Eu tenho uma idéia. Talvez as pessoas normais a achem um pouco depressiva ou coisa do tipo. Mas não é, na verdade nem um pouco. Eu apenas procuro ver a vida por um outro ângulo.
Tudo começou faz mais ou menos dois anos, minha vida estava desmoronando em minha volta. Meu pai tinha morrido, as minhas amigas me abandonado e eu fui expulsa da única escola que eu ja gostei na vida.

Os motivos?

Meu pai teve um AVC, minhas amigas eram umas vacas e eu me meti em algumas brigas durante o ano, por motivos idiotas.

Mas eu não sou depressiva, sou apenas curiosa. Minhas vontades suicidas são apenas curiosidade. O motivo de eu ter bebido, de eu ter fumado, de eu ter me cortado é simples: curiosidade, tentar estar na pele de quem vicia nestas coisas.

A minha idéia de vida é que as pessoas existem, mas o que acontece com elas é apenas fruto da sua imaginação. Elas não sentem o que você sente e vivem coisas diferentes das quais você imagina.

Entenda do jeito que você quiser, mas pense bem antesde dar a sua opinião, isso pode ser bem importante.

O sol me obriga a acordar, como todos os dias. Eu coloquei meus pés no chão , tentando fazer o menor barulho possível para não acordar ninguém. Respirei fundo antes de tirar minha roupa e entrar no banheiro, tentando criar coragem para continuar a viver. Quase sendo briada pelo tempo, eu finalmente entrei no banheiro. já ligando e temperando a água. Hoje era o dia em que tudo poderia mudar, vou para minha escola nova, a escola que meu amigo de infância e provavelmente meu único amigo verdadeiro. Enquanto minha pele nua se acostumava com a água que estava um pouco mais quente que o comum, eu ia passando o sabonete por minha pele levemente. Como se ela valesse alguma coisa...

Depois e me secar, saí do banheiro me dirigindo ao armário e colocando apenas uma camiseta preta básica, uma calça jeans tipo legging e meu inseparável all star de cano longo preto.

Fui andando pela casa batendo na porta do quarto de meu irmão gêmeo antes de ir para a escola.

-Gu, levanta, as aulas vão começar hoje.-Falei enquanto me apoiava na porta,

-To indo pera.-Eu ouvi alguns zíperes serem abertos, alguns fechadoss, cadernos sendo jogados no chão, e por fim, Augusto abriu a porta do quarto me fazendo cair no chão.-Vamos?-Ele me ajudou a levantar e nós fomos andando juntos para a escola em silêncio.

-Augusto, você acha que eu sou depressiva?-Falei apenas para quebrar o silêncio.

-Quem disse isso?

-Noventa por cento das pessoas que ja me viram acham que eu sou depressiva.

-Não, você não é doente.

Nós suspiramos juntos e continuamos a andar até chegar na escola.

-Fernanda!-Olhei para trás quando ouvi alguém chamar meu nome e localizo um pontinho preto no meio da mutidão.-Fer finalmente você chegou!-Matheus me abraçou enquanto corria, me obrigando a pular nele e o envolver com minhas pernas. Até que ele parou e me colocou no chão.

Notas finais
eu não consigo pensar em nada emocionante pro final, mas a historia msm só acontece a partir do segundo capitulo, na minha opinião.
críticas?