Não Me Julgue. - HIATUS

1 Sinopse e Prólogo.


SINOPSE.

As coisas eram mais fáceis quando eram crianças. Sem responsabilidades, by Text-Enhance\">empregos, sem metas e qualquer coisa que pudesse causar uma enxaqueca à suas pequenas mentes criativas e inocentes. Eles só queriam correr pela lama, brincar de pique-esconde e passar horas olhando para as nuvens no céu, deitados no alto da montanha mais alta da cidade. Eram amigos, comparsas de traquinagens e eternos justiceiros, combatendo toda e qualquer injustiça que encontrassem pela frente. Quando crianças tudo era colorido, tudo tinha sabor de sorvete com chocolate. O único problema é que as crianças crescem, crescem e se esquecem. Se esquecem dos sorrisos, das promessas, dos sonhos, das brincadeiras, de tudo. E tudo o que sobra é um corpo adulto, saudável, porém vazio. E a criança que um dia eles foram são sufocadas, amarradas e amordaçadas, jogadas no porão das nossas emoções para que nunca mais saiam. Para que um dia, de tristeza essas crianças morram e deixem de existir, assim como tudo que elas vivenciaram.

Mas às vezes o destino impede que isso aconteça e dá uma nova chance — a última chance — para que essas crianças sobrevivam e sejam felizes. Porém para que isso aconteça os adultos também terão que provar serem merecedores desta felicidade, tendo que lutar contra tudo e contra todos em nome do verdadeiro amor



PRÓLOGO.



Ele sente raiva. Às vezes tanta raiva que acha que vai explodir. Suas mãos começam a tremer, sua respiração fica falha e sente o desejo o consumir, ele quer bater em alguém, bater, bater, até que o rosto dessa pessoa fique irreconhecível. Ele quer descontar essa fúria, quer fechar as mãos em punhos e como um lutador de boxe profissional quer socar a cara de um filha da puta desavisado. Quer sentir a adrenalina, a emoção de um caçador. Não importa se a pessoa fez algo para merecer, ele só quer bater nela e pronto. Como um louco, como um psicopata desses que aparecem na TV. Não importa se ele vai passar o resto da vida apodrecendo na cadeia depois, não importa nada. Ele só quer que a raiva passe. Ele só quer esquecer que ela existe. Fingir que não está furioso, que pode se controlar. Fingir que não quer correr sete horar seguidas até a cidade mais próxima, comprar uma arma num beco e se matar. Fingir que está tudo bem. Ele só quer esquecer. Por um momento poder fechar os olhos e não escutar nada, nem seus pensamentos. Ele só quer não ter que mentir. Nem para si.