Não solte a minha mão!
5 Era você
Notas iniciais
DEBRA
ele estava bem ali,sentado de frente para mim,olhando em meus olhos sem reagir.eu fazia o mesmo,não conseguia dizer nada.eu estava nervosa. ''por que ele estava me olhando tanto?''.... eu estava arrepiada com aquele olhar. os olhos dele eram simplesmente lindos.depois de alguns segundos de silencio e olhares profundos,ele resolveu falar sobre o trabalho.
ele estava falando normalmente comigo,mas eu permanecia em silencio.só observava o que ele escrevia na folha do caderno.ele parou de falar,e voltou seu olhar pra mim,nossos olhos se encontraram novamente.nós estávamos mais perto agora,meu sangue ferveu quando senti seu hálito fresco entrando em minhas narinas,que sensação estranha,eu parecia estar enfeitiçada. de repente ele ergueu as sombrancelhas e falou baixinho '' — buuuh! ''
cara que vergonha eu senti,então resolvi olhar para o caderno e dar uma opinião sobre o trabalho.falei pouco mas ele concordou com a minha ideia,e voltou a escrever na folha de papel.
eu pensei que seria assim até a aula acabar,a gente só falaria sobre o trabalho... mas me surpreendi quando ele voltou a olhar pra mim e disse soltando a caneta da mão:
–você é tímida não é?
eu fiquei com cara de boba mais uma vez
– depende com a pessoa...
ele sorriu.
– você não precisa ter medo de mim. — eu o encarei -parece que tá com medo de mim!. -ele sorriu novamente e deixou a mostra suas lindas covinhas.
– impressão sua. — respondi- eu só estou quieta me concentrando no trabalho.
era mentira. eu estava me concentrando era nas suas covinhas enquanto ele sorria.meu deus, ele era lindo demais.eu até tinha me esquecido quem era ele.
–parece que eu já te conheço.
–talvez conheça!
ficamos em silencio mais uma vez,ele estava me olhando com cara de desconfiado.eu abaixei a cabeça e sorri.
– era você?
voltei a olhar pra ele.
– a garota que eu atropelei!...-pequena pausa- claro! eu até fui na sua casa!
eu não sabia o que falar. ele estava rindo.eu apenas afirmei com a cabeça que sim,que eu era a garota do acidente.
– puta que pariu,é você mesmo! — ele falava muito palavrão.
eu soltei um ''pois é'' e ele analisou o meu braço.
–já tiraram o gesso- respondi- ta tudo bem,não foi bem uma fratura.
–caralho,que conhecidência a gente estudar juntos.- ele sorria e balançava a cabeça,eu achei a reação dele engraçada e ri.
por incrível que pareça,eu já estava me soltando,não estava mais tão nervosa. nós conversamos bastante,e o nosso trabalho acabou ficando pra atraz.nós ríamos com nossos assuntos.não temos nada em comum eu acho,ele é completamente diferente de mim.acho que é isso que faz com que as nossas conversas sejam tão divertidas.ele contou até piadas e pegadinhas que ele e seus amigos faziam com outras pessoas.
olhar em seus olhos e ver suas covinhas já era algo normal pra mim. o que não era normal era o olhar irritado e bravo que rúbia fazia enquanto me encarava.eu tentava não olhar pra ela,mas era inevitável.
ela estava incomodada com a aproximação minha e de Arthur. ela estava se 'roendo' de ciúmes. mas sem motivos,não era necessário ter ciúmes da gente,eu acho...
o sinal tocou.
a gente guardou nossas coisas na mochila e fomos ate a porta da sala.eu me voltei pra ele e disse:
–tchau Arthur.
– até mais! -ele sorriu.eu acenei e fui ao encontro da laura e da Andressa que ficaram me zoando até chegar em casa.
enquanto saia com elas do portão,vi mais uma vez Arthur sorrindo,agora ao lado de joão e de rúbia. ela percebeu que eu estava olhando e fez questão de me encarar e jogar o braço no ombro de Arthur.
eu virei o rosto sem entender nada.
qual a necessidade disso?!
Fale com o autor