Não pode ser você.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Depois de tudo que o Drew disse me senti extremamente calma como se mais nada me afetasse, apenas fiquei sentada observando a paisagem que por sinal era linda dava para ver a cidade toda e ao longe as altas montanhas e as florestas que a rodeavam era simplesmente lindo.
Depois de mais ou menos meia hora percebi que o Drew tinha dormido se apoiando nas minhas costas de início não quis acorda-lo porém ele já estava começando a pesar, tentei deitar ele mais foi sem sucesso a unica coisa que consegui foi derruba-lo por cima de mim e ficar numa posição um tanto quando estranha então comecei a cutucar ele para poder sair debaixo de metade do corpo que caia a minha esquerda só que em cima de mim o chamei mais que por sua vez ele não acordou.
Virei a cabeça para o lado a qual a dele estava quando comecei a perceber sua respiração de encontro com a minha e me dei conta de o quão constrangedora estava naquela situação porém quando olhei para ele parece que o mundo a minha volta parou eu não escutava mais nada nenhum barulho que vinha da floresta, não enxergava mais nada ao meu redor nem mesmo as luzes da cidade que até agora a pouco prendiam minha atenção não existiam, não naquele momento, não conseguia sentir mais nada somente ele, escutar somente o som da respiração dele e ver somente a imagem dele deitado em minha frente.
Quando não resistir ao impulso e o beijei, foi algo rápido e ao mesmo tempo inexplicável não sabia descrever o que senti, apenas fechei os olhos para recobrar a consciência que eu com certeza perdi em algum lugar da festa talvez no meu terceiro copo, quando abri os olhos novamente ele por incrível que pareca estava acordado e com um sorriso bobo nos lábios olhei para ele como se nada tivesse acontecido e ele rapidamente mudou de expressão me lançando um sorriso malicioso e sugestivo, o ignorei e falei meio desconcertada com o momento:
–Sai de cima de mim.
–Nossa quanta educação.
Ele me respondeu fazendo uma cara de falsa inconformação.
–Você pode por favor sair de cima de mim?
Falei tentando ser o mais séria e educada possível.
–Só se VOCÊ me der outro beijo.
Ele falou ressaltando o "Você" me olhando e sorrindo ainda mais o que me fez corar, tentei empurrar ele mas acho que as outras tentativas ainda não tinha me feito entender que isso era impossível, e ele forçou mais ainda seu corpo sobre o meu só que ele se ajeitou e em vez de ficar a minha esquerda ficou em cima de mim literalmente me prendendo ao chão.
–Nananinanão... você só sai daqui se me der outro beijo mocinha.
–Ah é?!
–É
–E se eu não quiser? você vai fazer o que? me agarrar a força?
Disse tentando provoca-lo
–Nós dois sabemos que isso não é necessário gatinha.
Ele falou abaixando o tom da voz para um sussurro e me lembrando de momentos antes, chegando cada vez mais perto do meu rosto. Meus deuses como aquela voz rouca dele era sexy e me tirava do sério tão rápido.
–Sa..Sabemos...?
Falei com a voz e a respiração entrecortada, e ele apenas riu pelo nariz e assentiu roçando seus lábios levemente contra os meus o que me fez perde o restinho de autocontrole que ainda existia em mim e sem pensar duas vezes o agarrei da forma mais selvagem e avassaladora possível, e como sempre ele retribuiu da mesma maneira mais ainda sim se segurando eu sabia o que ele queria, ele queria que EU desse o beijo sendo assim eu pedi passagem com a minha língua e ele cedeu sem nenhuma hesitação. E começamos um beijo ainda mais selvagem do que eu esperava, ele com as mãos na minha cintura e bunda alternando sem escolher ondes elas parariam, eu o puxando pela nuca para que ficássemos cada vez mais próximos.
E quando me dei por mim eu estava com as mãos na barra da camisa dele e a jogando para longe ele já tinha levantado meu vestido até a cintura e começou a apertar as minhas coxas me puxando para mais perto dele e aquela sensação me fez enlouquecer de vez.
O empurrei para o lado o que o surpreendeu e subi em cima dele que fez questão de arrancar o meu vestido e pela segunda vez apenas me observou, ficamos nos encarando por algum tempo e ele me puxou novamente para os seu braços para mais um beijo e a sensação de atrito em nossas peles me deixava cada vez pior acho que minha sanidade eu tinha jogado penhasco a baixo quando senti aqueles lábios de encontro aos meus, só podia ser.
Ainda em cima dele fui distribuindo beijos pelo seu corpo até chegar no cós da calça dele abri o cinto vagarosamente o que o deixava impaciente ri com a cara que ele fazia e abri, me posicionando em cima dele novamente, ele pelo visto tão sem controle como eu, me jogou no chão ficando por cima de mim uma segunda vez quando voltamos a nos beijar meu telefone começa a tocar e nós nem nos importamos e continuamos com nossos beijos incessantes mais depois da oitava ligação eu falo entre os beijos:
–Acho.. melhor..... eu.. atender.
–Acho... melhor.. a gente... continuar.. ignorando.
Eu rir pelo nariz e continuei com o questionamento.
–Mas e... se.... for algo importante?
–Não deve... ser.. nada.. importante.
–Ahh.. já é a.. oitava ou nona.. vez.
Ele me olhou com a maior cara de cachorro chorão enquanto me dava beijos e mordidas no pescoço e na clavícula tentando me convencer mais eu nem liguei apenas peguei o celular que tocava pela nona vez Daydreaming do Paramore atendi sem nem olhar para o visor para saber quem era de tão irritada que eu estava com a pessoa que estava me atrapalhando e no exato momento que ia falar alô Drew dá um chupão no meu pescoço e inconscientemente solto um gemido um pouco mais alto quando ouço o grito do outro lado da linha levo um susto apertando no viva voz e derrubando o celular sem querer:
–SOPHIA LAREN BLAYKER O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Porra era a minha mãe....
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