Não Arrisque
13 As Profundezas do Desespero
Notas iniciais
Torçam por mim!!!! #cruzando os dedos
enfim, o pai sumido da Luna vai dar o ar da sua graça..=P
sabem o Abe Mazur, o pai da Rose, da serie Academia de vampiros? pois é. Ele é igualzinho à ele! kkkkkkkkk ¬¬
ñ deixem de ler lá embaixo, ok?
Boa leitura!
- Eu não queria atrapalhar — disse ela. — Mas temos que ir.
Eu nunca senti tanta vergonha na minha vida. Leon, ao contrário de mim, permaneceu irredutível e apenas sorriu para a irmã, que parecia compassível de braços cruzados.
- Já estávamos indo. — Leon respondeu, sorrindo de orelha a orelha. Ele foi na frente, enquanto eu levantei devagar.
- Você...tem algo contra...? — disse na lata, mas me arrependi. Jane era como uma panela de pressão.
Para a minha surpresa, ela bufou.
- Não dou a mínima para a vida pessoal do meu irmão. A primeira vez que te vi, pensei que era uma patricinha mimada e blá-blá-blá; mas só isso.
Meu coração inflou de alívio, como um balão. Eu sabia que demoraria um tempo para que ela pudesse deixar de não gostar de mim.
Do nada, ela puxou minha mão e me levou pra fora sem dizer nada, onde Harry, minha mãe e meus amigos esperavam. Leon e eu demos as mãos.
- Vou fazer a retaguarda enquanto vocês entram em ação — Sieme explicou com cuidado. — Vamos entrar pelos fundos e correr.
- É melhor agirmos em grupos. — Leon palpitou e me olhou. — Eu irei com Luna na frente.
- Boa ideia — Harry concordou. — Assim, seremos discretos e não chamaremos atenção.
- Então vamos. — Sieme disse.
Os outros se adiantaram enquanto Leon e eu íamos de moto. Fomos por entre a cidade, atravessando os limites do mundo paralelo. Notei que Leon seguia em direção ao grande shopping de Great Falls.
- Espera aí — eu disse. — A tal Torre está disfarçada com o shopping?
Leon não segurou o riso.
- Você vai se encantar. As Profundezas do Desespero é uma construção fantástica. Não existe um mapa dali, porque os corredores sempre mudam de lugar. As celas dos prisioneiros são moldadas de acordo com os crimes que cometeram. Além disso, é um lugar solitário e frio, onde a única maneira de sobreviver é passar os dias lentamente.
Engoli em seco. O lugar devia ser mesmo horripilante.
- Assustei você, pequena? — Leon enrijeceu.
- Não, tudo bem — eu o tranquilizei.
Foi então que vi.
Quando meus olhos se depararam com outro ambiente, vi o shopping sumir e dar lugar a uma enorme torre — mas muito gigante. Seu topo sumia no céu. Minha consciência deu um estalo ao perceber o quanto seria difícil nossa missão — mas meu pai não tinha feito aquele plano por nada.
Nos encontramos com os outros em um corredor muito escuro e cheio de lixo. O ambiente estava abafado, e nossas respirações saiam como suspiros no ar.
- Muito bem — Sieme disse. — O corpo do prisioneiro está na cela ao lado da de Airon. — ela olhou pra mim. — Você vai ter que ser rápida, Luna. Gente demais vai chamar atenção. — explicou. — A Torre vai sentir a nossa presença.
- Não se preocupe; vou com ela. — Leon apertou minha mão. Pelo menos assim eu me sentiria mais tranquila.
Entramos por uma porta enferrujada. Lá dentro, só havia o silêncio. Algo gotejava perto de nós. Com a visão meio turva, fiquei sem saber pra onde ir. Ao olhar para cima, me dei conta de várias escadas que mudavam de lugar.
Continue em frente. Não tenha medo.
Era a voz dele! A voz do meu pai!
Seu aviso me deu mais coragem pra seguir adiante. Os outros se espalharam, indo por outro caminho. Leon e eu chegamos no primeiro lance de escadas, e eu era um pouco baixa pra alcançar.
- Permita-me? — Leon se ofereceu pra me ajudar, malandro como sempre.
Ele me ergueu pela cintura, e caí meio desajeitada, mas logo ele me levantou. A escada se mexeu, e fiquei um pouco tonta.
- Ouça — Leon falou. — Temos que subir mais três lances. Quando chegarmos lá, encontraremos os outros e faremos a troca. Vem! — ele me puxou quando a escada parou de rompante, e pulamos rapidamente para a outra escada, enquanto ela se mexia mais uma vez.
Só mais duas escadas.
Essa em que estávamos era um pouco mais lenta. Nos cantos próximos às celas, pude avistar os outros esquadrinharem um caminho perigoso.
O próximo lance de escadas se aproximava. Leon e eu demos as mãos novamente. Um. Dois. Três...e pulamos.
O último lance de escadas era o mais difícil. Como era o que dava acesso aos corredores, ele vinha em dois sentidos. Tínhamos que calcular a hora certa — e sem perder mais tempo.
Meu coração bateu mais rápido. Se caíssemos dali...
- Não feche os olhos — Leon me pediu, sem soltar a minha mão. — Vamos conseguir. Olhe para mim. — eu me virei para encarar aqueles olhos azuis-turquesa. — Você confia em mim?
Sim, eu queria dizer. Mas não saiu nenhum som da minha boca.
Quando dei por mim, já havíamos alcançado, enfim, o outro lado.
- Ei, vocês dois, por aqui!
Jane e os outros estavam de frente para uma cela. À medida que caminhava, só conseguia imaginar o segundo em que veria o rosto do meu pai.
A primeira coisa que vi foi o corpo, que havia sido arrastado para fora da cela. Leon se aproximou da cela ao lado, que era mais escura, mas pude ver uma figura se mover lá dentro. A pessoa estava em farrapos, e percebeu nossa presença.
- Airon. — Leon chamou, sorridente.
O homem deu alguns passos, até que a luz da lua o iluminou por completo.
Era o meu pai.
Ele estava sujo naqueles farrapos, mas nada que tirasse a elegância real que ele aparentava ter, em plenos 30 e poucos anos. Tinha o mesmo cabelo castanho-avermelhado que o meu, e os mesmos olhos cor de chocolate. Além disso, tinha brincos nas duas orelhas. Seu rosto era uma moldura masculina do meu. Éramos mesmo parecidos. Seu sorriso era de um mafioso e malandro, e ele parecia se divertir, mesmo nas condições em que estava. Seu olhar encontrou o meu, e, naquele momento, era como se tudo tivesse parado. Só conseguia ficar ali e observar o homem que esteve fora da minha vida desde que eu nasci.
Eu ainda não sabia como me sentir em relação à ele. Oscilava entre a falta que uma menininha sente do pai ausente, e o ressentimento de uma adolescente por conta do abandono.
Não movi um músculo enquanto Leon o retirava da lá e lhe dava um longo abraço.
- Bom trabalho, garoto. — ele disse. Sua voz era grave e autoritária; com um leve tom rústico. — É bom te ver, amigo.
- Não vai me cumprimentar? — Harry deu um sorriso, e também o cumprimentou.
Todos pareciam felizes — mesmo estando naquele lugar horrível e com a possibilidade de sermos pegos.
- Miranda — o homem se dirigiu à minha mãe de um jeito sedutor, alisando a barba por fazer. — Você não envelheceu um dia sequer. Continua a mesma de quando me serviu tequila naquela boate em Las Vegas.
Ela revirou os olhos, mas ainda sorriu.
Então ele me olhou. Havia algo ali...eu não soube identificar.
- Luna, minha filha. — ele disse.
Senti como se meu coração tivesse dado um nó.
Ele abriu os braços e sorriu.
- Não vai dar um abraço no seu velho? Posso não estar em trajes apropriados, mas...
- Não. — a palavra saiu da minha boca antes que eu pensasse em dizê-la. — Eu...
- Luna... — Leon pareceu também se sentir desconfortável com a situação, assim como os outros. Minha mãe me lançou um olhar de aviso.
Airon — meu pai — suspirou.
- Sei que tem todos os motivos do mundo para me odiar. Não a culpo por isso.
- Eu já sei a história toda. — disse, ainda constrangida. — Você tentou me proteger das Mortes. Mas é que... — eu processei melhor as palavras. — Você não sabe o que é todos acharem que você é uma esquisita que o pai abandonou. Não sabe o que é ter que passar por tudo sozinha e ter que aguentar tudo. — vomitei as palavras, me lembrando do que passei.
Ele deu mais um suspiro.
- Me dê uma chance, filha. — pediu ele. — Vou recompensar todo o tempo perdido. Foi o maior sacrifício que tive que fazer, e ele não foi em vão. Eu não me esqueci de você e da sua mãe em nenhum minuto sequer. Tenho uma grande responsabilidade comandando todos os Resgatadores. Confiei você à Leon — ele o olhou. — Meu melhor garoto. Não deixaria você nas mãos de mais ninguém. As Mortes não vão parar de perseguir a todos nós, nem mesmo aqui. Por isso, temos um grande desafio pela frente.
Ele falava bonito. Bonito demais, até. Não sei se fazia parte de sua compostura, ou se era pra me fazer mudar de ideia.
Será que ele aceitaria que Leon e eu...
- Tudo o que fiz foi para o seu bem. — continuou ele. — Espero que um dia possa me perdoar.
- Imaginei você muitas vezes — confessei.
- Mas estou aqui agora. — ele se aproximou e me segurou nos ombros. — Não vamos mais nos separar e vamos, todos juntos, enfrentar as armadilhas da Morte. Sei do que é capaz de fazer. — e esboçou um sorriso confiante.
- Vou tentar. — eu disse por fim.
Dito isso, enfim nos abraçamos. Por um lado, eu apreciei aquele momento que esperei a vida inteira. Por outro, eu queria afastá-lo com força e dizer tudo que estava engasgado na minha garganta.
Sabe o quanto eu sofri? O quanto mamãe e eu tivemos que nos virar sozinhas? Quantas noites eu passei em claro chorando? Quantas gozações eu suportei? Sabe o que eu pensava quando via um homem qualquer na rua e achava que ele era você?
Ainda havia um longo caminho a ser percorrido...Eu não ia perdoá-lo assim, ainda, tão facilmente.
- Vamos deixá-los — escutei Leon cochichar para os outros, saindo de fininho.
- Saiba que eu amei muito a sua mãe. — disse Airon, parecendo sincero. — E amei você assim que soube que existia. Sei que deve ter ouvido falar que eu a tinha abandonado...mas não é verdade. Eu quis o melhor pra você. Mesmo que fosse longe de mim.
- Só eu sei o que eu passei. — falei. Ele começou a andar e me levar junto.
- É verdade. — ele concordou. — Mas vou fazer todos os anos que sofreu valerem a pena. Me salvar foi só a ponta do iceberg de todos os problemas que temos.
Eu bocejei. Esperava chegar na Ordem e desabar na cama.
Ele sorriu por isso, e beijou o meu cabelo.
- Você merece descansar, filha.
- E você merece um banho.
Ele riu alto.
- Já vi que herdou meu senso de humor. Gostei disso. Vamos nos divertir muito, garota.
- Não seja tão otimista. — fui sarcástica de propósito. Em parte, porque suas piadinhas me lembravam as de Leon. Agora já sabia com quem ele havia aprendido a ser engraçadinho.
Eu não poderia simplesmente sair dali e rir com ele como se nada tivesse acontecido.
Eu não ia perdoá-lo assim, ainda, tão facilmente. Ainda havia um longo caminho a ser percorrido para isso.
Notas finais
deixem reviews, please!!!
ATENÇÃO: decidi q a fic vai ter continuação!!!!! eebaaa =) e vai pegar fogo!
por isso, mts coisas ainda ñ serao reveladas..¬¬ xD
no prox cap, nossa protagonista vai ter q salvar outra pessoa..qem sera?? o.O ñ percam!
Kisses e até lá..
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