Não me esqueça !
9 E... Aquela pessoa volta
Notas iniciais
O primeiro mês passou muito bem, a barriga de Rapunzel ainda não aparecia e apesar dos enjoos nada de mais acontecia. José participava cada vez mais da nossa família e com ele sua pequena Merida, que não lhe tinha semelhança alguma, 6 aninhos, tinha cabelos cacheados e vermelhos, pelo que aparentava, tinha puxado da mãe. O casamento deles teve um final muito trágico pelo que Jack me contou, José foi traído, pediu a guarda da filha, mas foi recusada por motivos não concretos. Fui até eu quem ajudei no caso, mas era um detalhe que não me lembrava. José me disse que fiz um ótimo trabalho.
Quarta feira, segunda ultrassom de Rapunzel, minha irmã estava animadíssima, queria por tudo saber o sexo de seu bebê, estava se acertando com José, e ele, por sua vez, estava amando a ideia de um novo filho, e Merida, de um novo irmãozinho ou inha. A loira parecida comigo, se emocionou ao ouvir o coração de seu bebê, e logo que saímos do hospital, quis passar numa loja para comprar roupas.
– Mas você nem sabe se é menino ou menina – falei reclamando.
– Larga de ser chata Elsa, compro roupas unissex e pronto. – falou fazendo cara de convencida. “Tomara que eu não tenha ficado assim”, pensei comigo, mas estava feliz por minha irmã, ela daria a esperança que faltava para nossa família.
Fiquei pensando que meu filho poderia ganhar um priminho agora, se eu não fosse tão inútil assim. Estava cansada de não me lembrar de nada, de não sentir emoções com coisas que deveria, de não poder proporcionar essas emoções para as pessoas amadas por mim. Me senti culpada, realmente, por não ter a capacidade de botar um filho no mundo.
Rapunzel chamou minha atenção para um macacão amarelo que estava me mostrando, uma graça. Alguns minutos depois saímos da loja com uma quantidade um pouco grande de sacolas, fomos para o carro e seguimos para um restaurante para o almoço.
Era cerca de uma da tarde quando chegamos em casa e minha irmã resolveu tomar um sol, Jack estava no escritório de nossa casa, fui ver como ele tinha passado a manhã.
Bati na porta e ele fez sinal para que eu entrasse e trancasse, estava ao telefone, parei do seu lado e examinei o que estava em sua mesa, reconheci ser um tipo de processo típico de separação e guarda compartilhada, e pelo jeito ele falava ao telefone com o cliente. Sentei em seu colo e comecei a acariciar seus cabelos quase brancos, lembrei que quando nos conhecemos foi aquilo que me chamou atenção. Jack terminou de falar ao telefone, ajudei-o a guardar os papeis de cima da mesa e ele me colocou sentada no espaço em que estavam, ficou olhando pra mim e acariciando minhas pernas.
– O que foi? – perguntei dando uma risada.
– Você é linda! – respondeu da forma mais natural possível. Fez sinal para que eu me abaixasse um pouco e sussurrou no meu ouvido – Quero te fazer sentir prazer, meu amor, bem aqui.
Sim! Me arrepiei do pé a cabeça. Sorri para Jack e me voltei à posição que estava, com os braços para traz, apoiados na mesa. O loiro puxou a cadeira mais para perto de mim e começou a beijar o interior das minhas pernas, eu usava um short que não ajudou muito na minha situação, o botão logo foi aberto e me abaixei para beijar meu marido, ia voltar a posição inicial quando ouvimos batidas na porta, arregalei os olhos e pulei de cima da mesa, peguei um livro na estante e sentei em um sofá que tinha na sala, fechei o short enquanto Jack se encaminhava pra a porta, Jack a abriu e era uma das empregadas avisando que Rachel, havia pedido que preparasse um “café” e nos chamasse, e que José e Merida vieram nos visitar. Fomos para a cozinha e Rapunzel brincava com a pequena ruiva enquanto o pai olhava encantado. Todos na mesa comendo, quando Rapunzel sai correndo, derruba a cadeira e todos se olham assustados, fui atrás, minha irmã tinha ido pro banheiro, cheguei e a porta estava aberta, a chamei e escutei alguns barulhos, corri para entrar a tempo de segurar os cabelos loiros enquanto ela colocava tudo pra fora, “enjoos” pensei comigo, o que era estranho porque ela não havia tido nenhum até aquele momento.
– Vou marcar um horário na médica para você, ela vai te dar uma medicação para amenizar os enjoos agora que começaram. – eu disse .
– Boa ideia
Rapunzel se levantou lavou a boca e disse que não conseguiria mais comer, mas que voltaria para a mesa.
Um pouco mais tarde, após todos comerem, Jack, José, Marida e Rapunzel estavam na piscina e eu sentada em uma espreguiçadeira observando, uma de nossas duas empregadas veio ate mim dizendo que ligavam da portaria sobre um visita para nós, tentei chamar Jack mas ele não me ouviu devido a bagunça, perguntei para Silva se haviam falado quem era – disse ser um amigo de Sr. Jack, mando vir? – disse para autorizar a entrada, não deveria ser alguém estranho, já que alguns advogados do escritório vinham durante a semana para falar com meu marido sobre alguns casos que não conseguiam resolver.
Esperando em frente nossa casa para ver quem era, fui abraçada por um loiro todo molhado – está esperando alguém? – perguntei.
– Não, mas parece que você está. Por quê?
– Ligaram da portaria dizendo que tínhamos uma visita, deixei vir, acho que é um dos advogados que veio de ultima hora.
– Provavelmente, não me dão sossego mesmo.
Um carro todo preto se aproximava, Jack saiu para pegar uma toalha e vestir uma bermuda. O Carro parou e meu marido voltou, colocando a toalha em meu ombro e abraçando minha cintura. Saiu do carro negro uma figura loira, parecia um tanto alterado, olhos vermelhos cabelos e roupas um pouco bagunçados, mas consegui andar tranquilamente.
– A Rachel está? – perguntou, na mesma hora imaginei ser Kristoff, pai do filho da minha irmã. Seu corpo exalava um cheiro forte de álcool.
– Vou chama-la. – eu disse. Jack ficou encarando-o de cara feia.
– O que você quer? – ouvi perguntando.
– Apenas conversar brother. Relaxa. – respondeu Kristoff
Chamei Rapunzel e ela me acompanhou, José deixou Merida com Silvia para tomar sorvete e nos seguiu. Saí com Rachel para a varanda de casa e José ficou um pouco atrás, na sala.
– Ora ora, se não é a Mãe do meu filho – falou o visitante
– Já disse que esse filho não é seu – respondeu Rapunzel, calma.
– Exijo o teste de DNA, quando essa criança nascer, tenho tato direito sobre ela quanto você – respondeu ele – sua irmãzinha advogada não te informou sobre isso?
– Kristoff, esse filho é seu sim, e não é por isso que vou aguentar ameaças vindas de você, mais uma dessas e eu chamo a policia – disse minha irmã.
– Chama gatinha, pode chamar, mas quem vai presa é você. – ameaçou mais uma vez.
– Vou presa por quê? Por tentar proteger meu filho de um maluco agressivo igual você? Me poupe Kristoff! – se alterou a loira.
– Rachel calma, seu bebê – disse Jack que se encontrava um pouco mais a frente dela,
– Isso mesmo loirinha, vem – disse Kristoff agarrando um dos braços de minha irmã – quem vai cuidar desse filho agora sou eu.
Assustamos com um furacão moreno afastando Rapunzel de Kristoff e o loiro caindo o chão com a mão no olho esquerdo.
– Ela já pediu, mandou e também ameaçou, na próxima não vou apenas deixar marca – disse José.
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