Não Existem Coisas Más - 1 Temporada

13 Capítulo XIII - Sem ti perco a direção!


Notas iniciais
E mais um :)

Já era de manhã, a tia Eduarda levantou-se cedo e foi ver os dois quartos e tanto David como Vanessa estavam a dormir serenamente. Então a tia voltou para o quarto e fez a mala, pois ia voltar para a Miami. Acabou de fazer a mala e desceu em bicos de pés até ao piso de baixo, foi à cozinha e fez uma sande para levar para o caminho, mas antes pegou numa folha de papel para deixar recado aos sobrinhos. Encontrou um bloco de notas e uma caneta na mesinha de entrada.

“Meus queridos sobrinhos, eu queria vos dizer que voltei para Miami.
Tive uns assuntos a tratar no trabalho e tenho que voltar para lá imediatamente.
Desculpem, não ter avisado mas já era tarde quando soube e vocês já estavam a dormir. Adorei os dias que passei aqui com vocês, agora é a vossa vez de ir a Miami.
Beijinhos aos dois, portem-se bem. Amo-vos Sobrinhos.

Tia Eduarda”

Ela deixou o recado colado no frigorífico. Foi lá em cima e deu um beijo de leve aos dois e depois desceu, pegou na mala e saiu, pois o táxi que tinha chamado já estava à espera. Seguindo para o aeroporto.

David levantou-se e foi ao quarto de banho e reparou que o quarto da sua tia estava aberto, ele lá pensou que ela tivesse ido correr ou tenha ido buscar pão, foi ao quarto de banho e quando voltava para o seu quarto viu que a sua irmã ainda dormia serenamente ele entrou sem fazer barulho e sentou-se ao lado dela. Ela hoje como só tinha aulas à tarde, ele nem a tentou acordar, só ficou a olhar para ela fez-lhe festas no cabelo e deu-lhe um beijo na testa, ela mexeu-se e sorriu. David, não a queria acordar, mas como ela tinha o sono tão leve, acordou com ele a beijar-lhe a testa.

- Desculpa, maninha, não te queria acordar! Só te queria ver a dormir, és tão linda a dormir serenamente. – disse David fazendo-lhe festas no braço e encostando a cabeça dele na dela

- Não faz mal, mano. E é bom acordar contigo a fazer-me mimos. – disse ela sorrindo

- Ai é? Então, tenho que te acordar sempre assim. E ver o teu sorriso logo de manhã, também, é a melhor coisa que me podem dar. – disse David tocando no nariz de Vanessa

- Exagerado. Mas tu não devias ir para a faculdade agora? – disse ela preocupada

- Não hoje só tenho, que lá ir de tarde entregar o trabalho. – disse David aconchegando-se

- Boa, eu também só tenho que ir para a escola de tarde! Por isso podíamos aproveitar a manhã.

- Em que é que estás a pensar? – disse ele curioso

- Estava a pensar em irmos dar um passeio, almoçarmos fora e depois seguíamos para a escola e tu para a faculdade. Que tal? – disse ela fazendo-lhe festas no rosto

- Bem pensado, maninha! Assim íamos conhecer mais um bocado da cidade e apanhávamos ar que bem preciso. – disse ele dando-lhe um beijo de esquimó

- Precisamos, maninho, precisamos! Por isso oupá, vamos lá nos levantar que já são horas.

- Sim, chefe! – fazendo ele continência com a mão

Ele foi para o quarto dele se vestir, ela também fez o mesmo, mas como ele demorava uma eternidade a arranjar-se ela conseguiu se arranjar primeiro que ele. Desceu as escadas e foi preparar alguma coisa para o pequeno-almoço, foi ao frigorífico e viu um bilhete da tia. E foi então que gritou pelo David quase de imediato. Ele desceu as escadas a correr e ainda com a escova dos dentes na boca, e de atrapalhado que vinha até ia tropeçar nos últimos degraus.

- Sim, maninha! Que se passa? – perguntou ele aflito tirando a escova dos dentes da boca

- A nossa tia, foi-se embora. Olha! – amostrou-lhe o bilhete e ele começou a ler e não acreditava que ela tinha ido embora

- Sem nos avisar? Isto não é nada dela, ela desde que viu a Monique ficou estranha!

- Pois ela ontem não nos disse tudo. Será que ela conhece a Monique? – perguntou Vanessa sem perceber nada da historia

- Não sei, só sei que alguma coisa não está bem nesta história toda, mana. Mas agora vou lavar o resto dos dentes. – disse ele com a boca cheia de pasta dos dentes

- Está bem, eu vou arranjar o pequeno-almoço.

Chuck continuava desolado, estava sem energia para se levantar da cama e nem lhe apetecia ir para a escola, pois iria ver Vanessa e o não a poder abraçar ou até mesmo se chegar perto era difícil. A mãe de Chuck subiu ao quarto dele para ver se estava tudo bem, mas ele nem sequer respondeu. Estava farto de gostar de uma rapariga e tudo dar para o torto, ele achava que era um desastre no amor, todos os relacionamentos amorosos tinham acabado, que não tinha acabado em discussão e separação definitiva tinha sido o ultimo que teve, todos outros tinham acabado mal e nunca mais as viu. Chuck não queria que isso acontecesse com Vanessa, ele amava-a como nunca tinha amado mais ninguém, ela era tudo que o fazia feliz e completo, tudo o resto era paisagem e nem ninguém mais lhe interessava. Mas por um mal-entendido ela agora não queria mais vê-lo, como ele viveria sem o amor dela agora? Era a pergunta que ele mais fazia, mas ele só sabia que não ia desistir dela, e ele tinha que falar com ela de alguma forma. Ele levantou-se da cama num rápido e vestiu-se depressa, nem sequer reparou na roupa que vestia como era hábito, desceu as escadas o mais depressa possível, nem o bom dia disse à mãe que estava na cozinha, saiu de casa o mais rápido que pode e atravessou a rua sem sequer olhar para ver se vinha carros. Chegou à porta de casa de Vanessa e hesitou em tocar à campainha, mas não tinha nada a perder, ou era agora ou nunca, lá ganhou coragem e tocou à campainha, mas ninguém atendia, tocou a segunda vez e também nada, ele percebeu que não estava ninguém em casa, tinha chegado tarde. Sentou-se na soleira de casa de David e Vanessa.

David e Vanessa estavam a aproveitar o dia de sol que se fazia sentir, então foram dar um passeio pela beira-mar, percorreram a praia toda a pé à beira da água, ao mesmo tempo que caminhavam falavam sobre diversos assuntos, entre os quais o acidente que vitimou os pais. Eles depois do acidente, não ouviram as notícias nem sequer quiseram saber nada sobre essa tragédia, mas talvez agora depois de oito anos, eles quisessem saber mais sobre isso, talvez estivesse na altura certa para ouvir como e onde isso aconteceu, e saber se tinha havido culpados ou só tinham sido eles que se tinham despistado. Eles mais que ninguém precisavam de saber como tinha sido isso, e gostavam de ter percebido se a culpa era deles ou se alguém é que tinha essa culpa. Decidiram então que tinham que ir pesquisar em jornais e na internet mais sobre isso, já eram grandinhos e sabiam lutar contra isso já.

- Maninha, acho que não só precisamos de saber sobre isso, como também é necessário. Tudo bem, nós eramos novos e só ao saber da tragédia já era mau, mas nem sabemos como eles morreram e isso não é justo. Eu falo por mim, mas o pai sempre era cauteloso a conduzir, ele conduzia com o máximo cuidado, não ultrapassava o limite de velocidade em ocasião nenhuma, nunca fazia ultrapassagens e nem sequer se distrai-a com o telemóvel. Como foi possível, eles ter tido um acidente tao macabro?

- Eu não sei, tenho as mesmas perguntas de que tu, e também não arranjo soluções para tal. Mas nós vamos ver como tudo acontecer, eu também quero e preciso saber, afinal eles eram os nossos pais e saber como e porque razão morreram é o mínimo que podemos fazer. – disse ela pondo os braços na cintura do irmão e abraçando-o

- E vamos ficar a saber, nem que seja a ultima coisa que façamos. E prometo também que nunca te deixarei sozinha seja em que situação for. – disse David fazendo festas na cabeça da irmã

- Nem eu a ti, David. Cada vez estou mais a gostar de te conhecer, sempre te achei fantástico mas agora tenho a certeza que tu não podias ser mais perfeito. – disse ela sentando-se na areia e David fez o mesmo

- Eu também nunca pensei que gostasse tanto de ter uma irmã mais nova, mas tu tens sido excecional, dás-me apoio, olhas por mim, sabes como me sentir melhor, sabes quando e como me distrair para não pensar em problemas, e entre muito mais que sabes que fazes. Tu nunca mereces-te o meu desprezo. Mas depois da tempestade bem a bonança e é bem certo, isto tudo serviu para me aperceber como és importante na minha vida. Maninha, amo-te simplesmente. – disse David pondo o braço em cima dos ombros da irmã

- Eu…eu até nem sei o que dizer…deixaste-me mesmo sem palavras. Mas só sei que também te amo, maninho! – disse ela se encolhendo nos braços dele

Stefan estava na sala sentado a fazer zapping, e estava à espera que a sua irmã resolve-se sair doo quarto e falasse com ele. Ele ouviu-o alguém a descer as escadas e então levantou-se logo e foi ter ao fundo das escadas. Monique descia com o mau-humor matinal, ela acordava sempre assim, tanto dormisse muito ou pouco, o mau-humor acordava todos os dias com ela. Stefan esperou-a no fundo das escadas mas ela olhou para ele e nem uma palavra lhe disse, e foi diretamente para a cozinha preparar alguma coisa para comer, Stefan não conformado foi ter com ela à cozinha, ela ia fugir dele outra vez, mas ele agarrou-lhe o braço.

- Monique, chega de fazeres silencio! Acho que precisamos de falar. – disse Stefan com uma cara seria

- Não temos nada para falar, acho que bastou tudo o que dissemos. Agora podes-me largar, se faz favor, ou vais-me bater outra vez? – disse ela em tom magoada

- Por favor, mana, já te disse que não era a minha intenção bater-te. Desculpa, por isso, mas tu também disseste coisas que me magoaram. – disse ele com cara mais triste

- E isso deu-te o direito de me bater? Estás muito certo, realmente. – disse ela com os olhos colados no chão

- Olha para mim, se faz favor. – disse ele com voz meiga e pondo a mão debaixo do queixo dela – Desculpa, maninha, por todos estes anos de fuga. Mas eu só te queria proteger e deixar-te longe do perigo. Eu não podia ser preso e deixar-te sozinha numa casa de correção, eu precisava de cuidar de ti e ver-te crescer, só queria isso. E sim eu sei que fugir não era a melhor opção mas foi a possível na altura, mana. Por favor, não me culpes de querer olhar por ti, mas sim agora como já és maior de idade podemos provar a nossa inocência. – disse ele dando-lhe um beijo no rosto e abraçando-a

— Mano, desculpa tudo o que te disse, sei que também exagerei em alguns aspetos. Fui mal-educada e disse coisas que não eram verdade, tu sempre te preocupaste comigo eu sei, mas estou é farta de termos esta vida de fugitivos sem termos feito nada. Percebes, não percebes? – disse ela olhando para ele

- Percebo, maninha, é claro que percebo. Eu sinto o mesmo, não quero viver assim para sempre, mas o medo de te perder é muito grande também.

- Mas nunca me irás perder, mano. E nós vamos provar a nossa inocência, nem que seja a ultima coisa que façamos. Agora só quero é estar bem contigo. – disse ela abraçando-o cada vez mais

- Eu também, detesto estar chateado contigo, maninha. – disse ele dando-lhe um beijo na testa

- Eu também, meu parvo! – disse ela com um sorriso

- Eu parvo? – disse ele com cara de ofendido mas logo se riu – Agora vou mazé arranjar-me para ir para a faculdade, hoje é a entrega do trabalho de grupo.

- Pois é, e então como esta esse trabalho? – perguntou ela entusiasmada

- Esse trabalho, acho que está fantástico. O meu colega de faculdade toca baixo de uma maneira extraordinária. – disse ele deslumbrado – Eu toco guitarra e ele baixo, e depois cantamos os dois alguns versos. Se não tivermos a melhor nota será uma das melhores tenho a certeza. – disse ele empolgado

- Mas esse rapaz não me chega aos calcanhares no baixo, pois não? – disse ela de nariz empinado

- Nem de perto, nem de longe, mana! Nunca na vida ele tira o teu lugar no baixo, minha baixista. – disse ele dando-lhe festas no rosto

- Só dizes isso porque eu estou aqui! – disse ela rindo-se

- E depois eu é que sou parvo? Parvinha, és tu! Agora deixa-me ir. – disse ele dando-lhe um beijo na testa

Vanessa chegou a casa finalmente depois das aulas, entrou e ainda não estava ninguém, com ela vinha Monique. Vinham completamente arrasadas, tinha sido aulas muito exaustivas e elas bem precisavam de descansar. Sentaram-se no sofá, mas Vanessa levantou-se para ir buscar um sumo. Chegou com o sumo e deu um copo a Monique e o outro pôs em cima da mesa.

- Monique, eu sei que não temos muita confiança uma na outra, mas posso-te perguntar uma coisa? – perguntou Vanessa

- Sim, se eu poder responder, estás à vontade! – disse ela pousando o copo na mesa também

- Queria-te fazer uma pergunta sobre o Chuck. Como é ele…tipo. Como é ele em termos de namorado? – perguntou ela meio atrapalhada

- Ele é super querido, e quando gosta, gosta asserio, tipo ele é um namorado muito carinhoso, compreensivo e sempre pronto a ajudar.

- Ai é? Ainda bem, nunca pensei que soubesses disso tão bem. – disse ela sentindo-se furiosa por dentro

- Desculpa, essa, eu não percebi! – disse Monique confusa

Mas Vanessa foi salva pela campainha e quando ia a abrir a porta David por fora abre-a primeiro, mas antes de David entrar, entra Stefan completamente stressado e chamando Monique. Vanessa e David ficaram totalmente confusos, não perceberam nada da situação, David ficou de sobrancelha erguida na porta e Vanessa sem palavras frente ao sofá. Stefan e Monique saíram de lá a correr, e nem deram explicações nenhumas. Simplesmente correram para casa, parecia que iam fugir de alguém ou de alguma coisa. David ficou desconfiado e não queria nem pensar que Stefan era namorado de Monique, e era por causa dele que ela fugia dele.

- Não me acredito que é com aquele que ela namora. O que é que ele tem que eu não tenho? – perguntou David ainda especado à porta

- Isso, eu não sei, só sei que estou parva com isto. Será que viemos para aqui ter paz, e no entanto, nem isso, vamos poder ter. – disse Vanessa – Mas, David, podes entrar e fechar a porta? É que está a vir dai um vento, que nem é bom.

- Poder, posso, mas parei no tempo agora! Não percebo, todas as raparigas de que gosto, tem que ter namorado, porque? E logo aquele, mas agora já entendi porque que ela me foge, também com um namorado tão impulsivo, como ela não haveria de fugir. Será que ele é ciumento?

- David, para de fazer filmes, eles pareciam ter mais cumplicidade do que meros namorados. – disse ela sentando-se no sofá

- Achas que já são casados? – disse ele espantado e assustado, sentando-se à beira da irmã

- Oh, David, a serio? O que estou a tentar dizer é que eles parecem-se irmãos.

- Isso era bom demais, para ela fugir a léguas de mim…

- Não estamos a falar da relação dela contigo. Estamos a falar sim, do facto de esta história ser muito estranha, e ele ter tido esta reação agora, e a nossa tia depois de a ver ficar no estado em que ficou. Há alguma coisa aqui nos escondem, e eu quero saber o que. – disse ela pensando

- Esta história está é muito mal contada, mas eles não são irmãos de certeza! – disse ele entrando em transe

- Esquece, David! – disse ela subindo para o piso de cima

Monique e Stefan chegaram a casa a bufar de tanto correr, Stefan estava muito nervoso e Monique estava prestes a explodir com aquela cena toda. Stefan entrou em casa e foi beber água, sentando-se no sofá e dizendo para a sua irmã fazer o mesmo.

- Por favor, senta-te! – disse Stefan com ar cansado e assustado

- Mas o que é que te passou pela cabeça, para fazeres o que acabaste de fazer? Estás doido por completo? Tu cada dia que passa, estás mais neurótico dessa cabeça. – disse ela irritada

- Calma, senta-te e deixa-me falar, pode ser? – disse ele aumentando a voz

- Podes e deves! Cada vez entendo menos o que vai nessa cabeça. – disse ela contrariada

- O que se passou, é muito simples, o nosso primo telefonou-me e contou-me aquilo que já te tinha dito, que havia pessoas perto de nós que não deviam. Mas eu queria saber quem eram essas pessoas e telefonei-lhe a perguntar os nomes, e ele disse que ia ver se descobria. Hoje quando eu saía da faculdade ele telefonou-me e disse-me dois nomes, e esses nomes são dos filhos do tal casal.

- E então? Vais falar tudo ou vais querer que eu adivinhe? – disse ela confusa

- Chamam-se David e Vanessa Desrosiers. O casal era o famoso André Desrosiers e a mulher Charlotte, eram os donos das maiores empresas da Califórnia!

- Não pode ser, Stefan diz-me que o nosso primo se enganou! Não pode, isto não pode-me estar a acontecer. Porquê? Que mal fiz eu para merecer isto? – disse ela nervosa e revoltada com aquilo que tinha ouvido.

- Calma, mana! O pior está para vir, o nosso tio anda à nossa procura, e disse que não descansa até nos encontrar. – disse ele chegando-se mais perto da irmã e pôs-lhe o braço por cima

- O que é que esse quer de nós também? Já não nos fez mal o suficiente? Estou tão farta disto, mano. Só queria que isto fosse um pesadelo! – disse ela a chorar

- Tem calma, maninha! Isto vai ter que acabar, agora que és maior de idade, já tens voto na matéria e já falas por ti. – disse ele fazendo-lhe festas no rosto

- Vou tentar ter calma, mas isto não é fácil!

- Não é fácil? Ate parece que estás apaixonada. – disse ele rindo-se

- Não…Não, sejas parvo! Eu apaixonada? Devia ser bonito. – disse ela tentando disfarçar

- Ainda bem, senão isso ia ser complicado para o disfarce! – disse ele abraçando-a e ela ficou com cara de quem estava muito atrapalhada

Monique subiu para o quarto e deitou-se na cama, pensando na desgraça que a sua vida tinha transformado, como é que o rapaz do seu coração podia significar para ela a sorte e a maldição ao mesmo tempo. Ela sentou-se na cama e colocou os joelhos junto à cabeça e começou a chorar, ela tinha perdido o rapaz de vez, nunca mais teria oportunidade de ser feliz com ele, ou ia parar à prisão se o fizesse. David foi o único rapaz que conseguiu por o seu coração a acelerar cada vez que ela olhasse para ele, que lhe punha as borboletas na barriga e a fazia sonhar acordada, nada a podia ajudar neste momento, ela em relação ao amor estava destinada a fracassar.

Que mal fiz eu, para merecer este tratamento vindo de ti? Nunca fiz mal a ninguém, sempre fiz o melhor, mesmo nas piores situações, sei que me portei mal com a minha irmã durante algum tempo mas não era por mal, agora eu nestes oito anos estive sempre com ela e sempre estarei até ao fim da vida. Mas não tinhas o direito de me fazer magoar desta forma principalmente com a miúda que mais me faz disparar o coração, ela consegue fazer tudo o que uma rapariga normal não consegue, faz-me sonhar acordado, faz-me olhar para o mundo de outra forma, faz-me até só pensar em abraça-la e beija-la, mas não tu tinhas que me tirar isso também, começo a não achar justo este tratamento insuportável. Não tenho nada contra ti, mas tu parece que tens algumas contas para ajustar comigo! – disse David sozinho no quarto