Não Existem Coisas Más - 1 Temporada

20 Capitulo XX - Tudo acaba bem, quando tem que acabar.


Monique e David depois da noite que tiveram, adormeceram. Cada um mais torto que o outro, nisso tinham parecenças, estavam a dormir com os braços e as pernas, um em cima do outro. Noutra coisa que pareciam ser iguais, era terem o sono pesado, parece que podia cair a casa que nem um, nem outro se mexia sequer. Vanessa entrou em casa e caiu uma jarra que estava na mesinha do hall, pois ela a virar-se para fechar a porta deu com o casaco que tinha na mão na jarra e ela estatelou-se no chão, mas como sabia que se o seu irmão tivesse a dormir ele nem sequer tinha ouvido. Foi então que foi à cozinha, buscar a vassoura para varrer os cacos para os por no lixo. Depois subiu as escadas para ir para o seu quarto para tomar banho, mas como queria tratar com o irmão o assunto do acidente dos pais, decidiu ir lá chamá-lo para ele ir acordando. Ela reparou que a porta estava encostada, foi então que entrou e berrou por o irmão, só que minutos depois arrependeu-se de ter entrado. O berro de Vanessa fez com que Monique se assustasse e que caísse abaixo da cama.

– Oh, meu deus, será que não tenho sorte nenhuma? – disse Vanessa chocada com o que tinha visto e pondo as mãos nos olhos

–Au! – disse Monique levantando-se com a mão na cabeça e enrolada no lençol

– Bem, podiam era fechar a porta, não?

– E tu podias era bater à porta primeiro, não? – disse Monique de mau humor

– Quem és tu para me dizer o que devo ou não fazer? Primeiro a casa é minha, segundo o quarto é do meu irmão e terceiro entro no quarto dele da maneira que bem me apetecer. Olha só me faltava a miss sabichona, agora. – disse Vanessa respondendo-lhe no mesmo tom

– Tenham lá calma, meninas! Discutam a outra hora do dia, não de manhã e ainda por cima comigo a acordar. E a culpa aqui é minha, fui eu que não fechei a porta. – disse ele levantando-se

– Mas ela também não pode acordar assim as pessoas a meio da noite como o fez. – disse Monique pensando que ainda era de noite

– De noite? Com a luz que está lá fora ninguém diria que é de noite. Minha amiga, lamento informar que já são 9h da manhã. – disse Vanessa em tom irônico

– O quê? 9h da manhã? Não pode ser, o meu irmão vai matar-me! – disse ela levantando-se e correndo para a casa de banho

– Que pena que era! – disse Vanessa entre os dentes

– Disseste alguma coisa? – disse Monique atras dela

– Não, porquê? Devia! – disse Vanessa em tom ríspido

– Bem me pareceu! – disse Monique bufando e correndo para a casa de banho

– Oh, maninha, podias era ser mais simpática não? – disse David olhando em tom serio para a irmã

– E tu podias era ter-me poupado a estas figuras, não? – disse ela também em tom serio

– Oh, maninha, vais bater nessa agora? Isso não tem nada a ver com o facto de seres simpática para a tua futura cunhada.

– Futura quê? Tu deves é ter batido com a cabeça na mesinha de cabeceira, só pode. Vê lá o que fazes. – disse ela com voz torcida e mal disposta

– Mas vocês não se dão porquê? Ainda não percebi.

– Também não precisas. Agora deixa-me ir para o quarto, antes que a miss mal disposta apareça, outra vez.

– Maninha! – disse ele em voz zangada

– Já fui! – disse ela virando-lhe costas e encontrando-se com Monique no corredor, as duas trocaram uns olhares um tanto ou quanto estranhos

– A tua irmã, não vai muito com a minha cara, pois não? – disse ela a erguer a sobrancelha

– Acho que não há maneira de mentir sobre isso. Mas isto passa-lhe! – disse ele agarrando-a pela cintura – Mas agora falando de outros assuntos! Amei a nossa noite de ontem, por mim repetia essa noite já hoje, outra vez. Habituava-me a acordar ao teu lado todos os dias!

– Pois, mas não te habitues. – disse ela sorrindo e dando-lhe um beijo – Agora tenho que ir, o meu irmão já deve estar preocupado.

– Mas tu não lhe disseste onde vinhas? – disse David desconfiado

– Não, ele não estava em casa…naquela altura em que saí. – disse ela atrapalhada

– Está bem, vai lá. Eu acompanho-te à porta! – disse ele dando-lhe a mão e dirigiram-se os dois para a porta de saída, já na porta eles despediram-se com um beijo apaixonado, David fechou a porta e quando se virou a sua irmã estava a descer as escadas. – Minha menina, vamos ter que falar, por isso anda cá. – disse David fazendo um gesto com a mão

– Que foi? Não vais falar da Monique, pois não? – disse ela com cara de poucos amigos

– Por acaso vou, senta aí, se faz favor. Tu hoje, trataste muito mal a Monique, e isso não se faz, maninha. Ela não te estava a dizer nada de mal, e tu começaste logo a disparar…

– Ei, tem lá calma. Tu agora só a defendes? Viste como ela falou? Ela parecia que mandava cá dentro. Por amor de deus, e quem começou foi ela. – disse ela amuada

– Não interessa quem começou, tens que ter mais paciência com ela. Caramba, eu gosto dela, será que isso não te diz nada? – disse ele aproximando-se dela

– Não tem nada haver. Será que tenho que gostar de toda a gente? Ela tem qualquer coisa que me faz ter um pé atrás. Ela não me inspira confiança, será que é assim tão complicado perceberes isso. Fogo, David, eu gosto imenso de ti e respeito-te, mas agora não me peças para gostar de quem não me inspira confiança.

– Mas tenta, pelo menos por mim, não armares confusão com ela. Vocês são as duas miúdas mais especiais que eu tenho. Eu amo-vos as duas, por favor tenta! Faz isso por mim! – disse ele pegando-lhe nas mãos

– David, eu vou tentar. Mas não prometo, não é nada contra ela, é sim por aquilo que desconfio dela. Mas sim eu tento não mandar bocas, mas faço isso porque és meu irmão. – disse ela, dando-lhe um beijo na cara.

– Obrigado, maninha! – disse ele com um sorriso

Monique, tentou ser o mais rápida possível a chegar a casa, mas por incrível que parece Stefan não estava à porta de casa à espera dela. Ela estranhou entrar em casa e não vê-lo no hall de casa à espera dela, mas isso deixou-a mais sossegada, subiu as escadas e reparou que ele também não estava no quarto. Agora quem estava preocupada era ela, por não saber do irmão. Foi então que pegou no telemóvel e viu que não tinha chamada nenhuma do seu irmão, ela cada vez tinha mais a certeza que aquilo era estranho, ela já que ele não ligava, ela tomou a iniciativa de ligar. O telemóvel estava a chamar, mas ela também ouvia o telemóvel do irmão e a melodia vinha do quarto dela. Ela seguiu a música e quando reparou o telemóvel dele estava mesmo em cima da cama dela, mas ao irmão ainda não o via em lado nenhum.

O que será que aconteceu? Será que foi aquele louco, outra vez, a fazer das suas? Ou será que só saiu para ir às compras ou ao pão? Calma, por favor, Monique, mantem a calma, as más notícias correm sempre de pressa. Ele deve ter ido buscar pão e de caminho já está ai a fazer-te o interrogatório. Nunca pensei em dizer isto, mas quero que ele entre por aquela porta e me comece a dar na cabeça, o quanto antes. Anda lá, maninho, aparece, por favor. – disse Monique sozinha

David desceu do banho e a sua irmã estava na garagem a tocar bateria, aquele barulho todo dava para perceber onde ela estava. Ele foi à garagem e viu-a tão concentrada que até nem quis interromper, até que ela olha para a porta e vê ele parado a olhar para ela, foi assim que ela parou e esperou que ele se aproximasse.

– Estavas ali e não dizias nada? – disse ela com um sorriso

– Estavas tão concentrada que até era pecado estragar essa concentração toda. Mas já agora, se não é indiscrição, diz-me lá já tens acompanhamento para isso? – perguntou ele curioso

– Por acaso já. É para a música que tu escreveste, dei-me ao trabalho de gravar-te a canta-la e a tocar para conseguir fazer o arranjo.

– A serio, maninha? É mesmo para aquela canção que eu te disse para tocarmos juntos? – disse ele elétrico

– Sim. Só não sei é se está grande coisa.

– Estás a brincar? Isso está fantástico, não podia estar melhor, digo-te já. – disse ele contente

– Ainda bem. Por isso depois é só ver se juntos, isto funciona. – disse ela sorridente

– Claro, maninha. Mas depois tenho que chamar o Stefan, porque uma guitarra aqui faz toda a diferença. Mas deixemos isso para depois, agora vamos lá tratar do nosso assunto? – disse ele com uma voz mais triste

– Sim, vamos. Acho que temos que o tratar, e quanto mais rápido o fizermos melhor. – disse ela pousando as baquetas e se levantando

– Concordo! Por isso, vamos lá. – disse ele pondo o braço por cima dos ombros da irmã

Stefan andava a vaguear pela cidade, andava sem parecer cansar-se, já estava naquilo há horas. Ele encontrava-se perdido nos pensamentos, tinha a cabeça cheia de problemas e de coisas que queria não ter na memória. Parou num banco de jardim, perto de uma fonte, sentou-se e ficou a olhar para o infinito, sentindo-se perdido e como um verdadeiro astronauta no espaço.

Os problemas perseguem-me, mas a minha irmã tem uma certa razão do que diz, nós estes oito anos só temos fugido deles, e nem sequer tentamos por nenhuma vez encontrar soluções para os resolver. Mas acho que foi a minha preocupação com ela que falou mais alto, ela era ainda muito pequena para passar por aquilo tudo sozinha, foi por ela que fugi este tempo todo da injustiça que ao longo deste tempo tem sido a nossa vida. Será que está na hora de batalhar o problema e resolve-lo de uma vez por todas? Se o fizer, vamos conseguir ser perdoados? E aquela família, será que alguma vez nos vai querer ouvir? E ainda que já não bastasse de tantos dilemas na minha vida, ainda por cima me apaixonei por quem não devia. Eu a falar da minha irmã e aqui estou eu com o mesmo problema que ela. Essa rapariga nunca irá olhar para mim dessa maneira, primeiro porque tem namorado e parece ser vidrada nele e segundo porque depois de o segredo que carrego, não me vai querer ver nem pintado. Ainda não achas que já chega de tanto sofrimento. Deus certamente que me odeia! – disse Stefan olhando para o céu

David e Vanessa tinham chegado à biblioteca municipal, eles ali sabiam que tinham os jornais passados e os jornais de toda América. Não haveria outro sítio que tivesse jornais de há oito anos melhor que aquele de certeza. Eles entraram e logo uma recepcionista os recebeu, eles disseram que queriam pesquisar sobre uma notícia que saiu a alguns anos atras e ela então dirigiu-os para onde se encontrava uma sala com muitos arquivos com jornais e com computadores. Eles entraram, numa espécie de sala, e agradeceram a gentileza da rapariga que os atendeu. Ela disse que era a obrigação dela e que não tinham que agradecer, mas derreteu-se toda com o sorriso de David.

– Bem, temos que começar por algum lado. Mas e se nos dividíssemos? E tu procurasses nos jornais e eu ia pesquisar ali na base de dados? – perguntou David

– Sim, pode ser. Mas vamos lá por mãos ao trabalho, e antes vou saber se há aqui fotocopiadora ou alguma coisa do género. – disse Vanessa com cara séria, pois aquele assunto era muito delicado

Para os irmãos era um assunto extremamente delicado, a morte dos pais, mas também queriam saber mais sobre como tudo tinha acontecido, porque acharam estranho os pais depois de terem vindo de viagem terem vindo sozinhos, pois normalmente alguém os ia buscar ao aeroporto, mas daquela vez tudo tinha sido diferente, eles queriam tentar perceber o porque também de isso ter acontecido, passaram quase a tarde toda na biblioteca e tiraram todas as fotocopias necessárias e as informações todas que queriam. Ao sair da biblioteca foram outra vez, à recepcionista pagar as fotocopias todas que tinham tirado e ela atirou-se literalmente a David, pegou num papel e escreveu lá qualquer coisa e depois pegou na mão de David e pôs o papelzinho na mão dele e fecho-a. David não sabia como reagir, mas sorriu e despediu-se dela com dois beijos na cara e foi-se embora. Vanessa estava a rir-se cá fora como uma perdida.

– Bem…maninha, não…tem piada…nenhuma. – disse ele nervoso e engolindo em seco

– Ai tem, tem! Fazes furor, por estes lados, maninho. Ela gostou mesmo de ti. – disse ela rindo-se e apoiando-se no ombro dele

– Podes parar de brincar com isso? Será que podes ser mais sensível? – disse ele entrando no carro

– Eu sensível? Com o quê? Parece que cometeste algum crime, ela é que se atirou a ti, à força toda. Mas até é girinha, não? – disse ela em meio de gozo

– Não é feia de todo, não! Mas eu já tenho namorada, e se ela sonha mata-me! – disse ele engolindo em seco

– Desculpa, mas não consigo me conter. – disse ela dando uma enorme gargalhada

Chuck estava em casa sem fazer nada, estava a pensar numa maneira de surpreender a sua namorada. Até que se dá uma idéia, e ele levanta-se e fica a olhar para lá fora.

É isso mesmo, como não pensei nisso antes. Mas primeiro tenho que tratar das coisas e tenho que telefonar para o David. Só ele me pode ajudar nisto. Mas agora tenho que ir ver se arranjo como fazer esta ideia brilhar, e já sei a quem ligar. Anda lá Chuck, tens pouco tempo. Por isso, despacha-te. – disse Chuck descendo as escadas

– Família! Hoje não contêm comigo, para jantar. – disse ele entusiasmado para os pais

– Porque, Charles? – disse a mãe saindo da cozinha

– Não me chames, Charles. Porque tenho que surpreender uma pessoa e vou jantar fora. – disse Chuck dando um beijo à mãe e outro ao pai

– Nós também não vamos jantar em casa, por isso não vale a pena arranjar nada para o jantar, certo? – disse a mãe

– Não, quer dizer, sim. Arranja uma coisa especial, um daqueles melhores pratos que só tu sabes fazer. Porque assim já não tenho que pensar no jantar.

– Eu ainda não percebi, mas eu vou fazer qualquer coisa. E para quantas pessoas?

– Deixa lá, o teu filho quer é dizer que vai surpreender uma rapariga. Não se vê logo por os olhinhos a brilhar que tem? Vai lá, filho, mas juízo!

– Como me compreendes, pai. E eu tenho sempre juízo. E são para mim e para a tal rapariga. Agora tenho que ir. – disse ele saindo disparado

David sentiu o seu telemóvel a vibrar no bolso e assustou-se, tirou o telemóvel do bolso e olhou para o visor para ver quem era, era Chuck. Ele atendeu e Chuck começou a dizer para ele sair da beira de Vanessa porque precisava de lhe contar uma coisa, ele saiu da sala e foi cá para fora. Chuck começou a dizer a ideia que tinha tido para surpreender a irmã dele, e David concordou em ajuda-lo, só queria ver a sua irmã feliz, e a ideia de Chuck parecia ser uma maneira até de ela esquecer a tarde que tiveram, fechados naquela biblioteca. Chuck disse para ele fazer tudo como lhe disse e para a leva-la a onde ele pediu as oito horas da noite, certas. Ele disse para ele não se preocupar, e desligaram a chamada. Ao entrar a irmã apareceu logo à sua frente, e ele até se assustou.

– Que foste fazer lá fora? – perguntou Vanessa com a sobrancelha erguida

– Fui…fui falar ao telemóvel. – disse David nervoso

– E foi preciso ires lá fora? – perguntou Vanessa ainda confusa

– Oh, maninha…para lá de fazer perguntas, se faz favor. E de ser cusca, também. – disse ele fazendo-lhe festas no cabelo

– Está bem, mas estás esquisito, David. Andas a tramar alguma! Agora vou ali a casa do Chuck, enquanto não é hora do jantar. – disse ela dirigindo-se para a porta

– Está bem…quer dizer não podes lá ir, agora. Anda cá, maninha! – disse David quase se esquecendo do “plano”

– Porque que não posso lá ir?

– Porque…porque nós vamos jantar fora e…já não me lembrava que tens que te ir arranjar. Temos mesa marcada e tudo. – disse David atrapalhado

– E só me dizes isso agora? O que vale é que me arranjo depressa. – disse ela subindo as escadas

– Não podes-te desleixar, maninha. Tens que ir chique, é um restaurante mais requintado. Sabes como é.

– Porque um restaurante desses, David? Tu nem gostas nada disso. – disse ela rabugenta

– Oh, maninha, arranja-te lá que às oito horas temos que lá estar. E é só uma questão de experimentar todos os tipos de restaurante. Agora maneia-te, melhor, eu vou lá contigo escolher a roupa, senão ainda me apareces de fato de treino aqui em baixo. Toca a andar! – disse ele subindo as escadas mais depressa que ela

– Desde quando é que percebes de roupa feminina? – disse ela indo atras dele com cara de confusa

– Desde de que comecei a despir raparigas. – disse ele em tom de gargalhada

– Aí devias-te interessar demasiadamente pela roupa, não haja dúvida, David. Mas vamos lá.

– Por acaso…muito sinceramente, não. Havia coisas mais interessantes…

– Está bem, maninho, já percebi e dispenso pormenores da tua vida sexual. Já não estas com pressa? – resmungou ela

– Tu saíste cá uma resmungona, mais ou menos. – disse ele se rindo

– Saí ao mano mais velho! – disse ela ao despenteá-lo

Stefan chegou finalmente a casa, era quase sete horas da tarde, ele andou todo o dia a vaguear, para clarear as ideias. Quando entrou reparou que a sua irmã estava deitada no sofá, a dormir e com o telemóvel colado ao corpo dela. Ele sorriu, e foi ter com ela, muito devagar chegou-se perto e colocou-lhe uma manta que lá estava no sofá e cobria-a. Pôs-se de joelhos em frente dela e deu-lhe um beijo na testa.

– Desculpa, maninha, de não te dizer nada e se calhar deixar-te preocupada, mas é que precisava mesmo deste tempo só comigo. Isto fez-me acalmar um bocado. Depois falamos, Monique. – deu-lhe outro beijo na testa e sentou-se no sofá ao lado

Chuck já tinha tudo preparado para a surpresa de Vanessa, só faltava ele mudar de roupa, foi então que foi a uma casa de banho e vestiu-se a rigor. Ele ia vestir, um fato com gravata e tudo, simplesmente queria que aquela noite fosse perfeita e que fosse uma noite que a namorada nunca mais esquecesse. Ele acabou de vestir o fato, e arrumou as outras roupas e dirigiu-se para o sítio que tinha marcado com David, já eram quase oito horas quando ao longe conseguiu ver um carro naquela direção. O coração de Chuck, quase lhe saía do peito, com a intensidade que batia, Chuck levantou-se do banco onde estava sentado e pôs o maior sorriso. David parou o carro no sítio combinado e saiu do carro e foi abrir a porta da irmã, ela saiu e viu Chuck a vir na sua direção, ela ficou deslumbrada e surpresa por ele estar de fato, nunca pensou que ele de fato ficasse tão bem. Ela aproximou-se de Chuck, com um sorriso de orelha a orelha. David ficou a olhar para eles da beira do carro, a sorrir também.

– Bem, estás linda! – disse Chuck, olhando para ela de vestido, uma coisa que nunca tinha imaginado, tinha um vestido preto simples, e uns sapatos rasos e estava devidamente maquilhada por David.

– Tu também, estás lindo, Chuck! Mas onde é que vamos jantar, para tanta produção? – disse ela sorrindo para ele

– Ali. – apontou para uma mesa à beira mar, mas antes tinha um caminho cheio de velas e de pétalas de rosa, aquilo estava ali a delimitar o caminho. Tudo tinha sido pensado ao pormenor e para Chuck nada podia falhar. – Vamos? Senão a nossa reserva fica sem efeito.

– Isso é que não. Gosto imenso de ti, Chuck. – disse ela dando pondo os braços à volta do pescoço e dando-lhe um beijo, depois pôs o seu braço cruzado com o de Chuck e foram para a mesa – Tu és doido, só pode. Isto está tudo muito lindo, mesmo.

– Sou doido pela melhor namorada do mundo. E era isso que queria, tinha que estar tudo perfeito para ti. Agora senta-te que eu vou buscar o jantar. – disse ele arrastando a cadeira para ela se sentar, depois de ela estar sentada ele dirigiu-se a uma pequena tenda e foi buscar a comida e colocou em cima da mesa, sentando-se a seguir

– Nem tenho palavras para isto tudo. – disse ela deslumbrada com aquilo que o namorado tinha preparado

David do parque de estacionamento estava a sorrir por ver que a sua irmã estava feliz. Ele deu meia volta e entrou no carro para se dirigir para casa.

Chuck e Vanessa jantaram, conversaram e riram-se imenso, todo o jantar estava perfeito e aqueles dois estavam cada vez mais apaixonados. Depois de jantarem, decidiram dar um passeio pela praia, e assim o fizeram. De mãos dadas, lá foram eles pela beira da água conversaram e a trocarem carinhos um com o outro, a brisa do mar estava óptima naquela noite, corria um vento fresquinho mas sem ser frio demais nem quente, o mar estava sereno e tinham uma praia só para eles naquela noite, tudo estava perfeito. Sentaram-se numa rocha que lá estava e ficaram a olhar o mar, abraçados um ao outro.

– Posso-te perguntar uma coisa, e não me levas a mal? – perguntou Chuck não largando a namorada dos seus braços

– Sim, podes dizer. – disse ela encostando-se cada vez mais a ele

– Onde é que estão os teus pais? – ao perguntar isto Vanessa saiu dos braços do namorado e pôs as mãos na cara – Se não quiseres falar, não precisas, mas é que achei estranho vocês virem só os dois e ser só aquela vossa tia a vir visita-los.

– Não é que não queira contar, mas acho que mereces saber, és meu namorado e eu confio em ti. Os meus pais…morreram há oito anos atrás, num acidente de carro. – disse ela a começar a chorar

– Desculpa, por ter perguntado, sou mesmo estupido. Arruinei a nossa noite, só mesmo eu. – disse ele atrapalhado e limpou-lhe as lagrimas

– Não és nada, Chuck. Eu compreendo a tua estranheza, e ainda bem que perguntaste. É sinal que queres saber mais sobre mim, mas está tudo bem. Eu já lidei com a morte deles, só que doí sempre, no final eles eram meus pais. E se talvez não fosse essa tragédia eu nunca tinha o irmão que tenho. – disse ela dando um sorriso

– Porquê? Vocês parecem se dar tão bem! – disse Chuck pondo o braço por cima dos ombros de Vanessa

– E damo-nos, mas isso é agora. Eu e o David, eramos daquele tipo de irmãos que se odiava completamente, raramente falavamos e quando o fazíamos era aos berros um com o outro. Eu e ele não podíamos estar a respirar o mesmo ar mais de cinco minutos seguidos, senão era discussão por completo. Ele excluía-me da vida dele por completo, nem dava conta que eu existia as vezes. – disse ela ficando com uma cara triste – Não era fácil a nossa convivência, mas tudo passou com a morte dos nossos pais, por incrível que pareça. E os nossos pais sempre nos davam a maior atenção que podiam, e quando iam viajar deixavam alguém em casa para cuidar de nós. Foram uns pais fantásticos, e o que eles mais queriam era nos ver juntos. – disse ela dando um sorriso leve

– Há males que vêm por bem! E esse foi um deles, o pior foi de ter sido como foi. Mas ainda bem que desabafaste, isso faz-te bem. E digo-te mais da maneira como ele me bateu da outra vez, ninguém diria que ele era assim indiferente para ti. Fogo, doeu de caramba. – disse ele dando-lhe um beijo na cara e abraçando-a mais forte

– Tu mereceste, também! – disse ela empinando o nariz

– Porquê? Eu não fiz nada de mal! – disse ele fazendo cara de espanto – Mas queres ver a tua recompensa agora? – ao dizer isto começou a fazer-lhe cocegas e ela torceu-se toda acabando os dois por cair da rocha diretamente na areia, depois andavam a rebolar na areia e a brincar como duas inocentes crianças

Notas finais
Estão quase nos capítulos finais....Que estão achando da história? Está sendo boa ou ruim? ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.