Não Me Ames assim Tanto
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Ora vamos lá a isso...
“Lorde Tubbington, a Britt está arrasada…” Disse a latina em prantos. Quinn e Rachel respiraram fundo, ainda que fosse uma má noticia elas estavam à espera de algo muito pior, e foi então que Santana completou. “Ah, e o palerma do Finn, era muito inteligente da parte dele se despistar para não atropelar o gato, mas ele despistou-se matou o gato e matou-se a ele. Ele sabia bem que se ficasse vivo eu própria o mataria a seguir, covarde.”
Finn morreu?
Finn morreu?
“Finn morreu?” repetiram as duas em uníssono.
“Vocês não estão a ouvir o que eu estou a dizer? A Britt está em depressão profunda em casa porque o estúpido do Finn matou o gato dela, e vocês estão preocupadas com a morte dele?” Disse Santana de mau humor.
Rachel e Quinn estavam tão chocadas com a informação que não conseguiram sequer acompanhar mentalmente o que saia da boca da latina, contudo, uma reacção lógica começou a cair pelos olhos de Rachel, já Quinn, sentiu-se a levitar, mas não era um levitar saudável era o choque inicial de uma informação que ela não esperava receber de maneira nenhuma. A loira olhou para Rachel que tinha um semblante pesado enquanto as lágrimas lhe escorriam pela cara, levantou-se e sentou-se ao lado da morena enquanto lhe passava uma mão pelos ombros. Rachel não conseguia pensar, encostou a cabeça no ombro de Quinn e permitiu-se a chorar enquanto a loira a segurava com força e ainda em choque. Santana por seu lado olhou para as duas amigas e sentiu algum peso de consciência a assaltá-la.
“Eu devia estar triste por ele, não é?” disse a latina calmamente. Quinn só abanou a cabeça concordando com ela e logo a seguir encostou-a em Rachel. Santana passou o seu braço pelo outro lado de Rachel e fez o mesmo gesto que Quinn. A latina tinha um feitio complicado mas isso não queria dizer que os seus únicos amigos na escola secundária não fossem os membros do Glee Club, e a bem ou a mal, Finn fazia parte deles.
23 de Setembro de 2013
11:34
Nenhuma das três raparigas tinha planeado voltar a Lima tão cedo, mas a morte de Finn trocou-lhes as voltas. Agora estavam as três paradas em frente ao sitio onde decorria o velório do corpo do ex companheiro de escola. Havia muita gente a entrar e sair, muita gente a chorar, outros com semblantes sérios e tristes. Nenhuma delas queria dar o primeiro passo, mas foi Santana que o fez primeiramente ao avistar Brittany a sair pela porta do salão, a loira veio respirar ar puro e estava muito triste quando a latina se aproximou dela e a abraçou. Quinn e Rachel permaneceram imóveis por mais uns segundos até que Quinn sentiu uma mão masculina nas suas costas. Era Hiram, um dos pais de Rachel. O homem sorriu triste para ela e logo depois foi abraçar a filha, Judy chegou logo atrás e fez o mesmo com Quinn. Embora faltasse Leroy que estava de banco no hospital e não pôde comparecer no local, nenhuma das duas estava preocupada com esse facto, mas sim com a tragédia que ia ser entrar no salão do velório e voltar a reencontrar todas aquelas pessoas. Santana aproximou-se das raparigas e dos respectivos pais trazendo Brittany pela mão e enquanto a loira mais alta abraçava as amigas, Santana cumprimentou Hiram e Judy.
“Como estão as coisas em Nova Iorque?” Perguntou o homem com simpatia.
“Bem, ainda mal me instalei na casa da minha tia e já voltei a esta cidade pelas piores razões!”
“Sim, infelizmente a vida prega-nos partidas muito desagradáveis.”
Após os cumprimentos serem devidamente feitos, os seis entraram no salão do velório. Quinn sentiu que aquele foi o momento mais desconfortável pelo qual passou em toda a sua vida, já Rachel não conteve as lágrimas e voltou a chorar em silêncio.
Como se reage neste momento? Ele está ali deitado como se estivesse a dormir, eu não sei o que fazer. Ele foi o meu primeiro amor, eu queria ter ficado com ele o resto da minha vida… é certo que foi uma parvoíce da minha parte e que ele não passou somente de uma paixão de tempos de escola, mas ainda assim, ele era o meu melhor amigo, uma das melhores pessoas que eu conheci. Qual é a justiça nisto? Afinal ele morre assim e pronto? Já está? Acabou os sonhos, os sentimentos, as aspirações de vida?! Carole está um trapo, primeiro o marido e agora o filho… qual é a mãe que gosta de ver o filho morrer, eu sei, mas ela está realmente arrasada. Burt e Kurt têm de ter muita força, esta deve ser uma dor interminável, se eu estou destroçada, imagino eles. Eu nunca tinha tido um contacto tão chegado com a morte, é horrível, é o pior dos sentimentos, e as minhas lágrimas não secam. Quinn ainda não chorou, será normal? Eu sei que ela é uma pedra de gelo, mas caramba, até as pedras de gelo derretem de vez enquanto… eu noto alguma tristeza nela, afinal ela também teve uma história com ele, antes de mim inclusive. Oh meu deus não… mais membros do ND estão a entrar, vai ser um drama… eu sei que eu devia gostar de dramas, mas este drama eu preferia não viver.
Finn desapareceu para sempre e eu sinto como se não acreditasse ainda no que está a acontecer. Porque é que eu não consigo chorar? Rachel está inconsolável e eu não consigo chorar. Eu não desejo nenhum mal a Finn, pelo contrário eu queria que ele fosse feliz, afinal nós fizemos parte da vida um do outro durante muito tempo. Isto não é justo, e eu não conseguir chorar também não. Por muito que eu nunca tenha estado apaixonada por ele, ele era… Finn. Mercedes e Puck estão a chegar e a Rach está com um olhar suplicante, de certeza que vai desmoronar outra vez, mas agora eu não posso fazer nada, está cá o pai dela ele é quem deve consolá-la, por muito que eu queira fazê-lo.
15:50
Quinn, Rachel e Judy estavam na casa dos pais de Rachel acompanhadas por Hiram. Ambas sabiam que brevemente teriam de voltar a Nova Iorque, mas nenhuma queria falar no assunto. Hiram pediu entre dentes a Quinn que subisse com Rachel para que a morena descansasse por umas horas, mas embora Quinn não soubesse como ia conseguir essa proeza, arriscou a aproximar-se da morena e perguntar.
“Podemos ir para o teu quarto? Devias descansar um bocadinho.”
“Tu não choraste ainda.” Rachel não disse aquilo em tom de condenação, pelo contrário, o olhar da morena transmitia preocupação.
“Eu não consigo.” Respondeu a loira enquanto abaixava a cabeça e olhava para o chão. Quinn gostaria de poder explicar a Rachel o porquê da ausência de lágrimas, mas para isso ela precisava de ter uma explicação para ela própria, e não tinha.
“Acreditas que isto aconteceu mesmo? Eu não consigo pensar que o Finn já não existe.”
“É surreal e inesperado. Rach, é lógico que eu estou triste pelo que aconteceu, eu só não consigo senti-lo como uma coisa real ainda. Não sei explicar, nem eu própria entendo.”
“Sim, vamos subir que eu preciso de fechar os olhos por algumas horas.”
“Não dormiste a noite passada, é mesmo importante que descanses.”
“Como é que sabes?”
“Eu vivo contigo, lembras-te?!” Quinn sorriu simpaticamente, mas Rachel não devolveu qualquer sorriso, no entanto, subiu com a loira para o quarto e deitou-se na sua cama. Quinn sentou-se na cadeira da secretária de Rachel e ficou a olhar para ela por algum tempo perdida em pensamentos. A morena adormeceu e quando Quinn teve a certeza que ela estava a dormir, deitou-se ao seu lado e fechou também ela os olhos.
Notas finais
Be happy! Beijo*
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