Notas iniciais
Ora bem...
Isto aqui entre nós que ninguém nos ouve... era muito necessária toda esta explicação, como tal, não existe uma evolução com este capitulo, mas existe uma explicação!
Enjoy!
Encontramo-nos no final!

21h00

Tenho a estranha sensação que me falta qualquer coisa?!

Quinn andava de um lado para o outro na sala de estar. Após ter conseguido o emprego no teatro, um emprego que era multifuncional e rotativo, ou seja, que ela tanto podia estar na bilheteira como nos bastidores ou a ajudar o público a encontrar os seus lugares, a sua ansiedade aumentou e a sua capacidade de concentração diminuiu.

O que é que me falta? Já está tudo arrumado, o apartamento nunca cheirou tão bem, fiz o jantar, jantei, arrumei a loiça, arrumei os discos que estavam todos espalhados em cima da cama dela e ainda os limpei, já sei que ela vai surtar por eu ter entrado no quarto dela sem autorização, mas eu estou muito pouco preocupada com isso, limpei inclusive a casa de banho dela… o que é que me falta? Acalmar-me! Ok Quinn, senta-te e acalma-te, afinal ela só chega amanhã e tu nem sequer estás cá para a receber, tens aulas logo de manhã. Tens de agir naturalmente, afinal ela odeia-te e tu não fazes nada para lhe provar que ela não tem razões para isso. Não fazes nada?! Quer dizer, a Rachel é demasiado teimosa, e acha que sabe tudo, e tem a mania da perseguição, e não acredita em ti, e não faz nenhum esforço para uma possível amizade, e nunca vai gostar d ti…. Pára! Pára de uma vez! Maldito ensino secundário. Bom, tirando o último ano, claro.

E é aqui que eu abuso de ser uma narradora omnisciente. Ora vamos lá contar os pilares base daquilo que não lemos até aqui. Todos sabemos a historia de Quinn e Rachel nos seus tempos de escola secundária, toda a situação envolvente ente amores e desamores: Finn, Puck, Glee Club, Sluchies, entre muitos apelidos originais e muitas das vezes incoerentes. Ah, não podemos deixar de dizer que a veia artística da Quinn sempre foi muito apurada e como tal os desenhos pornográficos nas casas de banho ou em cadernos, em que a protagonista sempre foi a mesma, eram tão comuns como todo o drama “escola secundária”. Mas no verão entre o penúltimo e o último ano de escola tudo mudou. Quinn teve a famosa educação tradicional, mas ao mesmo tempo conviveu com todo o tipo de realidades, protegendo-se assim do extremismo religioso a que era sujeita pelo seu pai. Quando Judy se separou dele e Quinn voltou para casa, as coisas mudaram significativamente entre elas, e para sintetizar aquilo que é escusado padecer de pormenores, Judy voltou a ser a mesma pessoa que era antes de conhecer Russell Fabray. Quinn nunca pensou ver a mãe tão natural e despreocupada e foi aí que percebeu que ela era muito mais parecida com a mãe do que aquilo que imaginava. Nesse verão Judy contou à filha que sempre teve todo o tipo de experiencias na escola e que inclusive o seu melhor amigo era gay. Quinn ficou surpreendida com toda a informação que Judy lhe contara e decidiu que estava na hora de ser ela mesma, ou pelo menos de se tentar encontrar a si mesma. Então foi aí que começaram as novas experiencias e a liberdade que Judy prometeu dar-lhe até que ela se encontrasse a si própria. Judy sabia que a filha sempre tinha sido reprimida no que toca a sentimentos, e então deu-lhe o prazo do último ano de secundário para ela se encontrar totalmente e decidir o que queria fazer da sua própria vida. Judy também lhe prometeu que estaria sempre do seu lado, não importava qualquer que fosse a decisão de Quinn, e foi desde então que a relação entre elas floresceu das cinzas como uma Fénix. Escusado será dizer que Quinn levou à letra a liberdade que lhe foi dada e começou o último ano com uma mudança radical. Desde roupas góticas, a começar a fumar, e a pintar o cabelo de cor de rosa, tudo era permitido naqueles primeiros dias. Quinn tinha prometido a si própria que não iria ter qualquer relação amorosa com mais ninguém se não gostasse realmente dessa pessoa, e como na escola era praticamente impossível encontrar alguém de quem ela gostasse, ou isso pensava ela, ela estava tranquila nesse campo. Mas passaram-se duas semanas desde que ela tinha sofrido essas mudanças todas e tinha abandonado o Glee Club, e foi aí que Rachel entrou na sua vida pela primeira vez. (porquê pela primeira vez? porque foi só aí que Quinn admitiu que aquilo que sentia por Rachel não era repulsa, muito pelo contrário, era muito mais forte e desconhecido do que aquilo que ela imaginava.) Bom, mas sintetizando, Rachel convenceu Quinn a voltar ao Glee Club, juntamente com Shelby que apareceu na altura, e ela cedeu inicialmente para ajudar os amigos, e depois permaneceu para estar perto de Rachel. Devem perguntar-se a que propósito é que Rachel odeia Quinn nos tempos que correm? Pois a explicação é simples: Rachel estava com Finn e certo dia Quinn tomou coragem e beijou-a no meio do corredor da escola, Finn viu tudo e fez uma cena monumental de ciúmes, daquelas em que não existiam cadeiras para pontapear mas sim cacifos, e esses fazem mais barulho e são mais desconfortáveis, e com tanta confusão a única coisa que Rachel pensou que tinha acontecido foi que Quinn estava a tentar separá-la de Finn para poder ficar com ele. Quinn tentou explicar-se da melhor maneira possível mas cansou-se rapidamente da mania de perseguição e do drama da morena e desistiu rapidamente da explicação. Santana que percebera todo o ponto de vista de Quinn, e porque amoleceu desde que se assumiu apaixonada por Britt, decidiu ajudar a amiga a conquistar Rachel, e Quinn não teve outra hipótese senão ceder. Contudo a latina prometeu que começaria a tratar Rachel melhor e acabaria com os apelidos ela própria. Um dia ambas estavam na sala de Quinn a conversar acerca de Rachel quando Judy entrou e ouviu parte da conversa, então a mulher percebeu que a filha estava apaixonada por outra menina e decidiu ajudá-las. E eu já estou cansada disto, por isso vou abreviar. O melhor amigo de escola de Judy, aquele que era gay, lembram-se? Pois bem, nada mais nada menos do que Hiram Berry, pai de Rachel. Quinn para o fim desmotivou com o afastamento da morena e Santana e Judy assumiram a liderança do plano e arranjaram maneira de Judy reencontrar Hiram. Conclusão? Nova Iorque; juntas e contra vontade de Rachel. Quinn viu aí a hipótese de conquistar a morena, mas estava a ser difícil lidar com ela, no entanto, Santana estava lá para ajudar pois tinha entrado em Columbia em Direito Criminal, e convenceu Quinn a não ser demasiado mole. Então a loira decidiu que sempre que Rachel a provocara, recebia troco. E foi assim que chegou à situação em que se encontra actualmente, com passos de bebé ela tenta aproximar-se da morena e convence-la que o seu objectivo não era afastá-la de Finn mas sim aproximá-la dela. Mas agora Finn morreu, e Quinn está ansiosa pois não sabe como Rachel reagirá daqui para a frente, e o que ela não sabe também é que o “outro lado da história” é bem diferente daquilo que ela imagina.

26 de Setembro de 2012

12h09

Finalmente em casa! Mas… calma lá… isto está demasiado arrumado. Rachel entrou no seu quarto apressada ao perceber que todos os espaços comuns estavam limpos e arrumados.

Os meus discos? Ela roubou os meus discos? Mas rapidamente olhou para a estante. Não, ela arrumou-os, e pelo cheiro, limpou-os. Ela entrou no meu quarto, e na minha casa de banho, a porta está aberta. A morena dirigiu-se à casa de banho. Está tudo a brilhar. Mas… respirou fundo. Estou estoirada, depois trato disto.

Ok, cá estou eu de novo na primeira pessoa, mas prometo que desta vez muito mais curto, então: “o que ela [Quinn] não sabe é que o “outro lado da história” é bem diferente daquilo que ela imagina”, ora vejamos, quando Finn entrou para o Glee Club o que atraiu Rachel foi a possibilidade de um relacionamento, tanto que ela achou graça ao rapaz antes de saber que ele andava com Quinn, no entanto a relação deles evoluiu no sentido amoroso mas foi perdendo, para a morena, a chama. No último ano Rachel estava completamente decidida a que sairia de Lima, como tal a relação dela e de Finn não era para ela a coisa mais séria do mundo. Ela gostava dele, mas gostava muito mais da ideia de ter alguém, fosse lá quem fosse, ao lado dela enquanto estava no secundário. Deixava-a feliz ser a líder do clube com o namorado, tanto como a deixava feliz (embora ela não admitisse em voz alta e somente a ela própria) ter o capitão da equipa de futebol e o rapaz mais popular ao lado dela. Quinn por seu lado era o principal alvo a abater, mas as razoes não eram Finn e sim aquilo que a loira despertava em Rachel. Rachel nunca odiou Quinn, e ainda que hoje em dia diga que sim, ela própria não acredita muito nisso, Quinn era a menina bonita, ai perdão, a menina mais bonita que Rachel alguma vez tinha visto, mas também era a pessoa que a desprezava. No ultimo ano a morena viu a sua vida andar para trás quando se convenceu de que Quinn estava pronta para se vingar dela pelo facto de Rachel lhe ter roubado Finn, mas ainda que estivesse enganada estava também cega e não via mais nada alem disso. Centrou-se na sua mudança para Nova Iorque e quando soube que Quinn iria com ela, pois Hiram e Judy tinham feito esse acordo entre eles, Rachel achou que estava a pagar algum tipo de penitência de mau comportamento numa vida passada. E abreviando de novo, ali estavam elas a viver na mesma casa e Rachel estava convencida que Quinn ainda tinha algum tipo de vingança na manga, mas agora que Finn morrera, a esperança da morena era que elas conseguissem conviver naturalmente uma com a outra, pois já nada daquilo fazia sentido.

18h50

Quinn entrou em casa e Rachel estava sentada no sofá a olhar para as mãos.

- Olá! – disse a loira com simpatia.

-Olá. – respondeu a morena sem nenhum tipo de emoção.

- Como foi a viagem?

- Normal. Mas já dormi de tarde.

- A Santana?

- Foi do aeroporto directa para casa da tia.

- Já comeste alguma coisa?

- Não. Não tenho fome.

- Eu vou fazer o jantar. – Quinn ficou parada a olhar para Rachel, mas a morena nada disse. – Tens alguma preferência?

-Não tenho fome.

- Rach, tens de comer. Vou fazer qualquer coisa. – Quinn desapareceu para a cozinha e Rachel respirou fundo.

19h54

Estavam ambas sentadas à mesa a comer em silêncio, e Quinn estava num absoluto dilema interior pois estava sem qualquer ideia para puxar conversa. Mas Rachel resolveu sozinha esse problema.

- Conseguiste o emprego?

- Sim! Sobre isso, estava ansiosa para te contar… — disse Quinn com animação enquanto Rachel olhava para ela com uma sobrancelha franzida. – vou trabalhar no Winter Garden Theatre! É um trabalho multifuncional, mas assim é bom porque não me canso de fazer sempre o mesmo.

- Hã?! Mas… isso é muito bom! – disse Rachel com um sorriso radiante. – Tu vais conhecer o elenco do Mamma Mia! Tu… não! Espera, tu vais ter de me levar aos bastidores! Quinn, eu sei que tu me odeias e que te queres vingar de mim, e eu até deixo, mas sabes que o meu sonho é a Brodway, tens de me levar lá e eu prometo que faço o que tu quiseres em troca! Eu tenho de conhecer a Lisa Brescia! Quinn, por favor, por favor, por fav… — mas foi interrompida por a loira que desatou a rir à gargalhada.

- Podes respirar Rach. É lógico que eu vou levar-te lá! – a morena dedicou-lhe um sorriso brilhante mas de repente pôs cara séria.

- Mas…?

- Mas o quê?

- O que é que eu tenho de fazer em troca?

- Nada. Que disparate!

- Tu, Quinn Fabray, vais levar-me a mim, Rachel Berry, aos bastidores do teatro sem pedir nada em troca?

-Eu, Quinn Fabray, prometo… — Ok Quinn aqui é a parte em que tens de te concentrar para não te enganares. – levar-te a ti, Rachel Berry, aos bastidores do Winter Garden Theatre sem pedir nada em troca! Pode funcionar como uma oferta de paz?

- Já estás a pedir, vês? – disse Rachel séria mas depois esboçou um sorriso simpático embora desconfiado.

- Pronto…

- Quando vamos?

- Para a semana, pode ser? Eu tenho de me ambientar primeiro, e só começo depois de amanhã.

- Como são os teus horários?

- São das 17h às 00h às Sextas, e das 12h00 às 19h00 aos Sábados. Às Quintas e aos Domingos à noite já estava ocupado. Mas ao que percebi posso trocar por esse horário se tiver alguém que prefira o meu. Depois vejo melhor isso quando começar. É só um part-time.

- Sim, mas os horários são bons, assim concilias bem com os estudos, eu estava preocupada com a tua universidade. Isso é muito bom assim.

- Estavas?

- Não, quero dizer, tu percebes. – disse Rachel enquanto se levantava da mesa e lavava a sua loiça. – Quinn sorriu.

A noite decorreu normalmente sem qualquer aproximação, no entanto também não se afastaram mais. Ambas foram dormir cedo pois no dia seguinte tinham aulas.

Notas finais
Bom minha gente, a universidade está a começar... significa que a inspiração volta, porque vem sempre quando eu tenho compromissos e não posso escrever.. lol Mas vou tentar não demorar muito pelo próximo.
BTW GLEE SEASON 3 FTW! Amei o momento Faberry deste primeiro episódio, assim como todas as cenas entre a Rach e o Kurt! Enfim... para a semana há mais!
Beijinhos a tod@s!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.