Um mês e quatro dias depois se passaram, ele nunca vinha me ver, também para ele não havia motivo nenhum. Não escutei mais boatos ou verdades sobre yokais, as únicas coisas que me faziam relembrar esses momentos eram meus sonhos, sempre bipolares, às vezes nos divertíamos e na maioria ele sempre me matava simplesmente do nada como se ele tivesse planejado todas nossas ações antes.

Estava cuidando de um menino bem pequeno, devia ter 7 anos, seu sorriso era super fofo e o jeito de falar também. Estávamos conversando até ouvir uma gritaria, assustada levantei e quando fui abrir a porta, a curandeira entrou e disse:

– Nossa vila está sendo atacada, temos que fugir daqui Rin.

– Atacada? Como assim? A minha família onde está Ayame-san.

– A vila está uma confusão Rin, vamos para a floresta e assim – houve umas fortes batidas na porta que interromperam a Ayame-san, ela simplesmente segurou a porta e disse – Vão pela janela.

Um pânico enorme tomou conta de mim, eu não poderia deixar a Ayame-san que eu considerava como uma segunda mãe sozinha em uma hora dessas, mas ela tornou a dizer.

– Vão pela janela, eu já sou velha Rin, não teria tanto tempo de vida como vocês e se continuar a demorar a minha morte será em vão.

Corri até ela e dei um rápido abraço, agarrei o menino e pulei pela janela. Aquela cena foi uma das mais horríveis que eu já havia visto, a minha vila, o lugar aonde era sempre feliz e calmo, estava insuportável, estava pegando fogo, era como se o meu mundo caísse sobre os meus pés. Eu não era ninguém sem aquelas pessoas, sem aquela vila, sem o meu mundo. O meu corpo começou a tremer involuntariamente, a minha vontade era de sentar e chorar até um dos bandidos me matar ou o fogo me consumir, mas eu lembrei que comigo tinha uma criança e comecei a fugir.

Por onde passava lembranças me vinham na cabeça de como era os locais antes, na época em que a minha vila era a minha vila e não esse horror que estava aqui era difícil me concentrar para aonde ia. Então decidi parar em destroços de uma casa, ali fiquei eu e o menino, quietos pensando o que poderia ter acontecido com a nossa família.

De repente vi um vulto estranho, peguei um pequeno pedaço de madeira e tentei me defender, realmente era o que eu temia um bandido. Ele olhou para mim e riu como quem pensasse o que ela vai fazer com esse pedaço de madeira contra mim? Então eu escutei um grito e assim que me virei, percebi que talvez o que eu pensei não seja o verdadeiro motivo do riso, o pequeno menino sorridente estava morto, por outro companheiro dele.

Obviamente aquele momento era o meu fim, o bandido chegou mais para perto de mim e apontou sua espada para o meu pescoço. Pediu que eu o acompanhasse mas eu não tinha forças para me mecher. Então ele me pegou pela gola do meu kimono e me levantou foi ai então que acabei reparando numa situação mais engraçada, no meio de todo o caos havia um animal parecido com um sapinho e ele estava andando como se procurasse alguém, então assim que ele me viu seus olhos arregalaram de tal forma que talvez nem as maiores esferas do mundo ficasse como os seus olhos, ele abriu uma boca enorme. Então notei que aquele sapinho era Jaken, mas somente o Jaken não poderia contra aqueles bandidos.

Foi então que senti uma sensação ruim, como a sensação de que está alguém atrás de você, mas não era simplesmente o bandido que matou o menino sorridente e sim algo mais veloz, já havia sentindo isso, mas não me recordava aonde.

Então realmente vi o que estava atrás de mim, longos cabelos prateados , belas roupas , bem alto e muito mais ágil, só podia ser o Sesshoumaru-sama. Ele usou suas garras que estavam envoltas de uma névoa roxa para cortar os bandidos, provavelmente eles devem ter morrido envenenados. Tudo aconteceu tão rápido, Jaken já estava me puxando para sair do meu da confusão, enquanto mais e mais bandidos iam para cima do Sesshoumaru-sama, assim que eu e Jaken estávamos seguros, Jaken o chamou e ele veio correndo me pegou e colocou em seu ombro, enquanto Jaken rapidamente se jogou na estola peluda que o Sesshoumaru-sama carregava e fomos assim para dentro da Floresta.