshi possuía um corpo pequeno para sua idade, por volta de 1,60 , à pele era alva e lisa, apesar dos trabalhos pesados e difíceis que fazia como criado, a pele era lisa, com apenas pequena cicatrizes que não eram notadas naquela roupa, ele não possuía um corpo másculo e forte, porem tal fato não era o suficiente para torná-lo feio, pelo contrario, havia herdado os traços da mãe, o que o deixava um tanto angelical, tal beleza passava despercebida por muitos que nem o encaravam.

O loiro o olhou de cima a baixo, apesar do rosto possuir uma expressão de desprezo pelo menino, não podia negar, ele era belo, tal beleza que o deixava ainda mais empolgado ao humilhá-lo, adorava ver as grandes esmeraldas que eram os olhos verdes do garoto se arregalarem em pavor. Ou era isso que parecia aos olhos alheios.

Dilan moveu sua mão para um vaso próximo e o empurrou, fazendo o vaso se espatifar no chão, algumas garotas soltarem gritos em meio ao susto. Hiroshi o encarou com certo medo, e por detrás do olhar apreensivo um brilho inapagável persistia, reluzindo enquanto notava que Dilan e o encarava ironicamente.

—Está sujo aqui —Informou Dilan apontando para o vaso despedaçado. Hiroshi ainda com receio se abaixou para catar os cacos, e com certo esforço segurou as lagrimas que teimavam em cair, não entendia porque sempre o humilhavam, não foi culpa dele o fato de ter nascido, Hiroshi era desprezados por todos a sua volta, a família real o tratava como lixo, a mãe, sempre que o via culpava-o, falando que ele era o motivo de sua expulsão do reino, até mesmo os empregados o olhavam torto.

O único que ousava trocar qualquer palavra com ele era Dilan, mas sempre que podia, esse o humilhava, perdidos em pensamentos enquanto catava os cacos, Hiroshi não percebeu que Dilan se afastava, as garotas eufóricas ao tentarem segui-lo esbarraram em Hiroshi, fazendo com que um caco que segurava em sua mão deslizasse afiado por sua pele, cortando-o.

O sangue vermelho começou a escorrer pelo ferimento, o caco ainda permanecia na pele e com certo pesar o puxou, um pequeno grito de dor saiu dos seus lábios, tão baixo que não foi notado pelos que passavam pela sala, Hiroshi mesmo com mão machucada apanhou apressado os outros cacos, e saiu dali rapidamente, indo afora do castelo, aonde um pouco distante os empregados residiam.

O garoto entrou na casa rapidamente, a mão enrolada no pano que carregava com sigo para limpar alguns objetos, os empregados se surpreenderam ao vê-lo ali, afinal seu horário de trabalho acabaria apenas a noite. Todos encaravam o menino ruivo que segurava o pano manchado pelo sangue, porem nenhum deles se moveram para ajudá-lo.

—O que faz aqui? — Perguntou o guarda responsável por supervisionar o trabalho deles, para que assim cumprissem suas tarefas sem descansos alheios.

—Só vim lavar minha mão —disse Hiroshi de cabeça abaixa, moveu-se em direção a torneira desenrolando o pano sujo de sangue de sua mão e a colocando em baixo da água, o rosto se contraiu em dor, porém não derramou nenhuma lagrima, já bastava ser humilhado por todos, não os daria mais motivos.

—Você tem 5 minutos — falou o homem frio enquanto se retirava silenciosamente. Cinco minutos era um tempo relativo quando sabia que não havia um relógio ali para se contar os segundos. Hiroshi fechou a torneira e seguiu até seu quarto, apanhando um tecido desgastado, de alguma blusa sua rasgada, e o enrolando na mão.

Não soube se cumpriu o prazo estipulado, reaparecendo na sala dos empregados algum tempo depois, os mesmo o olhavam com um ar de preocupação, ele sempre fora educado apesar de o desprezarem, e nunca falarem com ele.

—Você esta bem? —Perguntou Enri, filho de um empregado que residia ali, beirava os 6 anos de idade e possuía a pele negra e o cabelo cacheado, em meio a todos ali era o único, ainda inocente e puro demais, para tratá-lo com preconceito.

—Foi só um pequeno corte —mentiu Hiroshi sentindo a mão latejar, abriu um sorriso quando Enri o olhou desconfiado —Tenho que voltar ao trabalho — Afirmou enquanto o pai de Enri encarava o filho, um pouco irritado por ele falar com Hiroshi.

A princesa Rose foi praticamente a moça mais bela do reino, porem foi manchada pela vergonha ao dar a luz a outro filho, feito por “um qualquer”, por tal motivo os cidadãos ignoravam a existência do garoto, pois o mesmo fora o culpado por trazer vergonha a tão admirada futura rainha.

Hiroshi voltou a mansão encarando o céu, viu as carregadas nuvens que o cobriam avisando uma tempestade, o vento ricocheteava seus cabelos, dando-lhe uma sensação de vida, que só era sentida quando estava sozinho em meio a natureza, ela jamais o ignorava e aceitava todos seres vivos.

Um gavião que sobrevoava o local fez um pouso em seu ombro, Hiroshi abriu um sorriso, suas garras se afundando no tecido grosso sem machucar lhe novamente a pele, como na primeira vez que ocorreu. Hiroshi estendeu ao bicho um pedaço de carne que estava no chão, provavelmente deixado ali pelos cachorros que já estavam satisfeitos e devidamente alimentados. Hiroshi sempre se deu bem com animais, e odiava quando via os humanos maltratando-os, seres tão puros que eram subjugados, sentia raiva quando avistava um nobre chicoteando seu corcel, havia melhores modos de domesticá-lo, não havia necessidade de machucá-lo, mas apesar dos apelos que fazia para defendê-los, nunca era ouvido.

Entrou pela porta do fundo da mansão esbarrando em um nobre que saia pela mesma, abaixou a cabeça e pediu desculpas ao senhor, o tipo de palavra que é preciso ser dita mesmo quando será ignorada, o lorde irritado por um empregado qualquer esbarrar em si, levantou o chicote que carregava, pronto para lhe acertar, e assim o fez.

Um rápido movimento que deixou um longo vergão nas costas do menino, que não gritou ou emitiu qualquer som, o homem após fazer isso seguiu para curral, disposto a cavalgar.

O garoto ruivo seguiu para a cozinha, aonde a longe avistou Dilan, sentado em uma vasta poltrona vermelha de frente a lareira, o mesmo folheava um livro qualquer, porem o fechou ao avistar Hiroshi que o olhava de longe.

Hiroshi não compreendia as expressões de Dilan as vezes, pareciam carregar uma dor mesclada de maldade, não do tipo que o compadecia, o que não anulava o incomodo que o fazia sentir.

Abanando uma das mãos chamou o “irmão” para perto de si, observou o ruivo com passos atrapalhados e temerosos ir em sua direção, os grandes olhos verdes o encaravam com medo, tudo que o garoto queria era deitar-se e descansar, as costas doíam a cada movimento, e a mão mesmo enrolada, ainda não tinha estancado completamente.

—Me chamou alteza? —Perguntou Hiroshi em um tom baixo.

—O que houve com a sua mão? —Questionou Dilan, o olhar severo encarava os olhos verdes do menino.

—Nada alteza —Disse Hiroshi, a voz tentou a todo instante manter-se educada, mas no fundo culpava o loiro a sua frente.

—Nada? —Repetiu Dilan com desdém, os olhos azuis flamejavam em frente à lareira, dando um ar obscuro e perigoso ao garoto —Olhe para lareira Hiroshi. O que você vê?

As vezes as perguntas de Dilan carregavam charadas que Hiroshi não gostava de decifrar, sempre optando pelo obvio.

—Fogo —Balbuciou baixo.

—Não escutei.

—Fogo alteza —Disse Hiroshi vendo o loiro a sua frente atirar o livro que segurava com raiva em direção a lareira, que aos poucos começou a queimar.

—Chama isso de fogo? —Perguntou Dilan empurrando a poltrona vermelha para trás, abriu um largo sorriso ao perceber que Hiroshi se encolhia, seu modo sádico sempre se atiçava quando estava próximo ao menino —Isso não basta nem para queimar meu livro, se não houve nada com sua mão, creio que não terá problema se for cortar lenha para me esquentar, terá?

—Mas está chegando uma tempestade... —Começou Hiroshi, sabendo que não daria tempo de ir até a floresta cortar a madeira.

—Está me contrariando?

—Não —Respondeu Hiroshi cerrando o punho para tentar liberar a raiva, sentiu a dor percorrer seu braço e não se importou, apenas pediu licença se curvando e se retirou indo á passos pesados para fora da mansão.

O céu começou a se tornar turvo, e aos poucos um vento forte tomou o local, Hiroshi seguiu mesmo assim em direção a floresta, que ficava um pouco distante do castelo. Um relâmpago clareou o findar da tarde em meio as carregadas nuvens que a cobriam.

Hiroshi começou a adentrar a floresta densa, desviando de arbustos traiçoeiros que a cercavam, as grandes arvores e impediam que a luz alcançasse o solo, tornando o local nebuloso e escuro. Nunca havia se aventurado muito por tais terras, sempre cortava apenas as arvores próximas à mansão com medo dos mitos. Histórias antigas que rondavam a região de seres mágicos traiçoeiros que devoravam os humanos.

Tais contos eram passados de geração em geração, deixando uma grande duvida se em algum momento esses seres existiram realmente, Hiroshi já ouvira diversas vezes soldados comentando entre si de uma batalha contra eles e sempre que notavam a presença de terceiros encerravam a conversa. Agora as arvores próximas ao castelo já haviam sido cortadas, e sem opção continuou a caminhar.

Com passos temerosos ele prosseguiu, os olhos atentos a todos os troncos, procurando uma arvore baixa o bastante para ele cortar, na mão um machado pequeno o suficiente para aparar apenas alguns galhos.

As primeiras gotas começaram a cair, mostrando que deveria retornar, porém arvores o cercavam, tampando lhe a visão, procurou qualquer sinal que pudesse guiá-lo de volta, mas estava completamente perdido.

Um medo começou a percorrer o corpo do menino, ninguém procuraria por ele, o único que talvez desse falta seria Dilan, e esse também não ligaria muito, um trovão ecoou no céu enquanto as gotas começavam a ficar pesadas.

Hiroshi começou a correr na tentativa de achar por fim uma saída, andava em círculos, os olhos apavorados já despejavam lagrimas, o corpo doía e quase sem forças Hiroshi se sentou no chão, colocou as mãos sobre a testa enquanto permanecia cabisbaixo, tudo o que ele pensava era no fato de ser tão azarado.

Encarou a mão machucada, o pano vermelho pelo sangue se umedecida cada vez mais na chuva, deixando que pingos rosados percorressem seus dedos e caíssem na terra molhada.

Um som lhe tirou dos pensamentos, apesar de distante pode ser percebido em meio ao barulho da chuva que colidia nos galhos e nas folhas. Um rosnado? Um grito? Não dava para distinguir, em passos rápidos seguiu em direção ao som, na esperança de assim encontrar alguém.

Ao perceber que o som estava se tornando cada vez mais alto começou a correr se aproximando, os cabelos ruivos pingavam enquanto os olhos verdes estavam semicerrados por culpa dos chuviscos, enfim chega ao local, mas neste mesmo instante o som se cessa, olhou em volta a procura do animal não enxergando nada.

—Rrrrrr

Hiroshi olhou para cima, vendo no alto da arvore uma rede com o animal dentro, provavelmente havia caído na armadilha dos caçadores, o local estava escuro e denso, impedindo uma visão detalhada, o garoto ruivo fica alguns segundos encarando, deveria ou não ajudá-lo? E se fosse feroz?

“Ah, que se dane, já to ferrado mesmo” pensou tirando a blusa e passando a em volta do machado que segurava, em seguida os amarra firmes na calça para que assim não caísse e começa a escalar a grande arvore, vários galhos finos desabavam com seu peso, e sempre que algum teimava em cair, seguia para outro. Finalmente alcançou a rede, olhou para baixo sem conseguir enxergar o solo, provavelmente estava muito alto.

—Rrrrrrrrrr —Rosnou o animal

—Shh calma eu vou te tirar daí —Falou Hiroshi se equilibrando no galho, o animal tenta inutilmente sair, se embolando mais nas cordas —Eii, eu disse para se acalmar, ficar se mexendo só atrapalha —Disse pegando o machado e tentando cortar a corda.

O animal estranhamente obedece, ainda era difícil distinguir a espécie, apenas dava para ver que era grande, a única coisa perceptiva eram os olhos em tom azul marinho, cor rara e bela, Hiroshi continua a cortar as cordas, e por fim consegue abrir um espaço suficiente para o animal pular de lá para o galho.

—Viu nem demorou — Disse Hiroshi esticando o braço em direção ao animal para apanhá-lo.

Contrariando o que Hiroshi esperava, uma mão segura a dele, o ruivo encara confuso, jurava que ouvira um rosnado de animal a poucos minutos.

Um raio cai, iluminando o local, fazendo com que os olhos verdes do garoto se arregalassem ao avistar o ser que socorrerá. Possuía uma forma humana, que provavelmente media por volta de 1,70 o corpo era coberto apenas por um tecido fino, o cabelo era curto com as pontas arrepiadas no mesmo tom dos olhos, um azul escuro. Era um ser atraente, provavelmente o mais belo que Hiroshi já vira, mas o que mais se destacava nele eram as grandes orelhas no alto da cabeça que lembravam a de um felino.

Hiroshi engoliu em seco, o corpo ainda estava estático em surpresa, seria aquilo que chamariam de Shirian? Não... Não poderia ser, o garoto olhou novamente, se perdendo nas grandes esferas azuis, por um instante não sentiu medo, era como se não estivesse mais lá, a chuva parecia não tocar-lhe, o vento parecia não atingi-lo, viu-se por um instante arfar em descompasso.

—O qu... O que é você ? —Perguntou, a voz apesar de tremida não possuía medo, era preceptiva a curiosidade do jovem.

O ser o encarou, sempre odiara os humanos, seres inúteis e frios, que matam por coisas fúteis, queria humilhá-los, massacrá-los, vingar a morte da família. Era por culpa deles que viveu sozinho e escondido, apesar das memórias dele serem como pequenos flashes, sabia que eles tinham algo haver com o desaparecimento de seu clã. Porem por algum motivo o garoto da sua frente teve a chance, a oportunidade e não o matara ou atacara, podia perceber que o pequeno nem ao menos havia pensado em fazer tal ato.

—Quer mesmo saber? — Indagou o ser se aproximando do menino, que sem medo não se afasta, a voz saiu em um sussurro, permitindo que o hálito quente fizesse cócegas na orelha de Hiroshi, tanto que o ruivo estremeceu, atitude que fez com que o maior permitisse que um sorriso irônico tomasse sua face.

Notas finais
O que acharam do Hiro? Cut néh? AAAA esse Dilan, só ele mesmo para maltrata-lo @.@ O que tão achando da fic? Gostaram? Ta entendiante? Quero reviews em! Se não eu não continuou *ameaçando* Edit2020: O passado nos condena, mesmo assim não vou apagá-lo kkk comentários são bem vindos, não se sintam intimidados.