Nuvens de Sangue
15 Especial: Capítulo 15 - Túmulos
Notas iniciais

"Os túmulos serão fechados em breve, e os mortos descansarão."
Escutou-se uma correria generalizada de pessoas vestindo trajes de médicos ou algo do tipo. Andavam por um corredor longo e claro. Paredes lisas em um tom de branco extremo, quase camuflados por seus jalecos serem da mesma cor do lugar. Uma mulher magra, cabelos cor de ferrugem presos em um coque, seguia seria pelo corredor. Sua expressão era focada na última porta, frangia a testa deixando seus óculos redondos e pequenos caírem em seu fino nariz. Acompanhada de algumas pessoas vestindo a mesma roupa que ela, permaneciam sem se comunicarem um com o outro até a chegada sobre a grande porta, que estava sinalizada com uma placa “Apenas pessoas autorizadas”. Entraram.
Do lado interior da sala em uma espécie de cômodo de roupas especiais, cada um deles vestiu roupas adequadas para a ocasião. Como se fossem astronautas, o traje grande e espaçoso em um tom amarelado dá a possibilidade de chegarem em seu destino, uma porta com trava magnética, que pelo passar de um cartão fora aberta pela mulher ruiva. Revelando um enorme laboratório, com mais pessoas dentro.
Pessoas andando de um lado a outro dentro do laboratório. Equipadas por impenetráveis trajes de proteção, mascarás especiais anti-infectantes, luvas de plásticos e expressões de pavor nunca vistas por ninguém, pareciam preocupados. Enquanto uns usam mangueiras de gases, vidros de acrílico com líquidos e diversos microscópicos, um homem parou seu trabalho para receber os que acabaram de chegar.
— Doutora Júlia Paiva, prazer em conhecê-la pessoalmente, sou o Doutor Lúcio Tavares. Chefe da operação de desintoxicação.
— Não sabia que a situação estava tão devastadora em São Paulo, acabo de voar da Base principal na Floresta Amazônica para cá.
— Sim, se não fosse tão importante, não tiraríamos a Senhora de sua base. – Falou o homem vestido dos pés a cabeça.
— Me acompanhe até a sala de pesquisas, por favor. – Doutora Júlia e Lúcio acompanhados dos ajudantes adentraram uma parte do laboratório onde a separação era por uma parede de lona transparente. Passaram por duas barras de aço que soltara uma espécie de fumaça envolto de seus corpos, para desintoxicar qualquer coisa indesejável. Era o procedimento padrão para ter contato com o que estava naquela parte. Parecia um local de extrema violência, sangue escorria pelo chão, paredes encapadas de vidros e um homem totalmente imóvel deitado em uma maca de aço fundido no centro de tudo aquilo. Preso por correntes em seus punhos, cotovelos, cintura, joelhos, tornozelos e, por fim, sua cabeça. A boca era tapada por uma gaiola, encontrava-se inerte sobre o apertado laboratório especial que mais parecia um abatedouro.
— Interessante, nunca havia visto um deles de perto. – Júlia chegou mais perto, encarou por instante aquela coisa deitada. Seus olhos negros e sem vida tiraram o folego da doutora durona. As veias do pescoço do infectado explodiam em contato com os olhos, mostrando os dentes decrépitos para ela, mirando o seu olhar penetrante para todos da sala. Rebatia-se em um ritmo monstruoso tentando soltar-se de sua prisão, os grunhidos do casulo alienígena era horrendo e penetrou nos sentidos de qualquer um lucido presente. Júlia sentiu medo, sentiu como se o mundo parasse, pois aqueles olhos invadiram o seu consciente tirando sua estrutura. Cambaleou para o lado e se escorou em uma mesa.
— Tudo bem, Doutora? – Um dos homens acudiu, e Lúcio pegou uma seringa e exclamou para a mulher.
— A primeira vez que vi esses olhos também senti isso. – Enfiou sem prévio aviso no pescoço do infectado, que não parou de se rebater. – O sangue dele ainda está escuro e viscoso, grosso. Não é mais sangue, é um líquido alienígena.
— Me desculpe, total falta de profissionalismo. Vamos lá, me dê a seringa. – A madura mulher pegou a seringa e jogou o líquido sobre uma pequena lâmina colocando dentro do microscópio de última geração. Assustou-se com o que viu, não existiam células sanguíneas e nem um tipo de substância humana, e sim organismos que não podiam ser combatidos. – Sinto dizer, mas eles não podem ser combatidos, eles realmente são seres dominantes.
— Tentamos o possível, mas a única coisa que podemos fazer é matá-los, não aguentam ao calor e morrem ao se desligarem do cérebro humano, a única coisa que sabemos até agora é isso.
— Estudamos as amostras de sangue que me enviaram no primeiro dia de ataque, sem êxito. Não existe uma forma sólida de parar essa infestação, a ciência não poderá ajudar. A nossa única esperança não está em laboratórios, e sim no combate. Vamos entregar a responsabilidade nas mãos dos soldados da C.U.F.A – Vociferou a doutora colocando as duas mãos na fria mesa de metal.
**
A floresta era densa e grande, a área de preservação da cidade de Itapecerica da Serra serviu com mestria para a ocupação da Base secreta da C.U.F.A, e era ali que se refugiavam os lideres dos estados vizinhos, a Presidenta do Brasil e alguns parentes de soldados. A base era pequena, o que diferencia de bases militares comuns era a proteção envolta de tudo. Uma película eletromagnética impossibilitou qualquer invasor de se aproximar. A tecnologia não era Brasileira e sim Japonesa. Que estudou por vinte anos a tecnologia usada pelos Zoens em suas esferas. Assim criando um material parecido com os dos Aliens. Mas não era apenas a proteção que eles haviam criado, mesmo os ataques dos Zoens antecipando-se em três anos, os Japoneses mostrariam que o mundo poderia ter um raio de luz em meio as trevas. Uma grande conferência com as maiores potências começara.
No subsolo da pequena cidade, onde a Base secreta criou forças um evento mundial que determinaria o destino dos ataques era organizado. Em uma sala gigantesca, grandes telões destacaram-se em meio a um auditório extenso e uma banqueta ainda maior servindo de palco. Microfones de dezenas de emissoras que ainda funcionam, levaria aquele discurso para o mundo. No centro a Presidenta do Brasil sentou-se junto a suplentes, ao lado dos seus homens a Doutora Júlia e ao lado dela um homem calvo de bigode, vestia-se como um soldado, assim completou a bancada. Em frente, pessoas começaram sentar, eram pessoas cultas de paletós e gravata e vestidos formais.
— Em alguns instantes começaremos o debate. – Um homem deu a voz, enquanto os telões eram ligados. E ao término do contato, a imagem de quatro lideres era exposta. O presidente dos Estados Unidos, a Rainha da Inglaterra, o primeiro Ministro do Japão e o Líder responsável pelo continente Africano. Todos com a feição de extrema preocupação. – Começaremos com a voz de nossa Presidenta.
— Meus amigos e minhas amigas, — A Mulher de cabelos armados e expressão de agonia levantou de seu assento e foi até os microfones, enquanto dezenas de pessoas em sua frente a fitou. – Sinto em dizer que milhões de Brasileiros perderam suas vidas nessas duas semanas de ataques, sinto eterna impotência de não conseguir controlar os ocorridos nesses dias de trevas e de desastres. O povo Brasileiro está morrendo, estamos sendo banhados com o sangue do nosso povo, sem puder fazer absolutamente nada. O exército combatente nas ruas não foram capazes de organizar e controlar a multidão que fora infectada. Usamos todo o arsenal militar contra eles, mas infelizmente não foram eficazes. Como podem ver o controle pelo solo é impossível. Jamais conseguiremos uma vitória se for em um combate contra as pessoas que já estão mortas, o que podemos fazer meus amigos? É derrubar aquelas naves e impedir que jogue mais Nuvens de Sangue em nosso povo. – Uma voz ecoou em meio ao discurso da Presidenta, era uma pergunta vinda de um homem na plateia.
— E as pessoas que estão lá fora, existem milhares de pessoas vivas lutando pela vida. – A Presidenta mirou seu olhar para o homem e perguntou.
— Como se chama filho?
— Marcos André, sou um soldado credenciado da C.U.F.A
— Creio que tem parentes do lado de fora.
— Sim, tenho primos que sei que estão vivos.
— Não posso responder essa sua pergunta, mas creio que sabe que a segurança do Mundo é mais importante agora, está em sua conduta, você aprendeu isso em sua graduação, não aprendeu? – Mas o soldado não se deu por vencido e retrucou.
— Vai me dizer que estão pensando em matar todos que ainda estão vivos no raio da infecção. – E ela ergueu as sobrancelhas.
— Esperto, nestes dias de tormenta, temos que encarar sacrifícios. – O rapaz foi impedido de continuar falando, e as câmeras foram miradas no telão onde o Presidentes dos Estados Unidos se encontra, a presidenta deu a fala para ele e se sentou novamente.
— Povo Brasileiro, as forças dos Estados Unidos da América estão com vocês, mandaremos todo nosso potencial para acabar com a infecção, antes que ela saia dai e se espalhe pelo mundo. Enviaremos forças especiais via aérea, marítima e terrestre. – E assim os quatro lideres se puseram a ajudar para que a infecção não se espalhasse.
Os olhos aflitos de todos era notável, pessoas cansadas sentaram nas poltronas com a esperança de tudo se instabilizar. Queriam sair daquela espelunca de abrigo. A comida era pouca, a aguá escassa. Tinham que dormir antes das sete e só podiam ligar as luzes depois das oito da manhã. Os abrigos eram barraquinhas e não podiam chegar perto das forças que treinam em um enorme campo todos os dias. Apenas hoje fora aperta a exceção de alguns sobreviventes assistirem junto com todos os soldados a palestra. Mas o momento mais esperado era o discurso dos cientistas e dos comandantes. Era a hora de Júlia dar sua voz aflita e poderosa.
— Olá, me chamo Júlia Paiva, sou responsável pela ala científica da C.U.F.A há mais de quinze anos. Realmente este dia chegaria, era inevitável. Por isso desdo primeiro dia que descobrimos a forma de vida do Zoens não descansamos, criamos muitos meios de defesa, mas não uma cura. Podemos combatê-los, mas não parar a infecção. Por isso o quanto antes derrubarmos eles, menos pessoas morrerão. Através dessas fotos, — fotos de pessoas infectadas, mutiladas e mortas eram passadas em uma tela, — mostraremos a evolução de uma pessoa que inala a fumaça. Existem três estágios antes dos Zoens dominarem um corpo, destacaremos o processo.
1º Etapa – Invasão. Ao inalar a pessoa sentirá uma dor gigantesca em seu peito. Suas narinas, lábios, garganta e porós secarão. A dor é ocasionada pelo percurso que os microrganismos Alienígenas fazem até chegar na corrente sanguínea, o secamento é devido a morte das células e a destruição do DNA.
2º Etapa – A morte do indivíduo. Depois de destruir as células sanguíneas, a destruição dos órgãos é ocasionada matando de imediato a pessoa. Assim os Zoens tomam posse apenas do cérebro, fazendo uma espécie de ligação direta com os ligamentos do cérebro.
Enquanto falava as fotos eram passadas na tela. Imagens chocantes de pessoas mortas, e infectadas.
3º Etapa – Dominação. O corpo é movido apenas pela vontade de matar, são as ordens dos Zoens. Comer a carne e passar a infecção adiante. Eles não pensam, não se movem por vontade, não tem mais sentimento. A alma da pessoa já não está mais em seu corpo, tudo o que o corpo é no momento: um casulo, onde reside o mal.
As fotos e à explicação da doutora chocou todos. Pelos telões as autoridades dos outros países assistiam chocados, assim como todos da banqueta e da plateia. Júlia continuou sue discurso sanguinolento.
— Esse é o processo por inalação da névoa conhecido por “Nuvem de Sangue”. Ainda existe o meio mais brutal de virar um casulo, este meio é o mais doloroso, pois o processo de transformação demora de vinte minutos ou dependendo do caso horas. É a infecção por mordida, e existem três etapas também.
1º Etapa – Mordida. A pessoa mordida que sobrevive ao ataque geralmente mesmo escapando dos Zoens, ainda assinam seu leito de morte. A mordida deles são dolorosas, infeccionais pelo fato do veneno alienígena, a dor é insuportável.
2º Etapa. – Morte. Por causa do veneno, não importa se é um arranhão, ou uma mordida no dedo. A pessoa morrerá. A infecção se transformará em um caminho entre os Zoens e o cérebro. Em pouco tempo a pessoa morre.
3º Etapa. – Transformação. Devido a mordida a pessoa morre, é vocês já devem estar ciente do que acontece depois não é? Sim, são infectadas pelo vírus alienígena e vira um deles.
— Obrigado Doutora. – O mesmo homem que apresentou a Presidenta dá à voz. – Começaremos com as perguntas da plateia. — Assim que ele falou , todos ergueram as mãos em um alvoroço enorme, mas logo os seguranças do lugar escolheram apenas uma pessoa por vez. Uma mulher perguntou levantando um caderno e uma caneta.
— Doutora, existe um jeito de parar a infecção quando ela é efetuada através de mordidas? – Júlia balançou seu óculos de grau e vociferou.
— Existe um meio sim, brutal. Se a mordida for em local como mãos, pés dedos, braços e pernas, dá para controlar, entretanto o único modo é a amputação da parte mordida. A única chance de se salvar é decepar o membro no exato momento da mordida. – A mulher que perguntou se sentou atônita com a resposta, e um outro homem se levantou.
— Como garantirão a segurança de nós?
— Está pergunta é insegura. Não temos como responder. – Quando terminou de falar o homem que apresenta o discurso cochichou em seus ouvidos e ela terminou assim que ele deixou o palanque. – Me desculpe, mas as perguntas acabam aqui. Tenho que dar lugar à base de combate, por favor Comandante. — ela aponta para o homem calvo de bigode sentado atrás da banqueta, ele se levanta e vai até ela.
— Obrigado Doutora. – O Olhar dele era mais firme do que qualquer olhar na sala. – Me chamo Comandante Salvatore das forças armadas da C.U.F.A, e através deste discurso tentarei acalmar todos.
As luzes apagaram e um foco de luz apareceu sobre o palco. Todos encararam o homem que cruzou os braços esperando o que subiria até ele. Um barulho de passos metálicos sendo cravado no chão fora escutado e em instantes o que fazia o barulho era revelado. Uma espécie de robô. Porem servia de armadura para o soldado que estava dentro dela. A armadura por assim dizer, tinha dois metros e meio de altura. Longos braços mecânicos que brilhavam pelo material límpido, parecia mais forte que um tanque. Os pés largos e grandes, e o que mais chamava a atenção era as asas nas costas como foguetes. O capacete era transparente onde dava a visão de que havia um homem dentro de tanto metal.
— Está é a Arma ZIT-001, mas conhecido como Colossal. – O impacto da surpresa era tremenda, Salvatore chamou ao palco um garoto de aproximadamente vinte anos, japonês de óculos e jaleco azul. – Este é Yakumo, ele explicará as funções do Colossal.
— Pois bem, essa beleza está sendo desenvolvida há mais de cinco anos, e por mais que ainda não esteja totalmente pronto será capaz de bater de frente com as naves dos Zoens. Ele é feito pela base do aço alienígena. Durante quarenta anos esferas caíram na Terra, mas caíram discretamente, deduzimos que eles estavam testando o nosso ambiente, descobrimos que o material da esfera não existia na terra, chamamos de Zitano. Por base do Zitano das esferas encontradas pelo mundo criamos um material semelhante o Zit-aço, onde conseguimos basicamente transformar aço em Zitano. Nossas armas são do mesmo patente do que as deles. E teremos uma chance contra eles, por mais que as naves usem uma tecnologia mais avançada do que a nossa, teremos uma chance.
— Então Yakumo, explique para eles meu jovem por que teremos chances.
— Sim comandante. Antes dos ataques recebemos uma mensagem na Base Africana da C.U.F.A, descobrimos que eles não são uma raça forte. Escondem-se dentro das naves e usam nós mesmo para conquistarem nosso mundo. São Alienígenas piratas, que andam em busca de conquistar Planetas, mas sempre usam meios contravencionais para isso. Eles são incapazes de viver fora das naves e se destruirmos isso acaba os ataques. – O babamento pelo discurso era grande, todos observavam quietos o que o jovem japonês fala.
— Por favor deixe demonstrar o que o Colossal é capaz. – Diz o general que se coloca para trás enquanto o Colossal de Zitano movimenta-se. Em segundos ele não está mais sobre o solo, ergue-se metros para cima flutuando. Mira enormes armas que saem de suas mão.
— Essas são as armas de Zit-001. Arma de luz, arma de calibres indeterminados, lança-chamas e granadas. Seu corpo aguenta mais de toneladas, aguenta chamas e temperaturas enormes. Realmente é nossa maior arma. – O Colossal volta para o chão, e dele o soldado se liberta, um rapaz careca jovem e forte.
— Palmas para o nosso jovem Soldado Estevão. – E todos se levantaram batendo palmas, — junto dele existe mais um soldado que está na plateia, ele será um dos primeiros a sair lá fora. Levante-se Marcos André.
O jovem rapaz se levantou desajustado e envergonhado. Ele usaria o Colossal e lutaria contra aquelas coisas o mais breve possível, não só ele, mas vários homens darão suas vidas para destruir a fonte de onde a esperança se desintegra. A fonte que transforma um mundo pacificado em um mundo morto.
**
Uma mulher chorava dentro de uma barraca, chorava em desespero chegando a soluçar. Era a face de uma mãe preocupada. Foi assim que Mônica passou seus dias, aos prantos, pois seus três filhos ainda estavam do lado de fora, com aquelas coisas. Sua barraca era pequena e ela dividia com sua irmã e seus sobrinhos. Olhando para o céu ela ainda tinha esperanças dos filhos estarem vivos. Desde que os soldados tiraram seus celulares ela não conseguiu mais comunicação, e já fazia dias, o desespero só aumentava na velha mulher de cabelos tingidos.
— Tia. – Falou o rapaz entrando na barraca, — você ainda chorando?
— Marcos André. – Ela foi de encontro do sobrinho e deu um beijo suave em sua bochecha
— Desculpe, como foi a palestra?
— Nenhuma novidade, tudo que eles falaram eu já sabia, mas você sabe por que fui até lá não sabe? — Ela arregalou os olhos.
— Você conseguiu?
— Sim. – E um abraço fortíssimo era retribuído, enquanto o rapaz erguia um tipo de rádio com uma antena grande.
— Esse é um receptor. Eu tenho certeza de que Nicolas e os pequenos estão vivos, através desse rádio eu posso capturar alguma frequência de rádio e vou poder me comunicar através de algum canal.
— Meu querido obrigado, seria o meu maior presente. Ver o rosto dos meus pequenos.
— Tia, assim que eu sair desta Base para eliminar os Zoens, trarei Nicolas e as crianças comigo. Isso é uma promessa. Os túmulos serão fechados em breve, e os mortos descansarão.
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