Notas iniciais
capitulo legal! espero que gostem. aproveitem e leiam já!

eu ainda estava em seus braços. estávamos quietos, abraçados. nossas respirações se fundiam, e nossos lábios estavam colados.

eu me sentia bem ali.

então, fomos nos separando aos poucos.

– eu gosto de você. e você sabe disso.

– não gosta como deveria. mas eu não te culpo por isso.

– eu não te entendo debra. você não quer namorar comigo. eu não posso esperar até que você descida o que vai acontecer.

– como posso namorar com você, se você nem sabe o que sente?

– mas eu posso descobrir.

– beijando a rúbia?!

ele ficou em silêncio.

– não falo por ser a rúbia. mas te ver beijando qualquer outra garota me faria mal do mesmo jeito.

– eu tenho que manter a minha fama de pegador. eu sou popular, e estou ficando pra trás nisso.

eu arregalei meus olhos:

– você está preocupado com a sua reputação é isso?... eu não sou tão popular como deveria?

– é difícil pra mim. tenta me entender.

– então beijou a rúbia na frente de todos, pra que a sua fama voltasse a ser lembrada?

– essa fama é importante pra mim!

– como você é... egoísta!. essa merda de reputação é mais importante do que a sua própria opinião!

– se você fosse popular, não falaria isso!

– eu não posso acreditar no que estou ouvindo!

– debra! você não quer nada comigo!

– e você! quer?

estávamos gritando um com o outro.

– o que você quer agora arthur? ficar comigo só pra mostrar que consegue pegar as menos populares também??!

ele ficou em silêncio. e eu entendi a resposta.

– fique com essa reputação, já que é tão importante pra você!

me afastei dele e fui andando. ele ficou imóvel me vendo partir.

porém eu voltei.

sim, eu voltei pra perto dele.

estendi minha mão, e dei-lhe um tapa na cara.

ele colocou a mão esquerda sobre o rosto e ficou me olhando.

agora sim, eu fui embora.

não sei se ele ficou ali parado durante algum tempo, ou se logo foi embora também. eu não virei o rosto para olhar.

eu estava explodindo de raiva.

ele beijou a rúbia por que estava andando comigo um tempo, e sua reputação caiu. então ele precisava urgentemente retomá-la.

eu não entendo as atitudes dele.

a sexta-feira passou muito rápido. eu já estava à caminho da faculdade conversando com laura e andressa. tive que contar tudo à elas. a andressa me apoiou em todos os sentidos, mas a laura falou que ele merecia uma chance.

era difícil, eu via arthur.

mas era só por hoje, as férias estavam chegando.

como era o último dia de aula antes das férias, as turmas se reuniram e fizeram uma festinha.

tinha comida, música, e refrigerantes.

eu vi arthur com rúbia novamente. os dois pareciam estar namorando, sei lá.

ou não passava de um plano para arthur recuperar a sua maldita fama.

eu vi que ele olhava pra mim algumas vezes. mas eu não queria continuar olhando.

então, fui para longe. onde eu já não podia vê-los.

de repente, beto se aproximou de mim.

sim! o beto, amigo de joão. o da festa do arthur. o da briga...

eu não sabia que ele estudava ali. nunca o tinha visto na escola.

– olá. -ele falou tímido.

– olá!

– sozinha?

– pois é.

– te incomoda se eu te fizer companhia?

– não, não. pode ficar. -ele sorriu com minha resposta.

– você estuda? -perguntei. -nunca te vi aqui.

– não. na verdade eu só vim acompanhar a minha irmã. -ele apontou o dedo à uma garota que eu já tinha visto, mas não conhecia.

– sua irmã?

–é. ela está no terceiro ano.

– huum. eu estou no segundo, deve ser por isso que não a conheço!

– o nome dela é bianca.

eu dei um meio sorriso. ele estava arranhado e parecia estar meio roxo ainda. culpa dos socos de arthur.

– então, você já está melhor? -perguntei.

– sim, já estou.

– eu sinto muito pelo acontecido.

– não foi culpa sua. eu que me aproximei sem saber que você e o arthur estavam namorando.

– e... não estamos!

– não?

– não.

– então por que ele me agrediu?

– devia estar bêbado. -disse por fim.

ele sorriu.

tinha várias pessoas que dançavam. eram elas que me protegiam do olhar de arthur do outro lado do salão. porém, as pessoas já estavam saindo da pista.

agora, arthur e eu nos fuzilava-mos com os olhos.

parecia uma competição. e eu resolvi entrar na brincadeira.

arthur e rúbia foram dançar, e eu e beto também.

eu e beto dançávamos juntinhos, arthur e rúbia também.

por fim, beto me beijou. e eu pude ver arthur beijar rúbia.

que raiva eu senti. e senti mais raiva ainda quando percebi que o beijo de beto não me causava nenhuma reação. não como o de arthur.

eu não sentia desejo por beto, seu beijo era bom, mas nem se compara com o de arthur. que causava reações adversas em mim.

beto sorriu depois que terminamos o beijo. eu dei apenas um meio sorriso.

– debra. você gostaria de ser minha namorada?

eu engoli em seco. fiquei confusa, não sabia o que dizer.

– go.. gostaria.

eu não sabia se arthur e rúbia estavam namorando ou não. mas agora eu estava!

beto sorriu de orelha à orelha, e me abraçou.

eu não queria, mas tive que comparar seu abraço com o de arthur. mais uma vez, não me causava nada perto do abraço de arthur.

senti raiva de mim por isso. eu não sentia nada por beto. nem sei por que aceitei namorar com ele. pra fazer ciúmes em arthur? será?!

eu resolvi ir cedo para casa. beto me levou em seu carro. e quis falar com o meu pai a respeito da gente estar namorando. eu arrumei uma desculpa e falei que meu pai já estava dormindo. beto acreditou, e não insistiu mais. me deu um beijo e foi embora.

eu estava tão confusa. beto era tão atencioso, romântico. não merecia ser enganado por mim. mas eu queria me apaixonar por ele. queria gostar de quem realmente gosta de mim. e eu faria de tudo para isso.

eram 22: 15 da noite. agora meu pai já dormia. eu decidi assistir TV um pouco.

fazia uma hora que eu já havia voltado da festinha.

inesperadamente, alguém bateu na porta. eu achei estranho aquela hora da noite, mas pensei que poderia ser laura querendo saber de mim. então me aproximei da porta e a abri devagar com medo de não ser laura.

e não era.

era arthur.

eu imediatamente, fechei a porta. ou tentei... ele colocou um pé entre a porta impedindo que eu a fechasse.

– vai embora! -eu disse.

– não vou!

– vai sim! eu vou chamar a polícia! não quero você aqui.

– qual é debra? o beto está aqui por acaso?

– não é da sua conta! — respondi.

ele abriu a porta com a mão. me puxou pra fora da casa, e fechou a porta atraz de si.

começou a me beijar com vontade. mesmo que eu não quisesse beijá-lo, ele era mais forte que eu, e eu não conseguia me soltar de seus braços.

saudade daquele beijo.

daquele abraço apertado.

daquele cheiro.

daquelas mãos estrelaçadas nas minhas.

daquele corpo colado ao meu.

o beijei com força.

então ele parou o beijo com pequenos selinhos molhados e disse:

– você se importa se eu te sequestrar?

como dizer não? eu apenas sorri para ele, e vi suas covinhas aparecerem.

sem me importar com nada.

eu deixei que ele me levasse, pra onde quisesse...

Notas finais
deixem comentarios! não deixem de acompanhar. recomendem, favoritem! thanks *-*