Não È Mais Um Clichê Romântico

7 Me Sinto Tão Bonita/ Tão Feia


Na manhã seguinte, Freya e Ethan esperavam por Chloe na porta da escola. Chegaram à conclusão de que iriam conversar com ela a respeito de seu afastamento. Esperaram por quase quarenta minutos, quando viram uma moto estacionar em frente a portaria. Ao tirar os capacetes, se deram conta de que eram Clhoe e Tomás e isso os irritou profundamente. Enquanto dos dois entravam, Freya e Ethan respiravam fundo quase desistindo da trégua que iriam propor a Chloe.

No intervalo a encontraram lendo um livro no pátio:

— Er, oi Chloe.

— Freya! Ethan! Tudo bem?

— Sim, nossa quanto tempo não conversamos.

— Olhando assim, é verdade.

— Também, não desgruda mais do seu namoradinho chiclete.

— OI?

— Nada Chloe, besteira do Ethan.

— Se está falando do Tomás, não somos namorados.

— Verdade? Não tá rolando nada mesmo?

— Não Freya. Nos aproximamos apenas. Tínhamos assuntos em comum na época. Apenas ficamos amigos.

— Pois é né. Depois de tanto tempo. Quando estávamos juntos vocês mal se falavam.

— Freya! Isso foi a dois anos. Não me diga que está com ciúmes?

— Não que isso. Já passou.

— tá tá! A verdade Chloe é que estamos aqui por que, sentimos sua falta.

— Verdade?

— É, você se afastou por causa daquele assunto e tudo mais. Mas, não acha que já deu tempo de mais?

— Bom... talvez, não é.

— Não quero que se sinta daquele jeito. Mas realmente sentimos sua falta.

— Também sinto de vocês.

— Então, para comemorarmos, por que não vamos ao barzinho no santa maria?

— È pode ser. As oito da noite?

— Ótimo. Nos encontramos lá então.

— Combinado.

As oito em ponto, Freya e Ethan já estavam no local combinado, mas não viram sinal de Chloe. Resolveram entrar e escolher a mesa. O garçon passou e resolveram fazer o pedido de duas cervejas para começar. Meia hora depois, Viram Chloe entrando na companhia de Tomás. Se olharam em cumplicidade mas mudaram o semblante quando eles se aproximaram:

— Oi! Demorei?

— Nada, chegamos a pouco tempo também.

— Que bom.

— Olha pessoal, espero não estar atrapalhando, mas a Clhoe me contou a situação, não iria vir, mas ela insistiu.

— Ah! Que isso Tomás, como se não nos conhecêssemos.

— Claro, se vamos voltar a nossa velha amizade, por que não integrar você?

— Claro! Por que não?

A noite decorreu tranquila. Conversaram amenidades e tudo parecia estar indo bem. Tomás pediu licença da mesa e foi ao bar pediu mais uma bebida. Nesse momento Freya voltava do banheiro e o viu encostado no balcão:

— E aí Tomás.

— Oi Freya.

— Então... Você Chloe estão mais próximos agora.

— Sim, ela é uma garota legal.

— Engraçado, quando estávamos juntos, vocês mal se falavam.

— Eram outros tempos Freya.

— Bons tempos.

— Velhos tempos.

— Por que? Agora pensa em renovar?

— Por que não? Andamos para a frente não é mesmo? O que ficou para trás ficou.

— Hum.

Tomás pegou a bebida e ambos se dirigiram para a mesa. Chloe e Ethan conversavam animados quando Freya inesperadamente tirou Ethan para dançar. Foram para a pista de dança deixando Tomás e Chloe na mesa:

— O que houve? Freya parecia nervosa.

— Nada, só mais um dos ataques dela. Até parece que não conhece sua amiga.

— A conheço muito bem, por isso digo que aconteceu algo.

— Esquece.

— Hum. Então tá.

Conversaram mais um pouco enquanto Freya e Ethan dançavam na pista. De repente em um relance, Freya beija Ethan sem se importar com quem estava sua volta. Chloe que ainda não havia visto a cena continuava conversando com Tomás. Ele por sua vez viu a cena grotesca e tentou desviar a atenção de Chloe. Ela como não era boba, logo percebeu que havia algo errado e se virou para pista. Quando viu o que acontecia sentiu o coração parar. Sentiu que não respirava e com muito esforço se levantou em direção a porta de saída. Tomás correndo atrás dela deixou a comissão paga e saiu também em direção à rua. Quando chegou lá viu Chloe ofegante e tremendo:

— Chloe, Chloe por favor, vamos embora.

— Como ela pode? Como pode fazer isso comigo?

— Ela está com ciúmes Chloe só isso.

— Mas tinha que ser ele? Justo ele.

— Chloe por favor.

— Culpa sua Tomás. Sua! Tanta garota naquele colégio. E tinha que se aproximar de mim.

Tomás não disse mais nada. Abraço Chloe que se debatia para se soltar. Mas de repente parou e começou a chorar. Chorou muito. Pensou aquela vez que não teria mais lágrimas para chorar por Ethan. Mas estava enganada. Quando se acalmou Tomás a levou para casa. Ela entrou jogou a bolsa no sofá. Foi para o quarto apagou a luz do abajur e dormiu.



{...Você pode comprar seu cabelo se ele não crescer

Você pode corrigir o nariz se alguém mandar

Você pode comprar toda a maquiagem

Que a M. A. C. pode fazer

Mas se você não puder olhar para dentro de você

E descobrir quem eu sou também

Estar na posição de me fazer sentir

Tão feia...}