Notas iniciais
eu sei que estou postando muito demoradamente, mas.. eu posto mais rápido no socialspirit

A água morna escorria pelo meu corpo, meus pensamentos pareciam mais claro no banho, eu precisava descansar, dormir em um fusca não é lá uma coisa boa..

Terminei e desci para comer, e quando o vi, mal pude acreditar, ao lado da bancada apenas com uma calça saruel negra e uma toalha de cozinha em seu ombro.

Ele me olhou por cima dos ombros e piscou o olho.

Droga, aposto que fiquei vermelha.

Ele virou para me olhar com a frigideira em suas mãos.

– Um homem tão poderoso, não precisa machucar as mãos no fogão — falei sem pensar

– Não me subestime Srta. Harbel, tenho meus dons.

– Ok — mexi o maxilar, e respirei sentindo o cheiro bom da comida. — você me mostraria a casa depois, digo mostrar melhor..

– Posso sim — piscou novamente me tirando o ar — mas devo avisá-la não entre em meu quarto, JAMAIS. — falou em um tom serio

– Jamais entraria — falei firme olhando nos olhos dele.

– Confio em você. — falou e o seu celular tocou, fez uma cara mais séria quando viu o nome na tela, logo atendeu — Alô, Jimmy? Fugiu? — falou e abriu os olhos maravilhosos que ele tem — está bem, estou a caminho.

Desligou o telefone apressadamente e procurou pelo seu paletó e antes de sair pela porta de casa disse:

– Código da segurança da casa: 5377, ligue assim que eu sair, por segurança — falou corrigindo algo dito antes.

– Ok, seja o que for, se cuide — falei de novo sem pensar, eu devia me controlar mais..

– Obrigado Jess. — falou ele e sorriu, e no instante seguinte estava longe... já não dava para vê-lo. Um leve aperto tocou no meu coração. E fechei a casa com o código 5377, e achei legal isso da parte dele pois ele podia não confiar em mim, mas acho que por me conhecer pelos 5 dias de trabalho com ele, criou-se uma certa amizade..

Eu parecia uma mãe 2:30 da madrugada, sentada no sofá esperando por ele, sabe aquelas mães que o filho vai pra balada e enquanto não chega a mãe não dorme? Eu naquele momento.

Logo ouvi o alarme destravar e a garagem abrir então fixei o olhar na porta, esperando que ele entrasse..

A porta destravou e ele entrou com um olho roxo, meu coração disparou e eu fui em sua direção.

– Sr. Weber, o que aconteceu? Sente-se — falei e fui pegar uns cubos de gelo e enrolados em um pano. — Tome aqui está, ponha no olho..

– Obrigado — e botou no olho — auu , gelado — e soltou uma risada cansada. — me chame de Diego, por favor.. não curto muito esse negócio de senhor, não combina com você.

Eu sorri e assenti

– Desculpe, Sr.. Diego, o que aconteceu, desculpe perguntar.

– Fui assaltado. Mas bati nos caras — mentiu ele.

Como eu sabia? Ele não olhou no meu olho, mas eu deixaria passar, devia ser algo DELE.

– Acha que devo usar óculos escuros? — perguntou ele para quebrar o silencio.

– Ah,, hoo.. desculpe, acho que você devia esperar até amanha, para ver se vai diminuir, mas acho que sim, você vai ter que usar

– Obrigado — olhou ele fixo para mim..

E num lapso muito mais rápido do que eu imaginava eu estava beijando-o, pus minhas mãos em seu peito e me afastei.

– Desculpe, perdoe-me — falei e sai correndo para o quarto.

Tranquei-me e deitei na cama, encolhida em posição fetal, e senti as lágrimas correrem pelo meu rosto.

– Eu consegui um lugar para morar, um emprego descente, e então me apaixono pelo meu chefe, ótimo Harbel, aproveita e pula da ponte — falei sussurrando. De repente a porta se abriu. Pensei que tinha trancado.

– Não se preocupe, você fechou a porta — falou como se lesse pensamentos — eu tenho chave reserva.

– Eu vou embora amanhã de manhã, não precisa me expulsar.

– Expulsar? Não vou.. jamais faria isso..

– Obrigada — falei olhando para a janela. — eu não queria ter lhe beijado, desculpe.

– Ou queria.. — falou ele me olhando e mexendo o maxilar.

– Por que eu ia querer?

– Por que se não quisesse não teria feito. E se eu não quisesse, não teria retribuído. Certo?

Fiquei sem palavras.

– Cer.. certo — falei gaguejando sem olhar para ele.

Quando o olhei ele já não estava com o gelo no olho, e novamente nos estávamos nos beijando, mas dessa vez ele me puxou. Ficando de pé em frente a ele, com sua mão em minha nuca ele continuou o beijo. Terminando em mordidas leves no lábio e nossas testas encostadas com um sorriso magnético.

E então ele me empurrou na parede, trancando minhas mãos para o alto e prendendo minha boca contra a sua. Me deitou na cama e depositou beijos em meu pescoço.

Na manhã seguinte, levantei-me e fui direto para o banho, desci as escadas e senti o cheiro do bacon.

Diego abriu um sorriso quando me viu.

– Precisamos conversar.

– Estou aqui — retribui o sorriso

Nos sentamos na bancada.

– Não foi um assalto. — falou já, sobre um assunto dito antes.

– Eu sei, você não mente nada bem.

– O que eu vou te contar, você deve guardar segredo absoluto, por favor.

– Claro que sim.. confie em mim.

– Confio.., bem a 8 anos, eu estava na faculdade quando fui sequestrado pela CIA, meu QI era muito alto, eles me treinaram, e eu me tornei um espião.

– Mas você é bem conhecido.. — falei enquanto assimilava aquilo

– Isso mesmo, quando viramos espiões somos ensinados a nos esconder, e obviamente não seremos conhecidos, e os caras maus sabem disso, então eles procuram pelos lugares mais desconhecidos, e no entanto se eu for chamativo, não chamaria a atenção pois um espião não sairia se mostrando, entende?

– Sim.

– Ontem a noite um dos caminhões da CIA fora roubado, e me chamaram para capturar o individuo, de tal modo que ele foi, ninguém sabe disso, nem mesmo meus pais..

– E por que me contas isso?

– Senti necessidade, você é uma garota boa.

– Que fora traída pela irma.

– Você tem a mim.

– Diego, eu não estou pronta ainda, eu tenho medo, de gostar de você e você me abandonar.

– Não vou, eu prometo.

Olhei para ele e fechei os olhos.

– Está bem.

– Mas tem mais uma coisa..

– O que?

– Depois que dormimos, recebi outro telefonema, eles me alertaram novamente sobre um alvo, para matar...

– E? Por favor, só não se machuque.

– Ele vão vim me pegar, os caras da CIA.

– Por quê?

– Por que eu não vou matar o alvo que eles querem.

– Mas é seu trabalho.

Eu desci do bando e fui para a pia

– Não, não quando o alvo é você

Eu olhei para trás e fixei meu olhar no dele, e ele estava cabisbaixo

– Você vai me matar?

– Não tenho coragem, desde a primeira vez que te vi na califórnia há 3 anos.

– ESPERA! há 3 anos?

– Sim, foi quando recebi o alvo, mas o seu jeito, me conquistaram.

Voltei a me sentar.

– Por isso contratei você, para te manter a salvo, pois a CIA não manda só uma pessoa para um mesmo alvo, ela manda 3, e um deles eu matei ontem a noite, o caminhão que eles roubaram era o que ficava na empresa. Tinha informações sobre você, nele...

– É muita coisa, você esta me dizendo que você é pago para manter a sociedade a salvo, e você me conhece há 3 anos, e eu sou um alvo da CIA, então você me contratou para me manter segura na empresa. E tem 2 caras tentando me matar nesse momento ?

– Sim.

– Por quê?

– É a linhagem da sua família, tudo que roda você, Gustavo, Jeferson e Elizabeth.

– Você sabe o nome dos meus pais..?

– Sim, eles eram alvos da CIA.

–Você os ..

– NÃO, eu lutei contra isso, a CIA foi mais forte.. 4 capangas, pra cada avião..

Lágrimas saíram pelos meus olhos.

– Por favor.. não chore — ele olhou para baixo.

– Tudo bem, mas e se você não me matar? É expulso?

– Sim, e você deve saber também que a CIA vai entrar em guerra conosco.

– Mas, eu não sei atirar.

– Meu bem — falou ele pousando uma mão em meu rosto. — Jimmy vai te treinar, você vai ser treinada igual uma agente da CIA. E nós vamos enfrenta-los.

– Por que tem tanta certeza?

– Sua linhagem era da CIA, mas eram contra o regulamento, assim como eu.

Eu só queria um emprego, e agora ia ser treinada para matar os maiores espiões da CIA.