Carina se encontrava cercada de árvores altas dos mais diversos tipos. Os galhos de uma, se entrelaçam com outra, formando quase uma cúpula. O que dava uma sensação sufocante. Forçava em sua memória como tinha ido para lá, mas não vinha nada na sua mente, era como se a informação tivesse sido apagada. A lua se encontrava cheia, pelo menos era o que se percebia entre a vegetação, sua luz branca iluminava toda a região de arvoredo, o tom acinzentado da luz dava um ar sombrio, como em um daqueles filmes sobrenaturais. A jovem moça dava passadas largas, mas calmas. Estava tão assustada que até o barulho dos pequenos galhos se quebrado aos seus pés fazia sua espinha tremer.

Não tinha noção do horário, sentia que já tinha passado horas desde que tudo aquilo começou, seu andar já estava cansado, sua barriga roncava, e a pouca luminosidade incentiva a seus olhos fecharem de sono. Avistou uma clareira e quis se sentar, descansar um pouco e raciocinar sobre tudo que estava acontecendo. No caminho, por causa do frio, ela teria que procurar gravetos, folhas secas e pedras para acender uma fogueira como viu naquele programa de TV e assim se aquecer. Quando desceu para apanhar um graveto, sentiu alguém lhe observar perlas costas.

Ela sabia que não deveria olhar para trás, seus pelos eriçados alertavam o sinal de perigo, nada de bom poderia ter chegado de uma forma tão sorrateira. Respirou fundo, tentou pensar em alguma saída, mas nenhuma das opções resultaria em algo seguro. Não iria perder mais tempo, virou-se. Sua visão fitou algo há poucos centímetros, um par de olhos amarelos brilhantes a observando por completo. Os olhos se juntavam a uma figura grande, e peluda. Tinha a aparência de um lobo, mas, descomunalmente enorme, quase como uma figura mística.

Ainda com o olhar direcionado ao animal, ergueu-se da maneira mais delicada possível, a última coisa que queria era ser estraçalhada por um lobo selvagem. Lentamente deu alguns passos para trás, mas por infortuno do destino tinha tropeçou em uma pedra, o baque chamou a atenção do lupino, que com os dentes amostra, agora partia em disparada na sua direção. Levantou-se e correu de uma maneira desesperada, em uma tentativa triste de salvar sua vida. Mas quem Carina queria enganar? Ela era uma humana fraca que queria fugir de um predador com milhares de anos de evolução.

As árvores passavam cada vez mais rápido no seu campo de visão, o suor caia em seu rosto, dando uma sensação amarga em sua boca. Uma asfixia tomou seus pulmões e transmitiu uma sensação de ardor para todo o seu corpo, caiu agonizando sobre a terra negra. A sensação de morte lhe abraçava.

Com um andar austero o lobo se pois em cima da menina, que naquele momento já tinha perdido a esperança.

— Vamos brincar ... filhote.

Notas finais
**Espero que vocês tenham gostado!**
** Eu ficaria muito feliz se você falasse do que achou, se gostou, essas coisas**
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.