Não pode ser você.
11 Capítulo 11- Extra
Notas iniciais
POV Drew.
Depois que a Sofy foi embora eu me juntei aos meus amigos novamente, inclusive a Jake que estava com uma cara de quem viu um passarinho verde, melhor dizendo um passarinho ruivo, ficamos bebendo até o fim da festa e em seguida fui para o meu quarto e tomei banho, fui tentar dormir pensando no quanto eu queria tocar o corpo da Sofy de novo, sentir a boca dela na minha, fazer muitas coisas pervertidas com ela, sentir ela me tocando e aranhando minhas costas, ela soltando sons incoerentes ao pé do meu ouvido enquanto revirava os olhos de prazer, com esses pensamentos inconscientemente meu amiguinho se animou e eu não tive outra escolha a não satisfaze-me.
...
De manhã acordei cedo e me arrumei para ir para escola e ver se tinha alguma sorte com a Sofy, estava ansioso para tentar novamente fazer com que minhas fantasias com ela se tornassem reais.
Chegando lá procuro o carro dela no estacionamento da escola e percebo que ela ainda não deve ter chegado, encontro Jake no caminho e vamos indo para a sala de química trocando socos, chutes e piadinhas de mal gosto, entro na sala e confirmo minhas suspeitas ela ainda não tianha chegado.
Sento no meu lugar e fico esperando ela, vinte minutos depois que o sinal tocou ela chega espetacular como sempre, dessa vez ela estava com uma camiseta branca de botões, uma saia preta de flores brancas, um casaco de couro beje maior do que ela , mas o que mais me atraiu não foi isso e sim as meias que terminavam alguns dedos abaixo da saia e alguns a cima do joelho e com um sapato preto de salto que me fazia imaginar ela apenas com eles na minha frente, e a cena dela apenas com as meias e os sapatos logo me excitou, tentei tirar a cena da minha mente mas foi um pouco complicado.
Ela olhou ao redor como se estivesse verificando a sala até que o olhar dela cai e mim, e sinto que houve uma pequena ruga de decepção no seu rosto ela caminhou lentamente pela sala consciente do olhar rígido do professor sobre ela que logo se assentou do meu lado, quando fui cumprimenta-la com um beijo ela se esquivou, como se eu fosse passar algum tipo de doença para ela, na hora até me surpreendi com a reação, tinha alguma coisa errada com esse comportamento então eu perguntei:
–O que foi?- Ela simplesmente fingiu não me escutar e começou a tirar os cadernos da bolsa, então eu perguntei de novo um pouco irritado com a atitude dela:
–O que foi? Tem alguma coisa errada?- Então ela se virou para mim lentamente como se fosse me matar a qualquer momento e disse:
–Sim, você está atrapalhando minhas concentração na aula de química. — Ela virou para frente me ignorando completamente, e foi ai que eu entendi tudo, ela estava tentando me evitar e se era isso que ela queria, era isso ela teria.
Passei o resto da aula a ignorando, tentei varias vezes não olhar para ela mas algumas foram falhas, porém ela não viu, e dava para sentir no ar a tensão que exalava dela por minha causa, e isso me fez querer rir mas me segurei não ia estragar o joguinho dela de me evitar assim que o sinal tocou eu me levantei e fui embora sem nem olhar para ela.
Fui para o primeiro tempo da aula de matemática onde dormi boa parte dela, alguns minutos depois toca o sinal para um rápido intervalo para os que trocam de sala e no momento em que estava saindo da sala recebo uma ligação de uma pessoa a qual eu não falava á algum tempo, atendi o telefone e a a voz da Violet ecoo pelo meu ouvido, ela falou que estava no portão lateral do colégio e pediu para eu ir encontra ela, eu pensei seriamente em não ir mas só o fato de ela ter despencado da cidade vizinha até aqui para falar comigo me convenceu a descer, então eu fui.
Quando cheguei ao portão logo reconheci aquela silhueta pequena e frágil, não que a Violet fosse pequena o que não era, ela é bem alta para dizer a verdade porém o jeito dela dá essa impressão de diminuta, ela estava usando um vestido azul claro que eu me lembro bem, o mesmo corte de cabelo curto acima da orelha, no momento em que ela percebeu minha presença ela se virou expressando o mesmo sorriso de sempre e aqueles olhos azuis que pareciam perfurar a pele de quem ela olhava, sorri para ela porém não na mesma empolgação e disse:
–Oi.- Ela olhou para mim de um jeito tímido como se fosse a primeira vez que nos víssemos e disse:
–Oi Dre.
–O que você veio fazer aqui?- Perguntei instintivamente sendo grosso até demais.
–Eu vim falar com você sobre.... á você sabe sobre o que. -Olhei para ela com o mesmo olhar da ultima vez em que conversamos e disse:
–Eu imaginava que fosse isso, mas preferia que não fosse, pois já falamos sobre isso mais de uma vez Violet. — Ela me olhou com aqueles olhos de cachorro sem dono e tentou mais uma vez.
–Mas Dre, não tem porque, eu e você sabemos disso, eu sempre soube que você era a pessoa ideal para mim, e que eu nunca acharia ninguém igual a você, os seus motivos para ter terminado comigo são sem nexo, é mais do que obvio de que você foi feito para mim, e eu para você, somos perfeitos um para o outro, para de charme, para de tentar se fazer de difícil e volta logo para casa... volta logo para mim.- Eu não podia acreditar no que eu estava escutando, olhei para ela incrédulo e respondi:
–Violet entenda uma coisa de uma vez por todas, eu não vou voltar para você. Faz mais de oito meses que terminamos e você ainda não entendeu que eu não quero nada com você? Ainda acha que eu estou me fazendo de difícil? me responde quem se faz de difícil por oito meses? Ninguém Violet. Eu ainda não estou acreditando que você despencou de outra cidade até qui só para escutar o mesmo discurso que eu te digo á oito meses, eu não vou voltar com você.
–Mas porque Dre? Eu te amo! E não é possível que meu amor seja tão insignificante assim para você. -Disse ela começando a chorar, e eu nunca lidei bem com mulheres chorando, coloquei as minhas mão nos ombros dela fazendo com que ela olhasse diretamente para mim e disse:
–E não é Violet, esse é o problema. Quando começamos a ficar eu te falei que eu não queria nada sério e você disse que me entendia, eu te disse que gostava de outra e você disse que aceitaria ficar comigo mesmo assim e que me ajudaria a esquecer ela e que se não desse certo eu poderia terminar com você; E eu fiz isso, tentei Violet mas não deu certo, quando eu percebi que você estava gostando realmente de mim tive que terminar para não te magoar mais, porque mesmo estando com você Violet, eu não consegui esquecer ela eu acordava com ela na minha mente e ia dormir com ela nos meus sonhos, sempre que eu estava com você eu queria estar com ela, sempre que eu beijava você eu queria está beijando ela, sempre que você ria de algo que eu dissesse eu queria que fosse ela. Então por favor Violet não dificulte as coisas para você e entenda que não tem mais nenhuma possibilidade de ficarmos juntos. -Quando eu terminei de dizer isso ela não estava mais chorando, falar a verdade ela não estava mais nada, ela não movia sequer um músculo, apenas me olhava com aqueles olhos azuis petrificados nos meus tentando entender o que estava acontecendo, alguns segundos depois ela se soltou das minhas mãos, secou o rosto que ainda estava molhado das lágrimas e me olhou novamente dessa vez com mais intensidade, ela nunca tinha olhado assim para mim, parecia um animal pronto para atacar me olhou dessa forma por mais alguns segundos até dizer com uma voz rancorosa:
–Não se preocupe Dre, eu ainda não desisti de te fazer esquecer ela, seja lá quem for ela eu vou tirar ela da sua cabeça.- Dito isso ela se virou e começou a descer a rua sem nem mesmo olhar para trás.
Depois de alguns minutos parado na frente do portão tentando raciocinar a ameaça dela, resolvi ir para aula de geografia quando percebi que não dava mais para entrar na aula então apenas caminhei para o refeitório e almocei mais cedo.
...
Passei as ultimas quatro aulas do dia me esbarrando na Sofy de propósito e a ignorando como se nem a conhecesse e percebi que ela estava incomodada com isso, também passei essas ultimas quatro aulas bolando planos para dar um fim nessa brincadeirinha de um jeito completamente inesperado por ela.
Assim que o sinal tocou fui para casa sabendo que ela teria treino de vôlei e iria demorar, tomei banho e me troquei lentamente ás exatas 18:52 fui para frente da casa dela onde me escondi atrás de uma das pilastras gigantes que tinha na varanda e fiquei esperando ela chegar, escolhi um lugar estratégico onde conseguiria ver ela chegando mas ela não me veria, alguns minutos depois para um carro vermelho na na entrada ela sai dele e parece se despedir de alguém, ela anda despreocupadamente em direção a porta mexendo na bolsa á procura da chave e assim que ela sobe os degraus da varanda á puxo, prendendo-a contra a pilastra á qual eu havia me escondido e eu já fui dizendo:
–Estava achando que seria tão fácil assim se livrar de mim?
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