Notas iniciais
Novo Capítulo! Espero que gostem! :)

Patrícia,enquanto caminhava no jardim de casa não conseguia conter seu ânimo ao saber que mais tarde naquele dia,começaria o estágio em um hospital infantil.Ela sempre adorara crianças,porém seu pai não havia tido tempo para que pudesse ter lhe dado irmãos devido à morte prematura da mãe. Ela achava que daria uma boa irmã,mas nunca poderia saber de verdade.Quando o pai ficara viúvo,ele passou a ficar no quarto por dias, o que sentia somente mais tarde ela iria saber no curso de psicologia, o pai entrara em um quadro de início de depressão, ele tinha deixado a filha sob os cuidados da avó em uma fazenda no interior, tempos depois ele se arrependeu muito de não ter dado a devida atenção à menina, pois se ele tinha perdido a mulher,ela havia perdido a mãe, ele jamais havia se perdoado por seu egoísmo. Arriscava dizer que se culpava até hoje. Porém a avó sempre dizia a ela que o pai apenas estava triste e sentindo falta da mamãe, era algo passageiro. O sol estava alto,já estava quase na hora do seu encontro com as crianças,tinha que preparar o coração para emoções fortes,mas não deveria demonstrar.Nesse momento se lembrava de Alex,ela gostava dele,ele completava ela como ninguém tinha completado. E apenas por um segundo como seria ter um filho com ele.
Enquanto Patrícia deixava seu pensamento vagar por uma futura vida de casada,Alex estava na pensão em que estava hospedado para estudar medicina na capital. Estava diante da mesa da pequena cozinha,lembrando de Patrícia, ela havia comentado que iria começar o estágio obrigatório da faculdade,ela começaria a trabalhar com crianças. Bebendo um gole de café, tinha certeza que ela não fazia noção do que encontraria por lá. Patrícia dizia que ficava encantada com elas, não sabia da realidade, vivia em um eterno conto de fadas. Duvidava que voltaria com a mesma crença e fugiria do lugar. Ela nunca havia tido irmãos, ao contrário dele, que fazia parte de um grupo de sete irmãos, ele cuidava do caçula, eles foram aceitos na escola, haviam concedido material por caridade, eram obrigados a aceitar as mais duras humilhações possíveis de quem tinha uma vida mais digna e por isso se achavam no direito de pisar nos "miseráveis", somente porque tinham roupa boa e poderiam ter da melhor comida. Seu irmão chorava em seu colo todas as noites e perguntava a ele porque os outros reagiam assim, isso lhe feria na alma. Aos poucos, o ódio foi criando raízes profundas em seu coração. Patrícia não ia dar conta, quando descobrisse que as crianças não tinham somente sorrisos em seu rosto, mas lágrimas, que escondiam histórias de sofrimento, ela iria correr para o conforto de seu palácio e iria fingir que nunca ouvira aquelas histórias, estava claro que era o caminho mais fácil de retornar a sentir a falsa paz e a alienação. E naquele momento tivera uma ideia, era a melhor estratégia a seguir. Ele iria tirar proveito de sua residência inacabada para ajudá-la em seu estágio. Alex sabia que ela era apaixonada por ele e atingindo seu ponto fraco, ela não ia tardar em reconsiderar e aceitar sua proposta de casamento.

Notas finais
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