— Jean? Você tá chorando?

Estávamos na cozinha, preparando a comida.

Jean não respondeu. Andou em minha direção e me abraçou. Logo comecei a chorar também.

— Odeio descascar cebola! — reclamou e riu.

— Mas precisava me fazer chorar também?

— Claro que sim! — beijou minha bochecha e se afastou.

— Se minha roupa ficar com cheiro de cebola, você que vai lavar.

— Eu, não! A máquina que vai lavar.

Bufei.

— Adoro quando você faz biquinho — disse ao me abraçar por trás e beijar meu pescoço.

Peguei seus braços e os envolvi minha cintura, segurando suas mãos.

— Não, você adora me irritar. Eu faço biquinho como consequência.

— Não, eu adoro você — disse e me virou, deixando-nos frente a frente. — Agora falei certo?

— Falou — sorri e beijei-o.

— Ew! — falou Samuel.

— Vão para um quarto! — acrescentou Petra.

Ouvi-os rirem.

— Já voltaram da escola? — Jean perguntou.

— Parece que sim — Petra disse zombeteira.

— Tudo bem, espertinha. Vão lavar as mãos e venham nos ajudar.

— Mas eu tô com fome —Samuel reclamou.

— Eu também — concordou Petra.

— Eu também — acrescentei.

— Isso tudo pra eu cozinhar, né?

— É! — respondemos ao mesmo tempo.

— Mas eu tenho que cozinhar pros nossos convidados.

— Tem não — brinquei. — Vem, amor. Podemos fazer o resto mais tarde.

— Tudo bem. Mas espero que vocês não reclamem de comer o que sobrou ontem.

— Mexido! — falou Samuel. — Sempre fica melhor do que no dia anterior.

— O que quis dizer com isso, engraçadinho? Tá falando que minha comida só fica boa quando tem queijo derretido por cima pra disfarçar o gosto?

— Eu falei o que quis dizer e quis dizer o que eu falei — riu.

— Como ousa? — perguntou fingindo estar ofendido. — Isso foi brincadeira, né? — perguntou baixinho pra mim.

— Claro que foi! Eu acho — ri.

— Engraçadinho...

***

— Estou exausto! — Jean falou ao se jogar na cama. — Mas valeu a pena.

— E pode deixar a casa bagunçada. Amanhã arrumamos.

— Você realmente achou que eu ia sair daqui pra ir limpar casa? E deixar essa cama quentinha só pra você?! De jeito nenhum! — bocejou.

— Vamos dormir, amor — deitei-me ao seu lado e aninhei-me em seu peito.

Jean me abraçou e beijou minha cabeça.

— Tenho que te contar uma coisa.

— O quê?!

— Seu cabelo também tá com cheiro de cebola.

Bufei. — Boa noite, Jeanbo.

— Boa noite, Jesus sardento.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Muitíssimo obrigada a todos que leram, recomendaram e comentaram! Desculpem-me pela demora para atualizar a estória, mas espero que tenha valido a pena! Obrigada!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!