Não Deixe O Amor Passar
28 Capítulo 28 - Coração na Mão
Notas iniciais
Ele se sentia perdido. Sentia como se seu coração estivesse a ponto de parar.
_ Sara! – ele tentou gritar, mas tudo o que conseguiu emitir foi um sussurro, ao ouvir o som do tiro.
Ficou ainda mais atônito ao vê-la caída no chão. O corpo imóvel parecia sem vida. Grissom não se permitia acreditar que Sara estava morta. Não podia ser! Ela tinha que estar viva! Ele tinha que falar para ela que a amava.
Andou receoso até onde ela se encontrava. Enquanto caminhava, seu pensamento voou para longe dali. Lembrou-se de algumas horas antes, quando Sara insistiu que iria falar com o suspeito. Ela insistiu tanto, que ele não teve alternativa a não ser permitir. Ela era bem teimosa quando queria.
Ele havia mudado e ela era a responsável por isso. Desde que conhecera Sara Sidle, sua vida nunca mais fora a mesma. Com ela, ele havia percebido que sexo sem amor era triste. Percebeu que as experiências que tivera antes dela, de nada valeram.
Pareceu levar uma eternidade para chegar até onde ela se encontrava. Tomou-a em seus braços. As lágrimas desciam em seu rosto sem pedir licença.
_ Sara, meu amor, não me deixe! Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer.
Como é grande o meu amor por você! E não ha nada pra comparar, para poder lhe explicar. Como é grande o meu amor por você – ele dizia entre lágrimas — Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito. Não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar como é grande o meu amor por você. Nunca se esqueça, nem um segundo que eu tenho o amor maior do mundo. Como é grande o meu amor por você!
Ela abriu os olhos lentamente, sem poder acreditar no que ouvia.
_ Repete, Grissom!
Ele não cabia em si de felicidade. Ela estava viva! Estava viva!
_ Eu te amo, Sara! Sempre te amei e sempre vou te amar!
A ambulância não tardou a chegar. Ela foi socorrida rapidamente. Levava em seu rosto um belo sorriso. Grissom a amava.
–o-
Ela estava deitada na cama do hospital. A face ainda estava pálida devido a perda de sangue. Ele estava sentado em uma cadeira ao lado de sua cama. Momentos antes havia conversado com Adam e posto um fim na relação deles.
_ Eu tenho um segredo para te contar – ela disse com dificuldade.
_ Shiii meu amor, não se esforce!
_ Mas eu preciso confessar... – ela suplicava.
_ Tudo bem, fale!
_ Eu roubei uma página de seu caderno – ela o encarou pedindo desculpas com o olhar.
Ele riu. Em um momento como aquele, era isso que ela tinha a confessar? Que roubou uma página de caderno?
_ Mas que bobagem,querida! Uma página de caderno não tem importância.
_ É que não era um caderno qualquer. Eu roubei uma página do caderno que sua mãe lhe deu – ela baixou o olhar – e foi por isso que eu te abandonei no passado. Tentei apagar você da minha vida, porque julguei que era o certo a fazer. Eu preferia morrer a ver você partir.
_ Não estou te entendendo, Sara. Me explique melhor.
Ela limpou a garganta. Era hora de esclarecer tudo.
_ Quero explicar a você, porque o abandonei. Você me disse que ficaria em São Francisco e que iria a Las Vegas apenas para assinar os papeis de sua demissão. Eu me senti a mulher mais feliz do mundo. Então você me pediu para esperá-lo, enquanto arrumava os relatórios e assim o fiz. Enquanto o esperava, vi seu caderno em cima da mesa. Não resisti à curiosidade e o li. Belos conselhos os de sua mãe. Uma mulher muito sábia – ela respirou fundo e continuou – As horas foram passando e achei que você estava demorando muito. Aproximei-me da porta de seu quarto e ouvi você falando com a Cath e como precisava voltar com urgência para Las Vegas. O penúltimo conselho de sua mãe me surgiu claramente: “Se você preferir morrer, antes de ver a pessoa partindo: é o amor que chegou em sua vida”. Foi exatamente isso que eu fiz. Morri para o mundo, porque eu deixei você partir. Arranquei aquela página do caderno, para que você não soubesse o que eu havia feito.
Ele a abraçou da melhor forma. Então fora por isso que ela o havia abandonado. E ela nunca deixou de amá-lo. Sorriu para ela.
_ Sara, minha querida, como você foi capaz de fazer isso?
_ Você me perdoa por ter arrancado a página do seu caderno?
Ele fingiu pensar no assunto, enquanto acariciava sua pele macia.
_ Por você ter arrancado a página do caderno, sim. Por ter me abandonado, não. Para eu mudar de ideia terá que me recompensar todos os dias...
_ Isso será um prazer!
Ela o beijou apaixonadamente. Não o deixaria partir nunca mais. Sem palavras, eles haviam feito um pacto. Seriam um para o outro para sempre!
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