Notas iniciais
Olá pessoas! Voltei, já! Só quero avisar muito e muito que o final pode ser um pouco triste demais para algumas pessoas, mas... É feliz mas... É triste... e ugh... Bem, boa leitura, Koneko-chans ♥ヾ(@゜▽゜@)ノ (Ah, e desculpas, eu me empolguei. O capítulo saiu gigante.)

Já passara-se três dias desde o meu funeral, desde então eu tenho estado na minha casa, junto com minha mãe e meu irmão. Eu não consigo imaginar como eles deviam se sentir com minha morte, pareciam simplesmente acabados. Já tinham posto um retrato meu no butsatsu da família, um retrato do fundamental II. Toda vez que acendiam um incenso e tocavam o sino para mim, de certa forma, eu me sentia mais material. Talvez os fantasmas eram formados pelas lembranças que as pessoas tinham deles.


Minha mãe, Mikoto, rezava para mim todos os dias, três vezes ao dia. Itachi muitas vezes acendia incensos e à noite, quando voltava do trabalho, 'tentava' conversas comigo. Dizia como havia sido o dia, as novidades, esse tipo de coisa.


Acho que depois de 4 semanas, Naruto perguntou se poderia visitar a casa, claro que minha mãe aceitou, afinal, Naruto era sem dúvida meu amigo mais próximo e animado, talvez ele pudesse animar a casa. Fizeram um rico jantar, mas quando Naruto chegou, ele parecia ainda mais acabado que meus parentes. Ele ainda parecia morto por dentro. Uzumaki Kushina e Namikaze Minato também vieram, deram suas condolecências, comentaram como eu era um bom garoto e uma ótima influência para Naruto, em todos os sentidos.


Aquela visita seguiu-se calma, eu apenas observava todas aquelas pessoas reunidas comendo a comida tradicional japonesa. Agora que eu era fantasma, não precisava de comida, descanso, nada. O que era um alívio, mas eu também me sentia triste por não poder saborear mais nada, muito menos dormir, já que não tinha nada para fazer. Os assuntos que conversavam não me interessavam, eram coisas do meu passado, que eu já sabia e ouvi muitas vezes.


"Estar morto é tão tedioso." Comentei, com um suspiro.


"Quê?" Naruto perguntou de repente, franzindo as sobrancelhas.


A atenção se voltou para o loiro, que piscava, confuso.


"Quê o que, Naruto-kun?" Perguntou Itachi, tão confuso quanto ele. Naruto olhou para os lados e soltou uma risada morta.


"Ah... Desculpe. Pensei ter ouvido a voz de Sasuke." Respondeu.


"Como você pode me ouvir se não me ouvia antes?" Perguntei, em dúvida que aquilo tenha sido uma coencidência. Naruto mordeu seu lábio inferior.


"Acho que foi só minha imaginação..." O loiro falou. "Tenho muita saudade de Sasuke, afinal"


"Ei! Naruto! Dobe! Usuratonkachi! Você consegue me ouvir?!" Perguntei afobado. Naruto parecia apenas se preparar para ouvir algo mais, mas fez uma cara de decepção e falou:


"É. Apenas imaginação."

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Depois da coencidência com a escuta de Naruto e minha voz, resolvi seguí-lo por um tempo, para ver se ele conseguia me escutar, em algum momento. Depois do jantar, me despedi de meu irmão e minha mãe (que obviamente não ouviram) e entrei soterramente no carro dos Uzumaki-Namikaze. Eu sentia que estava invadindo a privacidade deles mas, sendo eu um fantasma, nada se aplica normalmente, correto? O clima no carro estava tenso, todos com olhares cançados e tristes.


"Naruto?" Minato chamou. "Olha... Eu sei que Sasuke era importante para você. Eu sei que ele era como mais que um amigo para você..." O Namikaze soltou um suspiro "Mas você precisa superar. Não se pode prender aos mortos."


"Eu não consigo pensar como se ele estivesse morto." Naruto respondeu de imediato.


"Ele está. Não há a chance dele surgir do nada." Minato olhou para trás e acariciou os cabelos bagunçados do filho como pôde. "Mas lembre que você não está sozinho, nós estaremos sempre aqui para você, tudo bem?"


"É isso mesmo dattebane! Você é nosso filho, é nosso prazer e obrigação tomar conta de você, 'tá ouvindo?!" A ruiva confirmou no volante.


"Hm.." Naruto resmungou.


"Você 'tá mais morto que eu, usuratonkachi." Comentei, cutucando a bochecha dele.


"De novo..." Naruto falou.


"O que, filho?" Perguntou Minato.


"Eu penso ouvir a voz de Sasuke." Naruto levantou os olhos para seu pai "To-chan, você não entende. Meu céu está cinza e eu não tenho vontade de comer lámen. É coisa séria."


"Obrigado por se importar tanto assim comigo, mas eu prefiro que você se cuide ao invéz de morrer por dentro, idiota. E você consegue me ouvir." Falei, curioso. Ele não respondeu.


"A voz vai e volta... Não consigo ouvir algumas partes... Mas lá na casa da tia Mikoto, parecia mais forte. Parecia que Sasuke estava mesmo lá." Naruto exibiu um olhar confuso.


"Eu estou aqui" Falei, com um nó na garganta.


"Naruto... Vai passar. Já lhe inscrevemos para ir pro psicólogo. Ver o corpo do melhor amigo esfaqueado obviamente deixa danos mentais" Minato falou.


"Naruto, imbecil. Eu estou aqui. Não é imaginação. Consegue me escutar?!" Falei.

"Ainda ouvindo Sasuke, Naru-chan?" Perguntou Kushina, com um olhar solidário.


"Não mais... Só... Consigo de vez em quando escutar trechos do que ele fala...ria se estivesse aqui..." Naruto fitou as próprias mãos.


"Pois eu falo, cabeça-oca... Por favor, Naruto, me diz que você escuta!" Pûs minha mão no ombro dele, tentando virá-lo ou chamar a atenção. Mas não houve reação.


O carro permaneceu em silêncio o resto do percurso.
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Minato e Kushina se despediram do filho quando chegaram no prédio, perguntando se precisava de alguma coisa. Naruto negou e subiu, ainda com o olhar morto. Segui-o pelo elevaador e entrei em seu apartamento. Pelo menos, o apartamento não parecia cinza também, como sempre, estava cheio de coisas laranja fluorescentes jogadas, plantas e essas coisas. Quase imdiatamente, ouvi os latidos de boas-vindas de Kurama, o cachorro-raposa-mutante de Naruto. Kurama apareceu vindo da cozinha e pulou no colo do dono, animado. E então, virou a cabeça para mim e foi me cumprimentar também... o meu espírito.


"Kurama? 'Tá ficando gagá? Pra o que que você 'tá latindo?" Naruto fez uma cara de dúvida.


Aquilo me deu uma ótima ideia. Kurama me via, Kurama me ouvia, Kurama me obedecia. Ele obedecia a praticamente ninguém — era um cachorro orgulhoso, talvez -, sendo eu e Naruto as únicas pessoas capazes de fazê-lo atender uma ordem.


"Kurama, senta." Falei. Claro, ele sentou.


"Kurama?" Naruto chamou, duvidoso. "Ah, meu." Ele puxou os cabelos para trás. Era isso, Naruto! Sim, meu espírito estava aqui, dando ordens para seu cachorro! Não é fantástico?! "Até meu cachorro 'tá escutando Sasuke onde não há. Desculpa Kurama, eu tô mechendo com sua cabeça."


Senti uma veia saltar na minha testa. Como Naruto podia ser tão idiota?! Bati o pé, em frustração. Naruto suspirou e foi tomar um banho, eu apenas passei o tempo com Kurama. Pelo menos ele conseguia me ver, sentir e ouvir.
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No dia seguinte, Naruto saiu de casa para algum lugar. Eu não o segui, precisava encontrar algo para conseguir me comunicar. Talvez fazer meu melhor amigo se sentir um pouco melhor, apenas talvez. Agora, eu não conseguia mover nada, como faria algo como aquilo? Se Naruto soltasse talco pelo chão, talvez eu pudesse escrever, mas aquele cabeça-de-vento nunca faria isso sem motivo. Quer dizer, talvez ele nem tivesse talco. Kurama poderia fazer alguma coisa... Como? Ele me ouvia, não entendia.


Naruto só voltou depois de duas horas, ele parecia aborrecido.


"Aqueles policiais nem começaram uma investigação direito. Que saco"


Lembrei então que Naruto me prometera encontrar meu assasino. Se eu pudesse dê-lo alguma dica... Mas nem eu conhecia o cara.


"... Sasuke você está aqui?" O loiro perguntou, de repente.


"Eu tô, Naruto! Pera, você consegue me ouvir ou não?! Eu tô ficando confuso! Naruto me respond-" eu comecei a gritar, um pouco desesperado. A possibilidade dele me escutar era tão acolhedora quanto uma lareira num inverno.


"Talvez você esteja aqui, gritando e eu não esteja te ouvindo... Bem. Eu pesquisei um pouco sobre fantasmas por aqui... Você consegue vê-los ou ouví-los se estiverem aqui, e se representarem uma grande importância para você. Quão mais próximo você se sentir do fantasma mais você poderá sentí-lo, algo assim... Talvez eu consiga te ver. Assim. Se você estiver aqui, Sasuke." Naruto falou, com um pouco de ânimo. "Aha... Eu acho que estou realmente endoidando." Suspirou, baixinho.


"Não desista de mim, Naruto. Por favor." Falei, com um aperto no coração.


"Eu fui também para a delegacia! Eles não fazem ideia de quem o assasino seja, sabe! Eles apenas encontraram um celular, não o seu, caído por lá. Talvez quando ele entrou quebrando tudo, deixou cair, sabe?" Naruto sorriu um pouco, esperançoso. "Se conseguirmos acessar, talvez... Talvez descobriremos quem te matou!"


"Cuide de si mesmo ao invéz de se meter na minha morte, seu imbecil. Eu não quero passar minha morte te vendo para baixo. No momento, foque-se em me ouvir e ver, usuratonkachi"


"E então, Sasuke... Eu trouxe um tabuleiro ouija. Talvez você consiga se comunicar com isso. E eu tenho quase certeza que serei deixado no vácuo, porque você não está aqui, mas tudo bem. Vou tentar..."


Ele pôs o tabuleiro no chão e preparou tudo. Pôs os dedos encima da peça e esperou. Eu me sentei e pus meus dedos encima da peça também.


"Então... Você sabe quem te matou?" Perguntou.


Tentei mover a peça para o 'não', mas não consegui. Raivoso, bati na peça e revirei meus olhos. "Como isso é útil, hein?!" reclamei.


"Hm... Sasuke... Você bateu na peça?" Perguntou ele, em dúvida. "Se sim, bata uma vez, se não, bata duas."


Bati uma outra vez. O rosto do meu amigo se iluminou.


"Taí a forma de nos comunicarmos; vibrações!" Ele sorriu um pouco "Agora... Você consegue mexer alguma coisa?"


Bati duas vezes. Naruto aumentou seu sorriso.


"Você fala com Kurama?"


Bati uma vez. Agora o usuratonkachi gargalhou.


"Você sabe quem te matou?" Pergutou, agora sério.


Bati duas vezes. Esperei um pouco e bati uma terceira.


"O que isso deveria significar?" O loiro indagou.


"Que eu não conheço ele, mas ele me conhece." Respondi, desanimado.


"... Sasuke, eu vou por um dos meus dedos encima das letras, se for a letra certa, você bate uma vez, se não, não bate, tá? E faz a frase em inglês, é mais fácil que japonês."


Franzi as sobrancelhas, mas mesmo assim, concordei. Ele foi passando a peça por cima das letras. 'He knows me' era a frase que eu queria formar. Demorou um tempo para ser formada mas conseguimos.


"Heknowsme..." Naruto pensou um pouco. "'Ele me conhece'?!" O loiro arregalou seus olhos azuis. "Como assim?! Mas você disse que não o conhece! Como isso pode acontecer?"


"Eu não sei, não me pergunte." Respondi, suspirando.


"Ugh... Espera só Sasuke! Eu JURO, pelo Deus do Lámen que eu vou descobrir quem foi!"


"Acho bom." Respondi.

... Não é que eu poderia fazer alguma coisa?

Notas finais
Basicamente, a partir daqui, Naruto e Sasuke tentarão descobrir o assasino. Vão acontecer coisas bastantes bizarras, tem algumas conversas e coisas assim... Bem! Obrigada por ler até aqui, e até o próximo! |°з°|
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.