Nós o Queremos De Volta!
1 Capítulo Único
Notas iniciais

“ – À noite, tu olharas as estrelas. Aquela onde moro é muito pequena para que eu possa te mostrar. É melhor assim. Minha estrela será para ti qualquer uma das estrelas. Assim, gostaria de olhar todas elas... Serão todas suas amigas. E, também, eu lhe darei um presente...”
“ – As pessoas veem estrelas de maneiras diferentes. Para aquelas que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve...”
“ – Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante uma delas, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir.”
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POV’s Aviador
Já aviam se passado seis anos desde de que meu querido amigo avia partido. Já avia me conformado um pouco, mas sabia que essa dor não iria por completo.
Todas as noites eu olhava as estrelas, me sentia o cara mas especial do mundo, pois eu era o único adulto, que eu conhecia, que ainda guardava sua alma infantil, e por esse motivo meu querido Pequeno Príncipe me dera estrelas que sabem rir e eu era imensamente grato por isso.
Quando voltei do deserto, e encontrei meus amigos, que se alegraram com minha volta dizendo que meu retorno era um milagre, comecei a me sentir muito sozinho. Eles não riem da maneira inocente que ele ri, eles respondem todas as minhas perguntas, eles não fazem perguntas que me fazem refletir sobre nosso mundo, eles não tem uma alma infantil, eles a perderam, são adultos, mas o mais importante é: eles não são eles, e nenhuma pessoa no universo pode ser substituída por outra, muito menos ele.
Mas agora já não me sinto mais tao sozinho. Eu agora tenho a celebre companhia de uma amiga dele, a Raposa.
Um dia cansado de ficar perto das pessoas bajuladoras que e rodeiam eu decidi procurar por vestígios dele e peguei meu avião e voei para a África. La após muito andar me deparei com uma estrada e logo a encontrei.
No começo ela não queria ficar perto de mim eu ainda não a tinha cativado, por isso eu todo dia aquele lugar exatamente as quatro da tarde, assim como meu querido amigo fazia, e com o tempo eu e ela nos tornamos grandes amigos.
Eu a convidei para ir morar comigo na Inglaterra, mas ela recusou disse que não queria sair de lá, porque tinha um ritual, seus caçadores dançam sempre as quintas-feiras e nesses dias ela pode caçar galinhas sem temer ser caçada por eles, se ela se mudasse para a Inglaterra teria problemas, pois muito provavelmente seu ritual não funcionaria ali. Então como não queria abandonar minha nova amiga decidi mudar-me para aquele local.
Hoje estamos sempre juntos, observando as estrelas tentando achar o asteroide B612, já perdia a conta de quantas vesses enganava-me e pensava ter visto um garotinho de cabelos dourados cuidando de três pequenos vulcões e livrando o solo de seu planeta dos baobás. Isso tudo porque a Raposa um dia teve a ótima ideia de procurarmos o seu asteroide para podermos lhe fazer uma visita, e por isso eu sempre o procurava noite adentro na esperança de um dia poder ver o pôr do sol com ele.
POV’s Pequeno Príncipe
–Olhe Rosa! Estão me procurando de novo!
Minha querida rosa era muito orgulhosa e vaidosa, não gostava que eu observasse meus amigos da terra mais do que a ela. Eu a adorava, mas não podia evitar olha-los a noite, eu os cativei e eles também me cativaram e dói ficar longe de amigos, principalmente de amigos preciosos como eles, mas a gente corre o risco de se machucar um pouco quando se deixa cativar.
–Isso não me surpreende! Te procuram todas as noites, parece até que você pertence a eles!
–Não é isso minha Rosa. Eles são meus amigos, eu os cativei e eles me cativaram, eles sentem minha falta e eu a deles, assim como senti sua falta quando parti, e tu sentiste a minha, não é?
–Sim.
Continuei a observar a terra por um tempo, e logo vi quando eles pararam de me procurar e fora dormir. Então, como ainda não estava cansado, decidi observar o pôr do sol, fazia isso quando me sentia triste, e estava triste por eles não estarem aqui comigo e minha Rosa.
Então tive uma ideia:
– Poderíamos traze-los aqui!
–Mas por que faríamos isso?
–Teríamos mais companhia e se meu amigo aviador vinher poderia trazer consigo o desenho da focinheira e poderíamos soltar o carneiro! O pobrezinho sempre fica preso, quero que seja livre, como todas as criaturas devem ser!
–Se é isso que quer...
POV’s Aviador
–Tenho sede! Vamos atrás de um posso! – disse minha amiga Raposa.
No lugar onde morávamos tinhas várias lojas aonde poderíamos comprar agua, mas aquela agua não era a mesma que a do poço, porque muito se pode aprender e aproveitar não só com a agua do poço, mas também com a estrada até lá. Descobrimos que o deserto é belo na estrada, descobrimos que poços podem cantar quando acordados, e que aquela agua não era somente boa para saciar a sede, era boa também para o coração.
Naquela noite resolvi por algum motivo dormir com o desenho da focinheira e com meus cadernos e lápis, na verdade com uma mala comigo, para trazer todos os meus desenhos e materiais de desenhar.
Não sabia de onde vinha tal sensação, mas decidi obedecer, porque eu sabia que não existia acaso ou coincidência e que devemos seguir cada intuição por mais boba que presa ser, porque tudo acontece por um motivo. As pessoas grandes não entendem isso, só fazem o que consideram importante o resto esquecem.
Quando despertei na manhã seguinte eu estava ao lado do meu querido amigo Pequeno Príncipe que sorria pra mim com lagrimas nos olhos.
POV’s Pequeno Príncipe
Quando ele acordou ficou incrédulo, mas logo depois sorrio e começou a gargalhar fazendo a Raposa acordar. Quando ela acordou também ficou incrédula, mas sua reação depois foi bem diferente, ela correu e me para meus braços me abraçando com lagrimas nos olho e eu retribui o abraço também chorando de alegria.
O aviador se levantou e me entregou um papel cuidadosamente dobrado, quando o desdobrei vi que era a focinheira que eu avia esquecido, sorri e perguntei:
–Vocês querem ficar? – ele riu e depois assentiu com a cabeça
Eu mostrei meu planeta, o que não levou muito tempo, e os apresentei a Rosa, que gostou deles mesmo não admitindo por ser muito orgulhosa. E ficamos assim, eu e meus três amigos no meu pequeno planeta, e agora eu não precisava de mais nada.
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