Nós Além da Vida
2 A Desconhecida
Notas iniciais
POV Emma
Hoje o dia estava bonito, acordei com raios de sol batendo em meu rosto, levantei e fui até a janela, olhar á vista dos campos, sentir a brisa fria da manhã. Sinto uma plena paz ao fazer isso e esqueço todos os problemas que me rondam.
Eu sou Emma. Emma de Arendelle Swan , sou filha de Ingrid Arendelle e James Swan. Meu pai James morreu quando eu tinha 12 anos , quando foi lutar na guarda do reino na Guerra dos Ogros, agora somos só eu minha mãe e minhas irmãs . Moramos em uma fazenda afastada do reino , vivemos daquilo que plantamos ,criamos e colhemos,mas ultimamente os tempos não tem sido muito bom. Durante um período de chuvas nossas plantações foram devastadas e não tinhamos como vender para o reino e agora estamos com problemas para nos sustentar. Mais isso não é o pior , meu pai sempre foi um ótimo homem, honesto, justo e bondoso com a pessoas , ele sempre um homem otimista e dizia que as coisas iriam melhorar com o tempo. Ele sempre foi muito babão ,e mimava bastante os filhos era o que minha mãe dizia . Eu sinto muita a falta dele , e me sinto muito sozinha depois que ele se foi, não que eu não goste da minha e de minhas irmãs porque eu as amo sim , mas é diferente.
James sempre me deixava mais à-vontade para conversa com ele ,as coisas eram mais fáceis e eu conseguia me abrir com ele . E sem falar que me pareço mais com ele também, meu pai era loiro, alto, olhos azuis e pele alva , que demonstrava serenidade e suáveis, com um corpo forte de braços definidos. Já Ingrid é uma mulher magra, alta,loira ,de seios fartos e postura imponente e por algumas vezes rígida. Mas isso não impedia meu pai de sempre me tranqüilizar quanto a ela.
— Emma , minha filha nem sempre a vida é como queremos que seja e as vezes acontecimentos nos entristecem e nos magoa , você pode estar em seu por momento e se perdendo inteiramente mas saiba que á cima de tudo família é essencial ,a um laço que nos une para o resto da vida e sempre que você precisar eles vão estar ali para lhe ajudar. – Dizia James
Mas com Ingrid não é assim, as vezes sinto com se tivesse uma barreira entre nos, que impedisse o relacionamento entre mãe e filha . E depois da morte do meu pai as coisas pioraram a atenção dela é voltada toda para os minhas irmãs Anna e Elsa . Enquanto eu tenho que guarda meus sentimentos para mim e me isolar e viver como se tudo estivesse bem.
Saio da janela e olho em direção as minhas irmãs que ainda dormiam, vou ao banheiro , lavo o rosto , ajeito meus cabelos e saio de meu quarto em direção a cozinha onde encontro minha mãe com uma cesta nas mãos , indicando que ia para as plantações. Depois começamos a ter problemas na fazenda ,me veio uma idéia na cabeça que talvez posso nos ajudar, mais ainda não conversei com minha sobre isso até o exato momento. Dialogar com ela sempre foi difícil, às vezes me pego pensando se realmente sou filha dela, e o porquê dessa barreira entre nós.
— Ingrid, gostaria de conversar sobre um assunto com a senhora por favor ? – dizia Emma á mãe
— Querida, estou ocupada tenho de ir ao campo olhar as plantações, pode ser quando eu voltar. – Indaga sua mãe
— Não mãe, quero dizer Ingrid, é rápido eu prometo , não vai demorar. – respondeu Emma
—Muito bem então, Estou lhe ouvindo. – Responde Ingrid dando atenção a sua filha.
Emma respira fundo antes de falar para mãe e concentra seu olhar na mesma.
— Bem, Ingrid eu sei que a situação da fazenda não está como gostaríamos que estivesse, então eu pensei em que talvez eu pudesse ajudar se a senhora me permitir é claro. – Dizia Emma a mãe com o coração acelerado.
— E posso saber como irar fazer isso querida? – indaga Ingrid num tom superior frio e intimidador á Emma.
— Eu pensei que talvez eu pudesse arrumar um trabalho no vilarejo , lá existem tantas coisas pra se fazer que talvez eu arrume algo por lá para lhe ajudar com as despesas da fazenda. – Dizia Emma ansiosa com a resposta de sua mãe.
—Bem, não acho isso uma boa idéia querida, você nunca foi de sair da fazenda e freqüentar o vilarejo, e você é tão ingênua e nova que , acho isso um pouco perigoso.- Dizia Ingrid não gostando nada daquela historia.
— Mas Ingrid, por favor, isso pode ser de grande ajuda para a gente. E quanto eu não sair muito da fazenda é verdade mais não é o importante agora e sim o melhor para nos ajudar . E também eu já estive ao vilarejo com o papai uma vez quando foi vender algumas coisas para o senhor George e conheci um pouco de lá. – Dizia Emma esperançosa
— É diferente Emma , seu pai estava com você , se eu deixar você ir estará sozinha em um lugar onde conhece poucas pessoas. – Dizia sua mãe um pouco preocupada.
— Já lhe disse que será para o nosso bem , e além do mais não sou uma criança , sou uma mulher que sabe muito bem das condições ao lhe propor isso. – Respondeu Emma a mãe num tom ríspido .
Ingrid ficara surpresa com o tom que Emma usara , nunca ouvira falar daquele jeito ,confiante e desafiador , remoendo tudo que ouvirá pensara que talvez a loira tivesse razão e a idéia não fosse tão ruim e pudesse ser de grande ajuda. Suspirou pesadamente enquanto mantinha-se analisando a postura determinada e segura de sua filha.
— Filha escute , para mim ainda isto é um pouco preocupante , pois você ainda é muito nova mesmo que você diga que já é uma adulta ,mais lha darei um voto de confiança , pois apesar de tudo você esta certa e sei que sabe se cuidar muito bem, afinal você não treinava espada com seu pai atoa.- Dizia Ingrid a filha
— Então me permite procurar trabalho no vilarejo? – Indaga ansiosa a loira
— Sim, querida permito, mas tome cuidado quando for ao vilarejo e também nas estrada até ele ,irei pegar um mapa para lhe mostrar o caminho ate lá e preste bastante atenção.- Responde a mãe a loira.
— Tudo bem, então vou me arrumar para ir– Disse Emma animada enquanto ia para seu quarto. Enquanto sua mãe foi em busca dos mapas para lhe mostrar o caminho.
Subo para o quarto, e vou tomar um banho , coloco outra roupa , um vestido antigo cinza e uma capa azul escura por cima, calço sapatos e vou em direção ao espelho, penteio meus cabelos me vejo refletida nele . Saio do quarto e vou em direção até minha mãe que me esperava na porta de casa, com o mapa do caminho até o vilarejo nas mãos. Vou me aproximando até estar perto o suficiente dela. Ela aponta em um caminho pintado de vermelho no mapa , me dizendo que és este de devo ir.
— Emma , querida lembre-se bem este caminho, pois é o único que dará até o vilarejo. – Dizia Ingrid
— Tudo bem , não se preocupe , voltarei bem antes do que imaginas. – Disse Emma a mãe já começando a caminhar para fora da casa.
Comecei a me distanciar da fazenda em passos largos, quanto mais rápido saísse melhor , limitei-me para voltar-me uma ultima vez para avistar minha casa quando estava um pouco distante e pude ver que Ingrid ainda me olhava da porta de casa juntamente com minhas irmãs . Suspirei e continuei a caminhar pelas trilhas que me levariam passar pela floresta e seguir para o vilarejo. O percurso era um pouco longe , pois a fazenda era afastada da cidade, logo já estava no meio da floresta observando a paisagem e tudo ao redor percebendo que talvez pudesse estar perdida por não se lembrar daquela parte da floresta , mesmo com o mapa em mãos é um pouco confuso, continuo andando até que começo ouvir barulhos de trotes atrás de mim. Ouço que vem se aproximando rapidamente o barulho de passos até que para do meu lado e me assusto quando me perguntam algo.
— Desculpe, por acaso posso-lhe ajudar,você me parece perdida?- Dizia uma moça com o tom de voz gentil e forte.
—Sim, na verdade,eu não costumo muito a andar por esses lados e acho que não sei bem se estou indo pelo caminho certo – Diz a loira.
— Bem, posso lhe ajudar,onde estava indo?- Dizia a Morena a minha frente montada em seu cavalo, que por sinal eram linda, seus olhos castanhos amendoados, seus cabelo escuro em contraste com sua pele bronzeada, de lábios carnudos e suas sobrancelhas levemente arqueadas. Analisando a beleza da moça a sua frente .
—Eu estou seguindo caminho para o vilarejo. – Respondeu a loira
— Eu também estou indo ao vilarejo, posso lhe fazer companhia e te mostrar o caminho, claro, se não tiver problema para a senhorita...? – Dizia a Morena para a surpresa de Emma
— Oh! Claro que não, ficaria muito agradecida se me mostrar o caminho. Me chame de Emma -Dizia a loira, com um sorrisinho nos lábios , achando muito gentil a ação da moça que acabará de conhecer.
Ela era uma bonita, seus traços bem trabalhados, seus cabelos e sua pele são bem cuidados, e ela se mantém perfeita mantendo a pose sobre o cavalo, parecendo uma rainha. Ela disse que se chama Lana e que costuma passar sempre por ali. Nós conversamos todo o caminho até o vilarejo é ela era bastante curiosa, sempre me perguntando coisas sobre mim e querendo saber mais, eu não me importei por alguma razão gostei dela e senti que podia confiar em sua pessoa. Eu também tinha minhas curiosidades sobre ela e não hesitei em perguntar, e ela parece que também gostou de mim, pois respondeu tudo que eu lhe perguntei.
Assim que chegamos no vilarejo , que percebi que iríamos nos separar e por alguma razão aquilo me afetou, não é normal que as pessoas se apegaram a desconhecidos, mas eu gostaria de reve-la. Nos despedimos e eu comecei a andar pelo vilarejo, via pessoas indo e vindo a minha volta, cavalos com soldados do castelo passeavam pelos caminhos, Continuei minha caminhando até chegar em um feira onde o mercadores vendiam de tudo, frutas, hortaliças, tecidos de seda, jóias, etc. Estava observando a movimentação do vilarejo quando vejo alguns homens saírem de uma cabana e começarem a gritar e depois a brigarem, as pessoas olhavam a cenas dos homens lutando e nada se faziam, como se aquilo fosse parte do dia delas. Olhava abismada a cena quando senti uma mão em meu ombro.
— Horrendo não é? — Disse -me uma moça, alta, dos cabelos pretos, olhos azuis e pele clara, ela era jovem parecia ter a mesma idade que a loira.
— Sim. — respondeu Emma sem dar muita importância a moça ao seu lado
— Isso acontece quase todos os dias, não perca seu tempo sendo platéia para esses imbecis. — Indaga a moça.
— Bem, acho que você tem razão , é melhor eu por em prática o que vim fazer, procurar um trabalho antes de voltar para casa- Disse Emma se afastando da mulher.
— Hey, espere qual seu nome? — Disse a moça
—.Emma Swan, e o seu? — Pergunta Emma depois de parar de andar e da atenção a garota a sua frente que carregava uma cesta em suas mãos.
— Luccas, Ruby Luccas.-Disse a moça que acabará de se apresentar — Então Emma está a procura de um trabalho.
— Sim, estou, porque?- indaga a loira
— Porque talvez eu possa te ajudar – Disse Ruby
— Hum , como?- dizia Emma
— Bom , Infelizmente minha avó é dona da taverna onde aqueles imbecis estavam antes da briga começar, e nos estamos precisando de algumas moças para servir mesas comigo, porque somente eu e não estou dando conta. Se quiser poderia ir lá trabalhar com a gente , o que acha?- Dizia animada a moça morena.
— VOCE TEM UMA TAVERNA- Dizia a loira falando alto e em choque, fazendo Ruby gargalhar com a pergunta.
— Não é minha, na verdade era do meu avô , mais ele morreu a um bom tempo e quem cuida do lugar somos minha avó e eu .- Respondeu a morena por fim.
— Ah! Sim , Entendi. – disse a loira
— E Então , aceita minha proposta? – Disse Ruby com um sorrisinho de lado
— Bom , é que eu ... Hã ... E-eu nunca fiz nada do tipo, digo nunca servi mesas , eu sempre trabalhei no campo e não sei se consigo . – Disse a loira envergonhada , sentindo suas bochechas corarem. – Disse a loira
— Não tem importância, ninguém nasce sabendo não é mesmo, além de que eu posso treiná-la até que você aprenda . – Disse Ruby
— Humm , tudo bem eu acho. – Respondeu a loira com sorrisinho amarelo
Seguimos até entrarmos na taverna , com Ruby me falando sobre as coisas e de como ela queria ter nascido como uma princesa, confesso que no começo estava insegura de conversar com ela, mas , agora vejo que ela é uma pessoas de bem , muito engraçada e simpática e muito bonita , seus cabelos pretos ondulados até o meio de sua cintura, seus olhos azuis chamativos e expressivos, sua pele clara e seu sorriso encantador com seus grandes e brancos dentes. Ao entrarmos no lugar vimos que se tinha várias pessoas, a sua maioria homens e pelo estado que se encontravam diria que estavam bêbados. Ruby me levou ao que se parece uma cozinha onde encontramos com uma senhora de idade , cabelos grisalhos , pele clara , ela parecia estar nervosa e demorou um pouco nos notar.
— Rum-hum ... é vovó , aqui estão os alimentos que me pedistes. – Disse Ruby a avó
— Ho! Já não era sem tempo menina,, porque demorou tanto Ruby? – Disse a senhora num tom severo a neta
— Desculpe-me , bem começou uma confusão no vilarejo e eu me distrai, e também conheci uma pessoas que nos ajudará a servir as mesas .
Agora sim a senhora notará que sua neta não estava sozinha, e sim acompanhada e uma jovem , loira, alta e muito bonita.
— Olá Querida, como vai ,meu nome Granny ? – Dizia a senhora á Emma
— Olá , eu sou Emma , estou bem obrigada senhora – Disse a loira
— Então, é verdade o que minha neta me disse , irá nos ajudar trabalhando aqui conosco? – disse Granny.
— Se for de seu agrado senhora, pois eu realmente quero trabalhar.- Disse a loira
— Que assim seja então , seja bem vinda Querida, Ruby irá lhe mostra o que deverá fazer. – Disse Granny
— Tudo bem , Obrigada mais uma vez senhora . – Disse a loira entusiasmada.
— Oh , por favor , me chame de Granny querida.- Disse a mais velha.
— Obrigada , Granny. – Dizia a loira feliz , agora conseguira o que queria e poderia ajudar na fazenda juntamente com sua mãe.
— Vamos Emma, temos muito o que fazer. – Disse Ruby puxando a loira pelo braço.
Algumas horas mais tarde Ruby tinha ensinado a Emma alguma das coisas que ela faria, , o sol começava a se por entre as colinas altas do reino. Por ser o primeiro dia Ruby não queria dar muito trabalho á ela , e quando o movimento na taverna ficou um pouco fraco á dispensou , pois em pouco tempo de serviço Emma lhe contará que morava em uma fazenda afastada do povoado e andará bastante até chegar ali e estava um pouco cansada. Emma agradeceu por aquilo, pois não queria ir voltar muito tarde para casa além de que seus pés já estavam exaustos, passara todo seu dia ajudando Ruby a limpar mesas e varrer o chão. E estava morrendo de fome a única coisa que comeu foi uma maça no caminho ao vilarejo e seus estomago pedirá por comida.
Assim ela se despediu de Ruby e passou a caminhar pelo povoado . Alguns minutos depois de se aventurar a andar por ali, ela avistou um lago , onde havia grandes carvalhos de raízes grandes,ela sentiu o vento gelado batendo em seu rosto e o cheiro terra invadindo suas narinas . Sua mente vagava sobre tudo que lhe acontecerá hoje , a conversa com Ingrid, a proposta inesperada de Ruby , conseguirá o que queria e estava feliz com aquilo, mas tinha um acontecimento que não saia de sua cabeça, ou melhor alguém . A moça que conhecerá no caminho até o povoado , aquela que ela pensava se chamar Lana, seus olhos castanhos e seus jeito carismáticos não saiam de seus pensamentos desde que se separam no vilarejo.
Enquanto se encaminha para mais perto do lago cristalino , observou a bela paisagem e viu que não estava sozinha , uma moça com roupas de montaria e cabelos negros,estava sentada de costas para ela ,sentada na grama a beira lago , parecia perdida em seus pensamentos Enquanto ao seu lado um Cavalo se alimentava com algumas coisas. Rapidamente Emma reconheceu quem era , e não soube porque mais ficou extremamente em feliz em ver que era Lana , mas que na verdade se chamava Regina e era sua futura Rainha , a dona dos olhos castanho mais lindos e inexpressivo que já vira . Logo Caminhou até a moça sentando-se ao lado dela.
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