Notas iniciais
Obrigada pelos reviews de verdade, muito muito obrigada mesmo, estou extremamente feliz *-*

POV Beck

Já tem dois meses que meu mundo já não é tão completo. Dois meses que a Jade não abri os lindos olhos, dois meses que não ouço sua voz.

Acabei de cantar pra ela outra vez. Minha perna não está totalmente recuperada, ainda dói, mas não mais que meu coração. Sai do hospital como todos os outros dias, minha vida se tornou rotineira depois desse tempo. É tudo planejado, eu saio do colégio, sigo pra RV, tomo um banho e vou para o hospital. Canto algumas músicas, as vezes sinto ela sorri então olho pra ela e ainda está imóvel. Seguro em sua mão e espero que corresponda ao meu toque, mas isso não acontece.

Cada segundo do seu lado, naquele estado é torturante. Cada milésimo longe dela é ainda pior.

Meu celular tocou.André.

Beck: Alô? — Falei tentando parecer animado.

André: Cara, você está péssimo.

Beck: Tá tão óbvio assim?

André: Com certeza. Liguei pra avisar que temos que fazer um trabalho pra aula de música pra amanhã, e eu sei que você não lembrou então já fiz a música e só vou te passar as notas na guitarra ok?

Beck: ok. — Estava prestes a desligar o telefone mas ele me deteve.

André: E eu também gostaria de saber se você topa sair com a gente? Vamos no parque e você tem que se distrair.

Beck: Não, to bem. Valeu cara.

André: Beleza cara... Tem certeza? A Cat está ficando doente com você nesse estado e dando crises achando que... — Ele parou de falar.

Beck: Que o que?

André: Nada, esquece.

Beck: Ela está bem?

André: Ficaria melhor se você viesse acalma-la, ela... Ela acha que vocês a abandonaram.

Beck: Está com ela ai?

André: Sim. CAAAAAAAAAAAT! — Ouvi Cat responder triste "hum?" — Beck quer falar com você ruivinha.

Cat: BECK? BECK?!

Beck: Oi Cat. — Tentei outra vez. Inutilmente, meus sentimentos não me permitiam atuar.

Cat: Beck... Porque me deixaram? Eu estou com medo agora...

Beck: Medo de quê ruivinha? — Falei amistoso.

Cat: Medo dos palhaços, medo das sombras más, das colheres voadoras e medo... Medo da Jade ir não brigar de novo.

André: CAT!

Beck: Está tudo bem, ela vai ficar bem. — Falei pra ela e me forcei a acreditar naquelas palavras. — Cat, você não quer ir ao parque não é?

Cat: Não é a mesma coisa sem a Jade tentando me empurrar da roda gigante. Ela nem gosta da roda gigante.

Beck: Tenho alguns filmes dela aqui, se vier podemos assistir e depois te levo pra vê-la.

Cat: Você promete?

Beck: Sim.

Cat: To indo.

Tori: Beck?

Beck: Oi Tori.

Tori: Podemos ir pra ir se quiser.

Beck: Não... Hum... Tudo bem, vou levar a Cat pra ver a Jade depois a levo em casa. Ah, estou feliz que você e o André tenham começado a se entender melhor.

Tori: É, hum... Obrigada. Beijo.

Beck: Beijo.

Desliguei o telefone e esperei com um copo de café nas mãos. Nunca bebi o café que fiz, apenas fiz todos os dias no mesmo horário que ela sempre tomou.

Levantei e observei o espelho. Me tornei tão frio, tão vazio. Cada respiração é apenas por costume, cada passo é apenas por obrigação, cada palavra é apenas por hábito.

Liguei o som. Apenas faixas onde minha solidão, medo e frustração podiam ser reveladas.

Isso não é um momentinho bobo

Não é a tormenta antes da calmaria

Isso é a profunda e ofegante respiração

Deste o amor no qual estávamos trabalhando

Pensei ter visto...Ela estava ali, estava comigo, sentada no sofá tomando café. Ela sorriu de novo, ela... Olhei de novo pro lado e não havia nada. Outro devaneio, outra visão. É só isso que tenho tido ultimamente como... Como se essa fosse a única maneira que meu corpo e minha alma encontraram pra te-la de volta.

Parece que não consigo segurá-la como quero

Para sentí-la em meus braços

Ninguém virá lhe salvar

Nós já demos muitos alarmes falsos

A raiva e a dor consumiram meu corpo em outro ataque de fúria. Perdi o controle sobre mim à dois meses atras... Deitei no sofá e fechei meus olhos, deixando imagens aterrorizantes me tomar a mente.

Dormi ao som de slow dancing in a burning room.

" As vezes nada sai como planejamos,você sabe disso Beck, — A voz doce de Jade atravessava meus ouvidos atentos — Beck eu preciso de você, te imploro salve-me. "

Eu não podia vê-la mais sabia que estava prestes a chorar, então eu não ouvia mais nada a não ser a surra do vento nas arvores baixas.

Depois de alguns poucos minutos no silencio ensurdecedor, ela riu amarga depois gritou de dor. Ela dissera apenas uma coisa.

Jade: Preciso de você...

E então tudo estava escuro, e quente. Havia fogo em todo canto, este alastrava-se por todo campo e eu já não respirava com facilidade, procurando uma saída tropeçou em uma pedra, sua visão já estava embaçada e seus olhos lacrimejavam.

Jade estava num lago, já não estava tão calmo, agora estava sombriu e frio, a água debatia-se com força em seu corpo agitado. Algo a puxou com força para baixo, lutei desesperadamente para livrar-me de alguma força que me impedia de ir até seu encontro, Jade fora agarrada por mãos, eram como seda grandes e leves, fortes e aterrorizantes a agarraram com exatidão e vigor, puxando-a mais e mais até as profundezas da escuridão, onde tudo que via era treva.

Ela estava submersa e já não respirava mais. " Preciso de você" ela repetiu pela ultima vez. "

Acordei e limpei a minha testa que estava ensopada.

Aquele foi só mais um dos meus pesadelos. Apenas mais um susto, apenas mais uma visão, apenas mais um pedido.

Meu celular vibrou e eu me assustei, admito.

Era o numero do médico da Jade. Meu coração vacilou e meus sentimentos oscilaram entre o pânico, medo e esperança.

Notas finais
Iae? Gostando? Acho que agora é oficial, a fic está acabando... Mas tenho maravilhosas ideias para a segunda temp, só preciso saber quem vai acompanha-la eim?