Não Existem Coisas Más - 1 Temporada

18 Capitulo XVIII - Algo me diz para desistir, será que o faço?


David, quase caía da cama com o pesadelo que estava a ter, os dois dias que esteve preso naquele quarto imundo e escuro, fez com que ele tivesse pesadelos esta noite, mas depois de bem acordado foi à casa de banho tomar um banho para relaxar e pensar noutras coisas. Depois de tomar banho reparou que a sua irmã ainda dormia serenamente, foi então que se dirigiu à beira dela, pé ante pé, e quando chegou a beira da cama começou a abanar a cabeça cheia de água para cima da irmã que acordou estremunhada e com vontade de matar quem estivesse a fazer isso. Depois de ela acordar ele saltou para cima da cama, para ter a certeza que ela acordava por completo, ela meia dormente como estava só lhe queria dar cabo do canastro. Foi assim que deram o bom dia um ao outro, depois sentaram-se os dois na cama e olharam um para o outro a rirem-se.

– Bem, maninha, já tinha saudades disto! Mas agora estou completamente cansado! – disse ele pondo a língua de fora

– Saudades de quê? De atormentar os meus sonhos? Obrigadinha, pela parte que me toca! – disse ela olhando com cara de ofendida

– Admite lá, que até já tinhas saudades de acordar com esta energia.

– Admito, admito. – disse ela empinando o nariz

– Também já tinha saudades dessa carinha, mas agora posso dizer que senti mesmo saudades tuas, maninha! – disse ele abraçando-a

– Eu também, maninho, sem ti, esta casa não tem piada nenhuma. E para além de saudades, tinha também preocupação, sei lá o que te podiam fazer. – disse ela encolhendo-se nos braços do irmão

– Não te precisas de preocupar, eu já estou aqui à tua beira, pequenina! Mas é bom estar assim contigo outra vez, ter-te nos meus braços é muito bom mesmo. – disse ele carinhoso

– Tu quando és assim, és tão querido! Mas olha, maninho, tenho uma coisa para te contar.

– Que foi? Que é que fizeste agora? – disse ele gozando

– Não sejas parvo, maninho! Eu não fiz nada de mal, só que houve uma pessoa que me veio visitar e que agora esta aqui alojado.

– Quem? O Chuck está aqui? Mas ele não tem casa? – disse ele espantado

– Não é o Chuck, é o meu melhor amigo, o Zayn. Ele veio da Califórnia para estar um tempo comigo, e eu não o ia deixar ir para um hotel, como é óbvio.

– Fizeste bem, maninha, eu até vou com a cara dele. Mas o Chuck é que quando souber é que pronto…não deve gostar muito da ideia. – disse ele com cara de gozo

– Não tem que achar nada, eu não vou deixar o meu melhor amigo por causa do que ele acha.

– Acho muito bem que assim seja, mas tens que aceitar que o Zayn, não te vê só como melhor amiga, maninha! – disse ele tossindo

– Não digas disparates, David! – disse ela dando-lhe uma palmada no braço

– Oh, maninha, não sejas parvinha, o rapaz não vinha do outro lado do mundo para ver só uma melhor amiga, não é?

– Do outro lado do mundo? David, ele estava no mesmo continente que nós. E não faças filmes! – disse Vanessa de nariz empinado

– Eu não faço filmes, só digo o que é visível. O Chuck já está fora do campeonato? – disse David serio olhando para a irmã

– Nem está dentro, nem fora, não esta simplesmente! O Chuck magoou-me logo só depois de falar com ele é que vou decidir o que vou fazer. E tu e a Monique, neste tempo todo passou-se alguma coisa? – disse ela olhando fixamente para o irmão

– Para de me olhar assim, e depois não sejas cusca! E também não mudes de assunto, não era da Monique que estávamos a falar. Olha que esta, agora! – disse ele empinando o nariz e cruzando os braços

– Oh, oh, oh, tu andas atento à minha vida amorosa e agora não posso perguntar sobre a tua? – disse ela batendo-lhe no braço

– Au, essa doeu. Mas a minha vida amorosa está muito bem agora. – disse ele sorrindo

– Até quando? Até ela começar a fugir-te, outra vez? Desculpa, por te dizer isto mas eu não vou lá muito com a cara dela e digo-te mais aqueles dois escondem alguma coisa! – disse ela olhando para lá para fora

– Ei, maninha! Não sejas desmancha-prazeres, isso és tu com medo de perderes a minha atenção. Mas não precisas de te preocupar com isso, pequenina. – disse ele levantando-se e abraçando-a

– Não é nada disso, é um pressentimento que tenho!

– Outra a dizer-me isso? Mas será que vocês, mulheres não sabem deixar os pressentimentos de lado? – disse David com cara de assustado

– Agora não percebi, David.

– Nada, nada…Agora, vai lá te preparar para irmos tomar o pequeno-almoço juntos! – disse ele sorridente e dando-lhe um beijo na testa

– Já estás com fome, oh esfomeado? – disse ela berrando para ele ouvir

– Já devias saber que sim, eu por ter desaparecido uns dias não quer dizer que, fiquei com menos fome. – disse ele berrando também do quarto

Monique estava a descer as escadas e alguém tocou à campainha, ela ainda de mau humor matinal foi abrir a porta, era Chuck com um enorme sorriso. Ele mal a viu abraçou-a e levou-a ao ar, ela sorriu imediatamente por ver quem era. Ele estava feliz por ter a melhor amiga de volta, ela era muito importante na vida dele, já se conheciam há dois anos e nunca tinham ficado um sem o outro e aquilo tinha sido um tormento.

– Monique, estava cheio de saudades e preocupação contigo. Finalmente já estas nos meus braços e bem de saúde. – disse Chuck pousando-a no chão

– Eu também já tinha imensas saudades tuas, nunca pensei que ficar sem ti durante uns dias me fizesse ter tantas saudades. – disse ela sorrindo

– Bem, o que é que eles queriam? Fizeram-te mal? Magoaram-te? Estás mesmo bem? – disse Chuck nervoso

– Calma, Chuck! Está tudo bem, estou inteira, não me fizeram nada não te preocupes. E o que eles queriam, não sei. – disse ela disfarçando não sabendo

– Ainda bem, fico feliz por estares aqui ao meu lado, outra vez. – disse ele fazendo-lhe festas no cabelo

– Bem, tu é que não pareces estar muito bem. Tu é que pareces ter sido raptado, rapaz! O que se passa? – disse ela dando-lhe a mão e levou-o para o sofá

– O que se passa, é que a Vanessa não me liga nenhuma, e ainda está fula comigo! Ela nem me deixa chegar perto, e depois nós discutimos outra vez ontem. – disse ele com cara triste

– E porque? – disse ela preocupada

– Porque, encontrei o Stefan lá em casa com ela em tronco nu e tive ciúmes o que levou a eu dizer coisas menos boas. Mas parece que ele estava lá para ir vos ajudar.

– Mas tu achas que o meu irmão ia-se apaixonar por ela? Por favor, ela é mais nova que ele.

– E então? Tu também és mais nova que o David, e isso não impede que ele goste de ti. Mas espero que ele se mantenha longe, eu gosto imenso dela por isso lutarei contra qualquer rapazinho que se meter no meio.

– Mas tu estás tolo, podes tratar de todos os rapazinhos mas no meu irmão não tocas, esta bem? – disse ela apontando o dedo e com cara de zangada

– Só não toco se ele se mantiver afastado. Ela é muito importante para mim, está bem? Eu gosto imenso dela, e não a quero perder. – disse ele abaixando-lhe o dedo

– Fazes bem, mas o que é que estás aqui a fazer? Tu devias estar-lhe a dizer isso a ela e não a mim. Chuck, acorda e poe-te a andar, vai falar com a Vanessa, estás à espera de quê? – disse ela abanando-o

– Tens razão, eu tenho que ir reconquistá-la. Até logo, melhor amiga. – disse ele dando-lhe um beijo na testa e saindo

Zayn e Vanessa saíram e foram dar uma volta até à praia, foram conversando e cantando pelo caminho. Chegaram lá e o mar estava sereno e com um azul brilhante, o céu estava limpo e sem nuvens, o barulho das ondas do mar acalmava-os, sentiam que tudo ali era melhor e mais sereno. Zayn estava a cantarolar qualquer coisa o que chamou a atenção de Vanessa, ele cantava uma música da sua banda, Vanessa estava deslumbrada a ouvi-lo, ela acompanhava-o com uma batida das mãos nas pernas, fazia de bateria. Ele saltou para a areia e começou a cantar e a dançar, ela continuava a fazer a batida sentada numas pedras que lá estavam. Ele conclui-o a musica com um beijo no rosto da amiga.

– Bem, não sabia que cantavas assim tão bem! Mas gostei imenso de te ouvir, sim senhora. – disse ela abraçando-o

– Há muitas coisas em mim que tu não conheces, mas digo-te que não canto assim grande coisa.

– Não digas disparates, oh marroquino! – disse ela tentando irrita-lo

– Não me chames isso, pah! Eu não sou marroquino, o muito que podia ser era árabe. – disse ele cruzando os braços

– Pronto, assim seja, oh senhor árabe! – disse ela rindo-se e ele ficou espantado a olha-la – Que foi? – disse ela preocupada

– Já não te via a rir assim há tanto tempo. Mas é bom o teu sorriso e o teu riso, estarem de volta!

– Sabes, é a tua companhia que me faz bem. Já devias saber disso. – disse ela sorrindo

– É bom saber isso. – disse ele abraçando-a

Chuck estava longe a ver aquela cumplicidade toda entre Zayn e Vanessa, ele tinha ido a casa dela mas o irmão disse que ela tinha vindo à praia passar o tempo só não lhe disse que ela tinha vindo acompanhada. Chuck sentia-se mal ao ver aquela cumplicidade toda e sentou-se na areia longe deles, para não ser visto, ele não queria acreditar que ela tinha arranjado um namorado. Ele sentia-se tão estupido por ter lutado por ela, ter-lhe dado tanto tempo, nada se comparava à dor que ele sentia no peito, vê-la assim feliz à beira de outro rapaz fazia-o ainda ter mais a certeza que ela era a rapariga que ele queria, mas ele é que devia estar no lugar daquele rapaz e pôr-lhe o maior sorriso do mundo.

Como é possível, eu ser tão estúpido? Eu é que devia estar ali, no lugar daquele rapazinho de meia tigela. Eu não te quero perder, foste e és a única que me fez acelerar o coração cada vez que estas perto de mim, és a única que só com o sorriso me faz arrepiar e também és a única que só de olhar para ti me dá vontade de te abraçar e de te beijar. Mas o que me adianta estar aqui a falar para mim próprio, ela está longe, e muito longe, talvez, ela não me ouve, aí Chuck Comeau. Devias era ter falado com ela há mais tempo, perdeste tempo escusadamente! E agora também a perdeste, para a próxima acorda mais cedo, ninguém te manda ser estupido, agora ele tem aquilo que sempre quiseste, e tem a melhor pessoa do mundo como namorada. – dizia Chuck sozinho começando a formar lagrimas nos olhos

Stefan, chegou a casa cansado da sua corrida do dia, foi à cozinha beber água antes que desidratasse, depois lavou a cara e sentou-se no sofá. Ao sentar-se no sofá reparou que a casa estava muito silenciosa, foi então que chamou a irmã, para ver se ela estava em casa, ela respondeu de lá de cima, então ele decidiu subir as escadas e ir lá falar com ela, sobre o rapto. Ela estava sentada na secretaria a escrever qualquer coisa numa folha, ele bateu à porta e entrou, sentou-se na cama virado para ela, e ela parou o que estava a fazer e virou-se para ele.

– Então como estás? – disse Stefan preocupado

– Estou bem, já estou em casa. Não podia estar melhor. – disse ela com um sorriso

– Ainda bem. Mas isto tudo, sabes porque que aconteceu, não sabes? – disse ele em tom meigo

– Sei, Stefan! Mas não falemos desse assunto, pelo menos não hoje, por favor, cheguei ontem a casa e tu já vais começar a dar-me na cabeça? Stefan, o que se passou, passou, já lá vai! – disse Monique se levantando da cadeira

– Mas Monique, tu sabes o perigoso que isto se está a tornar, não sabes? E entre ti e o David o que aconteceu?

– Entre mim e o David, não aconteceu nada, viste que estávamos amarrados logo era impossível que acontecesse alguma coisa. – disse ela desviando o assunto

– Não é isso, e tu sabes que não era isso que queria perguntar.

– Stefan, descontrai mais e não te preocupes demasiado com o que nos pode acontecer, estar sempre a olhar por cima do ombro não é um estilo de vida saudável. Eu e o David demos uns beijos, não passou disso, mas queres que seja sincera? Eu cada vez gosto mais dele, Stefan, eu não consigo deixar de pensar nele. Será que não percebes que ele é o rapaz da minha vida?

– Monique, não vamos voltar a falar nisso, esse amor é arriscado e perigoso para ti e para mim. Será que não te preocupas com isso, caramba? Tu hoje gostas dele, mas amanha quando sairmos daqui já podes gostar de outro qualquer.

– Mas será que perdeste os sentimentos todos? Isto não funciona assim, não estalo os dedos e tudo o que sinto por o David desaparece. Se tu estivesses apaixonado sabias o que era isso. – disse ela saindo do quarto

– O que tu não sabes é que eu já me apaixonei! Mas infelizmente, ela é um amor proibido! – disse ele triste

– O quê, maninho? Tu apaixonado? Por quem? – disse ela surpreendida com o que ouviu

– Era suposto…não teres ouvido esta parte…por isso esquece o que eu disse. – disse Stefan saindo do quarto mas sendo agarrado por Monique

– Calma lá! Tu dizes que estás apaixonado e agora não me contas o resto?

– Não há nada para contar, eu e ela nunca vamos ter nada. É um amor proibido, ponto! – disse ele determinado

– Mas não tem que ser assim, se gostas dela, luta por ela, não desperdices tempo em achares que é um amor proibido ou essas tretas que tu dizes. Não há amores proibidos, todos os amores são possíveis só basta lutarmos por eles. – disse Monique mas Stefan virou-lhe as costas e desceu

– Monique, podes parar com isso. Eu nunca vou lutar por ela, primeiro porque ela gosta de outro rapaz, segundo porque sou mais velho que ela e terceiro porque não vou engana-la e dizer que vou faze-la feliz e depois deixa-la quando for embora. – disse ele desviando o olhar para a janela

– Como assim, ires embora? Tu pensas que vais para onde? Mudar de país, outra vez? – disse ela irritada

– Claro, ou achas que depois disto podemos ficar aqui? Para quê? Para sermos apanhados pelo maluco que anda a solta? Ou melhor, queres ser apanhada pela polícia? Nós daqui a algum tempo, vamos embora deste país de vez. – disse Stefan também ele irritado

– Vamos? Mas eu não tenho voto na matéria? Nem me deixas dar a minha opinião, achas isso justo, Stefan? Eu não quero ir a lado nenhum, o rapaz da minha vida está aqui, o meu melhor amigo está aqui e a minha vida está aqui, será que isso não te diz nada? – disse ela mais calma mas com as lagrimas nos olhos

– Eu percebo-te, mana, mas percebe que eu tenho medo o que nos possa acontecer. – disse ele abraçando-a – E por muito que não pareça, eu gosto de te ver assim, apaixonada, vê-se que ele te faz feliz. Numa situação normal, eu estava radiante com isso, mas nós não temos uma situação normal, maninha! – disse ele fazendo-lhe festas no cabelo

– Eu percebo isso, mas eu amo-o, Stefan! – disse ela a choramingar

Já estava noite em Montreal, aquela cidade era linda de noite, as luzes acesas davam outro brilho à cidade. Tudo parecia brilhar à noite, e a passear de noite naquela cidade era mágico, David, Vanessa e Zayn, tinham ido jantar fora e estavam deslumbrados com a cidade. Nenhum deles ainda tinha saído à noite naquela cidade linda, mas parecia que todos estavam a gostar, mas como David era o mais esfomeado tiveram que ir procurar um restaurante. Eles viram um muito recatado num canto da cidade, entraram e repararam que era um restaurante até muito acolhedor, não era nada de excêntrico e nada de muito requintado, mas nenhum deles gostava desses restaurantes, por isso tinham acertado no restaurante.

Durante o restaurante, todos se divertiram, falaram sobre música, pois todos estavam dentro do assunto, Zayn comentou que tinha formado uma banda e David comentou que esse também era o seu sonho. Então cada um falou dos seus dotes na musica e por incrível que pareça, ou não, todos tinham um, o David era virado e vidrado no baixo, mas também cantava lindamente, a Vanessa era louca por baterias, aquele instrumento era o que a fazia expressar, o seu irmão achava que ela cantava bem, mas ela não era da mesma opinião, o Zayn, esse só gostava mesmo era de cantar, só tinha um instrumento, que era as cordas vocais. O Zayn e o David estavam a tentar fazer notas agudas sem desafinar mas o que estavam a conseguir era chamar a atenção do resto das pessoas que também estavam a jantar ali, Vanessa só se ria com os olhares todos virados e colados neles os dois, eles até que chegaram a uma altura em que não podiam mais da garganta e então pararam mas riram-se tanto por as pessoas todas estarem estupefatas a olhar. Todos eles estavam muito animados, mas de repente um telemóvel toca, era o telemóvel de Zayn, ele olhou e foi atender fora do restaurante porque lá dentro ele não conseguia ouvir nada. Foi então que David aproveitou a saída de Zayn para falar com a irmã sobre uma coisa que tinha pensado quando tinha sido raptado.

– Maninha, tenho uma coisa para te contar…tipo, pensei nisto quando tive naquele quarto imundo, nós até inclusive já tínhamos falado nisto…mas acho que preciso mesmo de o fazer. – disse David parecendo nervoso

– Diz, David, estás-me a deixar nervosa! – disse ela pegando nas mãos de David, para ele parar quieto com as mãos

– Pensei…em por em pratica aquilo que já tínhamos falado, procurar mais sobre o acidente…vitimou, as duas pessoas mais importantes…da nossa vida. – disse David com os olhos brilhantes

– Porque essa pressa agora, maninho? – perguntou ela fazendo-lhe festas no rosto

– Não sei, parece que…alguma coisa me diz para o fazer. Talvez, não consigas entender, mas…

– Percebo, acredita que te percebo bem, maninho. Eu sinto o mesmo, mas nunca disse nada porque sei como tu és. E tinha medo de te por triste. – interrompeu ela, fazendo ele abraça-la

– Tu és fantástica, Vanessa, nunca mudes por ninguém! – disse David, apertando-a mais forte

– Não sejas exagerado, maninho! – disse ela ficando corada

Zayn voltou ao restaurante e sentou-se com uma expressão triste, Vanessa, largou o irmão e quis saber o que se tinha passado com Zayn. Por isso deu atenção a Zayn, David deixou os a sós e foi até à casa de banho.

– Então, Zayn, o que se passa? – perguntou ela preocupada

– Passa-se que eu vou ter que voltar para a Califórnia, amanha se calhar. – disse ele parecendo deprimido

– Porquê? Foram os teus pais que te ligaram?

– Não, foi um elemento da minha banda, acho que nós temos que ir para o Reino Unido, fazer uma demonstração qualquer, a umas pessoas de uma editora.

– E então, porque que estás assim, triste? – disse ela não percebendo

– Estou assim, porque não passei muito tempo contigo, e sei que não tens culpa, mas gostava de ter aproveitado mais. – disse ele baixando o olhar para o chão

– Aproveitamos sim, tu deste-me muita força ao longo destes dias difíceis. Fizeste-me rir, estavas lá quando eu chorava, fizeste tudo o que pudeste para me abstrair dos problemas, isso tudo foi tempo aproveitado. E não podias ter vindo em melhor altura, tu sempre sabes quando preciso de ti, deves ter esse dom. – disse Vanessa o fazendo olhar para ela e sorrir

– Sim, por um lado tens toda a razão. E fico mesmo feliz por ter estado aqui para ti ao longo destes dias. E tenho é que ver esse lado positivo, e também não vão faltar oportunidades para estarmos juntos. – disse ele sorrindo e dando-lhe um beijo na testa

– Exatamente, este sim é o meu melhor amigo! E agora o que interessa é que vás lá fazer a demonstração para aquelas pessoas daquela editora e dares o teu melhor. – disse ela esboçando o maior sorriso

– Obrigada! Eu vou dar sempre o meu melhor, prometo!

– Acho muito bem, menino Zayn Malik! Gosto imenso de ti, meu árabe. – ao dizer isto ele deu uma gargalhada

David ao longe sorria, via que aquilo era uma amizade linda, eles realmente desde pequenos se davam bem, depois foram afastados mas sempre mantiveram contato o que é surpreendente. Ele gostava de ver a sua irmã assim, feliz. Tudo o que ele viveu com a sua irmã naqueles anos depois da morte dos seus pais, tudo tinha sido fantástico, ele aprendeu imenso com ela e ela com ele. Finalmente podia-se dizer que se tinham entendido na perfeição, os opostos se atraem mas eles tem muito mais em comum do que julgam.

Notas finais
;)