Não Arrisque
15 A Face da Morte
Notas iniciais
Preparados para conhecer a mais terrível de todas as Mortes? xD kkkkkkkkk ¬¬
estou adorando os reviews q vcs me mandam..e isso estimula minha criatividade..
Boa leitura..e leiam lá embaixo, ok?
Acordei sentindo meu braço dormente.
Fora isso, dores musculares. Estava em um lugar estranho: era um grande salão bagunçado, com ornamentos antigos, além de uma lareira e candelabros.
Alguém gemeu do meu lado.
- Jane...Jennifer... — balbuciei. Minha visão estava ruim. Havia algo de errado em mim. Me sentia dolorida e cansada; fraca.
- O que...fizeram com a gente? — Jennifer sussurrou.
- Não sei... — respondi.
- Merda! — Jane gritou baixo, devido à sua fraqueza. — Eu sabia que não deveria ter confiado naquele garoto! Ele é um idiota! E agora estamos aqui na toca das Mortes! — ela fez um gesto teatral. — Próximo passo? O fim! Aw! — ela gemeu.
Revirei os olhos.
- Jane, já chega, ok? O que houve? — eu estava sem forças, e me sentia sugada.
- Tortura de mente. — Jennifer disse.
- Ei, meninas.
A voz era rouca e seca, com aspecto cansado. À nossa frente, estava uma senhora. Era baixinha; devia ter uns 60 e tantos anos. Seu cabelo era grisalho e preso de mal jeito, com alguns fios soltos. Tinha o semblante sereno e calmo, e olhos tristes.
- Se sente bem? — ela falou comigo.
- O que... — gaguejei.
- Foram atacadas — contou. — Mas nada grave. Vou lhe dar um pouco de conforto. Me chamo Eustáquia. — e sorriu, receptiva. — Teve uma atitude nobre, menina. Você me lembra alguém...muito especial. — e deslizou as mãos calejadas por meu cabelo.
Um baque surdo tomou nossa atenção. Quase levantei, mas Eustáquia me deteve.
Lissa estava caída no chão. Parecia abatida como eu. Ela gemia de olhos fechados — sentia uma dor horrível.
- Lissa? — chamei, e ela girou a cabeça devagar.
- Luna...por que veio...Max...aquele garoto...
- Está tudo bem — disse à ela confiante, embora não fosse verdade.
Ela engoliu em seco com força.
- Não sabe onde se meteu. Aqui...nem mesmo eu posso protegê-la. Você se descuidou demais.
Tentei me arrastar na direção dela com muito esforço.
- Eles torturaram a sua mente. — Lissa estudou o meu rosto com o olhar. Depois, se aproximou grunhindo.
- Dê o fora daqui.
- Não. — retruquei. — Max disse que pegaram você.
- Foi um castigo. Max não deveria ter procurado você. Eu avisei. — vociferou, com raiva.
- Ele é um bom garoto — comentei. — Fez o certo. Ele admira você.
Max apareceu de repente, tropeçando como se tivesse sido empurrado.
- Não faça isso, por favor. — ele implorou para alguém escondido na escuridão de um corredor. — A culpa é minha.
- Saia, Max. Você também, velha. Quero ficar à sós com a minha visita.
A voz era robusta e grave; de uma certa imponência até. Parei pra prestar mais atenção. Quem quer que fosse, causava medo e admiração em Max.
Ele me olhou. "Desculpe", pareceu estar dizendo. Dei-lhe um aceno com a cabeça.
Ele foi empurrado mais uma vez, e saiu da minha vista. Só pude sentir duas mãos fortes me segurarem e me separarem de Lissa. Notei que foi Kate quem me arrastara, e agora levantava Lissa à força do chão. Ela a encarou, indubitavelmente, com um olhar de prazer insano.
- Vai ter o que merece. — falou à Lissa.
Lissa fez um som gutural, como um rosnado, e foi levada.
- Lissa! — gritei forte. Sem resposta.
Passos ecoaram próximo à mim. Vi Eustáquia recuar e fugir apressadamente.
Quando olhei para Jane, seus olhos estavam arregalados. Vi que Jennifer estava com a mesma expressão de horror.
Eu me virei, mas o pânico logo me tomou. Das sombras, alguém foi discretamente saindo. Primeiro, a bota preta. Depois, a calça colada da mesma cor, revelando a silhueta de uma garota. O colete preto, com um decote sensual, surgiu logo antes de uma jaqueta também preta.
Seu rosto foi a revelação que fez meu coração cair nos joelhos.
O cabelo era negro como a noite, em um tom azulado, caindo em ondas pelos ombros, e mostrou um rosto pálido e olhos vermelho-sangue, cobertos parcialmente por uma franja frontal.
Eu mal respirei ao perceber quem era.
- Ah...! Meu Deus...! — Jennifer arquejou, horrorizada. — Você...! Não...!
- Não pode ser...! — Jane murmurou, não menos transtornada do que Jennifer.
Eu, porém, permaneci apenas em minha observação, pois, naquele momento, tudo mudou.
Diante de mim, estava ninguém mais ninguém menos, que Zattara Roustangue, a eterna líder de todas as Mortes.
Engoli em seco. Seu olhar era frio e cruel.
- Você é...
- Sim. — ela sorriu; sua voz cheia de autoridade. — Finalmente. — sem tirar os olhos de mim, ela estalou os dedos, e dois Ceifadores arrastaram Jane e Jennifer para longe.
- Não! — implorei por clemência.
- Não se preocupe. — ela andou calmamente até uma poltrona próxima e desabou, se virando pra mim numa posição elegante e lustrosa. — Só quero ficar sozinha com você.
- Logo vou sair daqui. — vociferei.
Ela riu, rolando os olhos.
- Já disse que só quero conversar. Não gostaria de me conhecer melhor? — e fez um gesto cordial, irônica.
- Já sei quem você é.
Ela levantou uma sobrancelha, surpresa.
- Que condescendente da sua parte.
- Não vai me segurar aqui por muito tempo. — ignorei seu tom sarcástico.
Ela riu com avidez.
- Vocês, Resgatadores, e sua mania de acharem que, um dia, vão nos derrotar — ela levantou da poltrona. — Mas isso nunca vai acontecer. A Morte precisa existir — e sorriu.
- Mas está errado! — eu argumentei. — O que vocês fazem é trazer sofrimento!
- E não é assim que tem que ser? — ela levantou os braços, com falsa inocência. — Um equilíbrio? Já tentaram aprisionar a Morte uma vez... — lembrou. — E sabe o que aconteceu? O mundo virou um caos!
- Por que vocês extrapolam! — rebati, tentando me soltar.
Zattara me lançou um olhar lascivo.
- Imagine as pessoas implorando para morrerem...as guerras que tiraram vidas...pessoas doentes e angustiadas, só esperando a Morte chegar...
Então eu vi.
Ela projetou cada uma das imagens na minha cabeça: pessoas sofrendo e chorando, perdendo amigos e parentes; guerras e bombas; crianças perdendo as mães; pessoas doentes e solitárias; acidentes terríveis de carro...
- AAAAAHHHHH!!!! PARE!!! — eu gritei, e minha garganta ardeu. Abri os olhos, ofegante, e vi Zattara sorrindo. — Você é horrível...!
- Claro que sou — ela disse sem pudor. — Sou a pior e mais terrível de todas as Mortes que uma pessoa pode ter. — e se aproximou. — E pra você, reservei a maneira de morrer mais horrenda de todas.
Então ela mudou. Virou uma bola disforme de fumaça negra, até que vi um manto negro sem braços e pernas. Braços de um esqueleto sustentavam uma foice gigante, e um capuz escondia seu rosto, que agora era uma caveira horrível.
Engoli em seco. A verdadeira face da Morte.
- É assim que você me conhece, não é? — ela disse com uma voz de dragão, e apertou meu pescoço com as mãos esqueléticas e geladas. — E é assim que me verá pela última vez.
Eu tossi, sem ar. Então, uma ideia me ocorreu.
- Vo-voê só é assim porque... — eu me engasguei e tossi. — Porque foi magoada. — eu olhei em seus olhos sem vida. — Porque se apaixonou. E isso não devia ter acontecido.
Seus olhos inflamaram com o mais puro ódio que já vi.
- VOCÊ NÃO TEM O DIREITO! — vociferou ela, me jogando a metros dali. Caí com tudo no chão, sentindo mais dores.
Ela marchou para a minha execução. Mas algo terrível pareceu ter sido implantado na sua mente. Meu peito se apertou com a possibilidade de saber o que ela tramou.
- Eu também tive uma vida. — contou ela, voltando ao normal. — Mas essa maldição destruiu tudo o que eu queria! E eu me tornei isso!
- Ninguém tem culpa!
Um sorriso cruel se formou em seus lábios.
- Parece que um ente querido seu está perto de encontrar a luz eterna...
- Não! — eu disse. Sendo uma Ceifadora, ela sabia quando alguém ia morrer.
- Kate — ela chamou a Ceifadora, que arrastou Lissa de volta. — Fique. Tenho uma vítima pra conhecer...
Alguém que eu conhecia ia morrer. Eu tinha que ir atrás dela!
- Psiu, Lissa! — sussurrei, e ela ouviu. — Temos que sair! Zattara...vai matar alguém!
Kate estava distraída — o que provavelmente denunciava que ela não teria punho para nos segurar.
Adiante-se enquanto pode, Lissa falou.
- Ei, o que tanto cochicham aí? — Kate veio tirar satisfações, e Lissa a olhou com desprezo.
- Sobre a vontade que tenho de arrancar a sua cabeça. — Lissa disse.
- O desejo é recíproco — Kate revidou.
- Agora! — eu gritei.
Em uníssono, Lissa e eu mandamos a Ceifadora antipática rumo à parede, à tempo de zarparmos para fora dali.
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- Rápido! Aqui é só um atalho! — gritava Lissa para Jane e Jennifer. Ela corria segurando a minha mão. Arfávamos como nunca. Estávamos fora dos limites de Agartha, mas não longe o suficiente das garras de Zattara e dos outros Ceifadores.
Um ronco de motor ecoou forte. As árvores fizeram barulho — alguém se aproximava.
- Corram! — Jane disparou, e Lissa me puxou mais uma vez.
- Elas estão ali! — avistei Kate apontar para nós. — As fugitivas! Peguem-nas! E você, Lissa, vai pagar por traição!
- Você está muito encrencada? — eu disse à Lissa.
- Zattara ainda precisa muito de mim. — ela falou com uma pitada de ironia.
Houve um barulho, como vários galhos se quebrando. Logo uma figura surgiu das árvores e agarrou Lissa pelo pescoço.
Era Leon.
- Solte-a! — eu gritei. — Ela está nos ajudando!
- Não brinca! — ele disse, sarcástico. — Eu sempre soube desde o início quem você era! — ele gritou para Lissa.
- Estou salvando Luna, não o contrário! — ela disse.
Leon me olhou. Vendo minha expressão aflita, ele a soltou.
- Tem que vir comigo, rápido. — ele tomou minha mão. — A Ordem inteira veio atrás de você. Airon surtou quando você sumiu — e colou sua testa na minha. — E eu também.
Um ruído mais forte fez o chão tremer.
- Por favor, me diga que isso não é a Floresta Vermelha comendo os Resgatadores. — Jane falou.
- Como veio pra cá? — Leon quis saber.
Eu olhei para Lissa. Seu olhar dizia: "não diga nada".
- Zattara nos sequestrou. — contei, e me lembrei. — Temos que ir, Leon. Ela está indo atrás de alguém que eu conheço. E vai...matar!
Ele massageou as têmporas.
Vozes ao longo da floresta chegaram aos nossos ouvidos.
Lissa segurou meus ombros.
- São os Resgatadores. — adivinhou ela, preocupada. — Você tem que pará-los, Luna. Se eles invadirem, coisas horríveis vão acontecer.
Engoli em seco. Era agora ou nunca.
Notas finais
e aee, gostaram?? =P
cap teeeeenso, nao? ashausaushaa xD ¬¬
e aee, qem será q vai morrer?? palpites?? me digam nos reviews!!
no prox cap, vai ter um embate entre o Leon e o Airon! ñ percam!
Xeroo e até o prox..Fuuuuii
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