Não pode ser você.
13 Capítulo 13
Notas iniciais
–QUE MERDA VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO DREW?
Ele me olha com aquele olhar dissimulado dele e diz:
–Estou apenas cuidando do que é meu. — O QUÊ? Por que esse garoto é assim? Ele me deixa tão irritada. Eu não sou dele, então não entendo o porquê de ele ter essas atitudes, nossa, eu odeio o Drew, ahh:
–E quem disse que eu sou sua?
Eu estava com tanta raiva que sai sem esperar uma resposta. Puxei o primeiro garoto que apareceu que apareceu, um garoto do time, Peter, eu acho. Começo a dançar com ele, puxando-o cada vez mais para perto de mim, viro-me de costas e olho para Drew que está se aproximando. Por isso fico na frente do Potter e começo a dançar muito mais, desta vez eu vou rebolando no ritmo da musica de frente para ele depois eu passo as mão pela camisa dele e é nessa hora que ele me puxa pela nuca e me dá um beijo.
Do nada o garoto para de me beijar, abro os olhos e apenas vejo ele levando um soco de Drew que me puxa a força para longe do Peeta, este logo vem atrás de nós e dá um soco certeiro no Drew que retribui o soco. Assim Drew me empurra e vai para cima de Pedro.
Sem pensar muito, e acho que porque estou bêbada, eu entro no meio da briga e Peter acaba me acertando com um soco que deveria ter atingindo o peito de Drew, mas vai direto ao meu olho, assim algum dos dois me empurra, provavelmente foi Drew, não consegui ver direito, já que meus olhos estavam lacrimejando devido à dor insuportável que estava sentido, meu salto quebra. Eu caio no chão e fico ali sentindo uma dor abominável por uns minutos, sem conseguir enxergar direito, apenas borrões.
Repentinamente alguém me levanta e seco as lágrimas com as costas da mão, mas meu olho está inchado e doendo demais, porém consigo enxergar o suficiente. Olho para frente e depois de segundos tentando identificar quem é, reconheço, é Jake, ele parece preocupado e está perguntando se está tudo bem. Ainda estou meio fora de mim então só balanço a cabeça afirmando. Ele me deixa com a Sarah, que eu não faço nem ideia da onde surgiu e sai de perto de mim para ir em direção a briga. Eu olho em volta e percebo uma roda de pessoas em volta deles. Em meio a vários encontrões em pessoas estranhas, e gritos que imagino serem da Sarah pedindo para eu não sair, consigo chegar perto suficiente deles. A expressão no rosto de Drew está diferente do começo da briga, antes era uma feição exasperada, mas agora, está mais furioso, como se Peter tivesse realmente feito algo demais.
Pedro/Paulo/Peter, sei lá o que, está no chão caído, protegendo seu rosto dos chutes e socos de Drew. Não espero para ver o final dessa confusão que para mim foi uma grande besteira. Começo a andar para fora da festa, ignorando as pessoas que passavam por mim perguntando o que aconteceu com meu olho, com a raiva a flor da pele, num ódio mortal dessa merda de noite.
Estou já alguma distancia da festa andando rapidamente em direção a minha casa. Eu sei que é muito longe se for andando, mas eu queria sair da maldita festa o mais rápido possível. Agora que estou indo para casa andando com um salto quebrado, sozinha de madrugada. Nada pode ficar pior. Pelo menos era o que eu esperava até o momento quando estou há três casas de distância da festa, tudo parece "ótimo" até que... Começa a chover, não acredito nisso, fala sério, o que mais pode acontecer de ruim para piorar a noite?
Então enquanto estou distraída com meus pensamentos gritantes, consigo ouvir uma buzina e acordo de meu devaneio. Olho para o lado e vejo um carro vermelho, que para bem do meu lado, e quando o vidro abaixa percebo que esse é o carro de nada mais, nada menos do que do Isaac. Era o que me faltava.
Ele me olhou com aquele jeito presunçoso e me disse:
–Não arrumou uma carona para casa, Sofy?
–Não enche, Isaac.
Eu digo e começo a andar novamente, não preciso ficar dando explicação para ele parada na chuva. Ele começa a me acompanhar com o carro e diz:
–Que pena, achei que você estava precisando de uma carona.
Eu pensei que ele fosse parar, mas ele começa a me passar, tudo bem, não importa posso muito bem ir andando. E é neste exato momento em que começa uma chuva torrencial de verdade, e eu repenso sobre a carona e começo a gritar para ele parar:
–Isaac, espera.
Ele para, espera eu chegar até ao lado do carro e abre o vidro do carro e pergunta.
–Ta chovendo né?
–Ah,não. Está só caindo água molhada do céu...
–Interessante.
–Isaac, para de besteira, me da logo uma carona.
–Por que eu faria isso?
–Porque está chovendo muito, eu estou toda ferrada e sou a melhor amiga da sua irmã, irmã do seu melhor amigo e pensa comigo como você acha que ele ficaria se eu dissesse que você me recusou uma carona na chuva e quando estou a mais de cinco quilômetros de casa?
–Ta, entra logo.
Dou a volta e abro a porta do carona e encontro uma das loiras siliconadas do colégio. Urgh! O Isaac é tão ahhh, olho para ela, que está me medindo de cima a baixo e faz uma cara de nojo, eu fecho a porta e abro a de trás para entrar e enquanto eu estou com a maior cara de paisagem que consigo fazer, a loira com me olha novamente, mas dessa vez por entre os bancos e com um jeito esnobe, o Isaac gargalha alto, e sei que ele está achando graça de toda a situação. Eu decido os ignorar e apenas observar a paisagem da janela com gotículas de chuva. O caminho até a minha casa até que está tranquilo até o momento em que a loira oxigenada decide abrir a boca:
–Isaac, nós vamos para onde? Minha casa ou a sua? – Ahhh por Zeus, não acredito, ah nossa que garota, ela não podia ter esperado eu sair?
–Que tal aqui mesmo, no banco de trás? — diz Isaac enquanto me finta pelo retrovisor com aquele maldito sorriso.
A loira sorri envergonhada. O que fala sério, eu não entendo o motivo de ela estar com vergonha, foi ela quem começou com esse comentário sem noção. Olho para ele e reviro os olhos, e faço um gesto de como fosse vomitar. Ela é tão desnecessária, deve estar se sentindo especial, mas mal sabe ela que é um das dez da noite, porém a única infeliz de poder sair com ele desta festa, indiferente de muitas outras de outras festas, tudo que ele fizer com ela, já fez com outras. E ECA, ele já fez sexo com muitas garotas aqui, onde eu estou sentada, ah, que nojo, ele nem deve limpar o carro, cruzes, ah, estou sentada onde ele provavelmente já fudeu alguém.
Meus pensamentos são interrompidos por mãos, não as minhas mãos, não em mim, mas sim as mãos da garota no Isaac. Ela começa descansando a mão no ombro dele e depois vai descendo lentamente até suas pernas. E eu não sei o que fazer nem para onde olhar eu simplesmente não consigo desviar minha atenção dessa garota alisando ele e isso está me irritando muito e quan... Não acredito... Que horror... nãaao...Ela coloca a mão no negócio de Isaac, descaradamente e comigo dentro do carro será que é tão difícil assim notar minha presença? E o pior de tudo é que o Isaac não faz nada para fazê-la para tipo “Eiiiiiiii tem gente no carro com vocês, será que dá para ter um pouco mais de pudor please” Agora que eu consegui me conter a minha única reação é virar o rosto e olhar para a janela, onde percebo que estamos quase em frente a minha casa, então no instante que ele para eu saio do repugnante carro do Isaac, escuto apenas o Isaac resmungar alguma coisa enquanto me afasto do carro e vou correndo para minha varanda, tento abrir a porta, mas ela está trancada, lembro que sai pela janela e vou para o lado da casa subir pelo telhado para entrar no meu quarto. E só vejo o carro virando a esquina, finalmente esses sem noção foram embora.
Agora só preciso entrar. Subo pela árvore tentando chegar ao telhadinho me equilibrando nos galhos que fica ao lado, foi mais difícil do que descer, mas consigo, com um pouco de esforço. Quando chego ando o mais cuidadosamente possível pois ainda está chovendo muito, puxo a janela para abri-la, mas ela não abre, puxo de novo, e de novo, e de novo, e depois com mais força, após várias tentativas frustrantes, percebo que quando saí devo ter esquecido de soltar a maldita da trava automática e deve ter fechado por dentro quando empurrei. Fala sério, o que vou fazer agora? Desço do telhado desesperada.
Porque não bastava ter ido para uma festa em que eu não estava muito a fim de ir, ter encontrado o cara que destruiu meu amor de infância e fudeu com minha noite, ter entrado numa briga, levado um soco, caído, quebrado o salto, ser empurrada, andar na chuva, pegar carona com um safado e uma garota dada, para completar a desgraça ainda tinha que ter cometido a proeza de trancar a porta do quarto com a chave dentro juntamente a janela me deixando na chuva e do lado de fora de casa quando eu nem deveria ter saído porque estou de castigo. Ótimo era tudo que eu precisava. O que vou fazer agora estou sem celular porque deixei minha bolsa com a louca da Sarah naquela maldita festa, não posso chamar meus pais e com toda a certeza desse mundo o Collin saiu com alguma daquelas putilideres e só deve voltar de manhã?
Estou completamente ferrada.
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