Não Arrisque

18 O Sacrifício das Mil Vidas


Notas iniciais
Heloo!! =) + um cap..=P
era pra ter postado ontem + passei a tarde toda assistindo The vampire diaries com minha amiga..kkkkk'
cap recheado de emoçoes..xD
qeria saber se estou escrevendo + falas do q narração..me tirem essa dúvida, ok? U_U
Boa leitura! até lá embaixo

- Você não pode fazer isso! — vociferei, completamente e irrevogavelmente transtornada. — São pessoas inocentes!

Ela riu com gosto, e sumiu numa fumaça negra.

- Transferência de alma. — Leon murmurou, sério e pensativo. — O lendário sacrifício das vidas ceifadas.

- O quê?! — disse, sem entender.

- O sacrifício consiste em reter almas — Leon me contou, olhando-me nos olhos. — É um ritual que tinha sido esquecido por muito tempo. Mas ele só pode ser feito se... — ele fez uma pausa. — Romper as barreiras do mundo paralelo.

- Espera aí. — eu olhei ao redor. — Esse lugar, no outro mundo...

- É a Floresta Vermelha. — ele completou.

Quando meus olhos se abriram por completo, pude enxergar vinhas e heras se emaranharem por entre as vigas da ponte, que aos poucos iam sumindo.

- Mas como Zattara vai fazer isso? — eu quis saber. — Ela quer matar a cidade inteira pra ressuscitar alguém?

- Ela deve ter descoberto um meio eficaz. — ele disse. — E parece que o véu que separa os dois mundos está frágil... — ele soou angustiado. — Nunca vi nada do tipo.

- E corremos o risco de as pessoas perceberem? — falei, receosa.

Ele segurou minha mão.

- Não podemos arriscar.

Com o acidente na Grande Avenida, o trânsito pela ponte só piorou. A noite caíra completamente agora, e ainda havia aquela sensação sombria ao redor. O manto invisível que escondia o outro mundo oscilava.

- A Floresta Vermelha está...doente? — eu perguntei.

Leon olhou.

- Não sei se isso é possível. É a primeira vez que ela fica assim; o que não é normal. Alguém deve ter alterado alguma coisa.

- Mas quem? — indaguei. — Se não fomos nós nem os Ceifadores?

Não houve resposta.

- E...por que você e Airon tiveram aquela conversa?

Leon não deixou a postura arrogante e superior, e começou a rir.

- Os pais costumam não gostar muito quando a filhinha princesinha deles começa a namorar...

Um rangido vindo da ponte me fez virar a cabeça.

Não. Não ia acontecer o que eu estava pensando.

Várias Mortes circulavam pela ponte, andando por entre os carros e ansiando por suas vítimas. Vi um deles maltratar uma senhora.

Agora entendia porque a ponte rangia. Ela estava enfestada de todos os tipos de Mortes.

- Me diz que eles não vão querer derrubar a ponte. — eu falei à Leon, tensa. — Que tipo de sacrifício é esse?

- Zattara vai reter a energia vital das pessoas para si. — contou ele. — E vai usar em alguém. Como...uma ressurreição.

- Ei, onde estão indo? — Lissa nos alcançou, e paramos. — Não há como deter Zattara.

- Vamos ver se não. — Leon a desafiou.

- Ei, ei, qual é a de vocês dois? — cortei. — Temos um grande problema pra resolver!

- Parece que tem mais alguém envolvido nisso. — Lissa argumentou. — O véu está frágil.

- Esse sacrifício — eu lembrei. — Consiste em reter almas. Se Zattara conseguir o suficiente...

- Ela pode trazer uma pessoa de volta à vida. — Leon completou.

- Ela quer trazer Josh de volta. — Lissa soou um tanto pesarosa. — E talvez até os que morreram na guerra.

- Isso explicaria a quantidade de almas. — Leon disse.

- Se a Floresta Vermelha está frágil, isso significa que o sacrifício pode abalá-la. — notei.

- Sim, porque abriga as almas dos que morreram — Leon pegou meu raciocínio. — E isso significa...

- Mais almas de graça pra Zattara. — Lissa explicou, entendendo também. — É isso! Ah, merda. — gemeu.

- O que foi?

- À medida que completamos mais vítimas, ficamos com uma centelha de suas almas. — contou ela. — É isso que nos deixa mais fortes e poderosos.

Zattara teria centenas de almas para se fortalecer e ainda ter a capacidade de ressuscitar quem quer que fosse.

- Airon! — encontrei meu pai fazendo a guarda da ponte. Ele ainda olhava desconfiado para mim e Leon. Lissa sumiu. — Zattara vai fazer uma coisa horrível! Roubar a energia vital das pessoas!

- O sacrifício, Airon. — Leon resumiu.

Airon o olhou confuso.

- Já ouvi falar, mas sempre achei que fosse lenda.

- Parece que alguma coisa na Floresta Vermelha está permitindo. Como...uma passagem. Um limbo.

- Resgatadores! — Airon chamou a atenção. — Achem os Ceifadores!

Quando ele deu a partida, avistei Jason se aproximar.

- O que está fazendo aqui! — vociferei. — Vá embora!

- Quero ajudar. — disse ele.

- Não vai ajudar em nada ficando aqui. — Leon disse. — Você não é um de nós. É só um humano.

Jason o olhou sério. Eu me adiantei antes que eles brigassem bem ali:

- Eu fico grata; mas não pode me ajudar, Jay. A única coisa que pode fazer é ir pra casa e esquecer isso.

Ele segurou minha mão.

- Volte logo.

Engoli em seco.

- Não vou voltar. Nunca mais. Meu lugar é aqui agora.

- Isso está errado — contestou ele. — Só porque a Morte inventou de fazer o que não devia, o destino escolhe justo você pra consertar a merda que fez?! — ele se enfezou.

- Eu e muitos outros. — rebati. — Há um revés para tudo. Até para a Morte.

- Vai deixar tudo para trás?!

- É assim que tem que ser...

- Não, não é! — esbravejou ele, saindo em seguida.

- Deixe-o. — Leon disse. — Ele vai aceitar.

De repente, o chão tremeu. No céu, um trovão rugiu. Uma brisa gelada e forte petrificou meus músculos.

Zattara não podia tirar a vida daquelas pessoas. Elas tinham famílias; sonhos; desejos.

Eu ia fazer alguma coisa. Nem que tivesse que abrir mão de mim mesma.

- Luna, não! — senti gritarem atrás de mim quando disparei ao encontro da Ceifadora.

A ponte tremia, ameaçando ruir. As vigas que sustentavam-na se destoavam. O véu continuava a oscilar.

Uma coisa escura voou na minha frente e recuei.

- Não vai passar daqui, Resgatadora! — Kate rosnou pra mim.

- Deixe-a ir! — Lissa ordenou, fechando o bloqueio dela.

- Ah, estava demorando você aparecer! — Kate se virou pra ela bruscamente.

- Corre! — Lissa gritou pra mim.

Ofegante, corri até o meio da pista.

- Ora, ora...está procurando por mim?

De costas, demorei pra perceber que era a voz de Zattara. Ela segurava um objeto brilhante nas mãos.

- Pare com isso — pedi. — Não percebe? Essas pessoas não têm culpa de nada. Elas nem pertencem a esse mundo!

- Ah, é mesmo? — zombou ela. — Assim como ele não pertence? — e puxou Jason de trás de um carro. Ela o capturou!

- Solte-o, e vamos conversar.

- Conversar o quê?! — ela girou o objeto pontiagudo nos dedos. Era uma lâmina afiada. — Alguém estragou tudo! E vai pagar por isso!

Franzi o cenho. Do que ela falava?

O véu da Floresta Vermelha!

- Solte Jason. — pedi mais uma vez.

De súbito, Zattara o jogou no chão e me puxou, apertando o meu pescoço. O brilho da tal lâmina me cegou.

- Vê isto? — ela gesticulou. O aperto parecia a cada minuto pior. Ela me sugava. — Não é uma arma qualquer. Só pode ser encontrada em lugares estratégicos da Floresta Vermelha. Sabe, morrer não é tão ruim. É só uma passagem.

- Ah, é, e você faz questão de fazê-lo com tanto gosto — ironizei.

Ela me sufocou mais.

- Não brinque comigo. O sacrifício está começando. Quero que assista do melhor ângulo a minha vitória.

- A Morte nunca vai vencer! — falei, tentando me livrar de seu aperto.

- Luna! — Leon chegou, acompanhado dos outros.

Zattara riu. Tudo tremeu outra vez, só que mais forte. Vi então o ar tomar forma — uma cortina branca e fina, quase imperceptível; que fluía dos carros e das pessoas.

O sacrifício!

Zattara me largou no chão, e caí ao lado de Jason, que estava desacordado e com um corte na cabeça. Vi cada vez mais formas brancas irem até Zattara.

Ela estava de braços abertos, e sorria. Mais pessoas ficavam desacordadas e suas almas iam até a Ceifadora. A aura ao redor dela tremeluzia, tamanho era o poder.

- Jason! — eu o chacoalhei.

Leon me arrastou para longe.

De repente, parou. A cortina de almas sumiu, e Zattara caiu de joelhos, alarmada. Ela tateou o pescoço, como se à procura de ar. Ela gritou e sumiu numa explosão negra, assim como todas as Mortes. O véu da Floresta Vermelha oscilou mais uma vez e a vi completamente doente.

Tudo voltou ao normal, assim; do nada.

- Quem fez isso? — indagou Leon.

Foi quando uma melodia tocou meus ouvidos.

Quando me virei para trás, vi uma garota nas sombras. Ela sorriu.

"Eu fiz isso. As Mortes não ficarão felizes com o seu fracasso. Sugiro que venha atrás de mim. A Floresta Vermelha está machucada. E eu tenho a cura. Mas só me encontrará quando escutar a última nota."

Outro alguém estava em nosso encalço.

Notas finais
qem sera essa garota???? oq ela vai fazer?? xD kkkkkk'
no prox cap, vcs vao se surpreender!! o/
please, digam oq acharam..=) os reviews alimentam a alma dessa reles autora..^^
Kisses e ate o prox..