Não Arrisque
10 O Canto das Profundezas
Notas iniciais
Queria agradecer imensamente à minha querida leitora Tricia, que fez uma recomendação da minha fic..de verdade, mt obrigada, do fundo do meu coraçao..e à todas as minhas leitoras pelos reviews, q me ajudam bastante pra q a fic seja cada vez melhor de vcs lerem..*-*
Como recompensa, fiz esse cap especial,do jeito q vcs gostam!
Preparem-se para entar na horrenda Floresta Vermelha..¬¬
Trilha sonora: Paramore - Monster
A garota ruivinha se chamava Jennifer Hydge. Ela ficara muito apegada à mim. Segundo ela, as perseguições só começaram quando ela fez 15 anos e as Mortes levaram a irmã caçula dela. Ela soluçava, chorando no ombro da minha mãe depois de contar tudo.
- Como você se comunicou comigo pelos sonhos? — perguntei.
- Eu tenho esse dom. — contou ela. — Os sonhos são uma espécie de arma que tenho; uma premonição.
- Hmm — Harry fez muxoxo. — Uma característica diferente para um Indomado.
- Está segura aqui. — assegurou minha mãe.
- Temos que investigar se eles queriam mesmo matá-la ou roubar o seu poder. — disse Harry, saindo com minha mãe.
Estávamos em um pátio fora da Ordem, mostrando-a para Jennifer. Quando Harry e Miranda voltaram, Leon passou por eles, caminhando ao meu lado.
- Quem é Lissa? — ele quis saber, intrigado.
- Hã? — minha voz tremeu um pouco pelo susto. Eu não podia falar no nome dela. Não sendo uma inimiga.
- Aquela sua amiga. — ele lembrou. — A que tentou te matar.
- É, mas ela não conseguiu — eu menti facilmente. Lissa ainda era minha amiga. Lembrei então da história da tal Zattara e de como ela conseguiu desenvolver sentimentos. Será que Lissa também tinha conseguido? Ela poderia nutrir sentimentos de amizade por mim?
- Fique longe dela. — ordenou ele, certamente entendendo meu espasmo.
- Aquela floresta! — Jennifer apontou em riste para a Floresta Vermelha. — Ela sempre esteve nos meus sonhos!
- É normal. — argumentou Jane. — As Mortes utilizam como armadilhas.
- Eu também via — contei. — E sempre havia alguém me chamando.
- Preciso ir até lá! — Jennifer falou de repente.
- Ficou louca?! - Jane olhou perplexa pra ela. — É morte na certa!
Sem dizer nada, Jennifer agarrou minha mão e me levou até lá, sendo seguidas pelos outros.
Então ficamos frente à frente com a imponente e misteriosa Floresta Vermelha. Uma leve brisa roçou perto de nós carregada com um cheiro fétido. Senti todos tensos. A imensidão negra do lugar era atrativa. As árvores estavam secas e mortas, e o chão era um tapete de folhas que apodreciam. Um silêncio tenso perpetuava sobre o lugar. Não havia sinal algum de vida por ali, exceto pelo grasnado dos corvos que sobrevoavam o lugar como abutres selvagens.
Todos pareciam tão hipnotizados quanto eu.
- E-eu...tenho medo — queixou-se Anne.
- Saiam daí. — alertou Leon, já me puxando pelo braço.
- Então, essa é a famosa Floresta Vermelha... — falei, ignorando-o.
- Vamos voltar — Jane propôs. — Não é seguro. Esse lugar... — ela balançou a cabeça. — Parece que nos chama...
- Ah, qual é! — Jennifer protestou, e Jane a olhou como se ela fosse louca.
- O quê?! Nada disso! É suicídio! É um caminho sem retorno. Você não conhece as histórias?!
Jennifer deu de ombros.
- São só histórias.
- Nenhum de nós vai entrar aí. — Leon decretou em tom definitivo e autoritário.
- Ei, olhem! — Alex apontou, e Leon arregalou os olhos.
Durante a discussão, eu havia saído discretamente do meio deles e me dirigido à Floresta Vermelha. Eu não sabia dizer...ela estava me chamando; puxando minha alma. Se era armadilha ou não, eu queria ir até ela.
- Luna, resista! — Leon gritou. — A floresta quer matá-la! É uma ilusão!
Eles me seguiram. Me senti dividida entre ir ou ficar. Escutava inúmeras vozes na minha cabeça.
Luna...continue...siga em frente...está tudo bem...venha nos ajudar...precisamos de você...
Dentro da Floresta Vermelha, só se via escuridão e silêncio. Ao olhar para cima, vi uma miríade de galhos que encobriam o sol. Alguns corvos voaram e suei frio.
- Estamos encrencados! Muito encrencados! — Jane disse.
Mas, tarde demais, percebemos que a floresta era mais viva do que pensávamos: ela estava idêntica por todos os lados.
Estávamos perdidos.
- Aah! — Jane vociferou, e, ao olhá-la, notei algo se mover.
- Fiquem todos juntos! — eu disse.
Uma névoa esbranquiçada foi tomando conta do lugar. A floresta assassina ia nos matar. E não era fácil dar um jeito de não ser iludido.
Leon segurou forte a minha mão. Naquele momento — naquela fração de segundos que marcavam o tempo que nos restava — eu tive medo por ele. Medo por nós dois. Ele havia me salvado e me levado até ali. Eu não podia perdê-lo; não podia deixar que ninguém tirasse isso de mim. Eu iria ser forte.
Porque eu já sabia que o que sentia por ele...
- Vai dar tudo certo... — ele sussurrou, e engoli em seco.
Ele se aproximou e segurou meu rosto com as mãos. Fechei os olhos. E ele me beijou.
- Não vou deixar nada acontecer à você, pequena. Eu prometo. — ele disse. — Vou proteger você. Nada mais importa pra mim do que você.
Nosso momento foi interrompido quando algo me puxou pra baixo, e notei que era a raiz de uma árvore; bem grossa. Tentei, em vão, me livrar dela, que me arrastava sem nenhum esforço. A raiz pertencia à uma árvore gigantesca e majestosa.
Detalhe: no lugar de folhas, ela tinha espinhos.
O pânico tomou conta de mim. E ela começou a falar comigo.
Luna. Nos ajude. Por favor.
Desesperados, meus amigos começaram a atacá-la. Era um erro.
- Não! — eu gritei loucamente. — Ela vai se irritar ainda mais!
Mas foi inútil. Era tarde. A árvore já havia se enfurecido.
Eles se afastaram em uníssono. Notei então que a árvore estava se envergando para trás, e que eu me localizava bem abaixo dela.
Ela ia me atacar com os espinhos.
Ela preparou o assalto. Eu ia morrer.
Por um milagre, a raiz se afrouxou. Só tive tempo de rolar para o lado antes que ela lançasse seus espinhos com toda a potência no chão, o que gerou um estrondo titânico. Derrotada, ela arrastou os espinhos de volta e voltou à posição original.
Eu mal respirava. Jane e Anne vieram me socorrer.
- Luna, meu Deus! — Jane me ergueu; trêmula de pavor.
- A floresta nos enganou... — Anne lamentou. — Como vamos sair agora?
- Luna! — Leon me examinou, visivelmente transtornado. Ele ofegava devido à pequena "batalha" com a árvore. Suas pupilas azuis estavam sem brilho. Ele tocou sua testa na minha. — Vamos sair daqui, ok? — e sorriu, recebendo uma piscadela minha como resposta.
Notei então que a floresta havia moldado o ambiente mais uma vez. Estávamos em um parte mais iluminada, e, consequentemente, cada vez mais perto da Morte em si. Haviam árvores estranhas; de jeito esquisito e anormal, como se fossem uma espécie de fóssil humano petrificado.
Jennifer e Anne arquejaram do meu lado. Leon e Alex estavam duros de tensão. De repente, senti um lampejo. Um arrepio frio subiu pelas minhas costas. Eu me virei num só movimento, lançando uma onde de ar que foi na direção das árvores, que chacoalharam com o impacto.
Parei, observando. Não havia nada. Então aconteceu.
Primeiro, o chão tremeu. À princípio, pensei que algo grande se aproximava. Então, as raízes das árvores começaram a se mexer e se quebrar; se chacoalhando e se levantando. O que pensávamos serem raízes, na verdade eram monstros gigantes. Eles eram como rocha e caule misturados com folhas e galhos. Tinham olhos vazios e inexpressivos, e nos encaravam ferozmente. Sentia, em meu íntimo, que seu objetivo era me pegar. Me matar.
Os três rugiram. Fomos obrigados a recuar à medida que eles avançavam vagarosamente, como um leão cercando uma zebra. Toquei minhas costas com as de Jane, que tremia.
Um deles ficou na minha frente. Seu olhar...eu não sabia se era ilusão ou não, mas ele me olhou no fundo dos olhos. Fiquei boba. O que ele enxergava? Será que estava tentando me mostrar algo?
Para a minha surpresa, ele permaneceu quieto, apenas me olhando. Meio embevenecida, estiquei a mão para tocá-lo. Ele pareceu um cãozinho carente de afeto.
Aquele monstro enxergava algo em mim.
Então tudo aconteceu em câmera lenta.
Jane deu um grito de guerra e partiu pra cima dele, que, surpreso, rugiu e tentou chacoalhá-la de seus ombros. Como uma deixa, os outros rugiram também e partiram para o ataque. Espantada, percebi que eles só atacavam os meus amigos.
- Alma boa. — quase desmaiei quando ouvi o monstro falar pra mim com uma voz "rochosa" — Muito tempo esperando. Finalmente serei salvo.
- O- que? — balbuciei, meio inerte por estar falando com ele. Podia ser uma ilusão. Podia não ser. Eu preferia acreditar que não fosse.
Jane esmagou um deles com o peso do corpo; o impacto fazendo um "crash!", seguido de um pequeno tremor. Ela me olhou com a expressão tensa.
- O que está esperando?! Esmague-o! — ela apontou para o monstro que havia simpatizado. — Destrua esses vermes!
O monstro se sentiu ofendido, e inflou as narinas como um touro, e fiquei atônita, sem saber o que fazer. Observei Leon e os outros lutando com outro monstro desesperado. Eu senti pena deles.
- Chave. Solução. — o monstro continuou a dialogar comigo. — Queremos. Vai. Salvar.
- Já chega! — Jane perdeu a paciência.
- NÃO! — eu gritei tão alto que os corvos voaram assustados.
Eles iam se enfrentar. Uma ideia louca me ocorreu de repente; de me jogar no meio dos dois.
- Luna! — Leon me puxou para longe da linha de fogo cruzado. Ele me abraçou, e caímos no chão.
Houve um estalo, e tudo estava acabado. Só não saía da minha cabeça o fato de o monstro ter se referido à mim como uma libertação pra ele. Estaria preso ali? Era obrigado àquilo?
Aquela floresta tinha mesmo mistérios.
- Você está certa, jovem. Mas cuidado.
Era uma voz informal, que eu nunca tinha ouvido. Quando me juntei aos outros — todos suados e ofegantes — nós vimos uma mulher pairando a nossa frente. Ela usava roupas antigas e desgastadas; do século passado. Seus olhos eram opacos e sem vida, o que meu deu a entender que ela não estava viva. Além disso, tinha uma corte grotesco em seu pescoço, como se ela tivesse sido degolada.
Era um fantasma.
- Pra trás. — Leon ameaçou, me colocando protetoramente atrás de si.
- O que você quer? — perguntei.
- Você, querida. — ela sorriu; um sorriso perigoso. — Preciso do poder que carrega. Só ele será capaz de nos tirar desse inferno em que estou presa. — ela deu um passo adiante. — Vocês não vão sair sem que me dê o poder.
- E quem me garante? — contestei.
- Você é esperta. Mas sem o seu consentimento ou não, você vai me dar seu poder.
Folhas emergiram do chão e começaram a nos enroscar e a nos sufocar. Comecei a tossir, tamanha era a força que éramos enforcados; como se cobras se enrolassem em nós.
Do nada, ela gritou e tremeluziu em fagulhas azuis. As folhas caíram no chão.
E mal pude acreditar em quem havia nos salvado.
Diante de mim, estava Lissa.
Notas finais
Eeeu sou má siim, e parei na melhor parte pra matar vcs de curiosidade! MUHAAAA ¬¬ xD
oq acharam , hein??
reviews!
até o prox
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