Notas iniciais
Espero que gostem!

De repente, o sinal tocou. Fim de jogo. Kaijo 98, Touou, 110. Meu coração gelou por um momento. Eu não conseguia respirar direito. Como eles perderam...?

Kise-kun ainda estava jogado no chão, não conseguia se levantar. Suas pernas tremiam e pareciam inúteis. Kasamatsu-kun foi até ele e o estendeu a mão, apoiando Kise-kun nos ombros e indo para o centro da quadra para fazer a reverência.

–Obrigado pelo jogo! — as vozes ecoaram pela quadra.

–Bom, acho que deveríamos ir embora agora – alguém do meu time falou.

–É, vamos indo...

Mas eu não conseguia me mexer. Eu não conseguia meramente tirar meus olhos do rosto de Kasamatsu. Eu podia ver a dor oculta lá no fundo. Eu sabia que ele estava sofrendo.

–Hm...Rin? Você está bem?

–Rin-chan, o que aconteceu?

–Acho que ela está tendo um treco ou coisa parecida.

–Rin-chan!

Olhei para o lado. O pessoal do meu time, Seirin, estava todo reunido e me esperando. Eu era a ajudante do time, mais como uma Momoi-chan de Seirin.

–E-Eu... E-Eu tenho que fazer uma coisa. Podem ir na frente.

Levantei bruscamente do meu lugar, e empurrei Kuroko e Kagami para o lado para poder passar.

–Ei, Rin-chan! Sua bolsa!

–PEGUEM PRA MIM! — gritei.

Saí correndo a toda velocidade. Aquele ginásio era imenso, eu nem sabia por onde começar. Meu peito estava apertado por Kasamatsu-kun. Algumas lágrimas rolavam pelo meu rosto. Kaijo não podia ter perdido essa. Aomine, aquele monstro...

Aquele corredor era imenso! Eu estava correndo a um bom tempo, mas não chegava a lugar nenhum. De repente, fui parar na porta que dava para a quadra. Os vestiários não deveriam estar longe. Virei para a direita e corri. Fiz uma curva, e lá estavam os jogadores de Kaijo. Parei, e olhei para eles. Kasamatsu-kun não estava ali.

–Rin-chan – Kise falou, passando ao meu lado meio cabisbaixo – O senpai está no vestiário. Primeira porta à direita.

–Obrigada, Kise-kun!

Empurrei alguns outros jogadores da minha frente e corri mais um pouco. Mais lágrimas rolavam. Minhas pernas pareciam gelatina, meu coração estava a mil. Eu tinha que encontrá-lo, eu tinha...

Parei na frente da porta, ofegante. Conseguia ouvir uns murmuros vindos de lá de dentro. Com cuidado, girei a maçaneta. Estava tudo escuro.

Quando meus olhos se acostumaram a fraca luz, vi que ele estava jogado no chão, com a cabeça encostada em um armário, chorando. Meu coração se partiu em dois ao ver aquela cena. Mais lágrimas rolaram do meu rosto, e eu perdi o ar.

–K-Kasamatsu-kun... — foi o que consegui dizer.

Com as pernas tremendo, aproximei-me dele e me joguei ao seu lado. Ele chorava, era de esmagar meu coração. Coloquei meus braços ao redor dele e o abracei por trás, encostando minha cabeça em suas costas e molhando ainda mais o uniforme encharcado de suor. Fiquei encostada nele até que a respiração dele se acalmasse um pouco, aproximadamente uns cinco minutos após a minha chegada.

–Rin-chan...

–Não precisa falar nada, Kasamatsu-kun...

Ele se afastou um pouco, então tirei meus braços dele. Sequei o pouco de lágrimas que ainda restava nos olhos. Ele estava em pé, na minha frente, e estendia uma mão para me ajudar a levantar. Peguei e levantei. Como ele era bem mais alto que eu, encostei minha cabeça no peito dele, sentindo os braços grandes me envolvendo. Ele me levantou e me colocou de pé no banco do vestiário. Desse jeito, eu ficava da altura dele.

Kasamatsu me encarou com aqueles olhos cinzentos enormes. Eu podia ver determinação, talvez até fúria dentro deles. Passei os dedos pelo cabelo espetado dele, então disse:

–Você jogou muito bem, Kasamatsu-kun. Você é um ótimo capitão.

–Estava assistindo, Rin? — ele perguntou.

–Sim. É claro que eu estava. O pessoal do meu time estava aqui também.

–Ah... Obrigado pelo elogio. E obrigado por ter vindo até aqui.

–Não tem problema – falei, então segurei o rosto dele com uma mão e o beijei – Você sabe que eu estou sempre aqui.

–Pois é... — mesmo tentando parecer bem, ele estava triste. Eu conseguia sentir isso nos meus ossos.

– Kasamatsu-kun?

–Quê?

–Não se preocupe, tenho certeza que vocês vencerão os próximos jogos que vierem.

–Você não entende, Rin-chan... — ele desviou o olhar – Precisamos ficar mais fortes se quisermos vencer o Aomine ou mesmo Seirin. Vocês são fortes.

–Mas vocês também são, Kasamatsu-kun. E vocês têm o Kise-kun.

–Não podemos depender só dele. Eu, como capitão, tenho que fazer esse time andar pra frente! — ele apertou os dedos contra minha cintura – Eu prometi que iríamos ganhar o Interescolar, mas... — ele rangeu os dentes de um jeito furioso – Não fui forte o bastante.

–Você é forte o suficiente pra mim, Kasamatsu-kun. E você sabe disso.

Colei meu rosto contra o dele, grudando nossas testas. Passei a mão em seu rosto. Aqueles olhos agora brilhavam de ansiedade, não mais de tristeza. Ele abriu um sorriso de lado.

–Você sabe que você é a melhor namorada do mundo, né? — ele beijou meus lábios de novo.

–Eu sei – e ri.

Nós nos encaramos de novo. Não tinha como não se apaixonar pelo capitão do time de Kaijo. Ele era simplesmente demais.

–Que tal sairmos daqui? Posso te levar pra comer naquele restaurante, aí nós vamos pra minha casa ver um filme. Pode ser?

–É claro que pode.

Eu entendia perfeitamente o “ver um filme” de Kasamatsu-kun. Ah, se entendia.


Notas finais
Sério, impossível não amar o Kasamatsu-kun *-*
Espero comentários, nem que seja um oi!
^3^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!