Não sei ainda
1 Capítulo 1
Notas iniciais
É de noite e vemos dois jovens, um menino e uma menina, numa estação vazia esperando o metro chegar, ambos vestem uniformes escolares e carregam mochilas. O menino possui um cabelo castanho nem tão curto e nem tão longo e óculos quadrado, já a menina era loira e tinha cabelo cumprido.
No momento ambos parecem nervosos com algo, a garota não olha na cada do guri e ele junta toda sua força para continuar sua frase e diz:
- ...é por isso Mitsuke-chan que... – Disse o menino. – ...QUE EU TE AMO!
No mesmo momento o Metro passa e a menina se aproxima do garoto, agora vemos melhor como ela é. Ela tem uma face angelical, provavelmente a garota mais bonita do colégio, ela mede 1,65 metros, sete centímetros a menos que o menino. Quando ela chega bem perto dele, ela levanta sua mão e da um tapa na cara dele, nesse momento o metro para e abre suas portas. A garota vira de costas e sai andando em direção ao vagão sem ao mesmo olhar para cara do garoto.
A cada passo que ela dá são mais lagrimas saídas do rosto do menino, ele não faz nada só fica olhando para a menina entrando no vagão e no momento em que ela entra a porta se fecha e ela se vira olhando pela ultima vez na cara dele.
Mudando de cenário, estamos acompanhando um ônibus escolar numa estrada, ele é amarelo e tem algumas escritas em japonês na sua lateral que diziam “Acampamento Primaveral Noboru taiyō¹”.
Na parte da frente do ônibus vemos pela janela um menino com a cabeça apoiada em seus braços e vendo a imensidão da floresta, percebemos pela forma desengonçada de seu cabelo castanho, não tão curto e nem tão longo, e seus óculos quadrado que este é o mesmo garoto que vimos anteriormente na estação, mas dessa vez ele não esta chorando, mas mesmo assim está chateado.
Aparentemente porque seus pais o colocaram em um acampamento de primavera para fazer uma viajem a paris, como eles não queriam que ele ficasse segurando vela e nem que ele ficasse sozinho em casa, mandaram-no para o acampamento.
Dentro do ônibus as pessoas parecem estar se divertindo e todos assemelham ter a mesma idade dele, uns quinze anos, e falam de como passaram de ano no sufoco ou de como querem entrar no Koshien² e até de namoradas, e toda vez que o nosso herói escutava sobre isso uma dor na espinha vinha sobre ele.
Todos nesse ônibus aparentam se conhecer e pelo que se vê toda primavera essa galera se reúnem no acampamento para se divertir e fugir da escola. Dentro do ônibus esta uma barulheira, pessoas cantando, conversando e até brincando. Enquanto isso o nosso protagonista fica olhando a estrada pela janela e pensando “O que eu vim fazer aqui?”.
- Ei! Você não é o Nishimura Sato? – Disse um menino em pé do lado dele.
O menino era bem grande, media cerca de um metro e oitenta, tinha cabelo preto espetado e vestia uma camiseta vermelha que na frente dizia “Acampamento Primaveral Noboru taiyō” e atrás “Monitor”. Apesar de ser bem grande ele tem uma cara jovial e aparenta ter a mesma idade do nosso protagonista.
- Sim! – Ele respondeu.
- Eu sou Yamada Yoshida, éramos da mesma sala eu era o capitão do time de Beisebol. – Disse o menino apontando o dedo polegar para si.
- A é me lembro disso, você era o ás, não? – Sato disse de uma forma pensativa.
- Sim! Mas mesmo com a minha habilidade não conseguimos chegar no nacional. – Ele fez uma cara triste. – Hmm. Não era você que sempre andava com a Mitsuki Aiko? – No mesmo momento em que ele disse isso o menino se entristeceu e ele mudou de assunto. – O que você faz no acampamento? Não me lembro de ter te visto por aqui.
- Meus pais viajaram e me deixaram no acampamento. – Disse ele com uma cara de desprezo imaginando seus pais na torre Eiffel. – E você o que faz aqui?
- Eu sou monitor, venho todas as primaveras desde os 11 anos de idade.
- Nossa que legal aposto que deve pegar umas gatinhas. – Sato disse com uma cara de tarado.
- Nenhuma. – Os dois ficaram decepcionados. – Mas eu acabei conhecendo muita gente legal aqui, mudando de assunto o que você faz sozinho aqui?
- Bom, eu não conheço ninguém e sou muito timido.
- Se esse é o caso você vem pro fundo comigo.
- Não obrigado estou bem aqui, adoro a natureza. – Ele fez uma cara de felicidade falsa.
- Acho que você não entendeu isso é uma ordem. – Disse ele com um sorriso maléfico e uma cara horripilante.
E nisso Sato se agarrou na cadeira enquanto Yoshida o puxava, até um momento em que ele conseguiu tirar o menino da cadeira e o arrastou da frente do ônibus até o fim. No meio do caminho Sato com cara de vencido começou a olhar para as pessoas nos assentos até que reparou numa menina. Ela era ruiva do cabelo comprido, tinha olhos verdes claros e usava uma camiseta do acampamento e calça jeans. No momento em que o menino a viu o coração dele parou e foi amor à primeira vista, por mais que ele estava sendo arrastado e ao mesmo tempo humilhado.
Quando eles chegaram no fundo Yoshida apresentou Sato para seus amigos monitores, mas mesmo assim em toda viajem ele não socializou muito, só respondeu as perguntas que eles fizeram e ficou acuado em seu acento olhando para a garota em que ele acabara de se apaixonar.
Notas finais
¹ Sol Nascente em japonês.
² Campeonato de Beisebol escolar Japones
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