Não Se Pode Prever O Rumo Dessa História
2 Capítulo 1
5 Anos depois....
Eu andava com meu amigo pelo centro da minha pequena cidade a procura de orquídeas para minha mãe.
– Para que as orquídeas? Você está indo ve-la? — Ele perguntou e só recebeu como resposta um aceno de cabeça em concordância — Posso ir com você?
– Se você quiser pode ir mas eu não acho necessário se for por mim que você queira ir, não acho que você deva gastar suas férias indo comigo ao penhasco.
– Eu estou bem, não me importo e também faz tempo que eu não digo "oi" a sua mãe. — Ele soltou uma risadinha no final que acabou me animando um pouco.
– Megan eu quero ir e ponto final.
– Okay — ergui meus braços em sinal de rendição — se você diz...
* * *
Eu estava ajoelhada a poucos centímetros da beirada do penhasco onde as cinzas de minha mãe foram jogadas e após uma oração, que apesar de eu não ser crente em Deus eu a fazia pela crença que minha mãe tinha, joguei o buque de flores ao mar e coloquei as orquídeas aos pés de uma árvore que havia na beirada do penhasco.
– Mãe? Oi, eu vim para lhe contar que eu e a Cali estamos abrindo nosso primeiro negócio oficial como detetives particulares. Não é ótimo? Quem sabe a gente não ajude nossos clientes com algo grande? Como achar uma criança raptada ou algo mais misterioso? Haha seria ótimo. Bom mamãe o Allan veio te visitar também, ele está de férias e quis vir aqui comigo te visitar. Sabe ele é um arqueólogo agora e passa todo o seu tempo viajando atrás de coisas antigas e aos 25 anos já encontrou durante uma escavação 2 artefatos históricos e já é bem conhecido.
– Olá senhora Halle, faz tempo que não venho visita-la e me desculpe por isso — ele se sentou a meu lado — mas andei ocupado com a faculdade e agora com o trabalho, mas eu gostaria de ter tido as aulas de história com a senhora na faculdade. Eu te garanto que eu seria seu melhor aluno.
Quando ele disse essas coisas uma única lagrima escoreu por meu rosto, mas foi de nostalgia. Eu conhecia Allan desde pequena e ele vivia frequentando nossa casa por conta de sua mãe ser amiga da minha então nos sempre fomos amigos, até que eu fui para o colegial e Allan entrou na faculdade o que acabou nos distanciando, um ano e meio depois minha mãe e meu pai foram assassinados por um psicopata que está solto até hoje, além de meus pais mais 5 casais foram mortos assim em todo o pais totalizando 12 mortes de maneira horrenda e todos os casais possuíam somente um único filho ou filha sendo que 3 casais incluindo meus pais tinham uma menina e ou outros 3 um menino e todos na faixa dos 16 anos.
Passamos mais um tempo lá e depois fomos ao meu apartamento onde o Allan me contou sobre uma nova escavação que ele e outros arqueólogos estavam trabalhando a algumas semanas até que começaram a sumir artefatos vikings que eles acreditam que aviam sidos utilizados antigamente para rituais de devoção a Deuses Nórdicos, ele também me contou que eles aviam achado runas antigas que de acordo com o que eles conseguiram traduzir, diziam que para invocar um lobo gigante chamado de Fenrir, filho do Deus da Trapaça Loki, deveriam ser feitos sacrificios de 6 casais em um ritual e para invocar os filhos deste lobo, Skoll um lobo que devoraria o sol e Hati que devoraria a lua, deveriam ser mortas 3 mulheres de 22 anos e 3 homens da mesma idade.
- Então você quer dizer que acredita que a morte de meus pais foi para um ritual para invocar esse tal de Loki? – eu estava descrente do que acabara de ouvir.
– Não é para invocar Loki, mas sim o filho dele Fenrir. E sim eu acho que foi por isso e acredito a pessoa que tentou invocar o lobo também está tentando invocar seus filhos para dar início ao Ragnarok. – ele falava com tamanha convicção que quase me levou a crer em suas palavras, mas eu nunca iria acreditar a não ser que eu os visse com meus próprios olhos.
– Ragnarok? Que diabos é isso? É um tipo de festa? – aquela conversa estava começando a me irritar.
– Ragnarok na tradução significa Crepúsculo dos Deuses, mas quando na verdade eles acreditam que seria o Apocalipse por assim dizer.
– Allan por que você está me dizendo isso? Você acha que só por conta disso eu vou desistir de caçar o assassino de meus pais? Porque se você acha isso, não poderia estar mais enganado.
– Megan eu não estou dizendo isso para você parar de procura-lo mas sim para que você entenda no que está se metendo. – eu estava sentada no sofá de três lugares da minha sala e ele estava sentado no pufe de frente para mim. – Esse tipo de pessoa que está disposto a matar por sua crença são pessoas perigosas.
– Eu não me importo, só quero que quem fez isso e acabou estragando a minha vida pague pelo que fez nem que eu tenha que sujar minhas próprias mãos para fazer isso. – ele se esticou e pegou minha mão esquerda que estava sobre meu joelho e olhou fundo em meus olhos.
– Eu preciso que prometa que não vai mais caçar o assassino dele.
– Por que eu prometeria isso?
– Porque é o único jeito que você irá continuar segura.
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