O plano ``infalível´´ de Hannibal na verdade não era tão bom assim. check ✔

As coisas rapidamente saíram do controle e o que era para ser uma missão simples rapidamente se tornou o contrário. check ✔

Hannibal estava no jazz e disse que seria moleza. check ✔

Ele, Cara-de-pau e Ba foram capturados. check ✔

Apenas eu e Murdock não fomos capturados e sobrou para nós resgatá-los. check ✔

A missão de resgate foi um sucesso. Mais ou menos. check ✔

Eu me perdi de Murdock e estou morrendo de medo. Check ✔

Um som de tiro ecoou muito próximo de onde Amy estava, o que a deixou ainda mais apavorada. Fazer uma lista mental as vezes a ajudava a clarear a mente e a pensar melhor, mas naquele momento não estava sendo muito util.

``Droga!´´ Amy se recostou em uma árvore para poder recuperar o folego, depois de correr sem parar pelo que pareceu uma eternidade. Ela nem sabia para onde estava indo, só pensava em correr para o mais longe possível de seus perseguidores.

Aproveitou essa pausa rápida para fazer uma reavaliação do que deu errado. Começou, obviamente, com um dos planos loucos de Hannibal de cutucar a onça com vara curta. A onça nesse caso, era um grupo de mais ou menos 20 caçadores ilegais que estavam aterrorizando uma reserva ambiental que supostamente deveria ser protegida pelo governo. Isso fora um dos motivos pelos quais o Coronel aceitou esse trabalho sem se importar com a falta de remuneração, o que não agradou muito Cara-de-Pau. A possibilidade de chutar os traseiros daqueles canalhas acendeu uma chama familiar nos olhos do líder do Esquadrão Classe A. O famoso Jazz.

A equipe então concordou e não demorou muito para partirem para a missão. Os clientes os alertaram que o grupo estava fortemente armado e seus membros eram do mais baixo nível da sociedade. Assassinos, ladrões, pessoas sádicas e até mesmo, estupradores. Todos juntos em um só lugar. Depois de algumas pesquisas, Amy descobriu que uma renomada empreiteira estava de olho na região por conta de seus recursos naturais e queria tomar conta do lugar e então, um grupo de ativistas se meteu e uma guerra silenciosa começou. No início, o grupo de proteção ambiental achou que seria fácil proteger a reserva, mas estavam enganados. Sozinho e sem apoio, rapidamente foram aniquilados pelos caçadores contratados pela empreiteira, sobrando apenas algumas boas pessoas dispostas a arriscarem as próprias vidas para proteger a fauna e a flora abundante daquela Reserva.

E foi nesse exato momento que o Esquadrão Classe A entrou em cena. Essa era uma das batalhas preferidas dos rapazes. Aquela em que eles lutavam sem esperar nada em troca, mas confiantes de que estavam fazendo a coisa certa e que iriam vencer. Amy os admirava por isso.

Outro tiro, mais próximo do que o anterior a tirou de seus devaneios. Quem estava atirando e em que, a jornalista não tinha certeza. Poderia ser um membro do esquadrão que fora atrás dela, ou poderia ser um dos caçadores. O problema era que ela não estava conseguindo se orientar no meio da mata. Enormes árvores se erguiam por todos os lados e a luz do sol quase não conseguia penetrar pelas copas. Ela poderia estar correndo na direção errada sem saber até dar de cara com um dos sujeitos.

Seria seu fim. Amy não podia arriscar.

Respirando fundo, ela tentou clarear a mente. ``Calma, Amy. Calma. Você consegue. Apenas se concentre´´.

Um silencio assustador a envolveu. Os tiros provavelmente haviam espantado os pássaros que estavam cantando enquanto ela corria cada vez mais fundo no meio da vegetação espessa. Amy ouvia somente sua própria respiração naquele momento.

De repente, o som de um galho partido a sua direita chamou sua atenção. Ela rapidamente procurou um lugar em que pudesse se esconder. Seus batimentos cardíacos estavam tão acelerados que ela temia que quem quer que fosse pudesse localizá-la facilmente apenas escutando seu coração pulsar. Ao avistar um pequeno buraco em um grande arbusto há alguns metros a sua frente, soube que ali seria seu esconderijo. Amy só precisava ser cuidadosa e escolher com cuidado onde colocaria seus pés. Depois de dar dez passos angustiantes, a jornalista percebeu que estava segurando a respiração, então permitiu-se respirar.

``Falta pouco. Falta tão pouco.´´ Ela já estava na metade do caminho quando um assobio assustador ressoou por entre as árvores, fazendo Amy paralisar no lugar.

Seus pés não respondiam ao seu comando. Seu coração batia ainda mais acelerado enquanto gotas de suor pingavam de seu queixo.

`` Por favor não. Por favor´´. Amy tentou movimentar seu corpo. Primeiro os dedos das mãos. Depois os dedos dos pés. Finalmente conseguiu virar o pescoço para a direita e para a esquerda, mas não encontrara nenhum sinal de que tinha mais alguém ali.

Mas, só porque não podia ver, não significava que estava sozinha. Podia sentir alguém, ou algo, a observando. Podia sentir até mesmo o hálito quente em sua nuca, como o de um predador prestes a atacar sua presa. Ela definitivamente não queria ser a presa de ninguém, principalmente daqueles bastardos sádicos. As histórias que ouvira dos clientes sobre aqueles homens inescrupulosos a deixou realmente assustada e com ressalvas a respeito de ir junto da equipe dessa vez. Pessoas foram torturadas, abusadas, mortas.

Não era como se ela não pudesse se defender. Tinha aprendido bastante coisa com os rapazes durante as missões em que participara. Mas dessa vez, Amy não estava se sentindo tão confiante assim. Principalmente porque estava sozinha, desarmada e perdida no meio da floresta, sem expectativa alguma de encontrar ajuda.

Com muita força de vontade, ela deu um passo para a frente. Depois outro e assim sucessivamente até estar praticamente dentro do esconderijo. Um suspiro de alívio escapou de seus lábios enquanto se preparava para engatinhar para dentro do arbusto, entretanto, seu alívio durou poucos segundos. Uma mão grande e forte agarrou a gola de sua camiseta bege por trás e a puxou com força para trás de uma árvore relativamente larga do lado esquerdo do arbusto. Antes que sequer tivesse a chance de gritar, a outra mão de seu captor cobriu sua boca, abafando qualquer som que tentasse fazer.

A paralisia ameaçou retornar, mas Amy não permitiu que seus membros congelassem. Não se entregaria sem lutar com todas as suas forças. Em uma tentativa desesperada de se livrar das mãos firmes da pessoa que ela julgara ser um homem, Amy começou a se debater. Tentou chutar as pernas e arranhar o rosto dele, entretanto, isso só intensificou ainda mais o aperto que ele exercia sobre ela. Os braços compridos do homem se enrolaram sobre o torso de Amy. Nessa hora, ela achou que o homem a sufocaria até que inevitavelmente perdesse a consciência, mas isso não aconteceu. Foi então que ela viu o tecido familiar daquela jaqueta velha e surrada que cobria os braços de seu suposto agressor e uma centelha de esperança encheu seu coração de alívio.

``O que?´´ Amy instantaneamente parou de se debater e piscou confusa. Sentiu que o aperto sobre ela havia diminuído no mesmo instante em que parou de lutar, mas a mão do homem continuava em seus lábios. `` Não pode ser...´´

Como se conseguisse ler seus pensamentos, Murdock inclinou o queixo para perto de sua orelha e sussurrou suavemente:

- Não temas, com o Capitão Murdock por perto não há problemas!


Notas finais
Oi! Sugestões ou reclamações? Estou ansiosa para saber o que acharam do primeiro capitulo. A historia já está finalizada, mas não sei ao certo quantos capítulos serão suficientes para completar a historia.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.