Não solte a minha mão!
12 O dia quase perfeito!
Notas iniciais
eu não imaginei que ele pudesse ser tão chato! mas por que ele queria sair tanto comigo? eu já não deixei tudo bem claro pra ele?....
ou eu que estou ficando louca??!
quando percebi, eu já havia ido me vestir. peguei a primeira peça de roupa que achei. e vesti. era uma calça jeans com rasgos nos joelhos e coxas. uma blusa simples na cor verde, que combinava com meu all-star verde com branco.
então, eu tentei abrir a porta. mas não consegui por que Arthur estava escorado nela do lado de fora. logo ele levantou e eu abri a porta.
ele estava com uma bermuda jeans clara até o joelho, um tênis da vans, uma camiseta com gola e um boné aba reta. eu fiquei observando o quanto ele estava lindo... e cheiroso!
–eu sabia que você vinha!
–não vai se acostumando. -cruzei os braços.
eu já tinha avisado o meu pai que eu sairia novamente. então entrei no carro de Arthur e ele deu a partida.
–onde vamos?
– vamos na praça.
–fazer o que lá?
–quero andar de skate.
–e não podia fazer isso sozinho?!
–relaxa. eu tenho mais um skate aqui pra você.
eu bufei.
–não sei andar de skate... e eu não vou ficar olhando você andar, prefiro voltar pra casa.
– se fosse só pra mim andar, não teria ido te buscar!
–então você tem uma bicicleta portátil no porta-malas?
ele riu.
– se você não sabe andar de skate. eu te ensino!
eu arregalei os olhos. não estava acreditando nisso. e ele percebeu.
–é serio. eu te ensino, sem problemas!
–eu vou me matar. não posso!
–eu te seguro. você não vai cair.
– ok, ok... o que você esta querendo afinal?
–por que?
– ontem a gente se beijou, e hoje você esta todo atencioso comigo...
–não vejo mal nenhum nisso!
– eu tô achando estranho demais.
pra descontrair. ele ligou o radio do carro e colocou num volume alto, onde meus ouvidos podiam saltar com a batida.
– abaixa isso! vou ficar surda!
– deixa de ser chata!
– e que musica horrível!
–chiu. -ele zuniu pra que eu ficasse quieta.
cruzei os braços e bufei. ele estava cantando junto com a musica, e eu não sabia o que era pior... a musica ou o barulho que Arthur fazia. ele batia com os dedos no volante no ritmo da musica e acelerava muito como sempre.
então ele abriu o porta-luvas e tirou dois óculos escuros. um, ele estendeu pra que eu usasse. e foi o que eu fiz. o outro ele usou.
não pude evitar de olha-lo. estava ainda mais lindo de óculos escuros e boné aba reta. seu alargador na orelha realçava seu charme. e o contraste ficava perfeito quando ele sorria.
ele percebeu que eu o olhava, então ficava sorrindo e de vez em quando desviava os olhos da direção pra me olhar.
chegamos na praça. lá era lindo. tinha varias flores e era muito verde la. tinha rampas de skate, e calçadas. uma fonte d'agua. casais costumavam ir lá para namorar. pois era muito tranquilo. as vezes apareciam crianças correndo e amigos conversando, rindo... ah, e tinha muita gente andando de bicicleta, skate e patins.
as sombras das arvores que cobriam o lugar deixava tudo ainda mais lindo.
Arthur desceu do carro e jogou seu skate pra fora. deu um skate pra mim e disse pra mim segui-lo. eu peguei o skate meio insegura mas seria legal andar nele, se eu não caísse. claro!
–vem cá.
me aproximei de Arthur que me chamava. então ele abriu uma sacola que ele tinha tirado de dentro do carro também. e tirou de lá um capacete e protetores de cotovelos. assim que cheguei mais perto. ele colocou o capacete e as proteções em mim, sorrindo.
ele me falava algumas coisas sobre como me equilibrar, e como fazer para andar sem cair. eu fiquei admirada de como ele conseguia ficar em pé naquele negocio de rodas. ele não usava capacete nem proteções.
eu coloquei um pé em cima do skate e falei que eu não conseguiria andar nele de jeito nenhum. Arthur me deu novas dicas e me segurava pelo braço. com a ajuda dele eu pude ficar em cima do skate com os dois pés. então veio a parte mais difícil. que era me equilibrar em cima dele sozinha.
Arthur me segurou por muito tempo. ele já devia estar cansado daquilo.
então ele ia me soltando aos poucos, e voltava a me segurar quando percebia que eu estava me desequilibrando. depois de muito tempo. eu já ficava em pé sozinha e já andava sozinha. o único problema era por o pé no chão pra pegar impulso. mas deu tudo certo.
a gente estava lá, andando de skate. parecia um sonho. a gente ria um do outro e conversávamos enquanto andávamos pela calçada.
depois eu me sentei na rampa e fiquei olhando Arthur andar nela. ele fazia coisas radicais. pra mim, ele já era profissional.
tomamos sorvete, conversamos, nos beijamos, andamos de skate...
sim! nos beijamos... muitas vezes.
era um sonho pra mim. estava tudo muito perfeito.
eu e ele estávamos andando de skate com as mãos dadas, quando um rapaz nos parou.
ele tinha uma aparência horrível. parecia um mendigo. ele veio falar com Arthur que desceu do skate. eu achei que era um estranho, mas Arthur já o conhecia.
– debra. vá andar de skate que eu já vou te encontrar.
eu não entendi o porque daquilo. e não me afastei.
–debra. vai!
Arthur continuava insistindo. ele se aproximou de mim e falou baixinho no meu ouvido:
– vai amor. é perigoso você ficar aqui.
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