Não Pare
1 Corra
—Filha, olha pra mim me escuda, não importa o que aconteça, não importa o que ouça continue correndo, não pare.
—Mas, mamãe eu quero ficar com você.
—Eu estou indo logo atrás, tome leve isso com você- ela deu uma bolsa para a menina-agora vá.
—Mamãe, estou com medo.
—Oh meu Jasmim- ela a lhe deu um abraço apertado depois segurou seu rosto com ternura- não tenha medo, eu te amo tanto, gostaria que houvesse outra maneira, mas não há, você precisa ir, precisa ficar segura, pode fazer isso por mim?-Ela assistiu com a cabeça. — muito bem, então corra.
Ela correu.
—Eu te amo. — disse ela, mas a menina não ouviu, já estava longe.
A mulher esperou, ate que os homens que a estavam perseguindo a encontrassem.
—Já estava na hora, não é correto deixar uma dama esperando.
Desde que se entendera por gente Liana era valente, nunca fugia de uma boa briga, aprendeu a lutar e ficou boa nisso, muito boa verde, os soldados haviam recebido ordem de não machucá-la, mesmo desarmada ela iria dar um bom trabalho a eles.
Quando finalmente conseguiram detê-la eles a amarraram e a levaram.
Algum tempo depois eles chegaram ao acampamento sombrio, onde um homem sombrio, á esperava com um propósito sombrio. Entraram na tenda que se localizava no centro do acampamento e a amaram em uma das vigas de sustentação.
Um homem saiu de trás das cortinas e foi em sua direção.
—Olá, Liana. — Disse o homem com um sorriso maléfico em seu rosto. –Ela não conseguiu dizer nada, o choque em ver quem estava na sua frente não permitiu. – Vejo que esta sem fala, uma bela qualidade na mulher.
—Você... –Disse por fim- Sua cobra, meu pai confiou em você, como ousa traí-lo dessa maneira?
Ele apenas riu das perguntas entes de falar.
—Eu adoraria me abrir para você, contar-lhe cada minucioso detalhe de todo o meu plano maligno, mas, o tempo urge e eu preciso que me entregue o diamante para que eu possa concluir o meu já mencionado antes, planos maligno.
—Não esta comigo. — disse ela dando de ombros.
— Claro que esta, Liana, facilite a coisa para nos dois e me entregue a pedra.
—Já disse que não esta comigo.
Ele respirou fundo para tentar manter o controle.
—A pedra- disse entre os dentes.
—Quantas vezes terei que dizer que não está comigo.
—Então onde esta? – o pouco controle que tinha claramente estava acabando.
—No fundo do riu Aras.
Ele deu uma risada seca e sem humor e então lhe deu um tapa no rosto que fez com que o canto de sua boca sangrasse. Ela cuspiu o sangue no chão, e em seguida riu.
—Aceite, você perdeu.
Sua fúria era visível, á conhecia a bem sabia que não conseguiria nada dela, mas precisava descontar toda a sua fúria em alguém então bateu nela novamente e dessa vez não parou.
***
Já muito longe dali, a menina continuava acorrendo sem saber que acabará de se tornar órfã, daquele momento em diante ela estava sozinha.
Quando chegou ao rio Arak cogitou a idéia de voltar, ou de esperar a mãe chegar a até ela, mas havia feito uma promessa, não iria parar. As águas estavam agitadas e não havia ponte, no entanto um tronco caído ia de uma margem a outra. Estava com medo, estava com frio e tudo que queria era voltar para casa, mas não podia. Amarrou a bolsa que sua mãe lhe entregara na cintura, sentou no tronco as pernas uma de cada lado e usou as mãos como apoio. Estava indo bem, estava quase do outro lado, mas alguma coisa enroscou em seu pé dentro da água, assustada ela tentou puxar sua perna, sem sucesso, puxou com mais força, tanta que a fez perder o equilíbrio e cair na água.
A correnteza a levou sem piedade, fazendo com que ela colidisse com varias pedras pelo caminho, ela tentava manter a cabeça fora da água, conseguiu por um tempo, mas então bateu com a cabeça em uma roxa e perdeu a consciência.
***
Quanto acordou o sol já brilhava forte no céu, ela levantou com dificuldade, olhou ao redor esperando ver sua mãe, nada. Desamarrou a bolsa de sua cintura, pois no ombro e continuou a andar.
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