Notas iniciais
Olá leitores lindos do meu coração. Quero dedicar esse capitulo especialmente para a Renatisss415. Re é pra você.
Espero que gostem

Demétria chegou em casa bufando de raiva. Mais que garoto idiota, e Nicholas porque tinha convidado ele? Além do mais, ele não tinha nenhum direito de ‘’esfregar’’ na cara dela que chama Nicholas de ‘’Nick’’, como se fosse muito mais amigo dele do que ela.

Alguém bateu na porta do quarto e Demétria abriu. Era o irmão que já havia chegado em casa.

-Precisamos conversar – Ele disse serio.

-O que você quer?

Ele a puxou pelo braço como se ela fosse uma criança.

-Ai, está me machucando.

Ele a arrastou pelo braço até a sala onde Selena se encontrava sentada em um dos sofás.

-Ai – A garota disse libertando-se da mão do irmão – O que você quer?

-Okay, já chega! Você não mais nenhuma criança Demétria. Já não percebeu que é bem difícil viver com a sua presença? Você ainda precisa descarregar todo esse seu ódio do mundo em quem não te fez nada?

-Eu não pedi pra morar aqui! E além do mais eu não sei do que você está falando.

-Não sabe? Então devia prestar mais atenção quando fala no telefone. A Selena nunca te fez nada a não ser tentar te agradar e você ainda precisa falar que a odeia e que odeia o modo como ‘’fingimos’’ gostar da sua presença.

David gritava, estava realmente irritado com aquilo. Não só pela ingratidão da irmã como pelo fato de ter magoado sua mulher.

-Ah, quer saber, falei mesmo – Demétria explodiu – Eu não gosto de morar com vocês, eu odeio tudo isso aqui! Eu ODEIO você!

Ela saiu correndo de volta para o quarto, colocou a cabeça em baixo de um travesseiro e como sempre segurou violentamente suas lágrimas.

Depois de certo tempo ela se sentou na cama fitou o violão no canto da parede, pegou-o e passou levemente as mãos pelas cordas, havia tanto tempo que não o tocava.

Lembrou-se de alguns acordes de uma música que havia começado a escrever a muito tempo, quando ainda era criança, antes de... Era melhor nem pensar nisso.

Pensou um pouco tentando se lembrar de como tocava e suavemente começou a tocar as notas musicais e a sussurrar para si mesma:

They tell you a good girl is quiet

That you should never ask why

Cause it only makes it harder to fit in

You should be happy, excited

Even if you're just invited

Cause the winners need someone to clap for them

It's so hard just waiting

In a line that never moves

It's time you started making

Your own rules

Ela parou de tocar. Pegar no violão lhe trazia boas e más lembranças. Por um momento ficou refletindo e repetiu para si mesma: Make your own rules (começar a fazer suas próprias regras).

Em uma onda súbita a raiva tomou conta dela novamente. Demétria pegou o violão e bateu-o com toda força no chão, o instrumento despedaçou-se e no momento em que se soltou uma das cordas bateu no rosto da garota deixando um ‘’belo’’ de um machucado.

Mesmo sentindo o arranhão da corda queimar no rosto, a raiva era tanta que ela continuou a bater com o violão no chão até que tudo o que restou dele foram fragmentos espalhados por todo o chão do quarto.

Feito isso, ela se sentou no sobre os restos do que antes tinha sido um instrumento musical, a respiração estava ofegante, o rosto ardia e as lágrimas queimavam por dentro lutando incansavelmente para saírem.

Ao ouvirem o barulho David e Selena correram para o quarto. A porta não estava trancada, só fechada normalmente.

Assim que entraram no cômodo se depararam com a deprimente cena.

Demétria soluçava como se estivesse chorando, mais ainda sem ceder às lágrimas.

David se agachou ao lado da irmã e pode ver o corte em seu rosto.

Apesar de ainda está muito chateado com a irmã, ele a abraçou. A garota não retribui o abraço, apenas continuou parada do jeito que estava.

Ele a ajudou a levantar do chão, Selena foi pegar curativos para o rosto de Demétria enquanto David andava até a sala com ela.

Ela se sentou no sofá e ficou por alguns minutos, até que voltou a si e subitamente levantou-se e saiu.

O irmão pensou em ir atrás dela, porém talvez só piorasse as coisas.

Demétria seguiu para a praia e caminhou pela areia. Já era noite, a lua brilhava no céu, tudo estava tranqüilo.

Um filete de sangue escorria por sua bochecha direita, mais ela não se incomodava. Os pensamentos estavam confusos, de vez em quando alguns soluços ainda ecoavam em sua garganta.

Ela sentou-se na areia e envolveu os joelhos com os braços e ficou olhando o mar.

As horas foram se passando e preocupados com Demétria, David e Selena resolveram ligar para a única pessoa de quem ela tinha o número: Nicholas.

O garoto ficou preocupado e os pais o deixaram sair para procurá-la. Ele passou na casa de Sterling e pediu para ajudá-lo.

Os dois se separaram e começaram a procurar. Sterling já tinha carteira de motorista então foi de carro.

Após umas duas horas de procura, já deviam passar da meia noite, Sterling avistou na praia alguém sentado na areia.

Parou o carro e foi ver se era ela.

A garota sentada envolvendo os joelhos com os braços realmente era Demétria.

Ele se aproximou se se sentou a seu lado.

Ela o olhou, não com o desprezo de mais cedo, mais sim como alguém que suplica por ajuda.

Ele olhou o ferimento em seu rosto e imaginou o que teria acontecido.

-Tudo bem? – Ele perguntou sinceramente preocupado.

Nenhuma resposta veio. Percebendo que palavras não adiantariam ele passou os braços por sobre os ombros da garota.

Após alguns minutos assim ele olhou-a e percebeu que uma lágrima começava a escorrer por seu rosto.

As lágrimas que Demétria havia contido por tantos anos, agora se libertavam livremente.

Ao mesmo tempo em que sentia uma sensação imensa de alivio, ela sentia uma grande dor no peito, como se seu coração estivesse sendo esmagado pelas tristezas que ela nunca admitira sentir.

Normalmente teria se livrado rápida e brutalmente dos braços de Sterling, mas naquele momento sentia como se aqueles braços fossem a única coisa a qual ela poderia se agarrar, agora que parecia que o mundo ia desmoronar debaixo de seus pés.

Ela se agarrou a ele em um abraço como se sua vida dependesse daquilo.

Ele permaneceu calado ouvindo apenas os soluços vindos de Demétria. Aquela cena era realmente triste.

O dia estava quase amanhecendo quando, percebendo que as lágrimas da garota haviam diminuído – Mais não acabado – Ele levantou-se e estendeu a mão.

Ela pegou a mão estendida dele e se levantou.

Sterling a deixou em casa. David e Selena agradeceram ao garoto.

Por ter passado a noite no sereno e com aquele corte sem os devidos cuidados, algumas horas depois Demétria estava queimando em febre.

Estava deitada no sofá da sala medindo a temperatura, as lágrimas ainda escorriam incessantemente.

Demétria havia entrado em uma espécie de estupor. Os olhos ficavam vidrados fitando a parede, não tinha reação ás palavras do irmão ou da cunhada.

A única coisa em que a garota pensava agora eram em todas as coisas que a faziam chorar. Coisas pelas quais ela já devia ter chorado a muito tempo.

Notas finais
Boa? Ruim? Reviews?