Mais um dia, dessa vez não me distrai e dormi cedo.

Acordei cedo também, tomei meus remédios junto de meu desjejum.

Estou tranquilo, conversei com meu amigo por telefone, agora a pouco.

Embora a afasia decorrente de minha doença tenha dificultado minha comunicação, ele me entendeu e garantiu que providenciou uma moldura para meu quadro.

Agradeci-lhe devidamente e pude perceber pela voz dele que ele estava abalado.

Pobre coitado, ele sempre fora sensível para esse tipo de coisa.

Certificar-me-ei de dedicar meu quadro para ele e somente para ele, pois apenas ele merece meu apreço.

Maldição, acabou minha tinta amarela!