Nyah League

3 Capítulo 3-Nada é relativo (Theory of Relativity)


Notas iniciais
Este capítulo foi feito com mais leveza, para atinjir todas as idades ou pra atinjir qualquer alma penada que ainda não seguiu seu caminho.
Capítulo dedicado a minha amiga Patty.

São Paulo, em 11 setembro de 2010 às 07h30min.

- Bom dia turma, vai começar a prova final de física, todos sentados e com o material guardado, apenas lápis e caneta sobre a mesa — diz Sra. Einstein — professora de física do colegial — iniciando a distribuição de provas.

- Deus me ajude! — diz Patrícia, olhando pra cima e dando um longo suspiro.

- O que foi? Vai me dizer que a maior cdf do colégio não estudou para a prova? — diz Natália — melhor amiga de Patrícia — sentada na carteira ao lado.

- Ai Nat minha vida está muito puxada, tem a escola de manhã, curso de espanhol à tarde e o curso de redação à noite, não deu tempo de estudar para a prova de hoje, estou cansada — diz Patty com um olhar de preocupação.

- Fique calma best, eu sei que vai dar tudo certo — diz Nat tentando tranqüilizar a melhor amiga.

- Silêncio! Ou querem ficar sem nota? — disse Sra. Einstein enquanto entregava as provas para as duas alunas tagarelas.

“Patrícia, carinhosamente chamada de Patty, essa linda garota de 15 anos, cabelos escuros (ops! esqueçam isso), atualmente cabelos aloirados, sorriso contagiante, muito inteligente e amiga de todos, é uma excelente filha, uma excelente estudante do ensino médio e uma pessoa adorável (que indica ótimos filmes). Mesmo sendo muito nova já tem seu futuro muito bem planejado e se esforça muito para alcançar seus objetivos. Guardem bem esse nome, pois não seria surpresa alguma se essa incrível garota um dia fosse criadora de uma grande teoria, ou elaborasse um grande projeto, ou fosse autora de um grande best seller, ou até mesmo descobrisse uma nova galáxia (XD)”.

Bom, a prova de física começou, eram 25 questões objetivas com quatro alternativas cada, ou seja, a prova era teste. Quer dizer que Patty não está tão encrencada assim? Na verdade, está sim. O maior problema de Patty é que o aluno que obtiver maior nota nessa prova será o representante do colégio na maratona nacional de física. E Patty deseja muito isso (eu sei gente, é estranho XD).

Patty estava muito preocupada, ela decidiu que resolveria o máximo de questões que conseguisse e depois chutaria o restante das questões na alternativa de letra “D” (“D” de Deus me ajude). Então ela começou a ler a prova, e logo na primeira questão viu que era seu dia de sorte, pois sabia resolver, terminou e foi para a próxima que também conseguiu resolver, e, diga — se de passagem, foi muito fácil. Assim foi o restante, uma questão atrás da outra, até parecia que Deus tinha tirado o dia de folga para fazer prova em dupla com Patty, as respostas apareciam do nada em sua mente (tipo espinha na véspera de festa). Em menos de 10 minutos Patty terminou a prova e levantou — se para entregá-la. Chegando à mesa da professora:

- O que foi senhorita Patricia, está com vontade de ir ao banheiro? — diz em tom irônico Sra. Einstein.

Nesse momento todos riram de Patty que sem deixar — se intimidar respondeu:

- Não tia Einstein, eu já terminei — diz Patty com um doce sorriso falso.

- Em dez minutos? Nem eu conseguiria terminar, mas tudo bem eu corrigirei sua prova agora mesmo e anunciarei para todos ouvirem: a sua incrível nota, ela servirá de exemplo para os próximos espertinhos que fazem pouco da minha aula — diz Sra. Einstein debochando de Patty.

Patty ficou muito envergonhada, ela sabia que essa professora de física era mal amada e não gostava dela, mas a maior preocupação mesmo era a vergonha que ela passaria se a nota fosse baixa, sua reputação de cdf acabaria e de lambuja ainda não poderia participar da maratona nacional de física.

Ela ficou em pé ao lado da mesa da Sra. Einstein enquanto a encalhada (tipo baleia na praia) professora corrigia sua prova. Toda a apreensão é pouco para descrever a pobre aluna, todos a espiavam, inclusive a professora que volta e meia olhava para Patty com uma expressão pragmática no rosto, Patty se sentia como se fosse um preá sendo observado por uma onça faminta.

- Acabei! — diz a malvada professora.

Sra. Einstein terminou a correção. A professora estava incrédula, como seria possível terminar a prova tão rapidamente, acertar todas as questões, e ainda por cima não ter realizado nenhum cálculo na folha de rascunho. Algo estava errado, mas como ela não tinha provas de nada, só lhe restou anunciar:

- Pessoal, eu gostaria de pedir que todos, por favor, dêem uma salva de palmas para a representante do nosso colégio na maratona nacional de física — diz Sra. Einstein apontando para Patty.

Todos começaram a bater palmas. Patty estava um pouco tímida, mas precisava dizer algo:

- Queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e um especialmente pra você Xuxa (??????? Esqueçam isso por favor)

- Obrigada pessoal — diz Patty contendo — se para não fazer a dancinha da vitória.

Nesse momento lá no fundo da sala, um cdf (chamado Wally) que usava óculos de lentes mais grossas que vidro de carro blindado levanta um cartaz no qual estava escrito em tamanho bem grande: “Eu já sabia!”.

- Silêncio! Todos voltem a fazer a prova, menos você Patty que pode ir embora mais cedo hoje, você precisa se preparar para a maratona — diz a solteirona professora.

Patty sai da sala eufórica, os corredores da escola serviam de pista de “pattynação”, ela deslizava de tão feliz, não sabia como conseguiu fazer a prova sem estudar, ela devia ser um gênio, quem sabe uma daquelas crianças superdotadas que ainda não havia sido descoberta. Bom ela precisava contar a novidade para sua mãe, então ligou para mãe para que a buscasse, ela contaria pessoalmente durante o caminho de volta e quem sabe não ganharia até um presente. Ela pegou o celular e discou: tututun tun tun tunnnn (só pra constar, é o barulho do telefone).

- Alô? Mãe eu já terminei a prova, a senhora já pode vir me buscar — diz Patty tentando disfarçar a voz da felicidade que esbanjava.

- Minha filha, que rápido! Agora não posso sair do trabalho, vou demorar um pouco, me espere aí no colégio, está certo? Beijo! — diz a mãe de Patty em tom apressado.

- Tudo bem, eu espero mãe. Beijo! — diz Patty concordando.

Nada poderia chatear Patty, mas uma coisa ainda lhe causava certo vazio. Como ela saiu com pressa de casa por causa da prova, não havia dado tempo de comer nada, e ela estava faminta. Então decidiu comer um lanche numa padaria que existia ali na esquina da rua colégio, já que a cantina do colégio só abriria na hora do intervalo. Sua Best Nat ainda fazia prova e então ela tinha que ir sozinha, fato que lhe incomodava um pouco, mas era só atravessar a rua que já estaria na padaria e foi o que ela fez.

Enquanto isso...

No aeroporto internacional de Cumbica, Rach e sua família que acabavam de chegar ao Brasil, pegaram um táxi em direção ao hotel que haviam reservado. Ao chegar ao hotel, subiram para a suíte escolhida e lá organizavam as malas quando:

- Mama, eu estou com fome! — diz Rach fazendo bico e colocando a mão no estômago.

- Sofia tem uma padaria no final rua, pegue alguns dólares e leve a Rachel comer alguma coisa lá enquanto seu pai e eu desfazemos as malas — diz Sra. Barboza.

- Claro, vamos Rachel — diz Sofia enquanto puxa a irmãzinha esfomeada para descerem.

Na Padaria...

- Uma francesinha , por favor — diz Rach sentada no balcão.

- Não temos isso aqui — responde a garçonete.

- Por favor, dois lanches com queijo — pede Sofia enquanto segura Rach que queria encarar a garçonete (criança faminta é assim).

Enquanto esperava o lanche Rach observava tudo, mas o que mais a intrigava no momento era uma menina que estava sentada ao seu lado comendo lanche, até ai tudo bem né, mas o estranho era que esta menina que estava desacompanhada não parava de sorrir. Rach não conhecia, mas essa menina era Patty, que estava feliz pelo que tinha ocorrido no colégio e não conseguia segurar o sorriso de orelha a orelha. Rach debruça sobre o balcão revirando a cabeça de lado (como se estivesse procurando uma espinha no rosto de Patty) e fica olhando fixamente pra Patty, esta não percebe de início (todo mundo sabe como e ta feliz igual bobo), mas depois de algum tempo ela vê:

- Olá, tudo bem? — diz Patty e dando um grande sorriso para Rach.

Ahhhh, pobre Patty. Nunca sorria pra uma criança curiosa na padaria, isto pode custar muito tempo (ainda mais quando os pais dela querem comer em paz). A partir daí Rachel começou a falar, assunto favorito vestido de noiva e começou....

20 minutos depois....

- Rach seu lanche já esta frio, coma logo — diz Sofia tentando salvar a alma de Patty.

Rach nem ligou, continuou conversando toda animada. Patty já estava um pouco cansada , mas aquela criancinha com sotaque estranho era tão fofa que ela não tinha coragem de maltratar. Porém já estava perto do horário de sua mãe lhe buscar na frente do colégio e Patty precisava ir.

- Desculpa Rach (já tinham se apresentado, alias Patty sabia até o n° do documento de Rach), eu tenho que ir minha mãe vai me pegar no colégio — diz Patty com uma expressão de ternura.

- Tudo bem, eu tenho que comer o lanche — diz Rach um pouco triste.

Então as duas se despedem, Patty vai ao caixa pagar enquanto Rach começa a comer o lanche. Patty paga, abana de longe para Rach que responde imediatamente (abanando igual aqueles caras da pista de pouso de avião em navio). De repente um telefone começa a tocar.

- Nossa Rach que toque estranho você colocou — diz Sofia.

- Não é meu mana — responde Rach pegando um telefone móvel que estava no balcão onde estava Patty.

- Deve ser o telefone da Patty, ela esqueceu — diz Rach enquanto se levantava correndo pra devolver o celular tocando.

- Rachel não saia da calçada — grita Sofia preocupada.

Rach corre e ao sair na porta da padaria vê Patty na esquina, quase atravessando a rua.

- Pattyyyyyyyyyyyyyyyyyy — grita bem alto Rach com aquele seu sotaque bem diferente.

Nesse momento Patty escuta e se vira para ver o que era, aliás, depois do grito alucinante de Rach, ela e todas as pessoas da rua param pra ver o que estava acontecendo. Rach chega onde está Patty e:

- A...A...Acheiiii o seu celular — diz Rach cansada depois de correr terríveis 20 metros.

- Nossa, obrigada amor. Nem percebi que tinha esquecido — diz Patty enquanto sorria toda feliz por recuperar algo que nem sabia que perdera.

Nesse momento enquanto as duas estavam paradas na esquina, conversando sobre a situação, um grito desesperado é ouvido:

- Socorro!!!! O meu bebê ....... — uma senhora desesperada grita, enquanto esta caída no chão.

Uma senhora tinha tropeçado do outro lado da esquina onde estavam Rach e Patty, e o carrinho de bebê com seu filho recém nascido continuou andando , já que a rua era descida ali. O carrinho parou no meio da rua, a senhora estava caída machucada no chão e não conseguia levantar, as pessoas mais próximas do carrinho eram Patty e Rach que estavam muito assustadas, principalmente ao ver que um caminhão vinha a toda velocidade e não daria tempo de salvar o bebê, nem de o caminhão parar. Patty e Rach se abraçam e gritam:

- AHHHHHHHHHHHHHHHHHH – gritam em tom sinfônico.

E agora pessoal?

Perguntas:

1 — Será que o próximo capítulo começa com hambúrguer de bebê?

2 — O próximo personagem virá de luto?

3 — Quem será a pessoa escolhida?Dica: qualquer dica fica fácil descobrir.

4 — Sofia está comendo outro lanche enquanto isso?

Notas finais
Obrigado por ler.
Está muito chato?Eu paro. XD
Olha só temos boas notícias
A Alicia disse que vai pagar pizza se esse capítulo chegar a mais de 10 reviews,todos que deixarem review poderão comer...hehehe
Obrigado pessoal
E obrigado Allie...
Até