Não Deixe O Amor Passar

23 Capítulo 23 - Apenas Ouça-me!


Notas iniciais
Gostaria de agradecer à SarinhaGSRForever, anne_chb, bela, AlanaSidle, anny, Marrom Bombom e Catherine Willows Sander pelos comentários no capítulo anterior. Obrigada meninas! vocês se incentivam a continuar... ,às 22 pessoas que acompanham a estória e ás 102 visualizaões. Muito obrigada! Boa leitura! Espero que gostem. PS: Nos vemos nas notas finais.

Grissom engoliu a seco procurando retomar o autocontrole. Pela primeira vez na vida, sentia uma quase incontrolável vontade de chorar. Ele tinha um filho!

Nada na vida o havia preparado para a emoção que veio com a notícia. Por um momento, toda a raiva que sentia pela omissão de Sara foi substituída por uma crescente ansiedade. Queria participar da vida de seu filho. Pegá-lo no colo. Vê-lo crescer e se desenvolver. Queria estar perto dele quando ele tivesse a primeira decepção amorosa e consolá-lo...

Levantou o olhar e fez a pergunta que valia a sua felicidade, ou parte dela.

_ Sara, casa comigo?

Sara estava em choque. Não conseguia e não sabia o que responder àquela pergunta sem cabimento. Como ele tinha a ousadia de lhe fazer tal proposta?

_ O que você disse? – ela perguntou sem conseguir disfarçar sua incredulidade. Tinha certeza de que não ouvia bem. Grissom nunca lhe faria uma proposta como aquela.

_ Eu perguntei se você aceita casar comigo – ele respondeu tranquilamente como se não houvesse dito nada de mais.

Ela andou pelo quarto com passos apressados. Estava extremamente nervosa. Grissom tinha esse dom. Não bastasse ele ter descoberto seu segredo, o qual ela havia se esforçado tanto para manter, ainda lhe fazia aquele pedido. Casar! Isso era demais para ela. Ele estava maluco.

_ Você não pode estar falando sério!

_ É claro que estou falando sério! Precisamos nos casar...

_ Não! Não precisamos.

Grissom ignorou a resposta dela.

_ Posso sustentar você e nosso filho...

Sara o interrompeu.

_ Casar com você não está nos meus planos – afirmou Sara enfática – Não preciso que nos sustente. Eu posso muito bem fazer isso sozinha. Eu tenho um trabalho e você sabe muito bem disso.

_ Mas Sara, pense no nosso filho...

_ Não vou me casar com você apenas pelo nosso filho, Grissom.

Ele ignorou a resposta negativa dela. Ele sempre conseguia o que queria. Decidiu tentar outro caminho para conseguir seu intento. Era melhor não deixá-la mais furiosa do que já estava. Voltou sua atenção para o filho que ainda estava nos braços de Sara.

_ Qual o nome dele? – Grissom aproximou-se e tentou acariciar o braço da criança. Mas logo recuou.

_ William – Sara estava deslumbrada com o olhar de Grissom para o filho. Naquele momento, o encanto parecia dominá-la e fazê-la perceber o laço que ainda existia entre eles – O nome dele é William Arthur Sidle. Mas eu o chamo de Billy.

Um leve tremor no canto dos olhos foi o único sinal que Grissom deu de que estava surpreso.

_ Você deu a ele o meu nome e ainda assim não ia me contar nada sobre ele? – ele censurou-a levemente.

Ela deu de ombros.

Andou ao redor da cadeira de balanço para poder olhar melhor o bebê. A criança tinha a cabeça coberta por finos cabelos castanhos. Mexia-se de um lado para o outro, com os olhos semiabertos e com os braços sobre o ombro de Sara. Pela pequena abertura de seus olhos, Grissom pode perceber que a cor deles era azul como os seus.

Com cuidado. Grissom passou o indicador sobre a palma da mão do bebê. Quando William apertou-lhe o dedo num reflexo natural, Grissom sorriu.

_ Ele é bem forte para o seu tamanho!

_ Ele não é tão pequeno – falou Sara – Pesava três quilos quando nasceu.

_ Foi muito difícil para você?

_ Depois de quase vinte e três horas de contrações, a médica achou que eu não conseguiria ter um parto normal. Estavam me preparando para uma cesariana quando a cabeça do William apareceu, aí então, a doutora decidiu tentar mais uma vez. Acho que levou mais umas duas horas até que ele nasceu.

Grissom estava pálido. A ideia de vê-la sofrendo, sentindo dores durante todo um dia, parecia-lhe insuportável.

_ Você estava sozinha? – indagou, curioso.

Após um movimento de cabeça, Sara explicou:

_ Uma amiga estava comigo.

_ Eu é quem deveria estar do seu lado, Sara – ele disse em tom de repreensão para si mesmo – Se eu tivesse lhe dado a oportunidade de me contar...

Ele suspirou e olhando fixamente nos olhos de Sara, ele disse:

_ Sara, sei o quanto foi difícil e como continua sendo difícil para você criar nosso filho sozinha. Sei também que você também tem toda condição de criá-lo sozinha. Sei disso. Mas foi pensando exatamente nisso, que lhe propus o casamento.

Ela fez menção de falar alguma coisa mas ele a interrompeu.

_ Sara, apenas ouça-me. Você não precisa me dar uma resposta agora. Quero que você reflita. Pense nas coisas que podemos fazer por nosso filho juntos. Pense na criação que podemos dar a ele. Há coisas que só um pai pode ensinar para o filho, assim como há coisas que só uma mãe pode ensinar. Você mais do que ninguém sabe o que é crescer sem um pai. Eu também sei. Embora a ausência de nossos pais tenha sido por motivos diferentes, nós dois crescemos sem o exemplo deles. Não quero isso para nosso filho. Pense nisso!

Grissom apenas terminou de dizer isso e saiu deixando uma Sara pensativa. Deveria aceitar a proposta dele? Tinha certeza de que ele não a amava. Se aceitasse, conseguiria viver uma união sem amor?

Notas finais
O que acharam? Preciso da opinião de vocês!! Comentar não cai o dedinho... A partir de agora eu entro em recesso, ou seja, a fic vai entrar em hiatus. Só retorno em Janeiro. kkkkkkk A autora também precisa de descanso, mas prometo voltar com surpresas. Um super beijo, feliz Natal e Próspero Ano Novo!! Bjinhos da Bia!!! PS: Não me abandonem, viu?