Não É Impossível, Basta Acreditar..
1 Capítulo O1
Notas iniciais
Incrível como o tempo passa rápido não é mesmo ? Crianças de ontem, são adolescentes de hoje. Rostos novos estão avista de muitos e os conhecidos vão se tornando especias a cada dia mas.
– Marcelina, você já arrumou esse cabelo milhões de vezes, vamos logo antes que chegamos atrasados no primeiro de aula. — Paulo resmungava para a irmã que passava o pente no cabelo.
– Ai desculpa, já estou pronta. Então vamos ? — A garota pegou sua mochila em cima da cama e saiu andando na frente do irmão que por um momento olhava fixamente pra porta.
Os irmãos se despediram dos pais e foram caminhando em direção a Escola Mundial. Já um pouco longe dali Cirilo e Jaime andavam no meio fio como duas crianças.
Hoje não era só Cirilo que via as meninas com outros olhos, ele tinha sua paixonite mas não gostava que ninguém soubesse quem era ela.
Jorge e Maria Joaquina iam para a escola no mesmo carro. Seus pais deram um carro com uma motorista para ambos saírem quando quiserem.
– Licença, será que poderia me informar aonde fica a diretoria ? — Uma jovem de cabelos longos perguntava a Firmino, o antigo zelador.
– Claro minha jovem, siga em frente depois vire a esquerda. — O velho de cabelos já brancos dizia com seu jeito de ser.
– Obrigada.
Rafael e Camila irmãos gêmeos, porém a garota é dois minutos mas velha. Os dois haviam acabado de pisar naquele local, para eles era diferente já que vieram de Minas Gerais.
– Estão perdidos, acertei ? — Alicia perguntava enquanto via os irmãos balançando a cabeça de um lado pro outro procurando informação.
– Sim, será que poderia nos ajudar ? — Camila perguntou meio que confusa.
– Claro, oque precisam ?
– Aonde fica a sala do oitavo ano ?
– Podem vir comigo, eu estudo lá então nós vamos ser colegas de classe.. prazer Alicia. — A jovem com uma boina branca no cabelo estendeu sua mão para cumprimenta-los.
– Prazer, Rafael. — O garoto apertou a mão da mesma e sorriu.
– Eu sou a Camila, irmã gêmea dele só que mas velha.
– Você gosta de fazer piada com isso não é mesmo ? Eu sou mas maduro que você. — Rafael mandou língua.
– Ah, é mesmo ? Você bebe um copo de leite quente antes de dormir, e ainda fala que é maduro ? Me polpe Rafa.
– Ai ai, vocês dois devem viver brigando. — Alicia dizia enquanto observava os irmãos se xingando. — Vamos logo, vai bater o sinal.
Firmino como de costume tocou aquele antigo sinal, como diziam os diabinhos antigamente só ele sabia tocar de um jeito especial.
– Bom dia meus pequenos, silêncio.. eu sei que vocês estão bem animados pro primeiro dia de aula. Vejo que tenho rostinhos novos aqui, podem se apresentar por favor ? — Helena, nossa doce professora falava tentando colocar ordem naquela classe.
– Bom dia professora. — Maria Joaquina entrava na sala com Jorge e se sentando como de costume no primeiro lugar.
– Atrasada no primeiro dia de aula, muito bonito Medsen. — Paulo quase gritava do outro lado da sala.
– Fica calado Guerra. — A garota mandou língua e se virou para frente.
– Bom, vocês dois do fundo se apresentem. — Helena dizia se referindo aos gêmeos.
– Prazer, Camila.
– Rafael, irmão dela. — O garoto respondeu não muito animado.
– E você de olhos azuis ? — Helena perguntava a uma menina calada sem muito do que falar.
– Martina, prazer. — A loirinha disse. Alguns meninos novatos e até mesmo os antigos arregalaram os olhos ao se virarem para a menina que era belíssima.
– Nicoulau.. não o Maquiavel, aquele velhinho já morreu.. — O garoto moreno disse causando altas risadas na sala. — Eu acho.
– Muito bem, como não tem mas ninguém novato aqui.. podemos começar a aula não é mesmo ? — A professora abriu um sorriso. Um jovem garoto ia chegando correndo aquela sala como se estivesse atrasado, é e ele estava. — Pode entrar.
– Licença professora, perdoa-me o atraso.
– Não tem problema, se apresente por favor.
– Eu sou o Carlos, vim do Rio de Janeiro.
– Muito bem, pode se sentar atrás do Adriano Ramos.
– Ixi.. vai pegar a imaginação dele, toma cuidado viu.. ele vai te possuir com a mente. — Jaime dizia causando risadas em todos.
Helena passou alguns exercícios no quadro antes de tocar o sinal para o intervalo. Como era o primeiro dia de aula não era muita coisa.
Em uma das arquibancadas Jaime conversava com Martina. A garota que era isolada e sozinha de todos tinha seus motivos para ser assim.
Margarida se sentiu incomodada com isso, ela sabia que estava gostando dele mas sabia que seus sentimentos não poderiam ser os mesmos.
– Amiga, quer um pouco de água ? Você está fervendo de raiva. — Valéria perguntou para a garota, realmente suas bochechas estavam vermelhas.
– Não enche. — Margarida nunca falava desse jeito, ela estava com raiva, nervosa ou até mesmo com ciumes..
Paulo junto com os dos três novatos e Mário jogavam futebol no pátio. Algumas meninas os observavam, Maria Joaquina mesmo não mudado muito dava umas olhadinhas.
Marcelina e Jorge conversavam nos banquinhos de frente para a sala de aula. Os dois eram bastante amigos, parecia que só a garota aguentava Jorge, pois ele não mudou nada..
– Laurinha, você não cansa de comer tanto assim não ? — Carmem perguntou vendo a amiga comer um pacotinho de salgadinho.
– É muito gostoso só pra ver, eu não aguento. — A menina disse com a boca totalmente cheia.
– Eca Laura, fecha essa boca. — Maria Joaquina fez uma carinha de nojo.
De longe Camila ficava vendo seu irmão jogar e as meninas conversando. Uma coisa que ela menos gostava ela de ficar sozinha, sem ninguém para brincar.
Margarida levantou do seu lugar e foi caminhando até Camila, ela havia ficado com pena de ver uma pessoa isolada nos cantos, sem amigas.
– Oi, tudo bem ?
– Tudo sim, e você ?
– Ta sim, você é a Camila não é ? — Margarida abriu um sorriso e pode ver a garota concordar. — Eu sou a Margarida, é eu sei eu tenho nome de flor.
– Eu gosto do seu nome, me lembra flores e flores são bonitas.
– Se isso foi um elogio, obrigada.
– Foi sim.
As duas ficaram conversando ali. Novamente o sinal tocou levando cada aluno para sua devida sala de aula. Helena deixou os dois últimos tempos pros diabinhos se conhecerem melhor.
– Guerra, devolve meu lápis. — Maria Joaquina saia correndo pela sala atrás do colega.
– Vem pegar Medsen ! — Paulo gritou ainda com o lápis na mão.
– Eu te pego. E É AGORA ! — A garota virou a fera, saiu correndo feito um foguete pela aquela sala. Alguns ficaram surpresos pelas ações dos dois, pareciam duas crianças.
– Não pega ninguém.
– Frase antiga em.. — Maria Joaquina voou em cima das costas do garoto e conseguiu pegar o lápis. Não importava o modo que estava nem se as pessoas estavam vendo. — Peguei, agora experimenta pegar ele de novo.
A patricinha voltou para seu lugar e continuou a conversa com Marcelina. Paulo não sabia que ela tinha uma força enorme, para ele, ela quase quebrou suas costas.
Para um primeiro dia de aula até que foi legal, pessoas novas surgiram naquela escola e ciumes também. Coisa complicada de adolescente, mas isso não se comparava ao que estava por vim.
continua..
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