Não solte a minha mão!
2 A visita
Notas iniciais
ARTHUR
cara,são 9:45 da manhã,eu termino o meu café,tive que levantar mais cedo hoje,
–mãe,vou ter que ir mesmo?- me refiro a tal visita que eu terei que fazer.ela sorri.
–sim querido!-ela olha pra mim,e eu faço cara de cachorro sem dono.-mesmo voce não querendo,terá de ir.
–mas que merda!
é minha mãe quem continua.
–logo o juiz deve chegar,e ele levará voce até lá,por favor arthur,-ela olha diretamente em meus olhos- não faça nenhuma besteira!
eu apenas franzo a testa,e dou um suspiro. porra! mas que dia de merda mesmo,apenas penso.
escutamos um barulho,e vemos o juiz chegando.ele vem em nossa direção dando um sorriso e dizendo: ''bom dia"!
ele olha pra mim e pergunta:
–pronto para ir-mos?
–já que preciso!-eu falo em tom arrogante,dane-se!.
nós dois saímos,em direção do carro,eu lógico,vou mais atráz, murmurrando.
eu entro no veículo,sem dizer nada,coloco o cinto de segurança,e fico olhando pra janela,eu estava mal humorado,e passei a viajem toda só respondendo ''sim'' ou ''não''
as perguntas que o juiz me fazia,as vezes saía um ''talvez''.
o carro finalmente pára,e o juiz fala animado,sim ''animado'' : chegamos arthur!.
eu desco lentamente do carro,e fico observando,o lugar até que é bonito,pensei que fosse pior,as casas são todas simples,e os moradores parecem legais.
eu vejo que tem alguns jornalistas ali. porra! até aqui eles aparecem!
eu sou guiado pelo juiz até uma casa de madeira na cor azul,parece uma casa bem confortável,lá vejo de longe um homem parado na porta esperando,ele parece bem velho. nos aproximamos dele,e o juiz nos apresenta.
– arthur,- ele olha pra mim- esse é luiz,o pai da garota que você atropelou.
meio inseguro,eu estendo a minha mão pra ele,e digo:
–prazer seu luiz. ele demora um pouco,mas estende a mão também.
– queiram entrar,por favor! — ele se afasta da porta e deixa a gente entrar primeiro
porra! esse tal de luiz me olha dos pés a cabeça,eu estou ficando envergonhado.
logo após o juiz entrar na casa,eu entro também,e vejo três garotas sentadas em um sofá,elas se levantam ao nos ver. duas delas são morenas,e apenas uma é loira, a garota loira,está com o braço engessado.eu tenho certeza que foi ela a garota que ''eu'' atropelei. cara,de boa,ela é muito gostosa! eu não posso negar.
as garotas vão nos cumprimentando,e falando seus nomes.uma se chama laura, a outra andressa, e a loira tem um nome diferente, 'Debra' nunca ouvi falar.
ela estendeu a mão pra mim,e falou timidamente que o nome dela era debra milioli,eu fiquei olhando bem nos olhos dela.olhos tão azuis...e tão lindos!
ela virou o olhar rapidamente.
o juiz conversa com luiz,e eu fico lá como um palhaço.após alguns minutos eu descido me ponunciar, cara quero dar o fora dali. eu dou uma pequena tossida,e olho pra garota loira,a debra.
– olha garota,eu fui obrigado a vir aqui.- eu sei que falei besteira. ela olha pra mim com raiva,e eu vou me 'esquivando'.
– eu vou pagar por todas as despesas- continuo falando — você não precisa se preocupar. — ela fica vermelha, puta que pariu,ela resolve falar:
– você acha mesmo que eu preciso do seu dinheiro imundo?!- cara eu fiquei sem palavras.
– achei sinceramente, que você pediria como eu estou! — ela se afasta e bufa.
– eerr, como é que você está? — eu falo meio sem jeito.
ela olha pra mim e diz um ''tô bem'' de seco.
eu descido quebrar o gelo.
– eu acho que tava meio aluscinado,eu não sei ao certo o que aconteceu,acho que perdi o controle do carro,me desculpe por isso.
ela continua arrogante. ''tudo bem'' foi a unica coisa que ela disse depois da minha justificativa.
eu converso com o pai dela também,então vamos embora. finalmente!!
eu chego em casa,e por incrivel que pareça, minha mãe está lá, me esperando,ao contrario do meu pai que sumiu.
minha mãe me olha fundo nos olhos:
– luzia disse que quando você saiu de casa,quem estava dirigindo o carro era o joão, ela viu filho.
eu sento no sofá,e digo a ela:
– é uma longa historia longa! não sei o que aconteceu com o joão,quando vi ele subiu as calçadas.o carro parou e eu puxei joão pro lado e me sentei no lugar dele.eu assumi toda a culpa mãe.mas o culpado era ele.
minha mãe,só quis saber da verdade mesmo,ela sabia que ficaria tudo bem.
ela olha pra mim e pergunta:
– você está pronto pra assumir essa culpa?
eu afirmo com a cabeça baixa.
ela se levanta do sofá e dá um beijo na minha testa:
– seu pai já está chegando,espero que se entenda com ele!
ela sai da sala. e eu, cara... fiquei sem reação nenhuma!
meu pai é osso duro de roer,ele me dá medo pra caralho!
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