Não Existem Coisas Más - 1 Temporada

3 Capítulo III - Viagem para um novo rumo


Notas iniciais
Um capitulo pequeno, mas importante. Espero que gostem. :)

Passou uma semana desde do funeral, eu e o David, andamos cabisbaixos e sem reação para nada. O melhor desta situação é que me trouxe o meu irmão para mim, juntos tem sido mais fácil superar a perda dos nossos pais, afinal os nossos pais sempre tinham razão, nós algum dia nos íamos dar bem, somos muito parecidos um com o outro. Hoje também vamos mudar de vida, vamos ter com a nossa tia Eduarda, é uma tia muito carinhosa e que sempre esteve presente na nossa vida, o que mora é longe vamos deixar San Francisco e vamos passar a viver em Miami, a 5.052 Km de onde vivemos, a nossa tia sempre foi dada assim a um sítio onde tivesse muitas praias, mas como estava farta de estar na Califórnia, foi para Miami. Eu e David já estamos matriculados nas escolas de lá, ela já tem tudo tratado

David e Vanessa estavam a despedir-se da casa que os viu crescer, aquela casa tinha sido onde eles viveram tudo, era tão difícil deixa-la para trás, mas mesmo deixando-a eles nunca a iriam vender, pois era a única coisa que os ligava aos pais.

- Temos de ir, David, o táxi já está à espera. – disse Vanessa agarrando o irmão

- Sim, vamos lá, então – disse ele escorrendo-lhe uma lágrima pelo rosto

Eles fecharam a porta e dirigiram-se para o táxi que já estava à espera, seguiram diretos para o aeroporto de Los Angeles, quando lá chegaram tinham amigos de ambos, estavam à espera deles para poderem despedirem-se deles, foi muito carinho junto, muitos abraços, muitos beijos, muitas recordações que levavam na bagagem que eles tinham trazido para eles levarem. Depois disso tudo, lá foram eles embarcarem, sempre esperançosos que aquilo fosse um pesadelo e que iriam acordar a qualquer momento. Eles iam os dois agarrados um ao outro, já no avião sentaram-se e ficaram a olhar cá para baixo e ver aquela cidade onde eles viveram, Vanessa e David estavam com pena de deixarem tudo para trás, mas sabiam que quem ia cuidar deles valia aquele esforço todo.

- Vamos lá mudar de vida e de cidade. – disse ela ao ver a cidade a
desaparecer por entre as nuvens

- Pois vamos maninha. Mas pensa que vamos mudar para melhor, e que vamos viver a vida a partir de agora juntos. – disse ele, dando-lhe um sorriso de conforto

- Assim é bem melhor, mano – disse ela, retribuindo-lhe o sorriso, e
agarrando-lhe o braço

Depois de 6 horas de viagem lá chegaram a Miami, desceram o avião e foram ao encontro da sua tia, que já devia estar à espera deles. Eles foram primeiro pegar as malas ao tapete, e foram até ao ponto de encontro marcado e lá estava ela, eles correram em direção a ela e abraçaram-na com tanta força que ela quase caía.

- Oh, meus sobrinhos lindos. Tinha tantas saudades. – disse a tia
emocionada

- Nós, também. – disseram os dois em coro

- Já reparei que há alguma coisa de diferente em vocês os dois. – disse ela confusa, estava habituada a vê-los as turras e agora até faziam coro

- Eu e aqui a minha maninha, unimo-nos, pois não fazia sentido continuarmos às turras. – disse David olhando para a irmã que lhe sorria

- Eu cá acho uma ótima ideia, mas vamos lá para casa então! – disse ela pegando nas malas deles

Dirigiram-se para o carro da tia e lá seguiram para casa. Chegaram a casa e ficaram espantados, a casa era enorme, tinha vista para a praia, tinha uns jardins grandes e muito espaço para eles estarem à vontade até tinham uma piscina. A casa era toda decorada de forma simples e não muito pomposa, tinha as paredes pintadas de bege e os tetos de branco, toda a casa estava pintada da mesma maneira menos os quartos, na sala tinha um sofá enorme e um plasma com uma consola em baixo, foram até à cozinha e era quase do tamanho da sala, depois subiram as escadas e foram ter aos quartos, todos os quartos eram de tamanhos semelhantes, o quarto que ia ser do David estava pintado de branco, pois a sua tia nunca pintaria o quarto de preto principalmente naquela situação, mas tinha uma cama grande, e um espaço com um amplificador, a sua tia sabia que ele gostava de tocar baixo, passaram para o quarto de Vanessa e o quarto era pintado de azul claro, a cama era igual a de David, e tinha também um espaço reservado para um instrumento, que ela gostasse, pois ela não sabia que instrumento devia lá por. Eles estavam muito felizes por estarem ali com uma pessoa que também gostava que eles lá estivessem.

- Esta casa é fantástica, tia – disse David ainda na lua

- Gostaram? Ainda há mais. – disse ela sorridente

- Mais? – disseram os dois ao mesmo tempo, aquilo estava a tornar-se um habito

- Sim na garagem tem duas bicicletas iguais, à vossa espera – disse ela notando a felicidade estampada no sorriso dos seus sobrinhos

- Obrigada tia! – disseram os dois

Foram eles todos contentes a correr para a garagem, eles estavam felizes e tinham parado de pensar nos pais, que era um assunto que mexia muito com eles. Aquele dia foi repleto de alegria e brincadeiras. Eles viveram com a sua tia, os melhores momentos que puderam e que era possível depois de perderem os pais, tiveram talvez a atenção necessária para superarem a fase menos boa, a sua tia estava sempre disposta a tudo, ela tinha um trabalho que podia fazer em casa por isso eles sempre tiveram presente aquela grande tia, que era já uma mãe para eles. A sua tia sempre viveu sozinha, nunca se dedicou a construir família pois dizia que estava bem assim, e que a sua família era os sobrinhos, que para ela já eram filhos. Eles frequentaram as escolas melhores do país, e tiveram aulas de música, pois era a matéria favorita daquela tia, ela tinha aulas de guitarra clássica, o David sempre se virou para as aulas de baixo e por espanto ao não a mais barulhenta era a Vanessa que escolheu aulas de bateria. Era uma família dedicada à música.

Passaram assim 8 anos naquele ambiente fantástico e que não poderia ter sido melhor para superar as tristezas. Tudo lhes foi proporcionado, eles sempre fizeram tudo bem e muito perfeccionistas. Estava David e Vanessa num dia de Verão sentados à beira da piscina, eles estavam divertidos a falar e a brincar como duas crianças que já não eram, ele já tinha feito 22 e ela ia fazer 18.

- Sabes, andei aqui a pensar e acho que a tia já nos fez tanto, que nós precisamos de lhe dar algum descanso agora. – disse David

- O que queres dizer com isso David? – perguntou ela não percebendo

- Quero dizer, que talvez agora que vais fazer 18 anos, podíamos ir
viver sozinhos. Que achas? – disse David a sorrir

- Morarmos os dois sozinhos? – disse ela espantada

- Claro, tontinha, os dois, eu não te ia deixar aqui sozinha. – disse
ele, passando-lhe a mão na cabeça

- Acho uma boa ideia, David! – disse ela agarrando-se ao pescoço dele, mas depois largou-o – Mas e se a tia leva a mal, por estarmos a ir embora agora depois de ela nos ter ajudado? – perguntou ela com cara triste

- Temos é que lhe explicar bem a situação, tenho a certeza que ela não leva a mal. – disse ele

- Então, vamos falar com ela quando? – disse ela sorridente

- Agora? Ao jantar? – perguntou ele

- Está bem, vamos lá – disse ela puxando o irmão

Eles foram então falar com a tia, durante a conversa eles pensavam que a tia ia levar a mal, mas depois perceberam que a tia achava que aquilo era normal, eles quererem a privacidade deles os dois e se fossem viver juntos ainda mais descansada ficava.

- Tudo bem, sobrinhos. Eu acho normal, vocês quererem um sítio só para vocês, e se vocês estão a dizer que vão os dois morar juntos, fico muito mais descansada. – disse ela sorridente

- Obrigada, tia, pelo seu apoio e por o que você fez por nós estes anos todos. Nós prometemos que vimos aqui vista-la frequentemente. – disse David

- Não precisam de agradecer, eu fiz tudo por gosto e vê-los crescer foi uma sensação ótima. E sei que vocês veem aqui me visitar. – disse ela abraçando os dois – E esperem lá. Vocês já sabem para onde ir? Já tem alguma ideia?

- Não, eu pensei nisto alguns meses atras, mas ela ainda era menor e não podia leva-la e eu agora não vou a lado nenhum sem ela. – disse David olhando a irmã e ela sorriu-lhe

- O meu mano é tão querido, é ou não é o irmão mais perfeito do mundo? – disse ela deixando-o vermelho

- É, sim senhora. Mas eu não sei se concordam, mas eu tenho uma casa de vago. O que é, é noutra cidade.

- Onde? – disseram os dois juntos

- No Canadá. – disse ela erguendo o sobreolho

- É longe mas por mim tudo bem. – disse Vanessa animada

- Se ela concorda eu estou lá. – disse David contente e abraçando-se à irmã – Mas em que sitio do Canadá é?

- Montreal, o sitio mais bonito do Canadá. – disse a tia Eduarda

- E porque que comprou a casa se não a utiliza? – perguntou Vanessa curiosa

- Porque tinha pensado em ir para lá nas férias de Inverno, por ter neve e tal, mas não consigo deixar isto aqui, sabem que eu amo a praia. – disse ela olhando lá para fora para a praia

- Mas agora que nós vamos para lá, prometa-nos que vai lá passar as ferias de Inverno? – disse David

- Sim, senhora chefes! – disse ela a rir-se

Só faltava uns dias para eles se mudarem para o novo sitio, e estavam os dois contentes por poderem ir viver só os dois e também terem o apoio da tia. Vanessa fazia anos daqui a dois dias e no dia a seguir partiam, já estava tudo decidido e iam na manha seguinte comprar os bilhetes. A tia estava feliz por os ver assim tão entusiasmados mas triste também por os ver partir, no fundo eles eram os seus meninos, mas tudo recompensava por os ver juntos e felizes. Passaram dois dias e Vanessa tinha, finalmente, 18 anos, o irmão acordou-a com um mini bolo com uma vela no meio e a cantar-lhe os parabéns, ela acordou com um sorriso enorme. E depois apagou as velas e trincou a vela e pediu-o um desejo, pelo menos era o que o seu irmão sempre lhe disse para fazer.

- Sabes tocar bem baixo mas cantas ainda melhor. Mano, és tão querido! – disse ela abraçando-o

- Oh, não digas disparates. Cantei só os parabéns, toda a gente sabe cantar. – disse ele corado

- Mas nem toda a gente tem essa voz de rouxinol. E é amanhã que nós vamos começar outra etapa tao importante, estou tão feliz, mano. – disse ela sorrindo-lhe

- Exatamente, maninha. Eu também estou muito feliz por isso e por
estares feliz também.

- Tenho o melhor irmão do planeta, como não podia estar feliz!

- E eu tenho a melhor maninha e mais exagerada também. – disse ele passando-lhe a mão pelo rosto

Eles ficaram ali na conversa sobre as suas vidas e no quão iam mudar a partida manhã do dia seguinte.

Notas finais
Gostaram? Para a semana há mais!