Não Me Esqueça

3 II - Morte às Campainhas!


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY SEXY LADIES! (to ouvindo Gangnam Style)
Eu ia postar mais cedo, porém a internet aqui em casa está uma coisa LINDA então, não deu!!
Bom cap ;D

– Lipe...

Desci correndo pela escada de by Savings Sidekick\">serviço, presumindo que o elevador demoraria demais para chegar e depois descer até o térreo.

– FELIPE! — gritei igual a uma retardada ao chegar à calçada. Avistei ele a uns cem metros de mim. Corri até lá e o cutuquei — Felipe...

Ele se virou e eu sorri, mas minha expressão logo mudou ao reparar na forma como ele me olhava, com um certo ódio.

– É a garota do elevador, certo? — ele perguntou, e continuou sem me dar a chance de responder. -Seguinte: Meu nome é Marcos, um dia eu tive Felipe no meu nome, mas tem dois anos que eu me chamo só Marcos. – ele falava quase rosnando para mim. — E como você sabe quem eu sou? — aquilo me doeu. Não o negócio do nome dele, mas ele falar comigo naquele tom, como se a culpa da fome no mundo fosse minha. E ainda mais ele não ter me reconhecido.

– Você... Você não sabe quem eu sou? — perguntei com um certo medo da resposta.

– E eu deveria? Desculpa, mas não converso com ruivas! — ele falou ruivas como falaria putas. — Agora vai derrubar as coisas de outra pessoa, garota!

– Mas com vadias você e o seu amiguinho devem conversar pra caramba, não? — saiu. Essa frase simplesmente saiu. Não sei por que, mas eu queria enforcá-lo ali mesmo. A forma como ele falara comigo, seu ódio sem fundamento... Tudo isso me subiu à cabeça.

– Realmente! Quem é você pra saber tanto sobre mim, garota?

– Alice. Se lembra de mim?

– Alice... — ele pareceu pensar, como se tivesse uma vaga impressão de conhecê-lo — Não! Nunca conheci nenhuma Alice... E por senão, que nomezinho ridículo esse seu!

– Ridícula é essa sua atitude, FE-LI-PE! — disse e voltei correndo para o meu apartamento. Ele não se lembrava de mim? Ele... Ele me esquecera? E a nossa promessa?

Antes que eu pudesse conter, lágrimas irromperam de meus olhos. Um bolo foi se formando na minha garganta. Meus ombros começaram a sacudir violentamente.

Ele não se lembra de você, sua tola! O cara pra quem você se guardou durante cinco anos sequer reconhece seu nome! Você é mesmo muito idiota de pensar que ele te esperaria por tanto tempo, Alice! eu pensava. Queria me bater, me dar um belo tapa na cara. Doeria, mas não mais que aquelas palavras dele para mim.

– IDIOTA! — berrei com todas as minhas forças, mas não sei se me referindo a mim ou ao Marcos Felipe Albuquerque, ou como ele agora se chama, Marcos Albuquerque.

Humph! E depois meu nome é que é ridículo!

Já que minha vida amorosa desgraçou, resolvi desgraçar tudo de vez. Coloquei umas músicas da Taylor Swift e da Adele pra tocar, coloquei o DVD de Um Amor Pra Recordar e passei a minha noite no sofá, secando as minhas vias lacrimais.

Primeira noite no apartamento e eu durmo no sofá!


–-----#*!*#------


Acordei com o sol cegando meus olhos. Estava com as costas travadas e doloridas. O simples ato de fechar a mão doía meus músculos. Aquele sofá era pior que as camas de Procusto!

Me contorcendo de dor, fui até o meu quarto e peguei uma roupa para tomar um banho.

Ah... água quente. Tem coisa melhor pra desestressar? Tem, sorvete com Nutella!

Saí do banho e coloquei uma calça jeans clara com uma blusa preta do Nirvana. Havia muito tempo que eu não usava essa blusa, já que dona Suzana jamais permitiria Rock ou roupas confortáveis, mas ela era a minha favorita, e por sorte ainda me servia.

O meu celular tocou e eu fui atender.

– Alô?

– Olá, é Gilberto, da TransportCar. Gostaria de falar com Alice Motta Gonsalves. Ela se encontra?

– É ela mesma.

– Olá, Alice. O carro da senhorita chegou ao Rio de Janeiro. A senhora gostaria que um de nossos motoristas o levasse aí ou a senhora mesmo o vem buscar?

AH! Pessoas me tratando como grã-fina! Que saco! É, mas até que não seria de tudo mal se eles me poupassem tempo trazendo o carro pra mim...

– Ah, eu gostaria que um de seus motoristas trouxesse ele sim. Já tem o meu endereço?

– Tenho sim. Obrigado pela preferencia!

– Tchau. – desliguei o celular e me atirei na cama.

Fazer o que agora? Comer? To sem apetite. Chorar? Eu realmente sequei minhas vias lacrimais. Sair pulando feito uma gazela pelo apartamento? Tem gente morando embaixo, e isso cansa! Ligar pro Alex e contar pra ele tudo o que aconteceu? Não, ele ia falar “DEIXA DE SER IDIOTA, MULHER! COM ESSE SEU CORPÃO GISELE BÜNDCHEN VOCÊ ACHA MELHOR QUE ELE EM SEGUNDOS! Apesar de que agora todos os bofes bonitos são como eu!”. Em outras palavras: Gays não servem para dar conselhos!

Só me restou esperar o carro mesmo.

Fiquei olhando pro teto, absorta em pensamentos como “Por que os aliens sempre são mostrados verdes e não rosa com purpurina?”, e acabei adormecendo.

Acordei novamente com o barulho do interfone, pior que um despertador, tocando loucamente. Não dava pra esse troço tocar sem barulho?

Agora que eu percebi o quão idiota esse pensamento foi...

Atendi o interfone e o porteiro do prédio me avisou que meu carro havia chegado. Desci e peguei a chave dele com o motorista, depois estacionei na garagem do prédio.

Tornei a subir e resolvi que se eu não comesse algo logo meu estômago ia começar uma rebelião de mim, em outras palavras, parecia que ele gritava “THIS IS SPARTA!”.

Liguei para o Retro e pedi uma parmegiana de frango. Estava com preguiça demais para tornar a descer do prédio.

E o que eu faria enquanto esperava? Ficaria de companhia pro Smilleguço, meu ursinho de pelúcia.

O que? Nunca viu uma pessoa que tem um ursinho de pelúcia?

Me celular deu uma de interfone, me fazendo cair da cama. VOU COLOCAR ESSAS MERDAS TUDO NO SILENCIOSO!

– Alô?

– Lili! Que voz de enterro é essa, garota? To interrompendo algo? – quase pude ver o Alex fazendo uma cara de pervertido.

– Não, nada! Só tava praticando beijo com o chão!

– Você tem problemas! Mas você nem vai acreditar! Sabe aquele bofe gostoso da nossa aula de ioga? Ele. Falou. Que. Me. Acha. Um. Gato!

– Aff, você me liga pra isso, Alex? Finge que eu sou sua mãe e conversa comigo igual a um homem!

– Que bicho te mordeu, mozi?

– Tá mais pra que flecha me acertou! A do Cupido.

– Ué! Mas e aquele seu bofe lá?

– É dele mesmo que eu to falando, Alex! Ele não se lembra mais de mim, e pra piorar ainda me trata com ódio!

– Ih... já vi que vou ter que dar uma de macho quando chegar aí! Mas já vou avisando, se eu quebrar uma unha você é quem vai pagar o hospital! Minha mãe tá vindo, beijos Lili!

Desliguei o telefone e fiquei refletindo sobre coisas banais, como por que o azul é azul e não verde? Qual o motivo do infinito ser um oito deitado? Grilos tem mamas? Por que corujas são sempre retratadas como sábias? Por que ‘cavalo marinho’ se o bicho mais parece um dragão?

PIIIIIIIIIIIIII

– MAS QUE DROGA ESSES BARULHOS QUE ME ASSUSTAM! – berrei e depois fui atender a campainha.

– Você? – o ser que agora se chama Marcos perguntou me encarando do batente da porta.

– É, eu. Tá vendo mais alguém aqui? – devolvi. – Tá fazendo o que no meu apartamento?

– Na verdade eu to é no corredor, e eu vim aqui para entregar um pedido feito pro Retro!

– Você é motoboy?

– Não, sou filho do dono de lá!

– Ah... – peguei a parmegiana da mão dele e fechei a porta. Sim, na cara do Marcos.

PIIIIIIIIIIIIIII

– CACETE! – abri a porta novamente.

– O dinheiro. – disse o ex-Felipe estendendo a mão.

– Eu tenho um ano grátis no restaurante do seu papai.

– Então você foi a ganhadora de ontem?

– Não, foi a minha bisa!

– Então você tem que pagar!

– Vai fazer um curso de ironia, vai! – disse e tornei a fechar a porta na cara dele.

PIIIIIIIIIIIIIIII

OhSantoDeusMeDêPacienciaPraEuNãoQuebrarEssaCampainha!

– Que foi? – perguntei/rosnei para o ser.

– Você quebrou meu nariz! – o ser falou e eu percebi que saia sangue do nariz dele.

Há! Como se fosse minha culpa a porta ser pesada! Mas hoje eu serei uma pessoa caridosa!

– Tem um kit de primeiros socorros no banheiro, no fim do corredor.

Ele entrou e foi para o banheiro, enquanto eu comia aquela deliciosa parmegiana. Eu sou tarada por parmegiana e strogonoff!

Quando eu terminei de comer aquela delícia, me aparece outra delícia, ele sem camisa. OMFG! Aquilo não é um tanquinho! É um tabuleiro de xadrez muito bem dividido! (Ok, tenho que parar de prestar atenção no que o Alexandre fala!)

– Sorte sua que não quebrou de verdade! – disse e eu dei um pulo na cadeira. Estava muito concentrada no tanquinho, sabe?

– Sorte sua, não? Duvido que você e o seu amiguinho conseguissem alguém como nariz deformado!

– Seu nome é Alice, certo? Sabia que eu poderia te denunciar por agressão? – o idiota falou.

– E sabia que eu podia te denunciar por invasão domiciliar? — devolvi

– Você me deixou entrar!

–Não, eu falei que tinha um kit de primeiros socorros no banheiro, no fim do corredor. Bem diferente de “Pode entrar!”!

Com isso ele saiu do apartamento. E eu? Fiquei lavando a louça enquanto pensava naqueles ex-olhos verdes, agora castanhos.

Notas finais
E aí, gente? O que acharam do cap?
Que tal gastar mais um minutinho pra me mandar um review? Nem que seja pra dizer que odiou, mas deixe um review!
BJUUUZ!