Nós dois
2 Sofrendo
Notas iniciais
Ele se encontra ali, naquela situação angustiante. E a garota de cabelos rosa no meio da roda de alunos que fora formada para assistirem ao “show", vê tudo com uma enorme vontade de bater naqueles “animais", que distribuem socos nele e deixam-no coberto por manchas roxas.
Ela gostaria de ir la e detê-los, porém como ela faria isso? Se ela fosse tenta ajuda-lo apenas atrapalharia tudo, e então os dois seriam expulsos, pois expulsa os agressores ricos? Nunca! Melhor expulsar dois bolsistas pobres, que só servem para passar a imagem de colégio caridoso.
O jovem está sendo socado nos braços e em outras partes do corpo. Hoje, mesmo que o seu braço ainda doesse, ele conseguiu fazer a lição normalmente, porém até quando ele vai conseguir essa façanha, sendo que quando tenta se proteger dos socos, são seus braços que ele usa?
Em meio a tapas e socos, o garoto se pergunta mais uma vez o que fez para merecer tudo aquilo.
Passaram-se alguns minutos até que os dois garotos cansaram de lhe bater. Então dizendo palavras que depois certamente ficariam rodando na cabeça de Sasuke, eles pegaram suas bolsas e saíram rindo dele.
O garoto continuou no chão, olhando sem cessar para um lugar qualquer, pensando no que as manhãs naquela escola ainda iram causar a si e a sua mente.
A garota mesmo com receio, caminha calmamente até ele. Sua vontade é dizer para ele palavras que o acalentem, porém ela nem o conhece, nunca falou com ele, isso seria muito estranho para ele, certo? Ela tem seus motivos para ter essa vontade, mas ele não sabe disso.
– Sasuke-kun? — ela o chama calmamente.
Ele olha para a figura que chamou seu nome.
“Quem é essa garota? Ah, certamente uma riquinha que veio tirar onda com a minha cara!" — ele pensou e o que a garota viu nos olhos dele foi raiva, então ele pega sua bolsa, e se sentido humilhado, corre o mais rápido que pode rumo a sua casa. A garota poderia ter ficado estática e sem entender nada com a reação do garoto, mas não, pois ela o entende perfeitamente.
[...]
Ao chegar em casa o garoto corre rapidamente para seu quarto. O fato de seus pais só estarem em casa a noite, o ajuda a esconder seus machucados. Pois coragem para contar ele não tem, afinal, quem teria coragem em contar tudo para seus pais, depois das ameaças que aqueles garotos fizeram?
– Presta bem atenção, Sasuke! Se você contar o que a gente fez contigo para os seus pais, ou a direção do colégio, as coisas irão piorar para você! — um garoto de cabelos pretos e de pele extremamente branca, vociferou.
Essas palavras ficam indo e voltando em sua cabeça, sempre que ele pensa em contar tudo para os seus pais. O garoto queria ser forte, queria ser de aço, mas isso é impossível para nós humanos, pois somos feitos de um material extremamente frágil, e em certas ocasiões somos tão desmancháveis como açúcar. E essa é a ocasião para o rapaz, pois agora ele desmancha em meio a tristeza. Suas lágrimas vão escorrendo por sua face, e então ele se lembra de todas as coisas ruins que já passou. Das humilhações que sofreu em tão pouco tempo naquele colégio infeliz.
– Sasuke. Boneca vem aqui, temos um servisinho para você. — seu irmão maior o chamou da cozinha esperando irrita-lo.
Então cobrindo seus braços machucados com as mangas da blusa e enxugando suas lágrimas, ele torna-se frio mais uma vez... Então ele abre a porta e desce para vê o que os seus irmãos idiotas querem. Quando chegou na cozinha ele não perguntou nada, apenas esperou que seus irmãos lhe dissessem o que era para fazer.
– Toma. — o louro foi quem falou, enquanto lhe dava uma enchada.
– Para que isso? — perguntou incrédulo.
– mamãe e papai disseram que era para eu e o Hidan capinarmos o terreiro, só nó dois, porque você o queridinho deles, não pode. — falou novamente o garoto de cabelos brancos, demonstrando raiva.
– É, porque ele tão bom em tudo o que faz. — o louro também falou raivoso.
– Eu não sou bom em tudo o que faço, eu apenas me esforço! E eles pediram só para vocês pois eu tenho lição, diferente de vocês que nem ao menos fazem quando o professor pede. — o jovem explicou sério.
– Blá, blá, blá. Não queremos saber, vai capinar o terreiro logo, e trate de termina antes que o pai e a mãe cheguem boneca. — disse Deidara. E logo após ele e seu irmão começaram a rir do jovem.
– Vamos jogar vídeo game irmãozinho. — o mais velho chamou com um sorriso no rosto.
– Sim, irmãozão. — respondeu alegre.
Sasuke enquanto capina pensa em como gostaria de ter uma relação amigável com seus irmãos.
Por sorte dele a grama no terreiro é pouca.
Mas tarde quando os pais dos três irmãos chegaram o terreiro já estava limpo, e por hoje, Sasuke estava livre de apanhar de seus irmãos também.
– Meninos, vamos sentar à mesa, hora de comer. — a mulher avisou docemente.
– Então Hidan e Deidara, vocês capinaram o terreiro como pedimos? — perguntou o homem de cabelos marrons. Os dois se entreolharam e sorriram.
– Sim, pai. — os dois responderam.
– E nem preciso pergunta para o Sasuke se ele fez a lição, ele sempre faz né, filho? — o pai perguntou retoricamente enquanto dava leves batidinhas nos ombros de Sasuke.
“Se você soubesse como meu ombro está dolorido, pai."
Vocês deviam seguir o exemplo do irmão de vocês e fazer as lições que seus professores pedem. — o pai falou novamente enquanto enchia sua colher de comida.
– Eles farão certos meninos? — agora foi à vez de a mãe falar com o intuito de defender os dois filhos.
– Sim, mãe e pai. — eles responderam e olharam para Sasuke raivosos.
Após terminarem o janta, o jovem deu um beijo no rosto da mãe, e depois no do pai. E quando ele ia subindo as escadas, alguém chamou seu nome.
– Sasuke, irmão, não quer vir assistir com a gente? — ingadou falsamente Deidara, apenas para seus pais acharem que eles são unidos. E Sasuke mesmo que doesse em seu coração, toda aquela falsidade, ele já estava acostumando com ela.
– Não, obrigado irmão. Preciso estudar. — disse sem olhar para trás ainda com uma das mãos segurando um lado das escadas.
E então cansados do trabalho, seus pais foram se deitar também. Apenas os dois irmãos ficaram assistindo na sala.
[...]
Já é manhã, e sem nenhuma vontade de ir para a escola, Sasuke se levanta. Vai até o banheiro e faz seus afazeres matinais.
Quando sai ele veste seu uniforme: uma camisa branca e uma calça social preta. Normalmente o uniforme é bem mais chick, digamos, porém com o calor que está fazendo, os professores e o diretor junto aos outros funcionários, decidiram que enquanto o tempo estiver quente dessa forma, os alunos usaram roupas mais leves.
– Ah, é, vamos la Sasuke, você tem que ser forte para aguentar esse colégio. — disse a si mesmo se olhando no espelho enquanto terminava de pentear os cabelos pretos.
Deu um suspiro em seguida e saiu do quarto.
– Oi meu filho. — a mãe do rapaz falou docemente enquanto deposita um beijo em uma de suas bochechas.
– Bom dia. — falou seu pai para todos com um leve sorriso no rosto enquanto descia as escadas.
– Mãe, pai, hoje vocês não vão trabalhar? — ele perguntou confuso por seus pais não estarem prontos, e sim apenas de pijama.
– Vamos sim filho, é que hoje como o patrão está em reunião, podemos ir mais tarde.
– respondeu sua mãe enquanto coava o café.
O café da manhã foi tranquilo hoje, e Sasuke com a presença de seus pais, por um momento sentiu-se como quando tinha quatorze anos, e seus pais não trabalhavam tanto como agora.
[...]
O garoto acabara de entra no colégio.
– Sasuke-kun — a garota de sempre sussurra seu nome ao vê-lo, mantendo a distância precisa para que ele não a veja.
“Eu não posso falar com você aqui, mas... Eu posso tentar descobri onde você mora." — ela pensou decidida e então deu um leve sorriso.
– Sakura? Ta olhando o quê? Ah, não me diz que é o pobretão. — uma loura com o cabelo preso em um rabo de cavalo falou desdenhando de Sasuke.
– Claro que não, Ino. — ela mentiu. Ela tem que menti, pelo menos por enquanto.
– Que bom, pois lembresse que apesar de você ainda ser uma pobre, agora você é diferente dele. Vamos amiga. — a garota puxou Sakura pelo braço devagar.
“Ino... Eu ainda sou a mesma... "
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