Não solte a minha mão!

28 Combinação perfeita.


Notas iniciais
o último capítulo! espero que gostem do capítulo. aproveitem e leiam agora mesmo!

o amanhecer em seus braços era ainda melhor. pequenos raios de sol já podiam invadir o quarto e darem o ar de sua graça. eu e arthur estávamos agarradinhos um no outro, sentia a sua respiração e fiquei o observando por um tempo. até que seus olhos se abriram e puderam encontrar os meus. um imenso sorriso apareceu.

– bom dia meu amor. dormiu bem?

– bom dia meu lindo. dormi muito bem! você parecia um anjo dormindo. -respondi.

ele sorriu.

– você estava me olhando enquanto dormia?

– só por alguns minutos.

ele beijou minha testa e se levantou. seguiu em direção ao banheiro, e eu fiquei deitada por mais um tempo. estava olhando as nuvens se movimentarem devagar enquanto escondiam lentamente o sol sobre elas. parecia que o dia seria de tormenta e chuva.

de repente, ouvi arthur no banheiro tossindo muito. me levantei e fui até ele, seu nariz voltará a sangrar e agora pequenas gotas caíam sobre o chão.

– amor eu estou bem. -ele se adiantou.

– não... não está.

– já vai passar. -ele respondeu.

– acho melhor você voltar para o hospital, além de seu nariz, agora até a boca sangra.

ele fechou a boca para que eu não visse mais sua gengiva sangrar. porém, era tarde, eu já tinha visto. puxei arthur pelo braço.

– coloque uma camiseta e vamos!

– você acha que eles podem fazer o que?! me sedar?

– amor,não gosto de te ver assim. -falei.

– vai passar. calma!

ele me abraçou. eu sabia que deveria passar confiança e proteção à ele, mas era difícil eu me apavorava cada vez que aquilo acontecia.

– eu já tomei banho. só falta pôr uma camiseta, então vamos tomar café da manhã. tem uma toalha bem aqui, fique à vontade.

ele passou seus dedos em meu rosto e me deu privacidade para usar o banheiro.

enquanto tomava banho, lembrei daquela cena novamente. lágrimas caíam de meus olhos. era como uma faca cravada em meu coração. eu não podia vê-lo mal.

depois, descemos até a cozinha. o café já estava na mesa, e seus pais já haviam saído. estava somente eu, ele e os empregados. enquanto eu tomava meu café-com-leite, fiquei olhando para arthur que passava geleia em um pequeno pedaço de pão. ele mordiscou um pouco, e não comeu tudo.

– você precisa comer mais...

– já estou cheio. não estou com fome.

eu abaixei meus olhos encarando a mesa. depois ele se espichou na mesa, e tocou minha mão.

– tá tudo bem. -ele disse sorrindo.

– você não me parece bem...

– pára com isso debra. você não está me ajudando dessa forma.

– e devo fingir que nada está acontecendo? -lágrimas voltaram a cair.

– eu preciso que você confie em mim. o que tiver de ser, será!

ele se espichou ainda mais e beijou minha mão.

– eu amo você princesa!

– eu amo você meu lindo! -falei ainda triste.

– vamos fazer assim, eu cuido de você, e você cuida de mim. combinado?

eu sorri : -combinado!

– agora venha.

ele me puxou e saímos da casa. entramos em seu carro e andamos um pouco. chegamos em minha casa, e eu não sabia o que arthur queria fazer ali. eu perguntava e ele não respondia. assim que entramos, vimos meu pai tomando seu café. ele sorriu ao nos ver e cumprimentou arthur.

– bom, eu gostaria de saber se... — arthur fez uma pausa na conversa com meu pai. — se você aprova o nosso namoro.

– você me surpreendeu rapaz. -meu pai respondeu. -eu achava que você fosse mais um desses caras ricos e egoístas. mas agora vejo que você faz muito bem à minha filha, ela o ama e tenho certeza que você a ama também.

– não tenha dúvidas. sua filha é uma pessoa muito especial para mim. agora eu sei que a amo e que quero ficar com ela até que minha respiração pare por completo. como o senhor já deve saber, eu estou muito doente e não sei quanto tempo posso fazê-la feliz. portanto, eu estou disposto a me dedicar à ela. percebi que não consigo viver sem ela em minha vida. esses dias em que eu estive nos estados unidos forram terríveis, não pelo meu tratamento, mas sim pela falta que ela me fazia. se o senhor permetir, eu caso-me com ela!

eu estava chorando enquanto ouvia tudo que arthur dizia ao meu pai. aquela história de casar era surpresa para mim também. meu pai ficou quieto por alguns segundos, e por fim disse:

– isso só depende dela.

entendendo a resposta de meu pai. arthur se virou para mim, e retirou uma pequena caixinha do bolso de sua calça. se ajoelhou sobre mim e disse tudo o que eu queria ouvir:

– meu amor, você gostaria de se casar comigo?

eu olhei para meu pai que sorria. chorei ao ver arthur me olhar ansioso. ele não precisava ter se ajoelhado. eu aceitaria mesmo se ele não fizesse.

– gostaria!

ele se levantou e me tirou do chão num abraço.me girou e me beijou, lágrimas se misturaram ao seu sorriso e ele pôs a aliança de noivado em meu dedo. eu retribui colocando a outra em seu dedo. e nos beijamos ali mesmo.

eu estava tão feliz que nem sabia se aquilo era mesmo verdade. parecia um sonho! lá fora gotas de chuva caíam igual aos nossos olhos.

depois de algum tempo, eu e ele saímos e tomamos banho de chuva como crianças. pulamos em poças d'água e nos jogamos lama um no outro.

apos um banho quente juntos, e roupas limpas, assistimos o filme 'casa comigo?' o qual tentamos assistir aquele dia que fomos ao cinema. arthur brincava com as pipocas em meu sofá, quase me impedindo de assistir. me beijava tirando meus olhos da tv.

assim que o filme acabou, a chuva cessou e saímos a passear. andávamos de skate pelas calçadas, e eu já arriscava algumas manobras mais radicais. frequentemente, eu e ele íamos ao sítio de seu tio, o carlos. lá a gente andava à cavalo, pescava no lago, sentávamos embaixo das sombras de grandes árvores, e corríamos pelos campos sempre verdes.

os dias da minha vida foram assim, seguidas de coisas boas e muito romantismo. alguns meses se passaram, e nos casamos. compramos uma pequena casa ao lado da casa de meu pai. arthur se mudou para aquele bairro pobre onde eu havia me criado, sem problema nenhum. sua mãe teve um pouco de insegurança no começo, porém depois aceitou e até vinha nos visitar com frequencia.

eu passei por momentos difíceis com arthur como o prometi. não o abandonei e o ajudei em cada dificuldade que ele teve antes, após e depois das seções de quimioterapia. cada vez que ele sangrou, cada vez que teve dores, cada vez que teve febre. eu estive ao seu lado.

cada dia que passava nos apaixonávamos mais e mais. foram perfeitos os minutos que passamos.as loucuras que fazíamos, parecia que nunca teríamos juízo. e eu achava tão bom aquilo. me senti livre como nunca havia me sentido.

me formei e me tornei uma boa médica. arthur abandonou a faculdade e era ele quem ficava em casa para cuidar de pietro, o nosso filhinho lindo.

meu pai casou-se novamente com uma mulher muito gentil, ana maria. que passou a ser como uma irmã mais velha para mim. nos tornamos muito próximas.

laura e joão já estavam noivos e em breve se casariam também. andressa estava firme com seu namoro. e rúbia tornou-se uma de minhas amigas, ela morava com thomás e seu filho de sete anos.

trabalhávamos no mesmo hospital, assim como laura, andressa e joão.

uma das melhores coisas da minha vida foi a chegada de pietro. arthur queria tanto um filho comigo que acabou me convencendo depois de alguns anos. nosso filho de dois aninhos se parecia muito com arthur. e era muito ligado a ele. tinha os mesmos olhos do pai.os mesmos cabelos. parecia pouco comigo, porém arthur dizia que ele era lindo igual à mim.

arthur ainda não estava totalmente currado. isso levaria muito tempo para acabar, mas eu sabia que acabaria. eu nunca amei tanto em minha vida, e arthur fazia questão de dizer isso para mim todos os dias. ele realmente me amava, como eu o amava. seríamos felizes até o fim.

seu abraço para sempre seria o meu porto seguro, onde eu podia repousar e me sentir em casa.

suas mãos para sempre segurariam as minhas, para que eu me sentisse sempre protegida. eram feitas uma para a outra. combinação mais perfeita que nossas mãos dadas não existia.

seus beijos, a essência verdadeira do nosso amor. a minha paz, a minha tranquilidade.

seu sorriso abria as portas do paraíso. era seu sorriso que tirava sorrisos de mim. eu sabia que ele era sincero e passava tranquilidade a mim.

seus olhos, como o mar azul. me faziam nadar em sonhos e felicidade. eu via a verdade neles e sabia que era a mulher mais feliz do mundo.

suas covinhas, me tiravam da solidão. combinavam tão bem com seu sorriso.

suas gargalhadas me faziam rir até a barriga doer. ainda mais quando se misturavam com suas brincadeiras.

ele era perfeito.

era meu.

era a parte que faltava em mim.

agora sim eu estava completa!

não precisava de mais nada.

com ele vivi a vida que pedi a deus. conheci a liberdade, a verdadeira felicidade e o verdadeiro amor. deixei de pensar no futuro e passei a curtir cada segundo do meu presente.

'afinal, o futuro é algo inseguro.'

o que temos é o agora.

– amor, eu amo você e nosso filho incondicionalmente.

– eu também meu amor. -respondi.

não importa quanto tempo arthur estaria ali. mesmo se ele tivesse de ir, eu o sentiria sempre comigo.

em meus pensamentos, a cada vez que o vento me tocasse, cada vez que pietro me abraçasse.

arthur estaria comigo. e eu não tinha medo e nem dúvidas.

arthur me ensinou a ser pé-no-chão. confiante, esperançosa.

salvou a minha vida.

porém, eu sabia que ele se curraria. que ele ficaria bem. e estaria ao meu lado até que fossemos bem velhinhos.

a vida é cheia de surpresas. o destino colocou arthur em minha vida com um propósito. aprender a viver. e eu havia aprendido bem a lição.

quando você ama,o tempo é eterno.

a felicidade é incondicional.

''ha apenas um remédio para o amor, amar ainda mais.''

arthur me olhava enquanto acariciava meu rosto. suas covinhas apareciam junto com seu sorriso.

– eu me sinto tão bem!

eu o beijei carinhosamente.

– um dia,o câncer será apenas um signo!

ele sorriu ainda mais. e me beijou levemente.

– eu sei que sim. eu confio em você.

ficamos ali deitados em nossa cama, ouvindo somente a nossa respiração.

envolvida em seus braços, nossas mãos se cruzaram. nossos olhares se encontraram, e o tempo parou.

tudo o que um dia eu sonhei pra mim. o nosso amor seria muito além da vida.

para toda a eternidade!

não houvesse nada, nem ninguém que nos separaria.

arthur ainda me acariciando, disse olhando em meus olhos:

– meu amor, eu te amo com todas as minhas forças. eu e você somos apenas um, pode ter certeza do que eu digo! você quer passar o resto da sua vida ao meu lado?

– e como dizer não?!

fim.

Notas finais
agradeço a todos que leram minha fic até o fim. que desde o começo estiveram acompanhando. aos meus leitores que comentarem, aos que favoritarem... aos que acreditaram. espero que tenham gostado. assim, como eu gostei de escrevê-la! obrigada aos que me motivaram e de alguma forma estiveram torcendo. amo vocês! obrigada mesmo. *--*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!