Não Sei Quem É A Mãe Da Minha Filha!
7 Anne Walters
Notas iniciais
Espero que gostem!!!
Draco saiu do elevador olhando as horas no relógio de pulso, estava atrasado para buscar Sissa na casa da Sra. Flinter, que buscava a menina na escola e ficava com ela pelo resto da tarde. Andou apressado pelo Átrio e já estava quase na saída do Ministério quando Pansy o alcançou.
- Draco! Espera... – ela disse quase sem fôlego.
- Pansy, eu estou atrasado. Tenho que buscar a Sissa. – disse olhando novamente para o relógio.
- Eu encontrei ela!
- Ela quem, Pansy?
- Hermione.
O loiro ficou sem reação por um momento, mas logo se recuperou.
- Encontrou... a Hermione? Como ela está? Ela está bem?
- Bom... fisicamente, sim.
- Como assim? O quer dizer com isso?
- Há uns seis anos ela foi atacada e recebeu uma pancada muito forte na cabeça. Ela não se lembra de nada que aconteceu antes disso.
- Está me dizendo que ela perdeu a memória? – ele ainda estava tentando absorver todas aquelas informações.
- Infelizmente sim. Ela ficou um tempo internada num hospital trouxa e como não apareceu ninguém procurando por ela, deduziram que ela não tinha nenhum parente vivo ou próximo. A única coisa que encontraram com ela foi uma identidade com o nome de Anne Walters! Draco, você está bem?
- Eu... eu... preciso buscar a Sissa. – ele ainda não tinha se recuperado do choque.
- Eu vou junto. Você não está em condições de aparatar!
Ele apenas concordou com a cabeça, então saíram do Ministério e Pansy guiou a aparatação até a casa da Sra. Flinter. Draco tocou a campainha e minutos depois a porta foi aberta por uma senhora de meia idade com um sorriso bondoso.
- Me desculpe pelo atraso, Sra. Flinter. – disse o loiro.
- Não se preocupe com isso, Sr. Malfoy! Deve estar bastante trabalho no Ministério, não é? – sorriu de forma compreensiva – Vou chamar a Sissa.
Ela desapareceu no interior da casa e voltou poucos minutos depois com a menina, que pulou no colo do pai e o abraçou com força, como sempre fazia.
- Sentiu minha falta, papai? – perguntou sorridente.
- Como eu não sentiria falta da minha princesinha? – deu um beijo estalado na bochecha da filha.
- E eu? Não ganho abraço? – perguntou a auror abrindo os braços.
- Oi, madrinha! – deu um forte abraço em Pansy.
- Então, vamos princesa? Até amanhã, Sra. Flinter!
- Tchau, Sra. Flinter! – Sissa e Pansy disseram em uníssono.
- Tchau! Até amanhã! – a mulher se despediu e voltou a entrar na casa.
Durante os quinze minutos do trajeto até em casa, Sissa narrou todos os acontecimentos do dia para o pai e a madrinha, dando mais ênfase, é claro, na parte em que contava que havia sido elogiada pela professora. Pansy ficou para o jantar e quando terminaram de comer, Sissa foi brincar na sala, enquanto os dois adultos ficaram conversando na cozinha.
- Você sabe onde ela mora? – Draco perguntou.
- Westshire. Um pequeno bairro na Londres trouxa. Ela trabalha em uma livraria duas quadras antes do shopping em que foi vista.
- Quero falar com ela!
- Não iria adiantar, Draco! Ela não lembra de nada!
- Mas eu quero falar com ela! Eu preciso falar com ela!
Pansy hesitou por um instante.
- Tudo bem... mas não aconselho a ter muitas esperanças.
*** *** ***
- É aqui que ela trabalha? – o loiro perguntou. Ele e Pansy estavam em frente à uma livraria, no centro de Londres.
- É sim. – respondeu Pansy.
Eles entraram na loja e a vira arrumando alguns livros em uma estante.
- Bom dia! Posso ajudá-los?
- Não se lembra de mim? – o loiro perguntou esperançoso e ela o observou atentamente por um instante.
- Sinceramente, não. O senhor é... ?
- Me chamo Draco Malfoy.
- Hm... desculpe, mas não me lembro. Vem muita gente aqui na livraria.
- Não nos conhecemos daqui.
- Então de onde? – ela franziu o cenho.
- Ahn... será que a gente podia conversar em outro lugar? – Pansy sugeriu.
- Saio para almoçar em dez minutos. Tem um restaurante aqui perto.
- Ótimo.
Vinte minutos depois já estavam no restaurante e haviam acabado de fazer os pedidos.
- Sobre o que exatamente querem conversar comigo?
- Primeiro deixa eu me apresentar, sou Pansy Perkinson e ele, como já sabe, é Draco Malfoy.
- Anne Walters. É um prazer conhecê-los!
- É exatamente sobre isso que queremos conversar com você.
- Como assim? – perguntou confusa.
- Esse não é o seu nome verdadeiro. – disse Draco – Seu nome é Hermione Granger!
- Mas, como sabem? De onde me conhecem? No hospital me disseram que eu não tinha parentes e que ninguém havia me procurado! E na minha identidade está escrito que eu SOU Anne Walters! – ela estava cada vez mais confusa.
- Identidade falsa. – explicou o loiro.
- Como podem ter tanta certeza? De onde me conhecem?
- Da escola. Hogwarts! – Pansy respondeu.
- Estudamos juntos por sete anos e no último, nós namoramos por um tempo. – disse Draco.
- Eu... não sei o que dizer. Eu realmente... não me lembro! – ela se esforçava, mas nenhuma lembrança lhe vinha à mente – Não consigo me lembrar de nada que tenha acontecido antes de eu ter acordado no hospital. A única pista que eu tinha era um nome. O meu nome! Anne Walters!
- Você não é Anne Walters! É Hermione Granger! – Draco falou com firmeza.
- Como posso ser alguém que não lembro? – perguntou em tom de súplica. Draco não soube responder – Olha, eu sinto muito por não me lembrar de vocês, mas, os danos na minha memória são irreversíveis, eu nunca vou recuperar a memória, e sinceramente, eu estou bem assim! Gosto do meu trabalho, da minha vida, e... vou me casar em três meses.
Draco ficou paralisado com a notícia. Ele realmente não esperava por isso.
- Ah... meus parabéns! – disse Pansy, meio sem graça.
- Obrigada. Olha, eu realmente sinto muito! Eu... eu tenho que ir. Me desculpem! – e saiu do restaurante.
Draco ainda estava sem reação. Ficou apenas observando a castanha enquanto ela ia embora.
Notas finais
Bjs !!! *-* !!!!
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