Notas iniciais
OI AMOREEEESSS!!! Gente fiquei esperando a nova temporada de Race to Edge pra escrever o cap. Já vi uma boa parte com o meu irmão e, até agora não apareceu nenhuma informação que realmente influenciasse na fic, então resolvi escrever e postar logo pra não atrasar ainda mais. Amo vcs, espero que gostem! :3

Já fazia uma meia hora que eu estava sentada na mesa do Grande Salão com o pessoal, tentando criar coragem para contar sobre o sonho. Não queria assustá-los, não queria que pensassem que aquilo seria o nosso futuro, por mais que existessem chances de ser.

Porém, era necessário, se eu não contasse e aquilo fosse mesmo verdade, não poderia impedir sozinha, eles precisavam saber. Não estava prestando atenção em nada do que eles falavam, minha respiração estava pesada e as cenas do sonho ficavam passando de forma irritante na minha cabeça. Senti uma mão sobre a minha.

— Astrid! Astrid! — Soluço me chamava e, com a outra mão, estalava os dedos na frente do meu rosto.

— Ahn, oi, o que foi? — perguntei.

— Eu que te pergunto. Te chamei umas cinco vezes, você nem se mexeu. Tá tudo bem?

— Na verdade, não. Eu... eu sonhei com uma coisa essa noite...

Contei tudo que eu pude, todos os detalhes que eu ainda guardava na minha cabeça, cuspindo toda a história de uma vez antes que eu hesitasse. Falava sem olhar nos olhos de nenhum deles, era horrível descrever para meus amigos aquilo, principalmente para Verena e Soluço.

— Olha, pessoal, talvez possa ser só um pesadelo aleatório, quer dizer, a menos que Erick podesse transmitir algo assim... — eu tentei amenizar logo depois de terminar a narração.

— Talvez ele possa. Olha, Astrid, duvido muito que isso seja alguma visão exata do futuro. Para isso você teria que ter poderes de previsão. — Verena falou.

— Mas, e se Erick tiver poderes de previsão? E se ele transmitiu uma visão para mim? — questionei.

— Acho que se Erick tivesse tal capacidade, teria antecipado nossos planos quando nos soltamos e o prendemos, não é? — Soluço comentou.

— Eu li grande parte do livro Asgeir ontem à noite, inclusive o trecho que aborda sobre poderes como esse. Quando um Asgeir tem o dom de adivinhar o futuro, tais adivinhações normalmete são focadas para algum tipo específico, por exemplo, ele só pode ver o que ocerrá com si próprio, ou apenas o que vai acontecer em um curto período de tempo, coisas assim. — respondi.

— É verdade, os deuses nunca dariam a um Asgeir a capacidade de prever qualquer coisa, é algo que estaria acima deles próprios. — Verena comentou. — Mas, sobre o sonho, nada disso acontecerá se impedirmos. Com tanto que bloqueeiemos esse controle que está sendo transmitido ao Soluço, não tem nada com que se preocupar.

— Sobre isso, também encontrei outra informação que pode ajudar. Um feitiço lançado por um Asgeir só pode ser quebrado por outro Asgeir que pertença à mesma categoria que aquele que o lançou. E para quebrá-lo é necessário um outro feitiço, dessa vez, de anulação, específico para a situação e tem que ser lançado na pessoa enfeitiçada. Por sorte tem uma lista completa deles no livro... — falei.

— Isso já é um grande alívio, basta lançar o feitiço do livro no Soluço, mas, tem um porém, pelo o que eu sei minhas categorias não são compatíveis com as de Erick e...

— Desculpa mesmo a demora gente, dormi mais do que eu devia. — Heather apareceu interrompendo Verena.

— Tudo bem, Heather, senta aqui. — falei indicando o lugar vazio ao meu lado. Ela se sentou e sorriu para mim, ao virar a cabeça em outra direção seu sorriso desapareceu, e uma expressão severa, um tanto raivosa, tomou sua face.

— Alvina, o que você faz aqui? — a morena perguntou, encarando a novata de forma ameaçadora.

— Bem, não que seja da sua conta, Heather, mas eu cai aqui, literalmente. E você?

— Já conheço esse lugar há bastante tempo, estou passando um tempo com os MEUS amigos.

— Ahn, bem, eu já apresentar vocês, mas pelo jeito... ahn... já se conhecem, né? — falei tentando cortar um pouco a tensão.

— Sim, INFELIZMENTE, já nos conhecemos. — Heather respondeu.

— Rezei aos deuses para nunca mais ver seu rosto de novo, mas olha onde estou, não é mesmo? — Alvina comentou.

— Olha, nisso pelo menos posso concordar com você, querida. — minha amiga pronunciou a palavra "querida" da forma mais nojenta e irônica possível.

— Desculpa interromper essa troca de insultos e tudo mais, não me levem a mal, eu realmente adoro ver as discussões alheias, mas, como vocês se conhecem? — Verena interferiu.

— É uma longa história, que eu acho que pode ficar para outro momento, já que estamos falando sobre um assunto bem importante que, acabou sendo interrompido por certa pessoa... — Alvina respondeu. Heather murmurou um insulto baixinho e cruzou os braços.

— Ahn, Heather, depois eu te explico o que está acontecendo, ok? É, realmente um problema grande... Agora, Verena, continue, por favor. — falei.

— Bem, como eu estava dizendo. Existem grandes chances de eu não conseguir anular o feitiço de Erick, já que não compartilhamos as mesmas categorias. Eu não tenho nenhum poder de hipnose, definitivamente, o que, segundo o livro, me impede de lançar o feitiço de anulação...

— Mas, Verena, você é a única Asgeir aqui, como poderemos anular isso então? — Brenna falou o que nenhum de nós queria admitir.

— Eu não sei. — Verena disse.

— Gente, no meu sonho Erick falou que, em breve, teria poder para qualquer um, e disse: "Inclusive suas queridas amigas Asgeirs". Eu fiquei pensando sobre isso, e achei que a outra Asgeir sobre quem ele falava era você, Brenna. — falei.

— Eu? Não, claro que não, não sou uma Asgeir.

— Eu sei. — Alvina se manifestou. — Eu... eu também sou uma Asgeir.

Notas finais
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