Notas iniciais
Pronto, depois de algum tempo sem postar, eu finalmente criei empenho para escrever. Peguei uma idéia das sugestões que vocês mandaram e planejo continuar fazendo isso no futuro. Caso vocês tenham alguma idéia louca (sério, não importa o quão louca seja), mandem para mim que eu escrevo, ok? :D

PS: História baseada nas idéias de Shantae. Obrigado!

PS: Nas próximas histórias, usarei idéias de varias pessoas. xD

Dumbledore chamou McGonagall e Snape em sua sala. É claro, os dois professores já sabiam que não sairia nada de bom daquilo, das últimas vezes que ele o fizera, tiveram aulas de dança e uma velha encapetada tentando envenenar toda a Escola.

Assim sendo, Snape já entrou na sala exclamando.

— Seja lá qual for a péssima idéia que você teve, eu estou fora! Definitivamente fora! Não participarei de nada que envolva dragões soltando fogo por aí, diabretes voando e infernizando minha vida ou aranhas gigantes! Já está avisado.

— Uau – respondeu Dumbledore – De onde você tirou isso?

— Eu não sei, mas conhecendo suas idéias, é bem possível.

— Idem – respondeu McGonagall, com sua nova “gíria da moda” – também não to afim de participa dessa idéia.

— Minerva – censurou Snape -, já falei, pare com isso. Essa sua nova mania de tentar falar como adolescentes falam é irritante e faz até com que eu – que não tenho nada com isso – passe vergonha.

— Mas, brother – continuou a professora de transfiguração -, nós temos que tentar falar que nem a juventude. Para que eles nos entendam e achem maneiro, ta ligado?

Severo balançou a cabeça negativamente, em um claro gesto de censura.

— Dumbledore, me poupe disso, por favor. Fale logo o que tem em mente e me deixe voltar para as masmorras. Sinto que se eu ouvir outro “Ta ligado”, alguém vai ouvir um “Avada Kedavra”.

Dumbledore estava sentado atrás de sua mesa... Pensativo...

— Snape, menos. Não dou autorização para matar ninguém nesse colégio, a não ser a Madame Nora... Aquela gata me dá nos nervos. Mas não é sobre isso que quero falar. Como vocês sabem, está chegando a data da “Super Viagem Anual dos Alunos de Hogwarts!”.

— Ta chegando o quê de quem? – perguntou McGonagall sem entender nada.

Dumbledore suspirou.

— O dia da nossa viagem anual com os alunos de Hogwarts está chegando.

— Desde que ano fazemos uma viagem anual?! – indagou Snape.

— Desde esse ano – cortou Dumbledore – Entenda, precisamos começar uma tradição por algum lugar. Então, senhores, vocês tem a honra de começar, junto a mim, a “Super Viagem Anual dos Alunos de Hogwarts!”.

— Eu não tenho nada – falou Snape – já adiantei a você. Estou fora.

— Eu também vou ter que te dar o bolo, Dumbledore, beleza? – falou McGonagall.

O diretor pigarreou.

— Deixem-me ser claros. Como aquele que assina o cheque do salário de vocês, eu digo, vamos fazer a viagem.

Snape e McGongall suspiraram, como sempre, Dumbledore tinha um bom argumento.

-Certo, e para onde vamos?

Os olhos de Dumbledore praticamente brilharam com essa pergunta.

— Ao zoológico?! – Harry explodiu – Não acredito que Dumbledore está nos fazendo ir ao zoológico.

— Eu sei – falou Hermione séria – podíamos estar usando esse tempo para estudar, não é?

— Podíamos estar usando esse tempo para dormir – emendou Rony.

Snape apareceu carrancudo atrás das crianças.

— Podíamos usar esse tempo para entrar na porcaria da lareira – disse o professor.

Todos os estudantes do quarto ano estavam sendo obrigados a usar pó de flu para ir ao Zoológico. Os de primeiro, segundo e terceiro ano já haviam ido. Nos próximos dias, iriam os de quinto, sexto e sétimo ano.

— Eu não quero ir ao zoológico – chiou Gina.

— E eu também não – continuou o carrancudo Snape – mas já que eu tenho que sofrer, arrastarei tantas pessoas quanto possível junto comigo.

Todos suspiraram e entraram na lareira. Rumo ao Zoo.

Quando enfim chegaram lá, seus queixos caíram.

— Isso certamente não é um zoológico normal – sussurrou Rony.

— Não, não é – falou Dumbledore quase se materializando ao lado dos garotos – Isso é um zoológico mágico! Com todas as criaturas mágicas!

Harry sentiu um calafrio na espinha, aquilo não ia prestar.

— Muito maneiro, brother – McGonagall apareceu ao lado deles – Harry, meu camarada, e ae? Tudo em cima?

— Professora – suspirou Harry -, eu já disse, ninguém fala assim!

— Chega de papo! – gritou Dumbledore – Todos já para dentro do Zoológico. Vamos nos divertir um bocado nessa viagem!

Compraram os ingressos e entraram.

— Sabe – falou Neville, também parecendo vir do nada – Detesto ver animais presos, me enche de tristeza...

— Ah, Neville – consolou Hermione-, supere isso! Podia ser pior. Eles poderia estar presos na casa da minha tia Gertrude. Isso sim seria um problema.

Aquilo pareceu ajudar Neville a lidar com sua tristeza, o garoto assentiu com a cabeça e saiu caminhando, zoológico adentro.

Por fora, se parecia com um zoológico normal, por dentro, também se parecia com um zoológico normal. Havia um lugar para as pessoas andarem e grades, muitas grades, encarcerando animais – nesse caso, criaturas mágicas.

— Bom, criançada – falou Dumbledore – vamos nos separar, nos encontramos aqui na hora do almoço, ok?

Harry, Rony, Gina e Hermione formaram um pequeno grupinho e começaram a caminha pelo zoológico.

— Zoológico... – choramingou Rony – Isso é coisa de crianças infelizes... Oh, olhem lá! Vamos ver!

E saiu correndo em direção a grade mais próxima que havia. Seus amigos suspiraram e seguiram-no. Na placa, do lado de fora da jaula, lia-se:

Bicho Papão

Favor não colocar a mão para dentro da jaula.

Quando olharam para dentro, todavia, se decepcionaram. Ao invés de ter um bicho papão lá dentro, havia apenas um armário.

— Quanta burrice! – falou Hermione – Só podemos vê-lo se abrirmos o armário, e não podemos entrar na jaula. Ninguém merece.

— Lamentável – concordou Gina – anda, vamos para o próximo.

A próxima jaula era muito mais emocionante do que um armário parado. Era uma espécie de poleiro, com uma jaula adaptada. A distancia entre uma barra e outra da grade era muito menor que o normal, para evitar que as criaturazinhas fugissem. Na placa, lia-se:

Diabretes da Cornualha:

Favor não por os dedos na grade, eles mordem

Do lado de dentro, podiam ser vistos varias coisinhas azuis voando como se não houvesse amanhã. O barulho das pequenas asas deles batendo, era insuportável. Quando as criaturas viram que estavam sendo observados. Começou a gritaria.

— Visitantes! – diziam eles com vozes esganiçadas.

— Põe o dedinho aqui, garota bonita – disse um deles se referindo a Gina.

— Hmm, claro, por que não?

E o dedo da garota já estava na metade do caminho quando Hermione deu um leve tapa na mão da garota.

— Não está vendo a placa? Eles mordem.

— Calem a boca! – berrou Rony já irritado com tanto barulho, mas eles continuaram fazendo exclamações do tipo “Visitantes! Visitantes!” ou ainda “Dedos! Dedos!”.

Assim sendo, os quatro resolveram sair de perto daquela jaula o mais cedo possível, antes que surtassem com tanto barulho.

O resto do passeio transcorreu de forma razoável. Eles viram alguns sereianos, hipogrifos, dragões, testrálios (ou pelo menos o Harry viu). Foram à cela dos dementadores, onde Harry lançou – com um troll face no rosto, claro – um grande Expecto Pratono.

Encontraram-se na praça de alimentação, na hora em que Dumbledore havia especificado. Comeram com música ao vivo. Por “música”, eu quero dizer, comeram com McGonagall cantando um rap estranho – para mostrar o quão jovem ela era.

Tudo corria bem e Harry já estava achando que conseguiria sair dessa sem nenhum hematoma ou contusão. Foi quando a coisa desandou.

A primeira dica que todos tiveram que algo estava errado foi o Neville passar correndo pela frente da praça de alimentação gritando:

— Liberdade às criaturas mágicas! Liberdade às criaturas mágicas!

A segunda dica que tiveram foi o diretor do zoológico falando pelo auto-falante.

— Acabo de ser informado que um idiota acabou de soltar com Alohomora todos os animais do zoológico. Peço-lhes calma. Não é hora de pânico... – um segundo de silêncio – Isso aqui é um dementador? Ah, meu deus do céu! Pânico! Pânico todos! Salve-se quem puder! Corram para as colinas!

Ouve um chiado no auto-falante e a transmissão terminou.

Por um segundo, todos ficaram em silêncio. Quem estava mastigando a comida, ficou com ela parada na boca, olhando para o vazio. Silêncio. No segundo seguinte, todos decidiram seguir o sábio conselho do diretor do zoológico e começaram a gritar desesperadamente. Agora, estavam correndo pelo zoológico procurando ajuda.

As criaturas já haviam aparecido. Dementadores, dragões, Hipogrifos e Diabretes da Cornualha voavam por aí. Os sereianos saíram de suas jaulas aquáticas, mesmo que não pudessem viver fora d’água. Assim, apenas ficaram se remexendo e pulando na terra – comportamento típico de peixes fora d’água. Neville ainda corria por ai, gritando a liberdade das criaturas. Ele havia inclusive libertado o bicho papão, que agora andava por aí na sua amedrontadora forma de Snape – visto que esse era o medo da maior parte dos estudantes que estavam ali.

Harry e seus amigos correram para encontrar o diretor do colégio.

— Dumbledore – falou Harry –, o que faremos?

— Como assim o que faremos? – perguntou o diretor tendo um súbito ataque de ética – Nós tiramos os bichos das jaulas, temos que capturá-los de volta!

Então o momento de ética passou.

— Capturá-los de volta? – Dumbledore censurou a si mesmo –Vamos é correr para Hogwarts! Todos os alunos e professores comigo! Estamos de saída!

Começaram a lutar por suas vidas e saída. Lançavam Expecto Patrono sempre que um Dementador se aproximava. Petrifico Totalus nos Diabretes. Arania Exumai nas aranhas gigantes que pareciam ter surgido do nada.

Dumbledore encontrou uma lareira e começou a mandar todos os alunos entrarem lá, com pó de flu, e irem direto para Hogwarts. Por fim, ele, Minerva e Snape entraram. Estavam todos a salvo.

— Maluco – comentou McGonagall já na Escola – Esse bagulho foi muito louco. Foi tipo pimba, daí pow, e eu fiquei tipo “muito irado, bródi, agora para de viaja na maionese”, mas não adiantou nada, veio um pônei maldito e zuummm. Lá se foi a bagaça toda.

Todos os alunos ficaram em silêncio. Tudo bem, você querer falar de uma “forma moderna”, mas aquilo era demais...

— Alguém traduza – falou Hermione – se não, não vou conseguir dormir.

Minerva tomou aquilo como uma ofensa, mas não falou mais nada, com medo de ser “moderna” demais para essa juventude.

— Certo, estamos todos aqui? – perguntou Dumbledore – Ótimo, Snape, leve todos para suas devidas Casas, eu vou dormir depois dessa “Super Viagem Anual dos Alunos de Hogwarts!”.

Todavia, quando o diretor se dirigiu a Snape, o professor de poções mudou de forma. Agora, ele estava muito parecido com os pôneis malditos.

— Ah! – gritou Dumbledore co medo – Os pôneis malditos não! Por favor, não!

— Espera aí – falou Hermione – Ele se transformou naquilo que temos medo, não é o Snape, é o Bicho Papão! Riddikulus!

Quando o feitiço acertou o pônei, ele virou uma zebra.

— Mas, se ele é o Bicho Papão – continuou Gina – Onde está o Snape?

Naquela mesma hora, no Zoológico de Criaturas Mágicas, aquilo que Snape temeu estava acontecendo. Os animais estavam soltos. Dragões soltavam fogo para todo lado, os Diabretes estavam voando e infernizando a vida do professor e aranhas gigantes – Aragogue Style – estavam andando para lá e para cá.

Como se não bastasse, toda a Escola tinha ido embora, deixando Snape sozinho para lutar contra todos eles.

— Ai, meus dedos! – gritou Snape, tentando se afastar dos Diabretes.

Notas finais
E então? Se você riu alguma vez na história, deixe um comentário, se você não riu nenhuma vez, deixe um comentário, se você não pretende deixar um comentário não importa o que eu fale, deixe um comentário... Não dá para ser mais específico do que isso, então, deixe um comentário.