Não Existem Coisas Más - 1 Temporada

8 Capítulo VIII - O coração não mente... Será?


Notas iniciais
Mais uma capítulo. Espero que gostem :)

Depois de terem jantado eles foram para a cama descansar, David sentou-se na cama e ficou a pensar na rapariga que tinha ido contra ele, Vanessa no outro quarto pensava no quanto estava a começar a gostar de Chuck. David sentou-se na cama e pegou no baixo, e começou a fazer que estava a tocar, mas o baixo não estava ligado ao amplificador ele não queria fazer barulho, ele estava a “tocar” uma letra de uma música que tinha escrito na faculdade para o trabalho, mas ele continuava a pensar nela, naquela rapariga bonita de cabelo escuro aos caracóis, com uma voz doce, ternurenta e aquele sorriso ainda lhe dava na alma. Ele sorria sozinho no quarto e tinha a leve impressão que começava a gostar da rapariga mistério, que já o atropelou duas vezes em sítios diferentes, ele agora percebia de onde a conhecia, era a mesma rapariga do outro dia, por isso é que a sua cara não lhe era estranha.

Vanessa estava no quarto sentada na cama a pensar em Chuck, pois ele não lhe saía da cabeça, aquele dia tinha acabado tão bem, mas será que aquilo iria dar certo? Ela tinha medo de como aquilo iria continuar, tinha medo que aquilo desse para o torto, ele estava a significar muito para ela, ela não queria perdê-lo ou se apaixonar e depois tudo aquilo desaparecer. Ela achava que ele não era desses rapazes mas nunca seria demais ter precaução.

No dia a seguir era fim-de-semana, logo não tiveram que se levantar cedo. Mas devia ser do habito, pois ambos levantaram-se mais cedo do que o costume. Vanessa levantou-se e foi ver se o seu irmão estava acordado, ela abriu a porta devagar e reparou que ele estava deitado na cama mas de olhos abertos, então entrou e foi ter com ele, mas ele reparou que ela estava a entrar e olhou na direção da porta.

– Desculpa incomodar, maninho! – disse ela com voz baixa e a esfregar os olhos por ter acordado à pouco

– Não digas disparates, tu nunca incomodas. Já devias saber isso, parvinha. Senta-te aqui e diz lá o que me vinhas dizer. – disse ele com um sorriso no rosto

– Como sabes que vinha dizer-te alguma coisa? – disse ela sentando-se meio confusa – Agora também advinhas pensamentos?

– Não, maninha. Simplesmente conheço esse olhar, e vejo nos teus olhos que me queres dizer alguma coisa. – disse ele pondo-lhe o braço por cima dos ombros dela

– Tens razão, eu venho aqui para ver se me ajudas a resolver um dilema.

– Ui, um dilema? O que é que preocupa tanto a cabeça da menina? – disse ele preocupado

– Não é nada de mal, é só que tenho medo de uma coisa. Se gostasses de uma rapariga que conheceste à pouco tempo e ela não te saísse da cabeça e quando vocês ficassem juntos ela te beijasse, que é que fazias a seguir? – disse ela baralhada

– Bem, maninha, isso foi um bocado confuso, mas acho que entendi a ideia. Muito sinceramente não parece que seja a pessoa indicada para te ajudar. Mas tentava dar uma oportunidade a essa rapariga como é óbvio, pois se ela não me saía da cabeça era por algum motivo.

– Pois, nisso tens razão. – disse ela pensativa

– Mas porque essa pergunta agora? – disse ele curioso

– Por nada. – disse ela tentando não dar a entender

– Ui aí há coisa, irmã. Tem a ver com aquele menino ali da frente.

– Não, porque haveria de…de ter? Bem, acho que é melhor nos levantarmos e arranjarmo-nos. – disse ela fugindo ao assunto

– É, realmente é melhor antes que me chateie aqui com a pequena. – disse ele com um ar serio

– Oh, não faças filmes David. Agora vou-me arranjar! – disse ela dando um beijo ao irmão e saindo do quarto

David ficou desconfiado, pois quase tinha a certeza que aquela conversa toda estava relacionada com o Chuck. Mas também não queria meter-se demais naqueles assuntos, pois sabia que quando ela quisesse contar contava. Ele levantou-se, vestiu a primeira coisa que apareceu, foi à casa de banho e aí demorou horas a arranjar o cabelo. Vanessa desceu e fez um pequeno-almoço rápido para os dois, mas ela foi comendo porque sabia que ele ainda ia demorar na casa de banho. Depois de quase um quarto de hora David deu sinais de vida, ele sentou-se e começou a comer, pois como de habitual tinha uma fome do tamanho do mundo. Depois de tomarem o pequeno-almoço, Vanessa e David sentaram-se no sofá.

– Maninha e que tal esta tarde tocarmos alguma coisa juntos? – perguntou David com um sorriso enorme

– Acho uma boa ideia, David. Já não fazemos isso à tanto tempo. – disse ela em pulgas

– Eu acho uma ótima ideia, e além do mais eu tenho que treinar e nada melhor do que fazer isto com a minha irmãzinha. – disse ele fazendo-lhe festas da cabeça, fazendo com que ela ficasse despenteada

– Tu queres guerra antes de treinarmos, não queres? – perguntou ela aproximando-se dele

– Nem penses, deixa o meu cabelo em paz! Fica aí! – disse ele, mas ela despenteou-o na mesma

– Pronto agora tens que ir lá em cima penteá-lo durante mais um quarto de hora. És pior que as raparigas. – disse ela gozando-o

– Ahahaha que piada, maninha! Agora vamos treinar?

– Mas tu não vais primeiro arranjar o cabelo? E não era só a tarde? – disse ela confusa

– E o que é que temos de melhor para fazer agora? Nada! Por isso não vamos perder tempo, e aqui o teu maninho, tem que ser o melhor baixista de todos os tempos.

– Isso é só empenho para a escola, maninho? – perguntou ela curiosa

– É mais ou menos isso. Tipo disseram que no fim do ano havia um concurso de musica, e eu quero estar preparado para tal.

– Esse concurso, se venceres, o que é que é o prémio?

– O prémio é fazer parte de uma banda. – disse ele todo empolgado

– Boa, maninho! Espero que ganhes! – disse ela abraçando-o

– Eu também, mas vou participar se me ajudares a ensaiar, combinado?

– Sim, vamos lá então!

Subiram eles para o quarto dele para pegarem no baixo, e voltaram a descer e foram para a garagem onde estava a bateria, eles ficaram ali a ensaiar durante horas, só vieram almoçar e voltaram para o estúdio improvisado, mas depois pararam e ele teve uma ideia para a música, e então juntou ao baixo a sua voz, a sua irmã acompanhava-o com a bateria só para fazer o ritmo, mas estava estupefata a olhar para o irmão a cantar.

– Bem maninho, tu cantas mesmo bem! – disse ela numa das pausas

– Oh, não digas isso. – disse ele ficando corado – Tu dizes isso, porque és minha irmã.

– Não sejas parvo… — foi interrompida pela campainha – Eu vou lá ver quem é, David!

– Ok, pequenina! – disse ele e ela subi logo as escadas para atender a porta

Vanessa subiu as escadas a correr para não pensarem que não estava ninguém em casa. Finalmente chegou à porta e abriu-a.

– Boa tarde, Vanessa! – disse Monique

– Boa tarde! Entra. Que é que te traz aqui? – perguntou Vanessa curiosa, saindo da frente da porta para ela entrar

– Vim aqui para te entregar o caderno que trouxe teu por engano. – disse Monique entregando o caderno

– Oh, obrigada. Nem tinha reparado que não o tinha.

– Pois, isso é porque tu tens o meu. Eles são iguais e deu este pequeno problema.

– Então espera ai um bocadinho que eu vou busca-lo lá em cima.

– Está bem, não queria incomodar, desculpa. – disse ela atrapalhada

– Não incomodas nada. Ora essa! – disse ela sorrindo, fazendo Monique também sorrir

– Oh maninha, está tudo bem? – disse David lá em baixo

– Sim, David. Esta tudo bem. Mas vem cá em cima se faz favor quero-te apresentar uma amiga minha. – disse Vanessa das escadas

– Está bem, já vou! – disse David

– Vou-te apresentar o meu irmão David. – ao dizer isto apareceu David com o baixo no ombro a tentar por uma corda no baixo

– David, está é a Monique e Monique este é o David! – ao dizer isto David levantou a cabeça e viu que era a rapariga que tinha chocado com ele e ela igual

– Tu! – disseram os dois ao mesmo tempo

– Esperem aí! Vocês conhecem-se? – perguntou Vanessa confusa

– Não…quer dizer…sim. Quer dizer mais ou menos. – disse David atrapalhado

– Então? Em que é que ficamos? – disse Vanessa franzindo as sobrancelhas

– Eu e o teu irmão, nos conhecemos por mera coincidência. Fomos um contra ao outro, uma vez – disse Monique tentando se calmar

– Não, chocamos duas vezes…desculpa estar a corrigir. Uma na vossa escola e outra na minha faculdade. – corrigiu ele

– Então eras tu? Mas eu fui contra um loiro, e tu és moreno? – disse Monique confusa

– Pois, isso dá para explicar. Ele mudou a cor do cabelo à pouco tempo. – disse Vanessa sorrindo – Mas eu vou lá em cima buscar o teu caderno e já volto.

– Ok, maninha! – disse David olhando para Monique – Finalmente sei o teu nome! Fui contra ti duas vezes e nunca te perguntei isso, sou mesmo despassarado.

– Pois, eu também sou bastante. Mas também gostei de saber finalmente o teu nome. Mas vocês são daqui? É que nunca os vi antes.

– Não, nós somos da Califórnia. Viemos para aqui para mudar de ambiente. – disse David sorridente e aproximando-se de Monique

– Também tocas baixo? – perguntou Monique surpreendida

– Também? – perguntou ele curioso

– Sim, porque eu também toco. È o meu instrumento favorito. – disse ela a sorrir para ele – E esse baixo é bastante bonito. – disse ela afastando-se dele

– Eu sei, foi a minha maninha que me deu antes de nos mudarmos para cá. – disse ele apontando para Vanessa que estava a descer as escadas

– Tem imenso bom gosto então! – disse Monique

– É impressão minha ou estavam a falar de mim? – disse Vanessa aproximando-se deles e entregando o caderno a Monique

– Não, estávamos a falar da minha irmã. – disse David a brincar com a irmã

– Tens outra para além de mim, parvo? Não me parece, por isso deixa-te de ser parvo. – disse Vanessa despenteando-o – Espero não ter escrito nada no teu caderno – disse Vanessa para Monique

– Se escreveste não faz mal. Agora vou indo, tenho o meu irmão à minha espera para jantar. Desculpem incomodar! – disse Monique despedindo-se deles

– Nunca incomodas! – disse David com o olhar brilhante dirigido para Monique

– Aqui o meu maninho tem razão, nunca incomodas. Vem aqui quando quiseres!

– Obrigado, até segunda Vanessa então. – disse ela indo embora

Vanessa fechou a porta, e viu que o seu irmão parecia que tinha visto Deus, foi ter com ele lá em baixo. Viu ele olhando para o baixo mas parecia que não estava cá, ela sentou-se na bateria, mas antes de fazer barulho deixou que ele ficasse mais uns minutos na lua. Depois para o fazer acordar, pegou na baqueta e bateu na bateria, e fez com que David saltasse de onde estava sentado.

– Ei, calma maninha! Não partas a bateria hoje. – disse ele ainda com o coração a mil

– Eu? Não ela está aqui inteirinha. Tu é que estas na lua. O que é que se passa? – perguntou Vanessa

– Não se passa nada, quer dizer…a Monique despertou em mim uma coisa que acho que é mais do que amizade.

– Tipo o quê?

– Tipo, tu sabes. Acho que estou apanhadinho por ela. – disse David sorrindo

– Boa, maninho. Mas tenho uma coisa para te contar, também.

– O quê? – perguntou ele preocupado e curioso

– Eu e o Chuck, beijamo-nos ontem. – disse ela com um sorriso

– O quê? Eu sabia, que vocês iam acabar juntos. Então aquela conversa de hoje de manha era sobre ele. Como é que eu não percebi isso. – disse David batendo na sua própria testa

– Porque és totó. – disse ela pegando com o irmão

– Não porque tu me disseste que nunca ias ter nada com ele. – disse David se rindo a seguir – Mas esse menino que se porte bem senão está morto.

– Eii! Não sabia que eras tão violento. – disse ela se rindo

– Mas ficas a saber, agora vamos voltar a tocar se faz favor. – disse David buscando o baixo

Vanessa e David voltaram a ensaiar, ficaram ali durante o resto da tarde.

Chuck encontrou-se com Monique na rua, ela estava a ir em direção a casa.

– Que fazes aqui, Chuck? – perguntou Monique

– Estava aqui a passear o Pirata, e também estava a tentar apanhar ar. – disse Chuck sorrindo

– O menino é claustrofóbico? – disse ela na brincadeira

– Tu sabes que os fins-de-semana em casa, dão comigo em doido. Nunca temos nada para fazer!

– É, nisso tens razão. Mas agora tenho que…espera aí tu estás com um sorriso estranho menino Chuck. Que se passa? – disse Monique curiosa

– Nada, e não sejas curiosa melhor amiga. Oh, eu não consigo esconder isto de ti. – disse ele deixando-se levar

– Então despacha-te para contar. – disse ela impaciente

– Eu e a Vanessa beijamo-nos ontem à tarde. – disse ele com um sorriso enorme

– Boa, menino Chuck. Finalmente, rapaz fizeste alguma coisa de jeito. Estava a brincar, fico muito contente por ti, a serio. – disse ela abraçando-o – Agora tenho que ir embora mas amanha contas-me isso melhor.

– Está bem. Ate manhã – disse ele dando-lhe um beijo na cara

Ela foi diretamente para casa, ele ainda andou a passear mais um bocado o Pirata. Mas quando estava a chegar a casa, olhou quase de imediato para a casa de Vanessa e suspirou e sorriu.

Monique estava sentada no sofá e pensava:

Não posso, me apaixonar por ti, David. Com a vida que levo, não é possível. Mas eu não te consigo tirar da cabeça porque? Por favor, coração, não me faças isto, não agora. Eu não posso mesmo, se me apaixonar e depois tiver que ir embora vai doer tanto e não posso fazer isto a ele nem a mim, por favor tira-o da minha cabeça.

Notas finais
Que tal? reviews? :)